segunda-feira, 2 de março de 2026

GOVERNADORA RAQUEL LYRA COMANDA ACOLHIMENTO DE MAIS DE 1.600 NOVOS RESIDENTES DO SUS E LANÇA PROGRAMA QUALIFICA APS COM ENTREGA DE COMPUTADORES PARA SALAS DE VACINAÇÃO DE TODO O ESTADO

Nesta segunda-feira (2), a governadora Raquel Lyra comandou a cerimônia de acolhimento dos residentes do Sistema Único de Saúde (SUS), em Pernambuco. O evento aconteceu no Centro de Convenções, em Olinda, marcando o início da jornada de formação especializada de 1.682 novos profissionais de saúde, entre eles enfermeiros, odontólogos, nutricionistas, fisioterapeutas, médicos e outros que atuarão neste ano de 2026. Ainda pela manhã, a chefe do Executivo estadual lançou o programa Qualifica APS com a entrega de 3.100 kits de microcomputadores destinados à atenção básica dos 184 municípios e do distrito estadual de Fernando de Noronha. A vice-governadora Priscila Krause acompanhou as agendas.

“O programa de residência médica de Pernambuco é reconhecido em todo o Brasil como um dos melhores do país. É extremamente disputado, o que demonstra a qualidade da nossa formação e da rede pública de saúde. Essa nova turma chega para fortalecer ainda mais o atendimento, contribuir para a redução das filas de exames e cirurgias e garantir mais agilidade e qualidade no cuidado com a população usuária do SUS”, afirmou a governadora Raquel Lyra.

Com investimento de R$ 178 milhões para a formação destes profissionais em 2026, os residentes terão bolsas de R$ 4.927. A residência é uma modalidade de formação em serviço essencial para a qualificação e especialização dos profissionais, com impacto direto na melhoria da qualidade do cuidado prestado aos usuários do SUS. Com 676 vagas para os programas de residência em área profissional da saúde e 1.006 para os programas de residência médica, Pernambuco reforça o compromisso com a formação de especialistas da saúde. Dessas, 99 vagas são novas, sendo 47 na Região Metropolitana do Recife (RMR) e 52 no interior do Estado.

A secretária de Saúde, Zilda Cavalcanti, expressou a relevância do investimento estadual nesses profissionais. “Mais de 60% dos recursos são oriundos do Estado, além de que somos o segundo polo formador de recursos humanos do Brasil. Muitos dos residentes que se formam em Pernambuco, vão para outros estados, ou seja, temos serviços de excelência, onde qualificamos aqui a mão de obra para todo o país”, destacou.

As vagas aprovadas para 2026 representam a expansão da política de residência no Estado, de forma interiorizada e regionalizada e fortalecendo a estratégia de integração desses profissionais à política estadual de saúde e às redes de atenção.

"Como representante do Governo Federal e do Ministério de Saúde, é uma enorme alegria poder contar com o Estado de Pernambuco e ver este crescimento exponencial", disse o secretário Executivo da Comissão de Residência do Ministério da Saúde, Rodrigo Cariri.

A deputada estadual e líder do Governo na Assembleia Legislativa de Pernambuco, Socorro Pimentel, que também é médica, relembrou sua trajetória e expectativa quando esteve no lugar de residente. “Meu coração nesse momento era de esperança, nervoso, batia muito forte. Os residentes chegam no momento em que os equipamentos estão sendo requalificados, colocados nesses serviços, para que a gente possa aprender mais e, sobretudo, curar e salvar muitas vidas”, pontuou.

“Finalizei há pouco a residência de pediatria e vou ingressar em cardiopediatria pela Secretaria de Saúde. Estou com muita expectativa nesse processo seletivo, sabendo que isso vai acrescentar muito na minha vida profissional e na qualidade do cuidado com o paciente. É muito gratificante fazer parte desse processo”, disse a representante dos residentes, Joyce Apresentação, de 30 anos, natural de Bonito.

Pernambuco é o segundo estado do país que mais priorizou a saúde no último bimestre de 2025, segundo o levantamento do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), além de investir R$ 12,2 bilhões no orçamento total de saúde, incluindo o aporte SUS e unidades de hospital universitário, sendo o maior dos últimos 11 anos.

“O que nos torna pessoas relevantes no que fazemos é nossa humanidade. Eu tenho certeza que cada um dos residentes, para chegar onde estão, tiveram um caminho árduo. Isso será valorizado e entregue à nossa população”, disse o prefeito em exercício de Olinda, Chiquinho.
QUALIFICA APS – Por meio da Secretaria de Saúde, o Governo de Pernambuco lançou o programa Qualifica APS, voltado para a compra de equipamentos destinados às Unidades de Saúde da Família (USF) e às Equipes de Saúde da Família (ESF). Com investimento de R$ 26 milhões, foram entregues 3.100 microcomputadores aos 184 municípios, além do arquipélago de Fernando de Noronha. Os equipamentos serão destinados às salas de vacinação ativas e ESF de todo o Estado.

“Entregamos aqui mais de 3 mil computadores aos municípios pernambucanos para as unidades de saúde, modernizando o atendimento, qualificando o trabalho das equipes e ampliando o acesso da população aos serviços”, disse a governadora Raquel Lyra.

Presentes nas agendas, estiveram o superintendente do Ministério da Saúde em Pernambuco, Rossano Carvalho; os deputados estaduais Gilmar Júnior (presidente do Conselho Regional de Enfermagem de Pernambuco) e João Paulo; a secretária da Mulher, Juliana Gouveia; e os prefeitos Fabinho Lisandro (Salgueiro), Cloves Ramos (Afrânio), Dinha Mororó (Terra Nova), Fátima Borba (Cortês), Dr. Evaldo Bezerra (Mirandiba), Paulo Galvão (Ilha de Itamaracá), Thallita Fonseca (Camutanga), Zé Luiz (Lagoa do Carro), Zé Pretinho (Quixaba), Pedro Pilota (Itaíba), André Raimundo (Cachoeirinha), Eduarda Gouveia (Carpina), Pollyana Abreu (Sertânia), Severino Silvestre (Passira), Rorró Maniçoba (Floresta), Dr. Elton Martins (Águas Belas), Dr. Pedro Alves (Iguaracy), Arnóbio Gomes (Terezinha), Flávio Marques (Tabira), Irmão Aluízio (Tracunhaém), Paquinha (Macaparana), Maria Izalta (Ibirajuba), Simãozinho (Alagoinha) e Elizinho (Carnaubeira da Penha) e Eder Waltter (Vicência).

Fotos: Miva Filho/Secom

EXPOGARANHUNS 2026 IMPULSIONA O AGRONEGÓCIO DO AGRESTE COM FEIRA, EXPOSIÇÕES E OPORTUNIDADES DE NEGÓCIOS

Entre 11 e 15 de março, o Parque Acauã recebe o evento com ampla programação técnica, comercial e cultural

De 11 a 15 de março, um dos maiores encontros do setor de agricultura, pecuária e feira de produtos agropecuários acontece no Parque Acauã, em Garanhuns, no Agreste Pernambucano, e promete movimentar mais uma vez produtores de municípios e diversos estados vizinhos no Nordeste. A exposição tornou-se evento tradicional no calendário da cidade e retorna fortalecida, com a realização da Cooperativa de Produtores do Agreste Meridional (Coopam) e correalização da Nelore Nordeste, com coordenação Acadêmica da Universidade Federal do Agreste de Pernambuco (Ufape).

Para garantir o sucesso de mais uma edição, o Ministério do Empreendedorismo, da Micro e Pequena Empresa, Governo do Estado de Pernambuco e a Prefeitura de Garanhuns, ao lado de produtores rurais, empresários e empreendedores da cadeia do leite, também vêm atuando de forma integrada, fortalecendo parcerias institucionais, ampliando o diálogo com as entidades representativas do setor e estruturando uma programação que une negócios, conhecimento e inovação.

A região de influência da ExpoGaranhuns reúne cerca de 3,3 milhões de habitantes, 101 mil produtores rurais distribuídos em 51 municípios e um PIB agrícola que se aproxima de 3,2 bilhões de reais. O Agreste se destaca como a maior região do agronegócio de Pernambuco e uma das mais relevantes do Nordeste, com forte presença na produção de leite, carne bovina, suína e avicultura de postura, que movimenta bilhões de reais anualmente.

Em 2026, o evento contará com a participação das principais instituições de crédito federais como patrocinadores, ampliando o acesso a programas de custeio e financiamento voltados aos produtores rurais. A proposta é aproximar bancos, cooperativas e agentes de fomento do campo, fortalecendo a profissionalização e o crescimento sustentável do setor.

Exposição de animais e Concurso Leiteiro - A expectativa é reunir as principais associações de criadores da região, consolidando o evento como um dos mais relevantes do setor, com a exposição de aproximadamente 600 animais, entre gado leiteiro e de corte, ovinos, caprinos e cavalos da raça Campolina, todos submetidos à avaliação de peritos oficiais. Além da mostra, a programação contará com a realização do tradicional concurso leiteiro, evidenciando a relevância das raças na cadeia produtiva do leite, incluindo também os caprinos, e reforçando o potencial da atividade. A iniciativa premiará os exemplares que apresentarem melhor desempenho, destacando a qualidade genética, o manejo eficiente e a excelência produtiva da região, com um total de R$ 80 mil em premiações.

ExpoNelore - Dentro dessa estrutura, a ExpoGaranhuns também contará com a realização da ExpoNelore, promovida pela ACNN, entidade que representa os criadores da raça no Nordeste e que atua há décadas no fortalecimento da pecuária regional. O evento acontece de forma integrada à programação principal, ampliando ainda mais sua dimensão técnica e comercial. Com patrocínio do Banco do Nordeste, a ExpoNelore trará rebanhos selecionados, expertise organizacional e rede de parceiros, reforçando a participação da pecuária de corte e ampliando o número de animais, criadores e expositores, fortalecendo a representatividade do evento e impulsionando ainda mais o agronegócio do Agreste.

Feira de Produtos Agropecuários - A presença de estandes comerciais ampliará as oportunidades de negócios e networking, criando um ambiente estratégico para micro, pequenos e grandes empreendedores apresentarem seus produtos, serviços e inovações. A diversidade contemplará desde a oferta de crédito por meio de bancos oficiais, cooperativas de crédito e consórcios, até segmentos como caminhões, veículos utilitários, tratores, máquinas agrícolas e equipamentos. Também estarão presentes lojas agropecuárias, fornecedores de insumos, empresas de projetos e consultorias técnicas, soluções em irrigação, além de órgãos públicos, estimulando o desenvolvimento econômico do setor.

Leilão de gado e shopping virtual - A programação inclui ainda feira de produtos agropecuários com estandes de crédito, máquinas, implementos, veículos, insumos, tecnologias, energia renovável e serviços especializados. Haverá shopping de animais durante todo o período do evento e leilão de gado de corte no dia 14 de março, às 13h, com oferta presencial e virtual de 1.500 animais, realizado pela Terranova Leilões no site: www.terranovaleiloes.com.

Palestras técnicas, científicas e comerciais - Será estruturada uma ampla grade de palestras científicas em parceria com a Universidade Federal do Agreste de Pernambuco (Ufape), com conteúdos alinhados às demandas atuais e às potencialidades produtivas de toda a região do Agreste, promovendo a difusão de conhecimento técnico e inovação no campo. A programação busca integrar pesquisadores, estudantes, produtores e empresários, fortalecendo o diálogo entre a academia e o setor produtivo.

Shows e Praça de Alimentação - Após a programação técnica e as palestras, sempre a partir das 18h, o palco cultural receberá artistas regionais, promovendo momentos de integração e entretenimento. Para complementar a experiência do público, a feira contará com uma praça de alimentação estruturada, reunindo alguns dos principais restaurantes de Garanhuns, que oferecerão um cardápio diversificado com comidas típicas e especialidades regionais. 

Pavilhão do Sebrae - Em parceria com o Sebrae, será montado um pavilhão com 30 espaços destinados a micro e pequenos empreendedores, agricultores familiares e artesãos, empresas lácteas, de gastronomia e produtos agropecuários da região. Poderão participar todos os profissionais e MEI’s com subsídio do Sebrae, através de credenciamento realizado pela Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (Adepe).

Solenidade de Abertura - A abertura oficial acontece na quarta-feira, 11 de março, às 18h. De quarta a sábado o evento funcionará das 9h às 23h e no domingo das 9h às 17h.

Mais do que uma feira, a ExpoGaranhuns 2026 se consolida como uma plataforma integrada de negócios, conhecimento, tecnologia e fortalecimento da cadeia completa do agronegócio, aliando a vocação produtiva do Agreste ao potencial turístico já reconhecido de Garanhuns.

A ExpoGaranhuns 2026 conta também com o apoio do Banco do Brasil, Ademicon, Sicredi, Grupo Veneza Diesel, Masterboi, Natto, Grupo Parvi, Rancho Alegre, AVIPE, Neoenergia, Sicoob e Fiat e Honda Garanhuns por meio da GVEL; fortalecendo a representatividade institucional, financeira, industrial e comercial do evento.

Serviço: ExpoGaranhuns 2026: Feira de agronegócio com exposição de animais, concurso leiteiro, leilão, palestras técnicas, feira de produtos agropecuários e shows culturais.

Quando: De 11 a 15 de março de 2026.

Onde: Parque Acauã, em Garanhuns, Pernambuco.

Horário: De quarta a sábado, das 9h às 23h.
Domingo, das 9h às 17h.

Entrada: Gratuita.

GOVERNO DE PERNAMBUCO CONSOLIDA O FUTURO COM A CONSTRUÇÃO E APROVAÇÃO DO PRIMEIRO PLANO DECENAL DA PRIMEIRA INFÂNCIA (PEPI/PE)


O Estado elaborou um instrumento inédito que norteará as políticas públicas para os próximos dez anos, com participação histórica da sociedade e escuta ativa das crianças. O Documento foi aprovado nesta segunda-feira (02), em reunião no CEDCA-PE

 
O Governo de Pernambuco dá um passo decisivo na garantia da “Prioridade Absoluta” prevista na Constituição com a consolidação do Primeiro Plano Decenal Estadual da Primeira Infância (PEPI/PE – 2026-2036). O documento, que servirá como a principal bússola para investimentos e ações estatais na próxima década, foi aprovado nesta segunda-feira (02), em reunião do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (CEDCA/PE), e coloca as crianças de 0 a 6 anos no centro da agenda de desenvolvimento do Estado, honrando o Marco Legal da Primeira Infância. Utilizando metodologias lúdicas e inclusivas, o Estado ouviu meninos e meninas de diversas realidades, do litoral ao sertão, incluindo crianças indígenas, quilombolas e de áreas urbanas e rurais. O documento contou também com as contribuições da sociedade civil para a conclusão do documento.

Coordenado pela Secretaria da Criança e da Juventude (SCJ) e instituído pelo CEDCA-PE, o Plano não é apenas uma exigência legal, mas uma resposta estratégica às desigualdades que marcam o início da vida dos pernambucanos. Com um diagnóstico robusto que mapeou desde a cobertura de creches até indicadores de saúde e proteção social, o PEPI estabelece metas claras para garantir que cada criança tenha direito a sonhar e se desenvolver plenamente.
 
O PEPI/PE funciona como um instrumento norteador intersetorial. Ele articula não apenas áreas vitais como Saúde, Educação, Assistência Social e Planejamento, mas integra também Cultura, Esporte, Saneamento, Habitação, Meio Ambiente, Justiça e Direitos Humanos para atuarem de forma coesa. O objetivo é superar a fragmentação das ações e assegurar que o Estado chegue junto de quem mais precisa, enfrentando desafios complexos como a ampliação de vagas em creches, a segurança alimentar e o combate ao racismo estrutural desde a infância.

Para a Secretária da Criança e da Juventude do Governo do Estado SCJ, Yanne Teles, o Plano representa um marco na gestão estadual: “O mais importante foi garantir que este Plano não fosse construído de forma isolada. Conseguimos sentar à mesma mesa técnicos da Saúde, Educação, Planejamento e Assistência Social, trabalhando lado a lado com a sociedade civil e o CEDCA. Foi essa união de saberes e perspectivas que nos permitiu desenhar uma política pública que enxerga a criança em sua integralidade, e não de forma fragmentada. Este documento é um compromisso ético com o futuro, construído a partir da escuta real de quem vive a infância em Pernambuco”, destaca a Secretária.

A solidez do PEPI/PE reside em sua construção essencialmente coletiva. Sob a liderança técnica da SCJ, o Comitê Interinstitucional mobilizou uma força-tarefa que alinhou a gestão estadual ao diálogo constante com a sociedade civil organizada, através do CEDCA/PE e da Rede Estadual da Primeira Infância (REPI/PE). Essa sinergia entre as diversas Secretarias de Estado e os movimentos sociais garantiu a pluralidade necessária para que as metas estipuladas reflitam não apenas a visão técnica do governo, mas as reais demandas de quem atua na ponta e conhece a realidade dos territórios.

"Celebramos hoje não apenas a consolidação de um documento, mas uma nova etapa de esperança, equidade e garantia dos direitos para as nossas crianças mais vulneráveis. Quando diferentes áreas dialogam entre si, quem ganha é a criança. O PEPI nos convida a construir respostas articuladas, garantindo que cada menina e cada menino pernambucano tenha acesso a um começo de vida mais justo, seguro e cheio de oportunidades", comemora a presidente do CEDCA-PE, Marcela Mariz.
 
O grande diferencial do PEPI/PE foi sua metodologia de construção. Fugindo de gabinetes fechados, o Governo do Estado, em parceria com a Fundação Van Leer, foi às ruas ouvir quem entende do assunto: a sociedade e, principalmente, as próprias crianças. O processo de Escuta das Crianças foi um marco histórico. Através de desenhos e dinâmicas, as crianças ouvidas expressaram como enxergam suas cidades e o que esperam do futuro, gerando centenas de contribuições diretas que foram incorporadas ao documento final. Paralelamente, as consultas públicas com adultos reuniram participantes de todas as regiões do estado.

Para a gerente de educação ambiental da Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH), Ana Gama, o Plano se consolida como instrumento estratégico de gestão pública, capaz de orientar políticas estruturantes e produzir efeitos concretos e duradouros na realidade de Pernambuco. “Não é possível discutir o desenvolvimento social sem considerar, de forma estruturante, a dimensão ambiental. A sustentabilidade constitui hoje um eixo transversal das políticas públicas e, ao ser incorporada ao Plano, evidencia-se seu caráter sistêmico, intersetorial e alinhado às diretrizes contemporâneas de promoção de direitos”, assegura.

Fotos: Divulgação/SCJ-PE

PREFEITURA DE GOIANA INICIA ORDENAMENTO NA ENTRADA DA CIDADE COM DIÁLOGO E APOIO AOS BARRAQUEIROS

A Prefeitura Municipal de Goiana iniciou, nesta segunda-feira (2), uma ação de ordenamento na entrada da cidade, às margens da BR-101 Norte, com foco na segurança viária, na melhoria da mobilidade urbana e na reorganização do comércio informal. A medida marca o início da alça viária, executada com apoio da gestão municipal, após entendimento firmado com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).

Os barraqueiros que haviam construído estruturas de forma irregular às margens da rodovia entraram em acordo com o DNIT e estão contando com o suporte da Prefeitura de Goiana durante o processo de transição. A gestão municipal está promovendo orientações e mantendo comunicação direta com os comerciantes envolvidos, oferecendo apoio técnico para a regularização dos espaços de trabalho, além de definir áreas alternativas para atuação, próximas à zona urbana e em conformidade com a legislação municipal. Também está sendo realizado o encaminhamento para regularização junto aos órgãos competentes e secretarias responsáveis.

O prefeito, Marcílio Régio, destacou que a ação busca equilibrar desenvolvimento, segurança e respeito aos trabalhadores. “Estamos iniciando a alça viária com responsabilidade e diálogo. Sabemos da importância do trabalho dos barraqueiros para a economia local, mas também precisamos garantir a segurança de quem circula pela BR. Esse processo foi construído em acordo com o DNIT e com o apoio da Prefeitura de Goiana, assegurando orientação e alternativas para que todos possam continuar trabalhando de forma regular e segura”, afirmou.
A iniciativa tem como objetivo promover maior segurança viária na entrada da cidade, melhorar o fluxo de veículos e pedestres na BR, assegurar que o comércio informal seja realizado em locais adequados e regulamentados e garantir que o ordenamento urbano atenda às normas e à população como um todo.

A barraqueira Ana Lúcia, conhecida como Mamusca, agradeceu o apoio recebido durante o processo e destacou a importância do diálogo. “A gente sabe que é para melhorar. A Prefeitura está orientando e ajudando a gente a se organizar”, declarou.

A gestão municipal reforça que todo o processo está sendo conduzido com respeito, diálogo e transparência, e orienta que os comerciantes acompanhem os canais oficiais de comunicação para mais informações sobre as próximas etapas.

POR QUE MARÍLIA ASSUSTA? ENTRE O APOIO DE HOJE E A INCERTEZA DE AMANHÃ, A SENADORA TEM POTENCIAL QUE REDEFINE O JOGO EM PERNAMBUCO

A decisão da deputada federal Marília Arraes de disputar o Senado em 2026 provocou um abalo imediato no xadrez político de Pernambuco. Ao tornar pública a irreversibilidade de sua pré-candidatura, ela não apenas colocou seu nome na corrida majoritária, mas alterou a lógica de construção de alianças que vinha sendo cuidadosamente administrada pelo prefeito do Recife, João Campos.

Até então, o desenho político que circulava nos bastidores apontava para uma composição ao Senado envolvendo nomes como Humberto Costa e Silvio Costa Filho, enquanto Miguel Coelho surgia como alternativa para compor uma vice em eventual chapa ao Governo do Estado. Era uma engenharia pensada para equilibrar forças, acomodar aliados e evitar sobressaltos. A entrada definitiva de Marília, porém, introduziu uma variável imprevisível e politicamente sensível.

A tensão entre Marília e o grupo político ligado ao ex-governador Eduardo Campos não nasceu agora. Ainda nos tempos em que integrava o Partido Socialista Brasileiro, ela protagonizou embates internos, criticando o que via como afastamento das pautas tradicionais da esquerda. O rompimento ganhou contornos nacionais quando declarou apoio à reeleição de Dilma Rousseff, contrariando a posição da legenda, que lançara Eduardo Campos à Presidência. A disputa de 2020 pela Prefeitura do Recife consolidou esse distanciamento ao colocá-la frente a frente com João Campos em uma das eleições mais polarizadas da história recente da capital.

Após deixar o PSB, Marília construiu trajetória própria, cultivando imagem de independência e mantendo postura crítica aos sucessores do grupo dos Campos. Ainda que hoje sinalize apoio político a João e dialogue com setores do seu campo, a leitura pragmática nos bastidores é de que alianças são circunstanciais — e projetos de poder raramente convivem sem tensão permanente.

É nesse ponto que surge o elemento central da discussão: o medo estratégico. Uma eventual vitória de Marília ao Senado significaria mais que um mandato. Representaria oito anos de visibilidade nacional, estrutura institucional robusta e liberdade política para articular bases em Pernambuco sem o desgaste cotidiano da máquina estadual ou municipal. Se João Campos for candidato ao Governo e vencer, administrará o Estado sob intensa cobrança e exposição. Marília, como senadora, poderia transitar com menor desgaste e construir, passo a passo, um projeto competitivo para 2030. Se João não vencer, o cenário é ainda mais delicado: ela poderia emergir como liderança natural na reorganização do campo progressista e disputar protagonismo na sucessão estadual.

Ou seja, eleita, Marília se fortalece independentemente do resultado de João. Não eleita, preserva capital político e permanece como nome competitivo para ciclos futuros. Sua presença nunca é neutra. É justamente essa equação que alimenta o chamado “fogo amigo” — movimentos silenciosos de contenção, tentativas de limitar espaço e reduzir protagonismo antes que a candidatura se consolide plenamente. Não se trata apenas de divergência pessoal, mas de cálculo político sobre hegemonia e controle do mapa sucessório.

A governadora Raquel Lyra também entra indiretamente nesse tabuleiro. Uma senadora com base própria e discurso de independência poderia se tornar peça-chave na disputa pela sucessão estadual, seja como candidata, seja como articuladora de alianças. O Senado oferece tempo político — e tempo, na política, é poder acumulado.

Mesmo declarando apoio a João no presente, ninguém assegura que o alinhamento se manterá intacto no futuro. A história política de Pernambuco é marcada por reacomodações, rupturas e realinhamentos estratégicos. A pergunta que ecoa nos bastidores não é apenas se Marília vencerá a eleição de 2026, mas que papel desempenhará nos anos seguintes.

No fim das contas, o temor não está apenas na urna de 2026, mas no horizonte de 2030. Marília Arraes tornou-se, novamente, peça central no jogo político estadual. E, na política, quando um nome reúne recall eleitoral, trajetória de enfrentamento e possibilidade concreta de mandato longo, o receio deixa de ser retórico — passa a ser estrutural.

FOGO AMIGO, OPERAÇÃO SILENCIOSA E A GUERRA PELO SENADO: QUEM ESTÁ POR TRÁS DO DESGASTE DE MIGUEL E MARÍLIA?

Na política, o ataque mais perigoso não é o que vem da oposição declarada. É o que nasce dentro de casa. É o que sorri em público e mina nos bastidores. É o chamado fogo amigo.

O que se viu nos últimos dias contra o prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, e contra a ex-deputada federal Marília Arraes não tem o cheiro típico de embate ideológico. Não parte dos adversários históricos. Não vem do campo oposto. O tom, o timing e a intensidade sugerem algo mais calculado — uma operação interna de isolamento político.

Miguel passou a ser tratado como peça descartável antes mesmo de o jogo começar oficialmente. Marília, por sua vez, enfrenta movimentos que soam como tentativa de apagamento do protagonismo que ela própria construiu ao longo de anos, inclusive enfrentando estruturas tradicionais para erguer um projeto competitivo. Coincidência? Ou rearranjo forçado de forças?

Quando nomes com densidade eleitoral passam a ser “desidratados” simultaneamente, a pergunta inevitável é: quem precisa que eles saiam da equação?

Nos bastidores, o projeto político do prefeito do Recife, João Campos, é cada vez mais evidente. Jovem, habilidoso e estrategista, ele sabe que controlar a formação da majoritária significa controlar o futuro do grupo político. E, dentro do Partido Socialista Brasileiro, a construção de hegemonia passa necessariamente por reduzir variáveis incômodas.

Marília não é figura decorativa. Tem voto próprio. Tem recall. Tem histórico de enfrentamento interno. E isso incomoda estruturas que preferem previsibilidade a independência. Miguel, por sua vez, representa um polo alternativo, com força no interior e trânsito em setores que escapam ao controle tradicional do eixo Recife.

A exclusão de ambos atende a qual lógica? A da viabilidade eleitoral ou a da centralização de poder?

Há ainda o peso do Partido dos Trabalhadores e da influência do senador Humberto Costa, que também orbitam a montagem da chapa. Em uma composição majoritária, cada vaga é território. E território não se cede — se conquista ou se elimina concorrência.

O que chama atenção é que o desgaste não nasce de ataques externos. Não é a direita, não é o campo adversário tradicional. É discurso alinhado dentro do próprio campo político. É narrativa que parte de onde, teoricamente, deveria haver convergência.

Isso é divergência legítima? Ou é uma operação silenciosa para empurrar ambos para fora do jogo antes que ganhem musculatura?

Marília construiu capital político enfrentando máquinas partidárias. Miguel consolidou liderança regional com base própria. Ambos não dependem exclusivamente de padrinhos. E exatamente por isso podem ser vistos como peças difíceis de controlar.

Descartar antes da convenção é estratégia preventiva. Isolar antes da aliança é cálculo frio. Desidratar antes da decisão é método.

Na política pernambucana, nada é por acaso. Quando dois nomes fortes começam a ser fritados ao mesmo tempo, não se trata apenas de opinião. Trata-se de movimento.

E movimento, quase sempre, tem comando.

A grande pergunta que ecoa nos bastidores é simples e direta: estamos vendo análise política — ou execução de roteiro?

Porque se há algo mais perigoso que a oposição, é o aliado que decide que você se tornou grande demais para continuar no jogo.

PREFEITO LINDONALDO DESTACA PARCERIA COM RAQUEL LYRA DURANTE ENTREGA DA PE-121 EM FREI MIGUELINHO

O prefeito de Frei Miguelinho, Lindonaldo da Farinha (PSD), foi um dos principais protagonistas da agenda administrativa realizada na última sexta-feira (27), quando a governadora Raquel Lyra esteve no município para entregar a requalificação da PE-121 e dois ônibus escolares zero quilômetro destinados à rede municipal de ensino.

Em entrevista ao programa “Cidade em Foco”, da Rede Pernambuco de Rádios, Lindonaldo ressaltou a importância histórica da obra da PE-121 para a população. Segundo ele, a rodovia sempre foi uma das maiores demandas do município, tanto pela necessidade de garantir mais segurança aos motoristas quanto pela relevância econômica para a cidade. “A obra da PE-121 era desejada, sonhada pelo povo de nossa cidade, trata-se de uma entrega importantíssima”, afirmou.

O prefeito fez questão de enfatizar que o resultado é fruto de diálogo e alinhamento político-administrativo entre a gestão municipal e o Governo do Estado. Para ele, a parceria institucional tem sido determinante para que Frei Miguelinho avance em áreas estratégicas. “A governadora vem sendo parceira, vem trabalhando conosco, dando uma prova de que quando há parceria entre governo do Estado e governo municipal só quem sai ganhando é o povo”, declarou.

Além da rodovia, Lindonaldo destacou a entrega dos ônibus escolares como um investimento direto na educação, especialmente para os estudantes que moram na zona rural e dependem do transporte público para frequentar as aulas. Ele pontuou que garantir conforto e segurança no deslocamento é também uma forma de incentivar a permanência dos alunos na escola.

Ao final da entrevista, o gestor municipal reforçou seu reconhecimento ao trabalho da governadora, elogiando o padrão administrativo da atual gestão estadual. Para Lindonaldo, as ações que vêm sendo executadas em diversas regiões demonstram compromisso com o desenvolvimento do interior e melhoria da qualidade de vida da população pernambucana.

A agenda marcou não apenas a entrega de obras e equipamentos, mas também evidenciou o protagonismo do prefeito na articulação de investimentos para Frei Miguelinho, fortalecendo sua posição política ao destacar resultados concretos obtidos por meio da cooperação entre município e Estado.

JANELA PARTIDÁRIA REDEFINE FORÇAS NA ALEPE E PP CAMINHA PARA TER A MAIOR BANCADA E PSD E PSB TRAVAM DISPUTA DIRETA

A partir da próxima terça-feira (3), começa oficialmente a janela partidária, período que segue até 3 de abril e permite que deputados estaduais mudem de partido sem risco de perder o mandato. A movimentação já provoca uma verdadeira reconfiguração de forças na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), onde os 49 parlamentares fazem cálculos estratégicos para garantir melhores condições de reeleição.

Embora o debate majoritário esteja concentrado na disputa pelo Governo de Pernambuco — que deve opor a governadora Raquel Lyra (PSD) ao prefeito do Recife João Campos (PSB) —, nos bastidores do Legislativo o foco principal é a sobrevivência política nas chapas proporcionais.

PP DEVE ASSUMIR LIDERANÇA ISOLADA

A grande beneficiada da janela partidária tende a ser o PP, comandado no estado pelo deputado federal Eduardo da Fonte. A legenda deve ganhar pelo menos três novos parlamentares — dois deles oriundos do PSB — e poderá formar a maior bancada da Alepe.

A projeção indica que o PP poderá contar com:

  • Antonio Moraes

  • Kaio Maniçoba

  • Adalto Santos

  • Cleiton Collins

  • Henrique Filho

  • Pastor Junior Tércio

  • Claudiano Martins

  • Romero Sales (deixando o União Brasil)

  • France Hacker (saindo do PSB)

  • Dannilo Godoy (saindo do PSB)

Com esse movimento, o PP desbanca o PSB, que foi o partido mais votado nas eleições de 2022, quando elegeu 14 deputados estaduais.

PSD CRESCE, MAS ABAIXO DO ESPERADO

O PSD da governadora Raquel Lyra deve formar uma bancada entre seis e oito deputados. Apesar do crescimento, o número fica abaixo do que o Palácio do Campo das Princesas projetava inicialmente. Ainda assim, o governo aposta na manutenção da base aliada com partidos como PP e Podemos para garantir maioria no plenário.

Devem integrar o PSD:

  • Débora Almeida (deixando o PSDB)

  • Izaías Régis (deixando o PSDB)

  • Socorro Pimentel (saindo do União Brasil)

  • Joãozinho Tenório (saindo do PRD)

  • Aglailson Victor (deixando o PSB)

  • William Brígido (saindo do Republicanos)

  • Jarbas Filho (aguarda definição do MDB; também recebeu convite do PV)

  • Jefferson Timóteo (pode deixar o PP)

Mesmo sem crescimento explosivo, a governadora tende a manter maioria confortável com o apoio de aliados.

PSB ENCOLHE, MAS SEGUE COMPETITIVO

O PSB, legenda do prefeito João Campos, deve sofrer a maior redução na Casa. De 14 deputados eleitos em 2022, a bancada pode cair para algo entre sete e nove parlamentares.

Devem permanecer no partido:

  • Gleide Ângelo

  • Eriberto Filho

  • Francismar Pontes

  • Simone Santana

  • Romero Albuquerque (deixando o União Brasil)

  • Sileno Guedes

  • Rodrigo Farias

Situações indefinidas:

  • Diogo Moraes (atualmente no PSDB)

  • Waldemar Borges (no MDB, pode migrar para o PCdoB)

PODEMOS SE FORTALECE NA BASE GOVERNISTA

O Podemos desponta como nova força da base de Raquel Lyra e pode formar bancada entre quatro e seis deputados:

  • Gustavo Gouveia

  • Luciano Duque

  • Wanderson Florêncio

  • Fabrizio Ferraz

Pendentes:

  • Edson Vieira

  • Joel da Harpa (pode deixar o PL)



FEDERAÇÃO PT/PV/PCdoB MANTÉM ESPAÇO

A federação formada por PT, PV e PCdoB também terá papel importante na sustentação política.

PT

  • João Paulo

  • Doriel Barros

  • Dani Portela (deixando o PSOL)

  • Rosa Amorim

PV

  • João de Nadegi

  • Joaquim Lira

  • Gilmar Junior

  • Jarbas Filho (pendente)

PCdoB

  • João Paulo Costa

  • Waldemar Borges (pendente)

Nos bastidores, o governo trabalha para manter diálogo aberto com essa federação e evitar tensão no plenário.

PARTIDOS QUE PERDEM FORÇA

Algumas legendas devem encolher significativamente:

PL

  • Alberto Feitosa

  • Abimael Santos

  • Nino de Enoque

  • Joel da Harpa (pendente saída)

União Brasil

  • Antonio Coelho

  • Edson Vieira (pendente)

PSOL

Perde sua única vaga com a saída de Dani Portela para o PT.

Republicanos

Pode ficar sem representação caso se confirmem as saídas de Mário Ricardo e William Brígido.

Partido Novo

Passa a ter representação com Renato Antunes, que deixará o PL.

PSDB E PRD AINDA SÃO INCÓGNITA

O PSDB, presidido na Alepe por Álvaro Porto, vive momento de indefinição. Pode manter:

  • Álvaro Porto

  • Diogo Moraes (pendente)

  • Mário Ricardo (deixando o Republicanos)

Já o PRD poderá contar com Junior Matuto.

COMO FICA O GOVERNO NA ALEPE?

Mesmo sem crescimento expressivo do PSD, o cenário aponta que a governadora Raquel Lyra continuará com maioria parlamentar. A estratégia do governo foi permitir que partidos aliados crescessem, especialmente PP e Podemos, fortalecendo a base de sustentação sem concentrar todas as filiações na própria legenda.

Com isso, a correlação de forças após 3 de abril deve consolidar:

  1. PP como maior bancada

  2. PSD e PSB disputando o segundo posto

  3. Podemos emergindo como força estratégica

  4. Federação PT/PV/PCdoB mantendo peso político

A janela partidária promete alterar profundamente o tabuleiro político estadual e preparar o terreno para uma eleição que já se desenha como uma das mais disputadas da história recente de Pernambuco.