segunda-feira, 2 de março de 2026

POR QUE MARÍLIA ASSUSTA? ENTRE O APOIO DE HOJE E A INCERTEZA DE AMANHÃ, A SENADORA TEM POTENCIAL QUE REDEFINE O JOGO EM PERNAMBUCO

A decisão da deputada federal Marília Arraes de disputar o Senado em 2026 provocou um abalo imediato no xadrez político de Pernambuco. Ao tornar pública a irreversibilidade de sua pré-candidatura, ela não apenas colocou seu nome na corrida majoritária, mas alterou a lógica de construção de alianças que vinha sendo cuidadosamente administrada pelo prefeito do Recife, João Campos.

Até então, o desenho político que circulava nos bastidores apontava para uma composição ao Senado envolvendo nomes como Humberto Costa e Silvio Costa Filho, enquanto Miguel Coelho surgia como alternativa para compor uma vice em eventual chapa ao Governo do Estado. Era uma engenharia pensada para equilibrar forças, acomodar aliados e evitar sobressaltos. A entrada definitiva de Marília, porém, introduziu uma variável imprevisível e politicamente sensível.

A tensão entre Marília e o grupo político ligado ao ex-governador Eduardo Campos não nasceu agora. Ainda nos tempos em que integrava o Partido Socialista Brasileiro, ela protagonizou embates internos, criticando o que via como afastamento das pautas tradicionais da esquerda. O rompimento ganhou contornos nacionais quando declarou apoio à reeleição de Dilma Rousseff, contrariando a posição da legenda, que lançara Eduardo Campos à Presidência. A disputa de 2020 pela Prefeitura do Recife consolidou esse distanciamento ao colocá-la frente a frente com João Campos em uma das eleições mais polarizadas da história recente da capital.

Após deixar o PSB, Marília construiu trajetória própria, cultivando imagem de independência e mantendo postura crítica aos sucessores do grupo dos Campos. Ainda que hoje sinalize apoio político a João e dialogue com setores do seu campo, a leitura pragmática nos bastidores é de que alianças são circunstanciais — e projetos de poder raramente convivem sem tensão permanente.

É nesse ponto que surge o elemento central da discussão: o medo estratégico. Uma eventual vitória de Marília ao Senado significaria mais que um mandato. Representaria oito anos de visibilidade nacional, estrutura institucional robusta e liberdade política para articular bases em Pernambuco sem o desgaste cotidiano da máquina estadual ou municipal. Se João Campos for candidato ao Governo e vencer, administrará o Estado sob intensa cobrança e exposição. Marília, como senadora, poderia transitar com menor desgaste e construir, passo a passo, um projeto competitivo para 2030. Se João não vencer, o cenário é ainda mais delicado: ela poderia emergir como liderança natural na reorganização do campo progressista e disputar protagonismo na sucessão estadual.

Ou seja, eleita, Marília se fortalece independentemente do resultado de João. Não eleita, preserva capital político e permanece como nome competitivo para ciclos futuros. Sua presença nunca é neutra. É justamente essa equação que alimenta o chamado “fogo amigo” — movimentos silenciosos de contenção, tentativas de limitar espaço e reduzir protagonismo antes que a candidatura se consolide plenamente. Não se trata apenas de divergência pessoal, mas de cálculo político sobre hegemonia e controle do mapa sucessório.

A governadora Raquel Lyra também entra indiretamente nesse tabuleiro. Uma senadora com base própria e discurso de independência poderia se tornar peça-chave na disputa pela sucessão estadual, seja como candidata, seja como articuladora de alianças. O Senado oferece tempo político — e tempo, na política, é poder acumulado.

Mesmo declarando apoio a João no presente, ninguém assegura que o alinhamento se manterá intacto no futuro. A história política de Pernambuco é marcada por reacomodações, rupturas e realinhamentos estratégicos. A pergunta que ecoa nos bastidores não é apenas se Marília vencerá a eleição de 2026, mas que papel desempenhará nos anos seguintes.

No fim das contas, o temor não está apenas na urna de 2026, mas no horizonte de 2030. Marília Arraes tornou-se, novamente, peça central no jogo político estadual. E, na política, quando um nome reúne recall eleitoral, trajetória de enfrentamento e possibilidade concreta de mandato longo, o receio deixa de ser retórico — passa a ser estrutural.

FOGO AMIGO, OPERAÇÃO SILENCIOSA E A GUERRA PELO SENADO: QUEM ESTÁ POR TRÁS DO DESGASTE DE MIGUEL E MARÍLIA?

Na política, o ataque mais perigoso não é o que vem da oposição declarada. É o que nasce dentro de casa. É o que sorri em público e mina nos bastidores. É o chamado fogo amigo.

O que se viu nos últimos dias contra o prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, e contra a ex-deputada federal Marília Arraes não tem o cheiro típico de embate ideológico. Não parte dos adversários históricos. Não vem do campo oposto. O tom, o timing e a intensidade sugerem algo mais calculado — uma operação interna de isolamento político.

Miguel passou a ser tratado como peça descartável antes mesmo de o jogo começar oficialmente. Marília, por sua vez, enfrenta movimentos que soam como tentativa de apagamento do protagonismo que ela própria construiu ao longo de anos, inclusive enfrentando estruturas tradicionais para erguer um projeto competitivo. Coincidência? Ou rearranjo forçado de forças?

Quando nomes com densidade eleitoral passam a ser “desidratados” simultaneamente, a pergunta inevitável é: quem precisa que eles saiam da equação?

Nos bastidores, o projeto político do prefeito do Recife, João Campos, é cada vez mais evidente. Jovem, habilidoso e estrategista, ele sabe que controlar a formação da majoritária significa controlar o futuro do grupo político. E, dentro do Partido Socialista Brasileiro, a construção de hegemonia passa necessariamente por reduzir variáveis incômodas.

Marília não é figura decorativa. Tem voto próprio. Tem recall. Tem histórico de enfrentamento interno. E isso incomoda estruturas que preferem previsibilidade a independência. Miguel, por sua vez, representa um polo alternativo, com força no interior e trânsito em setores que escapam ao controle tradicional do eixo Recife.

A exclusão de ambos atende a qual lógica? A da viabilidade eleitoral ou a da centralização de poder?

Há ainda o peso do Partido dos Trabalhadores e da influência do senador Humberto Costa, que também orbitam a montagem da chapa. Em uma composição majoritária, cada vaga é território. E território não se cede — se conquista ou se elimina concorrência.

O que chama atenção é que o desgaste não nasce de ataques externos. Não é a direita, não é o campo adversário tradicional. É discurso alinhado dentro do próprio campo político. É narrativa que parte de onde, teoricamente, deveria haver convergência.

Isso é divergência legítima? Ou é uma operação silenciosa para empurrar ambos para fora do jogo antes que ganhem musculatura?

Marília construiu capital político enfrentando máquinas partidárias. Miguel consolidou liderança regional com base própria. Ambos não dependem exclusivamente de padrinhos. E exatamente por isso podem ser vistos como peças difíceis de controlar.

Descartar antes da convenção é estratégia preventiva. Isolar antes da aliança é cálculo frio. Desidratar antes da decisão é método.

Na política pernambucana, nada é por acaso. Quando dois nomes fortes começam a ser fritados ao mesmo tempo, não se trata apenas de opinião. Trata-se de movimento.

E movimento, quase sempre, tem comando.

A grande pergunta que ecoa nos bastidores é simples e direta: estamos vendo análise política — ou execução de roteiro?

Porque se há algo mais perigoso que a oposição, é o aliado que decide que você se tornou grande demais para continuar no jogo.

PREFEITO LINDONALDO DESTACA PARCERIA COM RAQUEL LYRA DURANTE ENTREGA DA PE-121 EM FREI MIGUELINHO

O prefeito de Frei Miguelinho, Lindonaldo da Farinha (PSD), foi um dos principais protagonistas da agenda administrativa realizada na última sexta-feira (27), quando a governadora Raquel Lyra esteve no município para entregar a requalificação da PE-121 e dois ônibus escolares zero quilômetro destinados à rede municipal de ensino.

Em entrevista ao programa “Cidade em Foco”, da Rede Pernambuco de Rádios, Lindonaldo ressaltou a importância histórica da obra da PE-121 para a população. Segundo ele, a rodovia sempre foi uma das maiores demandas do município, tanto pela necessidade de garantir mais segurança aos motoristas quanto pela relevância econômica para a cidade. “A obra da PE-121 era desejada, sonhada pelo povo de nossa cidade, trata-se de uma entrega importantíssima”, afirmou.

O prefeito fez questão de enfatizar que o resultado é fruto de diálogo e alinhamento político-administrativo entre a gestão municipal e o Governo do Estado. Para ele, a parceria institucional tem sido determinante para que Frei Miguelinho avance em áreas estratégicas. “A governadora vem sendo parceira, vem trabalhando conosco, dando uma prova de que quando há parceria entre governo do Estado e governo municipal só quem sai ganhando é o povo”, declarou.

Além da rodovia, Lindonaldo destacou a entrega dos ônibus escolares como um investimento direto na educação, especialmente para os estudantes que moram na zona rural e dependem do transporte público para frequentar as aulas. Ele pontuou que garantir conforto e segurança no deslocamento é também uma forma de incentivar a permanência dos alunos na escola.

Ao final da entrevista, o gestor municipal reforçou seu reconhecimento ao trabalho da governadora, elogiando o padrão administrativo da atual gestão estadual. Para Lindonaldo, as ações que vêm sendo executadas em diversas regiões demonstram compromisso com o desenvolvimento do interior e melhoria da qualidade de vida da população pernambucana.

A agenda marcou não apenas a entrega de obras e equipamentos, mas também evidenciou o protagonismo do prefeito na articulação de investimentos para Frei Miguelinho, fortalecendo sua posição política ao destacar resultados concretos obtidos por meio da cooperação entre município e Estado.

JANELA PARTIDÁRIA REDEFINE FORÇAS NA ALEPE E PP CAMINHA PARA TER A MAIOR BANCADA E PSD E PSB TRAVAM DISPUTA DIRETA

A partir da próxima terça-feira (3), começa oficialmente a janela partidária, período que segue até 3 de abril e permite que deputados estaduais mudem de partido sem risco de perder o mandato. A movimentação já provoca uma verdadeira reconfiguração de forças na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), onde os 49 parlamentares fazem cálculos estratégicos para garantir melhores condições de reeleição.

Embora o debate majoritário esteja concentrado na disputa pelo Governo de Pernambuco — que deve opor a governadora Raquel Lyra (PSD) ao prefeito do Recife João Campos (PSB) —, nos bastidores do Legislativo o foco principal é a sobrevivência política nas chapas proporcionais.

PP DEVE ASSUMIR LIDERANÇA ISOLADA

A grande beneficiada da janela partidária tende a ser o PP, comandado no estado pelo deputado federal Eduardo da Fonte. A legenda deve ganhar pelo menos três novos parlamentares — dois deles oriundos do PSB — e poderá formar a maior bancada da Alepe.

A projeção indica que o PP poderá contar com:

  • Antonio Moraes

  • Kaio Maniçoba

  • Adalto Santos

  • Cleiton Collins

  • Henrique Filho

  • Pastor Junior Tércio

  • Claudiano Martins

  • Romero Sales (deixando o União Brasil)

  • France Hacker (saindo do PSB)

  • Dannilo Godoy (saindo do PSB)

Com esse movimento, o PP desbanca o PSB, que foi o partido mais votado nas eleições de 2022, quando elegeu 14 deputados estaduais.

PSD CRESCE, MAS ABAIXO DO ESPERADO

O PSD da governadora Raquel Lyra deve formar uma bancada entre seis e oito deputados. Apesar do crescimento, o número fica abaixo do que o Palácio do Campo das Princesas projetava inicialmente. Ainda assim, o governo aposta na manutenção da base aliada com partidos como PP e Podemos para garantir maioria no plenário.

Devem integrar o PSD:

  • Débora Almeida (deixando o PSDB)

  • Izaías Régis (deixando o PSDB)

  • Socorro Pimentel (saindo do União Brasil)

  • Joãozinho Tenório (saindo do PRD)

  • Aglailson Victor (deixando o PSB)

  • William Brígido (saindo do Republicanos)

  • Jarbas Filho (aguarda definição do MDB; também recebeu convite do PV)

  • Jefferson Timóteo (pode deixar o PP)

Mesmo sem crescimento explosivo, a governadora tende a manter maioria confortável com o apoio de aliados.

PSB ENCOLHE, MAS SEGUE COMPETITIVO

O PSB, legenda do prefeito João Campos, deve sofrer a maior redução na Casa. De 14 deputados eleitos em 2022, a bancada pode cair para algo entre sete e nove parlamentares.

Devem permanecer no partido:

  • Gleide Ângelo

  • Eriberto Filho

  • Francismar Pontes

  • Simone Santana

  • Romero Albuquerque (deixando o União Brasil)

  • Sileno Guedes

  • Rodrigo Farias

Situações indefinidas:

  • Diogo Moraes (atualmente no PSDB)

  • Waldemar Borges (no MDB, pode migrar para o PCdoB)

PODEMOS SE FORTALECE NA BASE GOVERNISTA

O Podemos desponta como nova força da base de Raquel Lyra e pode formar bancada entre quatro e seis deputados:

  • Gustavo Gouveia

  • Luciano Duque

  • Wanderson Florêncio

  • Fabrizio Ferraz

Pendentes:

  • Edson Vieira

  • Joel da Harpa (pode deixar o PL)



FEDERAÇÃO PT/PV/PCdoB MANTÉM ESPAÇO

A federação formada por PT, PV e PCdoB também terá papel importante na sustentação política.

PT

  • João Paulo

  • Doriel Barros

  • Dani Portela (deixando o PSOL)

  • Rosa Amorim

PV

  • João de Nadegi

  • Joaquim Lira

  • Gilmar Junior

  • Jarbas Filho (pendente)

PCdoB

  • João Paulo Costa

  • Waldemar Borges (pendente)

Nos bastidores, o governo trabalha para manter diálogo aberto com essa federação e evitar tensão no plenário.

PARTIDOS QUE PERDEM FORÇA

Algumas legendas devem encolher significativamente:

PL

  • Alberto Feitosa

  • Abimael Santos

  • Nino de Enoque

  • Joel da Harpa (pendente saída)

União Brasil

  • Antonio Coelho

  • Edson Vieira (pendente)

PSOL

Perde sua única vaga com a saída de Dani Portela para o PT.

Republicanos

Pode ficar sem representação caso se confirmem as saídas de Mário Ricardo e William Brígido.

Partido Novo

Passa a ter representação com Renato Antunes, que deixará o PL.

PSDB E PRD AINDA SÃO INCÓGNITA

O PSDB, presidido na Alepe por Álvaro Porto, vive momento de indefinição. Pode manter:

  • Álvaro Porto

  • Diogo Moraes (pendente)

  • Mário Ricardo (deixando o Republicanos)

Já o PRD poderá contar com Junior Matuto.

COMO FICA O GOVERNO NA ALEPE?

Mesmo sem crescimento expressivo do PSD, o cenário aponta que a governadora Raquel Lyra continuará com maioria parlamentar. A estratégia do governo foi permitir que partidos aliados crescessem, especialmente PP e Podemos, fortalecendo a base de sustentação sem concentrar todas as filiações na própria legenda.

Com isso, a correlação de forças após 3 de abril deve consolidar:

  1. PP como maior bancada

  2. PSD e PSB disputando o segundo posto

  3. Podemos emergindo como força estratégica

  4. Federação PT/PV/PCdoB mantendo peso político

A janela partidária promete alterar profundamente o tabuleiro político estadual e preparar o terreno para uma eleição que já se desenha como uma das mais disputadas da história recente de Pernambuco.

DUBAI VIVE CLIMA DE GUERRA E SE TRANSFORMA EM CIDADE FANTASMA APÓS ATAQUES NO ORIENTE MÉDIO

Conhecida mundialmente pelo luxo, pelos arranha-céus futuristas e pela intensa vida noturna, a cidade de Dubai amanheceu irreconhecível neste domingo (1º). Em pleno inverno — período de alta temporada turística — praias vazias, shoppings desertos e hotéis silenciosos substituíram o habitual movimento frenético que faz do emirado um dos principais polos globais de turismo e negócios.

As largas avenidas, geralmente congestionadas por supercarros e táxis, estavam praticamente desertas. O céu, que normalmente registra um fluxo constante de aeronaves pousando e decolando do movimentado aeroporto internacional, permaneceu incomumente silencioso após o fechamento do espaço aéreo dos Emirados Árabes Unidos. A icônica região da Marina, cenário de festas em iates e eventos luxuosos, também ficou tomada por um silêncio incomum.

Para muitos moradores, a sensação foi a de um retorno abrupto aos dias mais duros da pandemia. Escolas suspenderam atividades presenciais e retomaram o ensino remoto. Famílias optaram por permanecer em casa, enquanto aplicativos de entrega registraram aumento expressivo na demanda por alimentos e produtos básicos, gerando atrasos nas entregas. Supermercados tiveram movimento atípico, com moradores abastecendo despensas temendo novos desdobramentos do conflito.

O clima de apreensão levou parte da população a buscar refúgio em áreas consideradas mais tranquilas dentro do próprio país. Em Hatta, próxima à fronteira com Omã, hotéis improvisaram abrigos em salas de conferência para turistas que já haviam feito check-out, mas ficaram impossibilitados de retornar aos seus países devido à suspensão de voos. Outros decidiram cruzar a fronteira por via terrestre rumo a Omã, inicialmente visto como território fora do alcance imediato dos ataques — embora autoridades locais tenham confirmado, no domingo, que dois drones atingiram um porto no país.

Diferentemente de outras cidades em regiões de conflito, Dubai não possui abrigos antibombas públicos estruturados. Durante a noite de sábado, muitos moradores passaram horas em estacionamentos subterrâneos de prédios residenciais e comerciais, buscando proteção. Pais tentavam tranquilizar crianças assustadas, explicando que as explosões eram fogos de artifício ou os tradicionais canhões que marcam o horário do iftar durante o Ramadã, numa tentativa de preservar a inocência diante do cenário de guerra.

A escalada da tensão teve início após o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar em vídeo publicado na rede Truth Social que forças americanas iniciaram “grandes operações de combate” contra o Irã. Segundo ele, o objetivo seria neutralizar as forças armadas iranianas e destruir seu programa nuclear. A declaração foi acompanhada da confirmação de que Israel também realizou ataques contra território iraniano.

Diferentemente da ofensiva ocorrida em junho de 2025 — que teve duração limitada — a nova investida começou à luz do dia e, segundo fontes internacionais, pode se estender por vários dias. Relatos indicam que lideranças estratégicas do regime iraniano, incluindo o aiatolá Ali Khamenei, estariam entre os alvos iniciais.

Em resposta, o Irã lançou uma onda de ataques considerada sem precedentes na região. Explosões foram registradas em diversos países que abrigam bases militares americanas, incluindo, além dos Emirados, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque. O impacto imediato foi sentido tanto no setor aéreo quanto no mercado financeiro e na cadeia global de petróleo, já que o Golfo é uma das principais rotas estratégicas para o comércio internacional de energia.

Para Dubai, cuja identidade está fortemente ligada à estabilidade, segurança e prosperidade econômica, o episódio representa um choque simbólico e prático. A cidade que construiu sua reputação como refúgio seguro em uma região historicamente marcada por conflitos agora enfrenta o teste mais severo de sua história recente.

Enquanto autoridades monitoram a situação e reforçam medidas de segurança, moradores seguem atentos às atualizações, entre o silêncio das ruas e a incerteza do que pode acontecer nas próximas horas. O emirado que nunca dorme experimenta, talvez pela primeira vez em décadas, o peso de uma guerra que ultrapassou fronteiras e que transformou o brilho habitual de sua paisagem em um cenário de tensão e expectativa.

EDUARDO DA FONTE E ROBERTA ARRAES COMEMORAM PRIMEIRO MÊS DE PROCEDIMENTOS CARDÍACOS 100% SUS NO SERTÃO DO ARARIPE

Desde a inauguração, a unidade já atendeu 26 pacientes de Cabrobó, Exu, Petrolina, Santa Filomena e outras 9 cidades do Sertão.
Pela primeira vez, o Sertão do Araripe passa a realizar procedimentos cardíacos pelo SUS. O Hospital Santa Maria, em Araripina, inaugurou, no dia 2 de fevereiro, a primeira sala de hemodinâmica 100% SUS da região, equipada para realizar procedimentos cardíacos minimamente invasivos, como cateterismo e angioplastia. Desde a inauguração, a unidade já atendeu 26 pacientes de Cabrobó, Exu, Petrolina, Santa Filomena e outras 9 cidades do Sertão. Foram realizados 26 cateterismos, 11 angioplastias transluminais coronarianas e um implante de marcapasso provisório transvenoso.

Antes, os moradores da Macrorregião Interestadual de Saúde PEBA, que reúne municípios de Pernambuco e da Bahia, precisavam viajar cerca de 300 km e, em muitos casos, até 700 km para realizar procedimentos em cidades vizinhas. A distância comprometia o tempo de resposta ao tratamento, agravava o quadro clínico e aumentava o risco de sequelas.

A sala estava equipada e com equipe especializada desde dezembro de 2023, mas aguardava autorização do Ministério da Saúde para iniciar os atendimentos pelo SUS. O credenciamento foi conquistado após articulação do deputado federal Eduardo da Fonte (PP) e da deputada estadual Roberta Arraes (PP), garantindo que o serviço passasse a funcionar integralmente pelo Sistema Único de Saúde.

Eduardo da Fonte destacou a importância da interiorização da saúde em Pernambuco. “Não é justo que pacientes do Sertão precisem percorrer longas distâncias para ter acesso a procedimentos como cateterismo ou quimioterapia. Chegar a viajar até 700 quilômetros em busca de atendimento é desumano, desgasta as famílias e coloca vidas em risco”, afirmou.

O parlamentar também enfatizou que a implantação da sala de hemodinâmica integra um conjunto de ações voltadas à interiorização da saúde de alta complexidade no Estado. Entre elas, está a construção do primeiro Hospital de Câncer do Sertão do Araripe, que deverá iniciar o serviço de quimioterapia ainda neste semestre.

Com a chegada dos novos serviços, o Sertão do Araripe deixa de ser rota de transferência e passa a se consolidar como referência em atendimento especializado, garantindo mais dignidade, agilidade e segurança para a população, mais perto de casa e da família.

ANDRÉ TEIXEIRA GANHA PROTAGONISMO E ACELERA OBRAS ESTRATÉGICAS EM PERNAMBUCO

À frente da Secretaria de Mobilidade e Infraestrutura de Pernambuco há oito meses, André Teixeira vem consolidando seu nome como um dos principais pilares operacionais do governo estadual. Com um perfil técnico e foco na execução, o secretário tem imprimido um ritmo mais acelerado às obras estruturadoras, transformando a pasta em vitrine de entregas e resultados concretos.

A nova cadência tem sido percebida tanto nos corredores do Palácio quanto nas ruas, onde intervenções viárias, recuperação de estradas e projetos de mobilidade urbana avançam com maior visibilidade. A estratégia tem um objetivo claro: reduzir o tempo entre o anúncio e a entrega, encurtando a distância entre planejamento e obra concluída — um dos pontos mais explorados pela oposição nos últimos meses.

Internamente, a avaliação é de que André Teixeira conseguiu reorganizar fluxos administrativos, destravar contratos e estabelecer metas mais rígidas de acompanhamento das obras. O resultado tem sido um cronograma mais consistente e uma agenda de inaugurações que começa a ganhar densidade política.

O fortalecimento da Secretaria também dialoga diretamente com o momento vivido pela governadora Raquel Lyra. Em ano de pré-disputa eleitoral, infraestrutura e mobilidade se tornam ativos estratégicos, capazes de impactar a percepção popular sobre eficiência administrativa. Nesse contexto, o desempenho do secretário acaba reverberando no capital político da chefe do Executivo.

Com atuação discreta, porém pragmática, André Teixeira passa a ocupar um espaço de destaque dentro da engrenagem governamental. Se mantiver o ritmo atual, pode consolidar sua imagem como gestor de entregas e peça-chave na consolidação da marca administrativa do governo estadual.

AVANTE FECHA QUESTÃO E REAFIRMA APOIO À REELEIÇÃO DE RAQUEL LYRA EM PERNAMBUCO

O presidente estadual do Avante em Pernambuco, Sebastião Oliveira, reafirmou de forma contundente o alinhamento da legenda ao projeto de reeleição da governadora Raquel Lyra. A declaração ocorreu após um encontro político que reuniu lideranças estratégicas do partido e consolidou o posicionamento da sigla dentro do atual cenário estadual.

Durante a reunião, que contou com a presença do deputado federal Waldemar Oliveira e do presidente nacional do Avante, deputado federal Luís Tibé, o discurso foi de unidade e continuidade administrativa. O grupo destacou que o momento é de fortalecer alianças e garantir estabilidade política para que os projetos em andamento no Estado tenham sequência.

Sebastião Oliveira foi direto ao tratar do posicionamento partidário. Segundo ele, o Avante permanece “fechado” com a governadora e não há qualquer dúvida quanto ao rumo que a legenda seguirá nas próximas eleições estaduais. “O projeto é claro: seriedade e muito trabalho para Pernambuco continuar avançando”, afirmou, ressaltando que a gestão de Raquel Lyra tem buscado equilíbrio fiscal, investimentos estruturadores e ações voltadas para o desenvolvimento regional.

Nos bastidores, a leitura é de que o movimento também sinaliza articulação antecipada para 2026, consolidando um bloco político que pretende ampliar sua base de apoio em diferentes regiões do Estado. A presença de Luís Tibé reforça o respaldo nacional ao alinhamento firmado em Pernambuco, demonstrando que a decisão conta com aval da direção nacional da legenda.

Waldemar Oliveira, por sua vez, destacou a importância da convergência política em torno de um projeto administrativo. Para ele, a manutenção da parceria garante previsibilidade e continuidade às políticas públicas já iniciadas, sobretudo nas áreas de infraestrutura, saúde e desenvolvimento econômico.

O encontro evidencia que o Avante busca ocupar espaço estratégico na composição da base governista, participando ativamente das discussões políticas e contribuindo com a construção de um projeto eleitoral competitivo. A reafirmação do apoio fortalece o campo político da governadora e amplia a rede de sustentação da atual gestão no Legislativo e nas articulações regionais.

Com o cenário começando a ganhar contornos mais definidos, o gesto do Avante representa mais do que uma simples declaração de apoio: trata-se de um movimento político calculado, que sinaliza estabilidade, coesão interna e disposição para enfrentar o próximo pleito com unidade e estratégia bem delineada.