Em mensagem divulgada nas redes sociais, Maria Corina afirmou que chegou a hora de cumprir o que ela chama de “mandato popular” conferido nas urnas no dia 28 de julho. Segundo a líder opositora, Edmundo González foi eleito pelo voto dos venezuelanos e deve assumir imediatamente a Presidência da República, com pleno reconhecimento institucional. No mesmo pronunciamento, ela defendeu que González seja tratado como comandante-chefe das Forças Armadas Nacionais, apelando diretamente a oficiais e soldados para que reconheçam sua autoridade.
O discurso marca uma mudança de fase dentro da estratégia da oposição, que passa a atuar não apenas no campo da denúncia política, mas também na exigência prática de transferência de poder. Para aliados de Maria Corina, a captura de Maduro pelos Estados Unidos teria alterado radicalmente o equilíbrio de forças no país, abrindo espaço para que a oposição avance no reconhecimento internacional de González como chefe de Estado.
Vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2025, Maria Corina Machado é vista como uma das principais articuladoras internacionais contra o chavismo e mantém relação próxima com lideranças conservadoras dos Estados Unidos, incluindo o ex-presidente Donald Trump. No comunicado deste sábado, ela adotou um tom de mobilização nacional, afirmando que a oposição está pronta para governar e assumir o controle do país de forma organizada.
“Hoje estamos preparados para exercer nosso mandato e assumir o poder”, declarou, ao reforçar que a vigilância e a organização popular serão fundamentais até a conclusão da transição democrática. Segundo ela, esse processo exige participação ativa da sociedade e disciplina política para evitar retrocessos.
A líder opositora também se dirigiu diretamente aos venezuelanos que permanecem no país, pedindo atenção às próximas orientações. De acordo com a publicação, novas diretrizes devem ser divulgadas em breve por meio dos canais oficiais da oposição, sinalizando que ações concretas podem ser anunciadas nos próximos dias.
O pronunciamento eleva a tensão política na Venezuela e amplia a expectativa sobre o posicionamento das Forças Armadas e da comunidade internacional, que agora são pressionadas a reconhecer Edmundo González como presidente legítimo em um dos momentos mais delicados da história recente do país.