segunda-feira, 16 de junho de 2025
PRÉ-VESTIBULAR DA UPE CHEGA AS UNIDADES PRISIONAIS DE LIMOEIRO, IGARASSU E ABREU E LIMA
A Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (PROEC) da Universidade de Pernambuco realizou no último sábado (14), a primeira formação de docentes extensionistas que atuarão no pré-vestibular da UPE (PREVUPE) em espaços de privação de liberdade nas unidades prisionais de Limoeiro, Igarassu e Abreu e Lima. O encontro aconteceu na sede da Reitoria da UPE, no Recife, e contou com a presença de professores, gestores educacionais, equipe pedagógica do PREVUPE, autoridades da segurança pública, representantes da Secretaria Executiva de Ressocialização (SERES) e da Gerência de Políticas Educacionais de Jovens, Adultos e Idosos (GEJAI) – Unidade de Educação e Prisões.
A abertura do evento foi conduzida pelo Pró-reitor de extensão e cultura da UPE e Coordenador geral do PREVUPE, professor Luiz Alberto Rodrigues, pelo diretor do Instituto de Apoio à Universidade de Pernambuco, prof. Pedro Henrique Falcão, e pela coordenadora técnico pedagógica, Ubirany Ferreira. Ao longo da programação, foram realizadas palestras e rodas de conversa que abordaram temas fundamentais como o panorama do PREVUPE nos presídios, apresentado pela coordenadora pedagógica geral do PREVUPE, Fabiana Andrade, que também atuou na condução do evento.
Destaques para as falas do gerente de Educação da SERES, Jorge Pires, que abordou questões fundamentais como os cuidados éticos na atuação docente em contextos de privação de liberdade, além de relatos de experiências exitosas, e do professor Leandro Pontes, que compartilhou sua vivência no ensino de Química no EJA da Escola Médico Rui do Rego Barros, no COTEL, em Abreu e Lima, que enalteceu o poder da educação como instrumento de transformação, ainda mais se tratando de educação no sistema prisional.
Na parte da tarde, novos momentos de formação e trocas de experiências, com a participação de João Bosco Morais (COTEL), Alex Andrade (Penitenciária de Limoeiro) e Wagner Cadete (Penitenciária de Igarassu). “Falar do Enem no cárcere é falar de esperança, é reconhecer que todo ser humano pode aprender, sonhar e reconstruir sua trajetória. O PREVUPE é a semente de uma sociedade mais justa e oferece aos reeducandos a chance de disputar uma vaga em uma universidade pública e acreditar em um futuro diferente.” — Afirmou João Bosco Morais (Cotel).
O diretor do Iaupe, Pedro Falcão, registrou a importância do Prevupe chegando a pessoas privadas de liberdade. "Trata-se de uma missão e um compromisso de chegarmos com os programas da universidade, da Secretaria de Educação de Pernambuco e do Iaupe, como instituições públicas, àquelas pessoas que precisam do apoio e da presença do estado para terem mais oportunidades em suas vidas, e neste caso, de reintegração social. Saímos do encontro de formação com a certeza do êxito do Prevupe nas unidades prisionais que iniciam este projeto". - Afirmou o gestor.
PREVUPE
A atuação do PREVUPE em unidades prisionais evidencia o compromisso da Secretaria de Educação e da Universidade com uma educação inclusiva, que acredita no poder emancipador do conhecimento, mesmo em contextos de extrema vulnerabilidade.
O PREVUPE é uma atividade de extensão realizada em conjunto pela Pró-Reitoria de Extensão e Cultura da UPE (PROEC), pelo Instituto de Apoio à Universidade de Pernambuco (IAUPE) e pela Secretaria de Educação e Esportes de Pernambuco (SEE-PE), que é a financiadora integral do programa.
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📧 proec.prevupeselecao@upe.br
📱 Instagram: @prev.upe
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PREFEITURA DE SERRA TALHADA ENTREGA 141 TÍTULOS DE PROPRIEDADE PELO PROGRAMA MORADIA LEGAL
A Prefeitura de Serra Talhada realizou, neste domingo (15), no bairro do Mutirão, mais uma importante etapa do Programa Moradia Legal, com a entrega de 141 títulos de propriedade a famílias que há anos aguardavam pela regularização de seus imóveis. Com essa nova entrega, o município já contabiliza mais de 700 famílias beneficiadas pelo programa, garantindo segurança jurídica, dignidade e cidadania a quem mais precisa.
TRUMP VETA PLANO DE ISRAEL DE MATAR LÍDER SUPREMO DO IRÃ
O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, ao ser questionado sobre o plano vetado por Trump, evitou uma resposta direta, afirmando apenas que Israel fará “o que for necessário para garantir sua segurança”. O governo iraniano, por sua vez, respondeu com ataques que resultaram em oito mortos e 92 feridos em território israelense nesta segunda-feira, além de atingir a embaixada americana em Tel Aviv, embora sem causar grandes danos. A escalada também envolveu o disparo de um míssil a partir do Iêmen, ampliando o temor de que o conflito ganhe proporções regionais com a entrada de outros atores do eixo pró-Irã.
Em meio ao cenário de tensão, os líderes do G7, reunidos no Canadá, passaram a pressionar Trump a esclarecer sua posição em relação ao conflito. Espera-se que o ex-presidente utilize sua influência sobre Netanyahu para buscar um cessar-fogo imediato. Porém, Trump tem insistido que a diplomacia ainda pode prevalecer e que um acordo de paz entre Irã e Israel “está próximo”, declaração que gerou ceticismo entre os europeus. A falta de uma resposta objetiva de Washington tem preocupado os aliados ocidentais, que veem no vácuo de liderança um incentivo para o prolongamento da guerra.
Enquanto o conflito se intensifica, o Irã reiterou não ter interesse em desenvolver armas nucleares. Em pronunciamento nesta manhã, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, garantiu que seu país continuará defendendo o direito ao uso pacífico da energia nuclear e à pesquisa científica, conforme o decreto emitido ainda em vida pelo aiatolá Khamenei, que proibia a fabricação de armas de destruição em massa. Pezeshkian também afirmou que Teerã não iniciou o conflito e que sua resposta foi motivada pelos ataques israelenses contra civis e líderes militares.
A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) foi acionada pelo governo iraniano para realizar uma sessão emergencial ainda nesta segunda-feira, com apoio de países como Rússia, China e Venezuela. A reunião deve tratar dos impactos dos bombardeios nas instalações nucleares iranianas e das possíveis consequências para a segurança global. Segundo o Ministério da Saúde do Irã, 224 pessoas morreram desde o início da ofensiva israelense, número que pode aumentar diante da continuidade dos ataques aéreos.
Israel justifica suas ações afirmando que o Irã está perigosamente próximo de adquirir capacidade de fabricar uma bomba atômica. Apesar de especialistas indicarem que o país vem fortalecendo seu programa de enriquecimento de urânio, não há provas concretas de que esteja efetivamente produzindo armamentos nucleares. A avaliação internacional permanece dividida, com parte da comunidade vendo a ofensiva de Netanyahu como uma tentativa de impedir um possível acordo entre Washington e Teerã, o que poderia reduzir o isolamento iraniano.
Em análise publicada no New York Times, o correspondente Steven Erlanger destacou que Netanyahu vê qualquer acordo que permita ao Irã manter o enriquecimento de urânio como um caminho inevitável para a bomba nuclear. Essa percepção alimenta a determinação do premiê israelense em desmantelar o programa atômico iraniano a qualquer custo, mesmo que precise agir sem o apoio ativo dos Estados Unidos. O risco, contudo, é que a insistência israelense em ações unilaterais precipite uma guerra mais ampla — um cenário que Trump, apesar de sua retórica ambígua, parece disposto a evitar, ao menos por enquanto.