terça-feira, 5 de agosto de 2025
NO ESFERA, MINISTRO SÍLVIO COSTA FILHO FALARÁ SOBRE A AGENDA DA INFRAESTRUTURA NO BRASIL
FRANCISCO ALEXANDRE DEVE ASSUMIR A SUDENE EM MEIO A DISPUTA POLÍTICA NO PT E PRESSÃO POR RENOVAÇÃO NO NORDESTE
Francisco Alexandre é conhecido por sua trajetória técnica sólida e por manter relações políticas discretas, mas consistentes dentro da legenda. Atualmente, é o segundo suplente da senadora Teresa Leitão (PT), e já ocupou cargos de destaque no setor público e privado, entre eles o de diretor-superintendente da BRF Previdência, além de ter sido membro do Comitê Financeiro da Invepar S.A. e vice-presidente do Conselho de Administração da antiga Perdigão S.A., atual BRF. A escolha por um nome com experiência em gestão financeira e articulação institucional pode sinalizar uma tentativa do governo federal de conferir mais protagonismo à autarquia, num momento em que o Nordeste busca retomar investimentos estruturantes.
Nos bastidores, a substituição de Danilo Cabral ocorre em meio à tensão política entre lideranças petistas de Pernambuco e do Ceará. O governador cearense Elmano de Freitas (PT) teria pressionado o Planalto pela mudança no comando da Sudene, em articulação com setores da federação petista do seu estado. Apesar da resistência inicial do senador Humberto Costa, que chegou a defender publicamente a permanência de Danilo Cabral no cargo, a indicação de Francisco Alexandre pode ter surgido como um meio-termo capaz de manter a influência pernambucana sobre a autarquia e, ao mesmo tempo, atender aos anseios por renovação interna no órgão.
A Sudene, criada em 1959 por Celso Furtado, é responsável por coordenar políticas de desenvolvimento regional, articulando projetos de infraestrutura, atração de investimentos e financiamento público nos estados do Nordeste e parte de Minas Gerais e Espírito Santo. No entanto, ao longo dos anos, o órgão sofreu esvaziamento político e orçamentário, passando a depender mais do perfil de seu gestor para manter protagonismo no planejamento estratégico da região. A chegada de Francisco Alexandre representa não apenas uma mudança de comando, mas um novo ciclo de expectativas em torno da reestruturação da Sudene como peça-chave no redesenho das políticas públicas regionais. Ainda não se sabe se ele adotará um estilo técnico, como Danilo, ou se buscará maior visibilidade política. A nomeação, que pode sair a qualquer momento, deve ter repercussão direta na disputa por espaços dentro do PT e no futuro dos projetos de desenvolvimento da região.
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Em nota divulgada à imprensa e pelas redes sociais, Danilo agradeceu ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, pela confiança durante o período em que esteve no comando da instituição. Sem mencionar diretamente os motivos de sua saída, o ex-superintendente destacou que sua gestão foi marcada por um momento desafiador, mas também transformador para a Sudene, e declarou que deixa o cargo com a convicção do dever cumprido. “A Sudene voltou”, afirmou enfaticamente, sugerindo que, sob sua condução, a instituição recuperou protagonismo na articulação regional.
Durante sua gestão, Danilo Cabral atuou para fortalecer a atuação da Sudene em políticas de estímulo a investimentos privados, incentivo à inovação e combate às desigualdades estruturais históricas do semiárido nordestino. Ele também foi articulador de projetos estratégicos em parceria com estados e municípios, buscando retomar o papel da autarquia como coordenadora do planejamento regional. A nota emitida nesta segunda-feira tem tom firme, mas ponderado, em que Cabral reforça o compromisso com o desenvolvimento do Nordeste e reafirma sua disposição para continuar atuando em favor da região, mesmo fora da estrutura federal.
Danilo, que foi candidato ao governo de Pernambuco em 2022 pelo PSB, retornou à cena institucional após as eleições, assumindo a superintendência como uma sinalização de prestígio político junto ao governo Lula. Nos bastidores, sua saída é interpretada como parte de um rearranjo político no segundo escalão, movido por interesses partidários, pressões regionais e ajustes na base aliada. Apesar disso, o ex-superintendente evita controvérsias e enfatiza sua gratidão à equipe da Sudene e às inúmeras manifestações de apoio que vem recebendo desde que surgiram os rumores de sua exoneração.
O tom da nota também evidencia que Cabral mantém vivo seu projeto político e que a exoneração não representa um afastamento da vida pública. Pelo contrário, o texto indica que ele pretende manter sua atuação focada em Pernambuco, sua terra natal, onde possui forte capital político e uma trajetória consolidada de militância no campo da educação, planejamento e desenvolvimento regional. Ao dizer que “a luta por Pernambuco é minha missão de vida”, Danilo reforça seu compromisso com o estado e sinaliza que continuará sendo uma voz ativa nos debates sobre políticas públicas para o Nordeste.
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Nos serviços, o aquecimento se deve à ampliação de atividades ligadas ao turismo, tecnologia da informação, educação privada, transporte urbano e atendimento ao público, especialmente em regiões metropolitanas e polos regionais como Caruaru, Petrolina e Garanhuns. Já a indústria tem apresentado comportamento firme com a retomada de empreendimentos nos polos têxtil, alimentício e químico, além de investimentos em energia renovável e obras de infraestrutura. O bom desempenho industrial foi impulsionado ainda por parcerias entre o setor público e o setor privado, favorecendo o adensamento da cadeia produtiva em municípios do Agreste e Sertão.
O deputado federal Waldemar Oliveira, entusiasta da pauta do desenvolvimento regional, recebeu os números com otimismo e garantiu que vai trabalhar diretamente de Brasília para contribuir com a ampliação das oportunidades no estado. Segundo o parlamentar, Pernambuco já figurou como o segundo colocado na geração de empregos no Nordeste em 2024, e a meta agora é atingir a liderança em 2025. Para isso, Waldemar promete atuar em articulações para fortalecer projetos estratégicos nos setores produtivos, com foco em inovação, capacitação da mão de obra e atração de investimentos nacionais e estrangeiros.
O cenário de junho não é um caso isolado, mas parte de uma trajetória contínua. No acumulado dos últimos 12 meses até junho deste ano, Pernambuco já contabiliza a criação de mais de 61 mil empregos formais. Isso representa uma média mensal superior a 4.700 novas admissões, índice que coloca o estado entre os principais protagonistas do mercado de trabalho da região. A consistência dos números mostra que, apesar dos desafios estruturais, o estado vem conseguindo criar um ambiente mais favorável à geração de renda e inclusão no mercado formal.
Além dos setores tradicionais, tem crescido também a formalização em segmentos como agronegócio, logística e saúde, sobretudo com a interiorização dos serviços e com o fortalecimento de pequenos e médios empreendedores locais. A expectativa é que o segundo semestre mantenha a tendência de crescimento, especialmente com o início de novos projetos industriais, o reaquecimento do comércio no período pré-eleitoral e o avanço das obras públicas em curso. Com planejamento e investimento, Pernambuco vai consolidando sua posição como uma das economias mais resilientes do país.