Segundo relatos de testemunhas e informações repassadas pela Polícia Militar, o ataque aconteceu no parquinho de uma pizzaria bastante frequentada por moradores da região. A menina brincava no espaço infantil quando o animal, que pertence ao dono do estabelecimento, teria se soltado e avançado repentinamente contra a criança. O desespero tomou conta do local, e pessoas que estavam na pizzaria tentaram intervir para afastar o cão.
Familiares da vítima e o próprio comerciante prestaram socorro imediato. Analu foi levada às pressas para o Hospital Regional de Santo Antônio de Jesus (HRSAJ), unidade de referência na região. No entanto, conforme informou a assessoria do hospital, a criança já chegou à emergência sem sinais vitais. A equipe médica ainda realizou procedimentos de reanimação, mas o óbito foi confirmado pouco depois, gerando forte comoção entre profissionais de saúde e familiares.
Policiais militares do 14º Batalhão foram acionados para atender a ocorrência e realizar os primeiros registros no local. O caso passou a ser investigado pela Polícia Civil, por meio da 1ª Delegacia Territorial de Santo Antônio de Jesus. Em nota oficial, a corporação informou que foram expedidas as guias para perícia e remoção do corpo e que diligências estão em andamento para esclarecer as circunstâncias do ataque e apurar a responsabilidade do tutor do animal.
A tragédia reacende o debate sobre a guarda responsável de animais de grande porte e comportamento potencialmente agressivo, especialmente em locais com circulação de crianças. Pela legislação brasileira, o dono do animal pode responder criminalmente caso fique comprovada negligência na contenção ou vigilância. Dependendo do resultado das investigações, o caso pode ser enquadrado como homicídio culposo, quando não há intenção de matar, mas há imprudência ou descuido que contribuem para a morte.
Além disso, a Lei de Contravenções Penais prevê punição para quem deixa em liberdade animal considerado perigoso sem a devida cautela. A pena pode incluir prisão simples e multa, variando conforme a gravidade da situação e as consequências do ato.
Autoridades reforçam que, em casos de ataques ou risco iminente envolvendo animais, a população deve acionar imediatamente a Polícia Militar pelo telefone 190. Também é possível registrar ocorrência na delegacia mais próxima para que os fatos sejam formalmente investigados.
Enquanto a apuração segue, Jaguaripe vive dias de tristeza e consternação. A morte precoce de Analu deixa uma família devastada e uma comunidade inteira marcada por uma perda difícil de aceitar, transformando um momento comum de lazer em uma lembrança permanente de dor.