sábado, 10 de janeiro de 2026

TRUMP ROMPE COM A ORDEM GLOBAL E PROMOVE O MAIOR AFASTAMENTO DOS EUA DE ACORDOS INTERNACIONAIS DESDE A SEGUNDA GUERRA

Washington viveu nesta semana um dos momentos mais emblemáticos e controversos da política externa norte-americana nas últimas décadas. O presidente Donald Trump assinou uma ordem executiva que determina a retirada dos Estados Unidos de 66 organizações, convenções e tratados internacionais, muitos deles diretamente ligados ao sistema das Nações Unidas. O gesto, classificado por analistas como um verdadeiro terremoto diplomático, redesenha o papel dos EUA no cenário mundial e aprofunda a guinada isolacionista defendida por Trump desde seu primeiro mandato.

Entre as entidades das quais os Estados Unidos estão se desligando, ao menos 31 fazem parte da estrutura da ONU, incluindo acordos ambientais, organismos voltados aos direitos humanos, igualdade de gênero, saúde global e cooperação científica. O impacto mais simbólico recai sobre o campo ambiental: ao abandonar a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, os EUA passam a ser a única grande potência fora do principal pacto climático global, responsável por orientar metas de redução de emissões e ações conjuntas contra o aquecimento do planeta. Também foi confirmado o desligamento do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, responsável por consolidar dados científicos que embasam políticas ambientais em todo o mundo.

A decisão atinge ainda programas voltados a mulheres e populações vulneráveis. A saída do ONU Mulheres e do Fundo de População das Nações Unidas implica o corte imediato de recursos destinados a iniciativas de igualdade de gênero, planejamento familiar e saúde reprodutiva em países em desenvolvimento. Especialistas alertam que, além do impacto financeiro direto, a medida enfraquece redes internacionais de cooperação construídas ao longo de décadas.

Em declaração oficial, Trump adotou um tom nacionalista e confrontacional. Segundo ele, não é mais aceitável que o contribuinte norte-americano continue financiando instituições que, na sua avaliação, operam contra os interesses dos Estados Unidos. “Chega de enviar o nosso sangue e o nosso suor para sustentar o resto do mundo”, afirmou o presidente, reforçando o discurso de que o país deve priorizar acordos bilaterais e decisões soberanas, sem submeter-se a organismos multilaterais.

Enquanto apoiadores comemoram o que chamam de “independência americana” e o fim de compromissos considerados onerosos, a reação internacional foi imediata. Líderes europeus, representantes da ONU e organizações como a Anistia Internacional classificaram a decisão como imprudente e vingativa, alertando para o risco de um colapso na cooperação global em áreas sensíveis como clima, direitos humanos e segurança internacional. Há também o temor de que o vazio deixado pelos Estados Unidos seja rapidamente ocupado por potências como a China, que tende a ampliar sua influência dentro dessas instituições e a ditar novas regras do jogo mundial.

Apesar do discurso duro, especialistas lembram que nem todos os itens da lista são tratados de paz no sentido clássico, como frequentemente se tem divulgado nas redes sociais. O pacote inclui acordos ambientais, conselhos técnicos, agências especializadas e fóruns multilaterais diversos. Ainda assim, o volume e a abrangência das retiradas tornam a decisão inédita na história recente da diplomacia norte-americana.

Para além dos bastidores de Washington, os efeitos desse rompimento já começam a preocupar governos, empresas e cidadãos comuns. O afastamento dos EUA de pactos globais pode influenciar o preço da energia, o ritmo das transições ambientais, a resposta a crises humanitárias e até o equilíbrio geopolítico em regiões instáveis. Com os Estados Unidos fora da mesa de negociações, a ordem internacional construída no pós-guerra entra em uma nova fase, marcada por incertezas e disputas de liderança.

O mundo observa atento. A decisão de Trump não é apenas um movimento administrativo, mas um sinal claro de que as engrenagens da cooperação global estão sendo desafiadas — e, possivelmente, reescritas — em tempo real.

MANOEL CARLOS MORRE AOS 92 ANOS: O LEGADO DO HOMEM QUE TRANSFORMOU A TELEDRAMATURGIA BRASILEIRA

O Brasil ficou de luto neste sábado, 10 de janeiro de 2026, com a confirmação da morte de Manoel Carlos Gonçalves de Almeida, conhecido como Manoel Carlos ou “Maneco”, um dos mais influentes autores de novelas da televisão brasileira. Ele faleceu aos 92 anos, no Rio de Janeiro, onde estava internado no Hospital Copa Star, em Copacabana, em tratamento contra a Doença de Parkinson, que já vinha comprometendo sua mobilidade e funções cognitivas nos últimos anos

Segundo a família e a produtora Boa Palavra, o falecimento ocorreu por volta das 20h desta sábado. A causa oficial não foi divulgada, e o velório será restrito a familiares e amigos íntimos, em respeito à privacidade dos entes queridos do escritor.

UMA VIDA DEDICADA À ARTE E À TV BRASILEIRA

Nascido em 14 de março de 1933, em São Paulo, Manoel Carlos começou no universo artístico ainda jovem — atuando, escrevendo e dirigindo desde a adolescência, e trabalhando em várias emissoras antes de consolidar sua carreira na TV Globo, a partir da década de 1970. Sua estreia na emissora foi como diretor-geral do “Fantástico” em 1972, mas foi na dramaturgia que construiu seu legado mais duradouro. 

Ao longo de mais de cinco décadas de carreira, Manoel Carlos escreveu mais de 15 novelas que marcaram gerações. Entre seus trabalhos mais icônicos estão:

  • “Laços de Família”

  • “Por Amor”

  • “Mulheres Apaixonadas”

  • “Baila Comigo”
    e a novela de encerramento da sua trajetória em 2014, “Em Família”

Sua obra ficou conhecida principalmente pelo retrato sensível da classe média brasileira, especialmente no contexto do bairro do Leblon, no Rio de Janeiro, que muitas vezes funcionava como mais do que um cenário — era um personagem dentro das tramas.

O MARCO DAS “HELENAS”

Uma das marcas registradas de Manoel Carlos era a criação e reinvenção de personagens femininas fortíssimas batizadas de Helena. Essas protagonistas, interpretadas por algumas das maiores atrizes do País, tornaram-se símbolos da televisão brasileira por sua profundidade emocional e humanidade. 

Em suas novelas, Manoel explorava temas sociais e familiares com uma sensibilidade rara, trazendo debates sobre amor, ética, conflitos humanos e questões contemporâneas para o centro da dramaturgia popular — um dos motivos pelos quais seu trabalho atravessou gerações de espectadores. 

FAMÍLIA E DESPEDIDA

O autor deixa sua esposa, Elisabety Gonçalves de Almeida, e duas filhas:

  • Júlia Almeida, atriz e protagonista em várias produções, e

  • Maria Carolina, roteirista que colaborou em suas tramas. 

Manoel Carlos enfrentou nos últimos anos os desafios de sua saúde debilitada pela doença de Parkinson, que o afastou progressivamente da vida pública e criativa. 

UMA AUSÊNCIA IRREPARÁVEL

A notícia da morte de Manoel Carlos representa não apenas o fim da vida de um artista consagrado, mas também o encerramento de um capítulo importante na história da teledramaturgia brasileira. Sua obra influenciou profissionais, telespectadores e a forma como histórias humanas são contadas na televisão no Brasil. 

O legado de Maneco, com seus personagens memoráveis e sua capacidade de traduzir emoções cotidianas em narrativas envolventes, permanecerá vivo na memória cultural do País.

REFAZENDO A ROTA: MIGUEL COELHO APOSTA EM RAQUEL LYRA E SE ARTICULA COM EDUARDO DA FONTE PARA O SENADO EM 2026

Miguel Coelho voltou a se colocar no centro do tabuleiro político pernambucano ao reafirmar que trabalha para ser o candidato da Federação União Progressista ao Senado Federal em 2026. A declaração, feita durante evento partidário em Jaboatão dos Guararapes, foi mais do que um gesto de pré-campanha: soou como um aviso de que o ex-prefeito de Petrolina está em movimento calculado, revendo alianças, reposicionando discursos e transformando o capital político acumulado na disputa pelo Governo do Estado em 2022 em um projeto viável para a Câmara Alta.

O plano de Miguel se ancora em números. Ao longo do último ano, pesquisas de opinião o colocaram entre os nomes mais competitivos para o Senado em Pernambuco, sustentando a convicção de que há espaço eleitoral real para sua candidatura. Ao colocar seu nome à disposição não apenas do União Brasil, mas de toda a federação formada com o PP, Miguel busca se apresentar como um nome de amplitude, capaz de agregar forças, dialogar com diferentes campos políticos e dar densidade eleitoral a uma composição majoritária.

A fala em tom seguro de que uma das vagas ao Senado será da União Progressista revela mais do que otimismo. Mostra a intenção de elevar o patamar das negociações desde já, aproveitando o calendário acelerado do ano eleitoral. Nos bastidores, o entendimento é de que Miguel não quer ser apenas mais um pré-candidato, mas sim uma peça indispensável em qualquer arranjo competitivo para 2026.

Ao analisar o cenário estadual, Miguel adotou um discurso pragmático. Reconheceu a tradição de disputas duras em Pernambuco e apontou a polarização crescente entre a governadora Raquel Lyra e o prefeito do Recife, João Campos. Embora mantenha afinidade política e histórica com João, o ex-prefeito evitou amarras definitivas. A postura é vista como estratégica: ao tratar o embate de forma objetiva, ele mantém portas abertas e preserva seu projeto ao Senado acima das disputas locais, algo essencial para quem precisa construir votos em todas as regiões do Estado.

Esse posicionamento ganha ainda mais peso quando se observa o desenho das chapas. Na Frente Popular, a tendência é de que exista, na prática, apenas uma vaga competitiva ao Senado, já que Humberto Costa desponta como candidato natural à reeleição na aliança entre PT e PSB. No campo governista, por outro lado, o cenário é mais elástico. Há espaço para a formação de uma chapa com duas vagas fortes, o que abre caminho para a consolidação de nomes como Eduardo da Fonte e o próprio Miguel Coelho, contemplando integralmente a Federação União Progressista.

É nesse ponto que o cálculo político de Miguel se torna mais firme. Nos bastidores, cresce a leitura de que o ex-prefeito de Petrolina caminha de forma cada vez mais decidida para o lado da governadora Raquel Lyra. A avaliação é simples e objetiva: ao lado de Raquel, Miguel enxerga um ambiente mais favorável para viabilizar sua candidatura ao Senado, com menos restrições políticas e maior clareza na composição da chapa. A presença de Eduardo da Fonte, presidente do PP em Pernambuco e um dos principais articuladores da federação, surge como elemento-chave desse movimento. Juntos, Miguel e Eduardo formariam uma dobradinha capaz de unificar a União Progressista, fortalecer o palanque governista e ocupar de forma plena o espaço do centro-direita no Estado.

Apesar das negativas públicas do grupo petrolinense, informações de bastidores indicam que o diálogo entre Miguel Coelho e Raquel Lyra foi retomado. Há quem afirme, inclusive, que a conversa vai além do Senado e envolve a ampliação da influência política do grupo, com a possibilidade de aliados ocuparem espaços estratégicos no secretariado estadual. Esse avanço silencioso reforça a percepção de que o ex-prefeito trabalha com múltiplos cenários, evitando isolamento e mantendo seu nome no centro das articulações.

Em paralelo, cresce o incômodo de Miguel com a falta de definições da Frente Popular. Embora tenha acenado diversas vezes para o projeto de João Campos, o ex-prefeito estaria desconfortável com declarações internas de que não há espaço para seu grupo político na chapa majoritária, sob o argumento de que ele apoiou os governos Temer e Bolsonaro. A combinação entre indefinição, resistência interna e prioridade dada à reeleição de Humberto Costa ajudou a acelerar o reposicionamento de Miguel.

Ao manter bom desempenho nas pesquisas, não fechar portas e avançar no diálogo com Raquel Lyra e Eduardo da Fonte, Miguel Coelho transforma sua pré-candidatura ao Senado em um dos eixos centrais das articulações de 2026. Mais do que recalcular a rota, o ex-prefeito de Petrolina busca assumir o papel de protagonista em uma disputa que promete redesenhar o mapa político de Pernambuco.

UNIÃO BRASIL ABRE 2026 COM APOSTA FORTE NO PROTAGONISMO FEMININO E SINALIZA CHAPAS COMPETITIVAS EM PERNAMBUCO

O ano de 2026 começou com um gesto político claro do União Brasil em Pernambuco: colocar as mulheres no centro do debate partidário e do planejamento eleitoral. Em um hotel de Jaboatão dos Guararapes, na Região Metropolitana do Recife, o partido realizou nesta sexta-feira (9) o encontro “Mulheres que Constroem o Amanhã”, reunindo lideranças femininas, militantes e quadros da sigla para uma tarde inteira de reflexões, palestras e diálogos sobre participação política, representatividade e fortalecimento das candidaturas femininas.

A abertura do evento ficou a cargo da presidente do União Brasil Mulher em Pernambuco, Juliana Chaparral, que também é prefeita de Casinhas e pré-candidata a deputada federal. Em sua fala, Juliana defendeu de forma enfática a ampliação do espaço das mulheres dentro das estruturas partidárias e nos cargos de poder, ressaltando que a presença feminina não deve ser apenas simbólica, mas efetiva nos processos de decisão e na formulação de políticas públicas.

Para Juliana, o momento é de consolidação de um trabalho que vem sendo construído ao longo dos últimos meses, com foco direto nas eleições de outubro. Segundo ela, o União Brasil trabalha para apresentar chapas competitivas e capazes de transformar o discurso de inclusão em resultados concretos nas urnas. A dirigente ressaltou ainda que o fortalecimento das mulheres no partido é estratégico tanto do ponto de vista político quanto social, refletindo uma demanda crescente da sociedade por mais diversidade e equilíbrio na representação institucional.

O encontro também contou com a presença do presidente estadual do União Brasil e pré-candidato ao Senado, Miguel Coelho, que acompanhou os debates e reforçou o compromisso da legenda com o protagonismo feminino. Em sua avaliação, criar espaços de escuta e diálogo é condição essencial para que mais mulheres se sintam estimuladas a disputar mandatos e ocupar funções de liderança. Miguel destacou que o partido tem a convicção de que sairá das eleições de 2026 com candidaturas femininas fortes e com potencial real de eleger representantes tanto para a Assembleia Legislativa de Pernambuco quanto para a Câmara dos Deputados.

Este foi o segundo grande evento voltado exclusivamente para o público feminino desde que Miguel Coelho assumiu a presidência estadual do União Brasil, em fevereiro de 2025. Em julho do ano passado, o partido já havia promovido o “Defesa Lilás”, que reuniu filiadas de todas as regiões do estado e marcou o início de uma agenda mais estruturada de mobilização e formação política das mulheres da sigla.

Com a realização do “Mulheres que Constroem o Amanhã”, o União Brasil sinaliza que pretende manter o tema da participação feminina como um dos eixos centrais de sua atuação em 2026. Mais do que um evento pontual, a iniciativa reforça a estratégia do partido de alinhar discurso, organização interna e planejamento eleitoral, apostando no fortalecimento das mulheres como parte fundamental do projeto político da legenda em Pernambuco.

Informações do Blog Cenário 

REY VAQUEIRO, MYLLENA DANTAS E AVINE VINNY ABREM COM GRANDE ESTILO A FESTA DE REIS 2026 EM GRAVATÁ E PROMETEM PÁTIO LOTADO

A cidade de Gravatá vive, a partir deste sábado (10), mais um capítulo de uma de suas tradições mais aguardadas do calendário cultural. A Prefeitura dá início oficialmente à Festa de Reis 2026 com uma programação que reúne grandes nomes da música nordestina e nacional, movimentando o Pátio de Eventos Chucre Mussa Zarzar e atraindo moradores, turistas e visitantes de diversas regiões do estado.

A abertura da festa acontece às 19h e terá como destaques os shows de Rey Vaqueiro, Myllena Dantas e Avine Vinny, artistas que figuram entre os mais populares do momento e que devem levar uma multidão ao principal polo da festa. Com repertórios que misturam vaquejada, forró e romantismo, os cantores prometem uma noite marcada por animação, emoção e muita interação com o público.

Além do aspecto cultural, a Festa de Reis 2026 reforça o papel estratégico de Gravatá como destino turístico no início do ano. O evento conta com a parceria da Empetur, da Fundarpe e do Governo de Pernambuco, fortalecendo a tradição popular e impulsionando a economia local, especialmente setores como hotelaria, bares, restaurantes e comércio informal, que sentem diretamente o impacto positivo da festa.

A programação segue no domingo (11), também a partir das 19h, com mais uma noite de grandes atrações. Sobem ao palco Cavaleiros do Forró, uma das bandas mais icônicas do gênero, a cantora Kátia Cilene, conhecida por sua voz marcante e trajetória consolidada, e a banda Labaredas, garantindo uma mistura de sucessos que atravessam gerações e mantêm viva a identidade musical nordestina.

Consolidada como um dos eventos mais tradicionais do Agreste pernambucano, a Festa de Reis de Gravatá vai além dos shows. Ela representa a valorização da cultura popular, o reencontro das famílias, o fortalecimento da identidade local e a certeza de que o município inicia 2026 com festa, tradição e desenvolvimento.

PROGRAMAÇÃO COMPLETA – FESTA DE REIS 2026 EM GRAVATÁ

Sábado (10 de janeiro)
A partir das 19h
– Rey Vaqueiro
– Myllena Dantas
– Avine Vinny

Domingo (11 de janeiro)
A partir das 19h
– Cavaleiros do Forró
– Kátia Cilene
– Labaredas

Com expectativa de grande público, a Festa de Reis 2026 promete transformar Gravatá, mais uma vez, em palco de celebração, música e tradição, reafirmando sua importância no calendário cultural de Pernambuco.

NOVO REÚNE FORÇA POLÍTICA EM PERNAMBUCO E APOSTA EM ZEMA PARA AMPLIAR PROTAGONISMO EM 2026

O Partido Novo em Pernambuco dá mais um passo para consolidar sua presença no cenário político estadual ao realizar, no próximo dia 25 de janeiro, o Encontro Estadual da sigla. A iniciativa, que vai além de uma simples reunião partidária, surge como um movimento estratégico para alinhar discursos, definir prioridades e projetar o partido no debate eleitoral que já começa a ganhar corpo com vistas às eleições de 2026.

O evento ganha peso nacional com a presença confirmada do governador de Minas Gerais, Romeu Zema, um dos principais nomes do Novo no país e pré-candidato à Presidência da República. A participação de Zema reforça a intenção do partido de usar Pernambuco como um dos polos de articulação política no Nordeste, região historicamente desafiadora para legendas de perfil liberal, mas cada vez mais disputada por novas forças políticas.

Além de Zema, o encontro contará com a presença do presidente nacional do Novo, Eduardo Ribeiro, que vem conduzindo o processo de expansão e reorganização da legenda em todo o Brasil, e do presidente estadual, Tecio Teles, responsável por liderar a estratégia local de fortalecimento do partido. Também participam os vereadores do Recife Eduardo Moura e Felipe Alecrim, que representam hoje as principais vitrines institucionais do Novo na capital pernambucana e têm atuado como porta-vozes do discurso de oposição a modelos tradicionais de gestão pública.

O Encontro Estadual reunirá ainda filiados, pré-candidatos a deputado estadual e federal, empresários e apoiadores da legenda, num ambiente pensado para troca de experiências, alinhamento ideológico e construção de uma narrativa política voltada para eficiência na gestão, responsabilidade fiscal e redução do tamanho do Estado. A expectativa da direção partidária é usar o encontro como ponto de partida para organizar chapas competitivas e ampliar a presença do Novo tanto no Legislativo quanto no debate majoritário em Pernambuco.

Marcado para as 14h, o evento será realizado no Auditório do Empresarial MV, localizado na Avenida Presidente Dutra, 298, no bairro da Imbiribeira, no Recife. O local foi escolhido estrategicamente por simbolizar a aproximação do partido com o setor produtivo e o empresariado, público que historicamente dialoga com as propostas defendidas pela legenda.

A imprensa está convidada a acompanhar de perto o encontro, que promete discursos fortes, sinalizações políticas claras e projeções sobre o papel que o Novo pretende desempenhar no cenário estadual e nacional nos próximos anos. Mais do que um evento partidário, o Encontro Estadual do Novo em Pernambuco se apresenta como um ensaio do que a sigla pretende levar às urnas em 2026: protagonismo, discurso afinado e ambição de crescimento em um tabuleiro político cada vez mais disputado.

VERÃO GOIANA TRANSFORMA CARNE DE VACA EM PALCO DE GRANDE FESTA COM NOITE HISTÓRICA DE FORRÓ E EMOÇÃO

O clima de verão vai ganhar ainda mais intensidade no litoral de Goiana neste sábado (11), quando a praia de Carne de Vaca se transforma em um grande palco a céu aberto para mais uma noite de shows do Verão Goiana. A partir das 20h, moradores e visitantes serão envolvidos por uma programação musical que promete unir romantismo, energia e muita animação, consolidando o evento como um dos principais atrativos da estação na Zona da Mata Norte.

A abertura da noite ficará por conta de Emanuel Pontual, que sobe ao palco às 20h levando um repertório marcado por sucessos que dialogam com o público e aquecem o clima para a sequência de apresentações. Em seguida, às 22h, Thales Play assume o comando da festa, trazendo um show vibrante, com hits que fazem sucesso nas plataformas digitais e garantem a interação constante com a plateia, transformando a orla em um verdadeiro corredor de dança e alegria.

Mas o ponto alto da programação está reservado para a virada do dia. À meia-noite, a consagrada banda Calcinha Preta promete um espetáculo carregado de nostalgia, emoção e grandes clássicos do forró romântico. Com uma trajetória marcada por multidões e canções que atravessam gerações, o grupo chega a Carne de Vaca como a atração mais aguardada da noite, reforçando o peso cultural e musical do Verão Goiana.

Além de movimentar o cenário artístico, a programação também impulsiona a economia local, beneficiando comerciantes, ambulantes e o setor de turismo, que registra aumento significativo no fluxo de visitantes durante os dias de festa. A iniciativa reafirma o compromisso do município em valorizar o litoral, promover lazer de qualidade e oferecer entretenimento gratuito para a população.

Com uma mistura de boa música, cenário paradisíaco e clima festivo, a noite deste sábado promete entrar para o calendário de grandes eventos do verão pernambucano, fazendo de Carne de Vaca o destino certo para quem busca diversão, forró e celebração à beira-mar.

RECADO QUE VIROU ALVO DE CHACOTA: GRUPO DE JOÃO CAMPOS REAGE COM IRONIA E MINIMIZA PESO ELEITORAL DE MIGUEL COELHO

O que era para soar como um gesto político calculado acabou sendo recebido com sarcasmo e ironia nos bastidores do PSB. A declaração do ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (União Brasil), ao blog Cenário, de Caruaru, foi interpretada por aliados do prefeito do Recife, João Campos, menos como uma sinalização estratégica e mais como um episódio de ansiedade política mal disfarçada. No campo socialista, o chamado “recadinho de Miguel” virou motivo de comentários ácidos e leituras pouco generosas sobre sua real capacidade de influência no tabuleiro estadual.

Ao afirmar que o União Brasil estará no palanque de quem “acreditar no projeto do partido” e defender espaço na majoritária, especialmente na disputa por uma vaga ao Senado, Miguel tentou marcar posição num cenário ainda em construção. A fala, no entanto, foi recebida por aliados de João Campos como uma tentativa pública de pressão, interpretada quase como um aviso: ou há espaço para o UB, ou alianças podem ser revistas. O efeito foi o oposto do desejado. Em vez de preocupação, gerou ironia.

Nos bastidores do PSB, a leitura predominante é a de que Miguel Coelho demonstra, mais uma vez, dificuldade em compreender o tempo da política e a lógica das grandes articulações. Para esse grupo, antecipar cobranças e condicionar apoios antes mesmo de a chapa estar desenhada revela mais insegurança do que força. Um aliado resumiu o sentimento com sarcasmo: “Parece alguém com pressa de chegar a um destino que ainda nem foi definido”.

A crítica vai além do episódio isolado. Lideranças socialistas avaliam que esse comportamento é recorrente e acaba enfraquecendo o próprio discurso do ex-prefeito. A ansiedade, segundo eles, passa a imagem de um projeto pessoal que busca se encaixar em qualquer construção viável, desde que garanta protagonismo imediato. Não à toa, há quem recorde que Eduardo Campos, ainda em vida, via com cautela alianças baseadas mais na conveniência do momento do que em projetos sólidos de longo prazo.

João Campos, por sua vez, é descrito por aliados como alguém que observa o movimento com tranquilidade. A avaliação interna é de que o prefeito do Recife segue focado no calendário político, sem se deixar contaminar por pressões públicas ou recados enviesados. Para esse grupo, o tempo continua sendo o maior aliado de quem lidera um projeto consistente, enquanto a pressa costuma expor fragilidades.

O tom mais duro veio de um aliado próximo ao núcleo socialista, que ironizou de forma direta a trajetória partidária de Miguel Coelho. “Ele não tem partido, aliás, nunca teve”, disparou, em referência às mudanças de legenda e à dificuldade de associar o ex-prefeito a uma identidade política clara. Na visão dessa ala, Miguel fala alto no Vale do São Francisco, mas o eco regional não seria suficiente para sustentar uma ambição de alcance estadual.

Apesar das críticas e do sarcasmo, o reconhecimento existe. O grupo de João Campos admite que Miguel Coelho é, sim, uma liderança relevante no Sertão do São Francisco, com influência consolidada em Petrolina e municípios do entorno. O problema, segundo essa leitura, é a limitação desse capital político. Fora do Sertão, dizem, sua densidade eleitoral é reduzida, o que enfraquece a narrativa de protagonismo estadual que ele tenta sustentar.

Assim, o episódio do “recadinho” acabou reforçando, entre socialistas, a percepção de que Miguel Coelho tenta se colocar como peça central de um jogo em que, para o PSB, ele ainda ocupa posição periférica. Mais do que um aviso estratégico, a fala foi tratada como um movimento apressado — e, nos bastidores do partido do prefeito do Recife, virou motivo de ironia e menosprezo quanto ao real peso eleitoral do ex-prefeito no cenário pernambucano.