quarta-feira, 13 de agosto de 2025

MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES AUTORIZA BOLSONARO A SAIR DA PRISÃO DOMICILIAR PARA EXAMES MÉDICOS

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu autorização para que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deixe a prisão domiciliar no próximo sábado, dia 16, com a finalidade específica de realizar exames médicos. A solicitação partiu da defesa do ex-presidente, que vem apontando problemas de saúde, entre eles refluxo e sintomas classificados como “soluços refratários”. Esse quadro clínico tem demandado atenção médica especializada, o que motivou o pedido para que Bolsonaro possa se deslocar até o Hospital DF Star, localizado em Brasília, para a realização de procedimentos diagnósticos.

A autorização concedida por Moraes é restrita à saída temporária para os exames, não abrangendo outras liberações ou mudanças no regime de prisão. Para garantir o controle da medida, o ministro exigiu da defesa do ex-presidente um atestado de comparecimento que comprove a presença de Bolsonaro no hospital durante o período em que estiver fora da prisão domiciliar. Essa exigência visa assegurar a transparência e o acompanhamento judicial do cumprimento da determinação.

O contexto dessa autorização ocorre em meio a um cenário de grande repercussão política e judicial envolvendo o ex-presidente. Bolsonaro encontra-se atualmente em prisão domiciliar por decisões vinculadas a investigações e processos judiciais em andamento. A questão da saúde do ex-presidente, entretanto, ganhou destaque nos últimos dias após os relatos apresentados por seus advogados sobre as dificuldades enfrentadas, incluindo o quadro de refluxo e episódios persistentes de soluços que não respondem a tratamentos convencionais.

Esses sintomas, classificados como “soluços refratários”, indicam uma condição em que os soluços são prolongados e resistentes às terapias tradicionais, podendo causar desconforto intenso e complicações. Diante disso, a defesa buscou garantir um atendimento adequado e a possibilidade de avaliações médicas detalhadas, justificando a necessidade da saída temporária autorizada pelo STF. O Hospital DF Star, local escolhido para os exames, é uma instituição de saúde reconhecida na capital federal, equipada para atender casos de alta complexidade e realizar exames específicos que possam esclarecer o estado clínico do ex-presidente.

A decisão do ministro Alexandre de Moraes respeita os direitos do paciente e a necessidade de cuidados médicos, equilibrando-os com as exigências da Justiça para o cumprimento do regime de prisão. Essa autorização demonstra a flexibilidade do sistema judiciário em situações que envolvem questões de saúde, ainda que o indivíduo esteja sob medida restritiva de liberdade. O acompanhamento rigoroso por meio do atestado solicitado reforça o compromisso com a segurança jurídica e a observância das normas impostas.

A medida representa um desdobramento importante no tratamento judicial do caso Bolsonaro, ao reconhecer e atender a um pedido fundamentado em condições de saúde, que não podem ser negligenciadas mesmo diante do contexto judicial vigente. A saída para os exames, limitada no tempo e monitorada, não altera a situação legal do ex-presidente, que permanece sujeito às determinações do STF e às restrições impostas pela prisão domiciliar.

Em paralelo, o episódio volta a chamar atenção para o tratamento dado aos presos com necessidades médicas especiais, e como o Judiciário brasileiro vem lidando com esses casos complexos, buscando conciliar a aplicação da lei com a garantia dos direitos humanos e do acesso a serviços de saúde adequados. A liberação de Bolsonaro para realização dos exames médicos poderá ser acompanhada de perto pela opinião pública, dada a relevância política do personagem e o interesse gerado em torno de sua situação.

O atestado de comparecimento, além de comprovar a presença do ex-presidente no hospital, poderá ser utilizado para futuras avaliações sobre sua condição física e possíveis necessidades adicionais de tratamento ou ajustes no regime de prisão. A autorização do ministro Alexandre de Moraes, portanto, abre espaço para que a situação médica do ex-presidente seja melhor compreendida e acompanhada, sem prejuízo às determinações judiciais que embasam sua prisão domiciliar.


CLIMA DE TENSÃO NA ALEPE: DEPUTADA DANİ PORTELA ACUSA GOVERNO E ENFRENTA REPÚDIO DOS DEPUTADOS GOVERNISTAS

Na sessão da última segunda-feira na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), o clima foi marcado por tensões e debates acalorados em torno de denúncias feitas pela deputada Dani Portela, do PSOL. A parlamentar, que é autora da proposta de criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar supostas irregularidades no processo de licitação da publicidade do Governo do Estado, subiu à tribuna para rebater acusações que circulam na internet. Segundo ela, houve a divulgação de informações falsas afirmando que seu gabinete teria contratado serviços de uma empresa vinculada a um tio de seu marido. Em tom firme, Dani Portela desmentiu categoricamente as alegações, afirmando: “não tenho empresa fantasma no meu gabinete”. A deputada ainda ressaltou que existem perfis na internet que atacam a oposição, e que, pelo menos um deles, estaria recebendo recursos do setor de comunicação do Governo.

Durante seu pronunciamento, Dani Portela usou um tom quase exaltado, chegando a falar quase aos gritos, o que impossibilitou que outros deputados fizessem apartes. Ela chegou a direcionar críticas diretas à governadora Raquel Lyra, acusando-a de não cumprir as promessas feitas durante a campanha eleitoral. “Primeira mulher eleita governadora, ela prometeu agir diferente, mas isso não aconteceu”, disse a deputada, evidenciando a insatisfação com o governo estadual e a postura da chefe do Executivo.

A resposta à fala de Dani Portela veio rápida e veemente de três deputados presentes no pequeno expediente: Izaías Régis, Renato Antunes e Antonio Moraes. Eles defenderam a governadora e negaram as acusações levantadas pela parlamentar do PSOL, afirmando que ela não apresentou nenhuma prova que sustentasse as suas afirmações feitas em plenário. Renato Antunes, ao mesmo tempo em que manifestou solidariedade à deputada pelos ataques sofridos nas redes sociais, destacou que não é aceitável acusar o Governo sem evidências concretas. Para ele, a CPI proposta não passa de uma “pirotecnia”, uma manobra política que, segundo suas palavras, serve apenas como ameaça e antecipação da campanha eleitoral. Antunes frisou que uma CPI precisa se basear em fatos comprovados, o que, no caso presente, ele acredita não existir, classificando as acusações como “simples ilações”.

Antonio Moraes foi além na sua defesa, enfatizando a recorrência das críticas direcionadas à governadora dentro da Assembleia. Ele argumentou que é necessário pôr fim às acusações infundadas e que não acredita na tese de que perfis anônimos na internet, que atacam a oposição, estejam recebendo dinheiro do Governo. Segundo Moraes, o Governo não faria pagamentos a quem não estivesse devidamente registrado. Ele também ressaltou o trabalho desenvolvido pela governadora Raquel Lyra, que estaria incomodando a oposição. Moraes destacou que Raquel tem sido alvo de ataques sistemáticos e constantes, enfatizando que nunca um governador pernambucano sofreu tanto desgaste público quanto ela. Para ele, essa perseguição tem um componente de gênero, uma vez que a governadora é mulher e seu vice também, o que acrescenta uma dimensão particular à hostilidade política que enfrentam.

O embate entre Dani Portela e os deputados aliados à governadora refletiu não apenas a polarização política presente na Alepe, mas também a complexidade das disputas eleitorais que se avizinham. A discussão revelou a fragilidade das relações entre oposição e governo, com acusações mútuas que, por enquanto, carecem de comprovação documental ou legal. O tema da licitação da publicidade do Estado permanece como um ponto sensível e controverso, que serviu de estopim para a criação da CPI, mas que ainda não apresentou elementos sólidos capazes de unificar o consenso dentro da Assembleia. Enquanto isso, as redes sociais continuam a ser terreno fértil para ataques e defesas apaixonadas, onde fatos e boatos se confundem, dificultando o esclarecimento da opinião pública.

No centro do debate, está o papel das mulheres na política estadual, evidenciado pelas palavras dos deputados que defenderam Raquel Lyra, ressaltando o contexto de perseguição e preconceito que a governadora enfrenta. Esse aspecto trouxe uma camada adicional à discussão, apontando para a importância de se considerar as especificidades da representação feminina no cenário político pernambucano. O confronto na tribuna, marcado por acusações e negações, é também um reflexo das tensões que permeiam o momento político local, com a Assembleia Legislativa se transformando em palco de disputas que ultrapassam o âmbito institucional para alcançar a esfera pessoal e ideológica dos parlamentares envolvidos.

A situação exposta na Alepe nesta segunda-feira evidencia como a política no estado está imersa em disputas acirradas, onde a busca por verdades e responsabilidades se mistura com estratégias de poder e posicionamento eleitoral. As acusações de Dani Portela e as respostas dos deputados governistas mostram que a relação entre governança e oposição permanece conflituosa, em um ambiente onde a credibilidade dos agentes políticos e das instituições é colocada à prova diariamente. Essa conjuntura política fortalece a percepção de um cenário de incertezas e embates constantes, com repercussões diretas para a gestão pública e a representação democrática em Pernambuco.

13 DE AGOSTO: PERNAMBUCO LEMBRA OS 11 ANOS SEM EDUARDO CAMPOS

Nesta quarta-feira (13), Pernambuco e o Brasil relembram os 11 anos da morte de Eduardo Campos, ex-governador pernambucano e candidato à Presidência da República em 2014. Eduardo faleceu tragicamente em um acidente aéreo, em Santos (SP), no dia 13 de agosto de 2014, deixando um legado de liderança, visão estratégica e compromisso com o desenvolvimento do país.

Filho de Ana Arraes e neto do ex-governador Miguel Arraes, Eduardo cresceu no meio político e, desde cedo, mostrou talento para a vida pública. Economista de formação, foi deputado federal por três mandatos e ministro da Ciência e Tecnologia antes de assumir o Governo de Pernambuco, em 2007.

À frente do Estado, governou por dois mandatos e foi reeleito com votação recorde. Investiu fortemente em educação, segurança, saúde e infraestrutura, transformando Pernambuco em referência nacional em gestão e atração de investimentos. Projetos como o Pacto pela Educação e a expansão das escolas de tempo integral tornaram-se marcas registradas de sua administração.

Sua morte, em plena campanha presidencial, interrompeu um momento de grande expectativa nacional. Seu discurso final — “Não vamos desistir do Brasil” — ficou gravado na memória dos brasileiros como símbolo de esperança e determinação.

Ao longo desta quarta-feira, diversas homenagens serão realizadas em Pernambuco e em outros estados. Missas, encontros e ações culturais organizadas pelo Instituto Eduardo Campos e por aliados políticos reforçam a lembrança de um líder que marcou uma geração.

Onze anos depois, sua trajetória continua inspirando e provocando reflexão sobre o papel da política na construção de um país mais justo e solidário.


GARANHUNS AVANÇA COM NOVAS OBRAS NA SAÚDE E COMÉRCIO, INVESTINDO MAIS DE R$ 6 MILHÕES PARA MELHORAR A QUALIDADE DE VIDA

No dia de ontem, terça-feira (12), a Prefeitura de Garanhuns deu um importante passo rumo ao desenvolvimento sustentável e à melhoria da qualidade de vida dos seus habitantes. Durante solenidade realizada no município, foram assinadas ordens de serviço que autorizam o início de três grandes obras, envolvendo setores estratégicos como o comércio local e a saúde pública.

O destaque fica por conta da reforma e construção do Galpão de Frutas e Verduras da Ceaga, projeto orçado em cerca de R$ 1,5 milhão. O espaço, que funciona como ponto fundamental para os comerciantes e consumidores da cidade, passará por uma modernização completa. A iniciativa visa não apenas revitalizar a estrutura física, mas também oferecer um ambiente mais seguro, confortável e funcional, fomentando a comercialização de produtos agrícolas locais e fortalecendo a economia regional.

Outro investimento significativo está focado na saúde pública, área prioritária para o município. Garanhuns vai ganhar um novo Centro de Parto Normal, estrutura moderna voltada para o atendimento humanizado às gestantes da cidade e da região. Essa obra representa um avanço importante no cuidado pré-natal e na promoção do parto seguro, com foco no acolhimento e bem-estar das mães e bebês.

Paralelamente, será construído o prédio da Unidade Básica de Saúde (UBS) Boa Vista 4, também conhecida como PACS Boa Vista. Essa unidade é essencial para ampliar o atendimento primário à população, facilitando o acesso aos serviços básicos de saúde e prevenindo doenças. Juntas, as obras do Centro de Parto Normal e da UBS Boa Vista 4 contam com investimentos superiores a R$ 5 milhões, recursos assegurados por meio do Programa Novo PAC, iniciativa do Governo Federal voltada para a modernização da saúde pública em municípios brasileiros.

Estas ações refletem o compromisso da gestão municipal em buscar parcerias e captar recursos para transformar a infraestrutura local, melhorando a vida dos garanhuenses. Além de gerar emprego e movimentar a economia durante as obras, os projetos garantem melhorias permanentes no comércio e na rede pública de saúde, dois setores vitais para o desenvolvimento social e econômico de Garanhuns.

Com essas obras, Garanhuns reforça sua posição como polo regional de serviços e comércio no Agreste pernambucano, mostrando que investir em infraestrutura e saúde é investir diretamente no futuro da cidade e no bem-estar da população.

PESQUEIRA ABANDONA TRADIÇÃO PARA “PEGAR BIGU” NO FESTIVAL DO ESTADO

íO Festival Pernambuco Meu País é uma importante iniciativa do Governo do Estado de Pernambuco, realizado pela Secretaria de Cultura e Fundarpe, em parceria com Sesc, Detran/PE, AGE e outras secretarias. O projeto percorre várias cidades do estado, levando cultura, arte e entretenimento para diversas regiões, fortalecendo a identidade cultural pernambucana.

Porém, esse formato itinerante tem causado impacto em municípios com tradições culturais próprias, como Pesqueira. Conhecida pelo seu tradicional e único Festival da Renascença, a cidade vive uma polêmica: a prefeitura decidiu abrir mão do seu evento tradicional para priorizar o Festival Pernambuco Meu País.

Essa decisão gerou críticas, pois mostra que a prefeitura preferiu “pegar bigu” — uma expressão popular que significa se aproveitar da estrutura e dos recursos do evento estadual para economizar — abrindo mão do investimento no próprio festival. Ou seja, a gestão municipal optou por não gastar com o Festival da Renascença, que é parte fundamental da história e da identidade cultural da cidade.

É importante lembrar que o Festival da Renascença é muito mais que uma festa local; ele representa um patrimônio cultural único que fortalece o sentimento de pertencimento da população e valoriza as raízes históricas de Pesqueira. Ao abrir mão dessa tradição, a prefeitura não apenas prejudica a cultura local, mas também enfraquece o rico mosaico cultural de Pernambuco, que depende do respeito e valorização das manifestações regionais para se consolidar.

Por outro lado, o Festival Pernambuco Meu País é uma ação legítima e positiva do Governo do Estado. A responsabilidade por palco, barracas, atrações, decoração e estrutura do evento é exclusiva do Estado, o que permite aos municípios participarem sem os custos elevados. No entanto, essa colaboração não deve ser confundida com o abandono das tradições municipais.

Pesqueira precisa entender que manter suas festas tradicionais é essencial para preservar sua identidade cultural e valorizar seu patrimônio. O equilíbrio está em apoiar as iniciativas estaduais, mas também investir e fortalecer as próprias celebrações.

Pernambuco só cresce com a parceria saudável entre governo estadual e prefeituras, respeitando as particularidades de cada região e garantindo que a cultura popular permaneça viva e pulsante. É isso! Cada qual no seu quadrado!

PESQUISA MOSTRA CENÁRIO PARA O SENADO EM PERNAMBUCO

Um levantamento feito pelo Instituto Paraná Pesquisas e divulgado pela CNN Brasil, nesta terça-feira (12), aponta os três favoritos pela disputa ao Senado por Pernambuco. Humberto Costa (PT), Miguel Coelho (UB) e Eduardo da Fonte (PP) despontam como preferidos dos eleitores no Estado.

Nas eleições do próximo ano, serão eleitos dois senadores por unidade federativa. Isto significa que 54 das 81 cadeiras que compõem a Casa estarão em disputa.

Para a pesquisa foram testados dois cenários: no primeiro, Humberto Costa (PT) e Miguel Coelho (União) foram os mais mencionados, com 43,2% e 36,7% das intenções de voto, respectivamente. No segundo cenário, o petista continuou liderando a disputa com a mesma porcentagem, 43,2%. No entanto, Eduardo da Fonte (PP) aparece logo em seguida, obtendo 32%. Os entrevistados poderiam citar até dois candidatos, segundo o levantamento.

Foram ouvidas 1.510 pessoas em 62 municípios de Pernambuco entre os dias 1º e 5 de agosto. A margem de erro é de 2,6 pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. Os mandatos de senadores têm duração de oito anos, e os parlamentares podem concorrer à reeleição

JANJA LULA DA SILVA FAZ HISTÓRICA PRIMEIRA VISITA A ITAPISSUMA E IMPULSIONA DESENVOLVIMENTO DA PESCA NO LITORAL NORTE

Na manhã desta terça-feira (12), a cidade de Itapissuma, localizada no litoral norte de Pernambuco, recebeu uma visita histórica: a primeira-dama da República, Janja Lula da Silva, esteve pela primeira vez na cidade, que em seus 43 anos nunca havia recebido uma autoridade dessa magnitude. A visita aconteceu a convite do ministro da Pesca e Aquicultura, André de Paula (PSD), e marcou também a estreia da primeira-dama no litoral norte pernambucano. Itapissuma, que conta com pouco mais de 27 mil habitantes, é administrada pelo prefeito Júnior de Irmã Teca, o gestor mais jovem da região metropolitana, também filiado ao PSD.

A comitiva que acompanhou Janja incluiu nomes importantes da política estadual e nacional. Estiveram presentes a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco (PT), o superintendente da Pesca e Aquicultura, Zé de Irmã Têca (PSD), além da vice-governadora de Pernambuco, Priscila Krause (PSD). Também marcaram presença figuras de destaque cultural, como Lia de Itamaracá, cirandeira reconhecida como patrimônio cultural, e representantes da comunidade local, como Joana Mousinho, pioneira e primeira mulher a liderar uma colônia de pescadores no Brasil. A recepção contou com a participação de alunos da rede municipal e de uma multidão que quis presenciar o momento raro e importante para a cidade.

O roteiro da visita começou no centro de Itapissuma, onde Janja foi calorosamente recepcionada pelo prefeito Júnior, pela vice-prefeita Zezé e por Joana Mousinho, que desempenha um papel fundamental na articulação das mulheres pescadoras, tanto em âmbito estadual quanto nacional. O grupo seguiu até a Colônia de Pescadores Z-10, situada às margens do Canal de Santa Cruz, local estratégico para o setor pesqueiro local. Durante a visita, foram abordadas questões relevantes para as mulheres que atuam na pesca, como as dificuldades enfrentadas para conciliar trabalho e família, os desafios da dupla jornada, além de temas relacionados à saúde e à igualdade de gênero.

Após a visita à colônia, a comitiva se dirigiu ao polo gastronômico da caldeirada, onde foi servido um almoço com pratos típicos que celebram a riqueza da culinária local, valorizando os frutos do mar que são a base da economia da região. Por volta das 14h, as autoridades se reuniram em frente à Igreja de São Gonçalo para a apresentação do projeto da Bio Indústria, iniciativa que busca fomentar um comércio sustentável e agregar valor à cadeia produtiva dos moluscos e mariscos no Nordeste. O projeto representa uma aposta no desenvolvimento econômico aliado à preservação ambiental, beneficiando diretamente a população local e impulsionando a economia azul da região.

Durante o encontro, o Ministério das Comunicações entregou 50 computadores destinados às colônias de pescadores das cidades de Igarassu, Itapissuma e Itamaracá, como parte do Programa Computadores para Inclusão. Essa iniciativa visa promover a inclusão digital das comunidades pesqueiras, facilitando o acesso a informações, capacitação e oportunidades de desenvolvimento. Também foi assinado pela gestão municipal o termo de adesão ao Plano Juventude Negra Viva (PJNV), do Ministério da Igualdade Racial, programa que busca reduzir as vulnerabilidades da juventude negra no Brasil, com foco especial na realidade de Itapissuma.

O prefeito Júnior de Irmã Teca destacou a importância da visita e dos investimentos que estão sendo direcionados à cidade. Em seu pronunciamento, ressaltou que o evento transcende disputas políticas e ideológicas, representando um gesto de cuidado e compromisso com o povo do litoral norte. Para ele, as ações discutidas e iniciadas durante a visita têm potencial para transformar a vida das trabalhadoras e trabalhadores da pesca, promovendo avanços sociais e econômicos. O evento simbolizou um momento de união entre governo federal, estadual e municipal em prol do desenvolvimento local, especialmente para as mulheres e jovens que atuam na comunidade pesqueira.

A presença da primeira-dama e das demais autoridades reforçou a atenção que o governo tem dado às demandas das comunidades tradicionais e ao fortalecimento da pesca sustentável no litoral pernambucano. A integração entre os programas sociais, o apoio à economia local e as políticas públicas voltadas para a igualdade racial e de gênero foram evidenciadas durante toda a visita. A cidade de Itapissuma, que até então era pouco conhecida no cenário nacional, ganhou destaque e uma projeção positiva, demonstrando que investimentos públicos bem direcionados podem gerar transformação e esperança para comunidades costeiras e pesqueiras.

FALTOU QUÓRUM PARA APROVAR VIRGÍLIO NA ALEPE


Mesmo depois de ter sido sabatinado pela manhã na Comissão de Constituição, Legislação e Justiça, o advogado Virgílio Oliveira ainda não é oficialmente o administrador do Arquipélago de Fernando de Noronha. Não houve quórum para votação em plenário, na tarde desta terça-feira, e o projeto do governo do estado foi retirado de pauta.

Embora o painel apontasse 31 deputados presentes, em plenário não havia sequer 25 parlamentares, número mínimo para que a votação ocorresse. A votação agora, segundo anunciou o deputado Antônio Moraes (PP), deve acontecer na próxima terça, quando a possibilidade de quórum é maior.

Pelo menos oito considerados governistas, que poderiam assegurar a aprovação, não estavam em plenário: Abimael Santos e Joel da Harpa, do PL; Cleiton Collins, Júnior de Tércio, do PP; Danilo Godoy (PSB); Gustavo Gouveia (Solidariedade); João de Madegi (PV); e Romero Sales Filho (União Brasil) não estavam em plenário