quinta-feira, 5 de março de 2026

O TEMPO URGE E JOÃO CAMPOS DIANTE DO XADREZ POLÍTICO E DAS ESCOLHAS DIFÍCEIS QUE TERÁ DE FAZER, CABEÇAS VÃO ROLAR!

O ambiente político de Pernambuco entrou em ebulição nos últimos dias e colocou o prefeito do Recife, João Campos, diante de um dos momentos mais delicados de sua trajetória política recente. Em menos de uma semana, uma sucessão de fatos movimentou os bastidores do poder no estado, pressionando o socialista a tomar decisões estratégicas e testar sua capacidade de articulação em um cenário cada vez mais complexo. No centro de tudo está uma constatação que começa a ganhar força entre aliados e adversários: o tempo urge, e João terá escolhas a fazer — inclusive, possivelmente, cabeças a cortar.

O primeiro movimento relevante veio do presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco, Álvaro Porto. No último sábado, ele declarou publicamente que sua candidata ao Senado é a ex-deputada federal Marília Arraes. A fala não foi apenas um gesto político isolado. Álvaro Porto se consolidou nos últimos anos como uma das lideranças mais influentes do Agreste Meridional e ampliou sua densidade política dentro do estado.

O detalhe que torna a declaração ainda mais significativa é a relação próxima que mantém com João Campos. O presidente da Alepe já afirmou que o prefeito do Recife é seu candidato ao Governo de Pernambuco e que pretende repetir em 2026 o que fez nas últimas eleições ao lado da governadora Raquel Lyra: percorrer o estado durante a campanha. Ao chancelar o projeto de Marília Arraes para o Senado, Álvaro Porto colocou mais uma peça no tabuleiro que João terá que administrar.

No domingo seguinte, a própria Marília Arraes tratou de deixar claro que sua decisão está tomada. Em declarações públicas, afirmou que sua candidatura ao Senado é irreversível e resumiu sua posição política de forma direta: seu governador é João Campos e seu presidente é o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A ex-deputada também encontrou abrigo no Partido Democrático Trabalhista, que lhe garantiu estrutura para a disputa. O movimento provocou forte repercussão nos bastidores e ampliou a pressão sobre o grupo político liderado pelo prefeito.

Como se não bastasse, a segunda-feira trouxe um episódio que gerou desconforto dentro da própria base do prefeito. O vereador do Recife Osmar Ricardo, aliado de João Campos e beneficiado politicamente por um gesto do prefeito — que levou o então titular da vaga, Marco Aurélio Filho, para a gestão municipal — decidiu assinar um pedido de CPI que tinha potencial de desgastar a administração municipal em ano eleitoral.

O gesto causou perplexidade entre aliados do prefeito e levantou questionamentos nos bastidores: como alguém que chegou ao mandato graças a um movimento político do próprio João Campos poderia se engajar em uma iniciativa com potencial de desgaste direto ao governo municipal? O episódio acendeu um alerta dentro do grupo socialista sobre a fidelidade e os limites da relação com alguns aliados.

A quarta movimentação veio em forma de rumor político que sacudiu os bastidores na tarde da quarta-feira. Circulou intensamente em grupos políticos a informação de que o ministro de Portos e Aeroportos, Sílvio Costa Filho, teria aceitado disputar o cargo de vice-governador em uma chapa encabeçada por João Campos.

O burburinho foi suficiente para movimentar o xadrez político do estado ao longo de todo o dia, até que o próprio ministro resolveu intervir. Em nota pública, Sílvio descartou a possibilidade de disputar como vice e reafirmou seu projeto político: disputar o Senado com o apoio do presidente Lula. Embora não tenha rompido com João Campos, a declaração deixou claro que seu caminho político segue em outra direção.

Para muitos observadores, a fala teve um recado indireto: outros atores políticos também se colocam como representantes do campo lulista em Pernambuco, inclusive no campo de alianças da governadora Raquel Lyra.

O quinto elemento que ampliou a pressão sobre o prefeito foi discutido diretamente em Brasília. Em reunião com o presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, Edinho Silva, e com o senador pernambucano Humberto Costa, João Campos ouviu um recado claro da legenda.

O PT não aceita a possibilidade de que a chapa do prefeito tenha três candidatos ao Senado — dois oficiais e um avulso. Para o partido, esse cenário fragmentaria os votos e enfraqueceria o campo político aliado ao presidente Lula. A posição é objetiva: a chapa pode ter apenas dois nomes disputando o Senado.

Isso cria uma equação delicada. Humberto Costa é considerado um nome praticamente certo em uma das vagas. A segunda vaga, porém, passa a ser disputada por diferentes interesses políticos, incluindo o projeto de Marília Arraes e as ambições de outras lideranças.

Diante desse cenário, o prefeito João Campos se vê diante de um momento decisivo. O jovem líder socialista, que em 2024 conduziu sua reeleição com amplo domínio político no Recife, agora precisa demonstrar que tem capacidade de conduzir uma coalizão estadual complexa, com múltiplos interesses e lideranças fortes.

A política pernambucana entrou em uma fase de ajustes finos e reposicionamentos estratégicos. E, nesse novo tabuleiro, João Campos terá que mostrar habilidade para manter aliados próximos, administrar disputas internas e tomar decisões duras quando necessário.

Nos bastidores, cresce a percepção de que o tempo urge. E que, para manter o controle do jogo político em Pernambuco, o prefeito do Recife terá escolhas a fazer — e talvez algumas cabeças a cortar.

MILÍCIA PRIVADA, INTIMIDAÇÃO E PODER E A QUEDA DO BANQUEIRO DANIEL VORCARO COM O ESCÂNDALO QUE ABALA O BRASIL

Uma investigação da Polícia Federal revelou um dos escândalos mais explosivos envolvendo o sistema financeiro e o poder político no Brasil nos últimos anos. O banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, foi preso novamente nesta quarta-feira em São Paulo por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça. A decisão foi tomada após a análise de mensagens extraídas do celular do empresário, que indicam a existência de uma estrutura clandestina usada para proteger interesses do banco, pressionar adversários e até intimidar jornalistas.

As revelações da investigação provocaram forte repercussão nos bastidores políticos e jurídicos de Brasília. De acordo com a Polícia Federal, Vorcaro teria comandado uma organização paralela conhecida como “A Turma”, descrita pelos investigadores como uma espécie de milícia privada voltada à proteção do banqueiro e à execução de ações contra críticos, concorrentes e ex-funcionários.

Além de Vorcaro, outras três pessoas foram presas na operação: o empresário e pastor Fabiano Zettel, cunhado e considerado braço-direito do banqueiro; Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido pelo apelido de “Sicário” e apontado como líder operacional da estrutura clandestina; e o policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva, suspeito de participar de ações de vigilância e intimidação.

Segundo os investigadores, o grupo realizava monitoramento sistemático de jornalistas, autoridades públicas, concorrentes do mercado financeiro e ex-funcionários do banco. As mensagens analisadas também apontam possíveis tentativas de obstrução de investigações e ações coordenadas para pressionar pessoas consideradas obstáculos aos interesses do grupo.

Um dos episódios mais graves revelados pela investigação envolve o jornalista Lauro Jardim, colunista de O Globo e da rádio CBN. Em mensagens encontradas pela polícia, Vorcaro teria sugerido forjar um assalto contra o jornalista com o objetivo de intimidá-lo e causar agressões físicas que o fizessem parar de publicar reportagens sobre o banco. A revelação provocou imediata reação de entidades ligadas à imprensa.

A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro divulgaram nota classificando o episódio como um ataque grave à liberdade de imprensa e ao direito da sociedade à informação. As entidades cobraram rigor nas investigações e responsabilização dos envolvidos.

O caso ganhou contornos ainda mais dramáticos horas após a prisão dos suspeitos. Luiz Phillipi Mourão, o “Sicário”, tentou tirar a própria vida dentro de uma cela da Polícia Federal em Belo Horizonte. Ele foi reanimado por equipes de emergência e levado a um hospital, mas teve a morte cerebral confirmada posteriormente, aumentando ainda mais a tensão em torno do caso.

As mensagens apreendidas pela PF também levantaram questionamentos sobre possíveis conexões com figuras do Judiciário e do sistema financeiro. Em uma conversa com sua esposa, a influenciadora Martha Graeff, Vorcaro afirmou que iria se encontrar com o ministro do STF Alexandre de Moraes em abril de 2025. No mesmo contexto, surgiu a informação de que a advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro, manteve contrato de cerca de R$ 129 milhões com o Banco Master. Até o momento, Moraes não comentou publicamente a menção ao seu nome nas mensagens.

Outro ponto investigado envolve a relação do banqueiro com veículos de comunicação. A Polícia Federal apura se houve pagamentos para influenciar conteúdos publicados em sites jornalísticos. Entre os citados estão o portal Diário do Centro do Mundo e o site O Bastidor, do jornalista Diego Escosteguy. Segundo os investigadores, as mensagens sugerem negociações para publicações favoráveis ao banco. Os citados negam irregularidades e afirmam que os valores mencionados se referiam a contratos de publicidade, prática comum no mercado.

A investigação também aponta que a influência do banqueiro teria alcançado áreas estratégicas do sistema financeiro. Ex-integrantes do Banco Central do Brasil são suspeitos de manter contato constante com Vorcaro e fornecer informações privilegiadas sobre fiscalizações e decisões envolvendo o banco. Entre os nomes citados estão o ex-diretor de fiscalização Paulo Sérgio de Souza e o ex-chefe de departamento da supervisão bancária Bellini Santana, que, segundo a investigação, receberiam pagamentos mensais do banqueiro.

No campo político, mensagens mostram que Vorcaro mantinha proximidade com líderes partidários. Em uma delas, ele descreve o senador Ciro Nogueira, presidente nacional do Progressistas, como “um dos meus grandes amigos de vida”. Há ainda registros indicando que Nogueira e o presidente do União Brasil, Antonio Rueda, teriam utilizado helicópteros pertencentes ao banqueiro para participar de um evento esportivo em São Paulo.

Diante da avalanche de revelações, o caso ganhou grande repercussão política e jurídica. A jornalista Julia Duailibi avaliou que a decisão de André Mendonça acabou trazendo à tona informações que, segundo ela, estavam sendo mantidas longe dos holofotes por outros setores do Judiciário, em referência indireta ao ministro Dias Toffoli.

Com a prisão do banqueiro e o avanço das investigações, o escândalo envolvendo Daniel Vorcaro começa a revelar um intrincado sistema de relações entre dinheiro, influência e poder. A expectativa agora é que novas etapas da investigação tragam à tona outros personagens e esclareçam a extensão real da rede que, segundo a Polícia Federal, operava nos bastidores para proteger os interesses do Banco Master e de seu controlador.

EDUARDO DA FONTE E LULA DA FONTE APRESENTAM PROGRAMA JUVENTUDE VIVA PARA PREVENIR SUICÍDIO ENTRE JOVENS

Os deputados federais Eduardo da Fonte (PP) e Lula da Fonte (PP) apresentaram o Projeto de Lei que cria o Programa Juventude Viva, voltado à prevenção do suicídio e da automutilação entre jovens e adolescentes. A proposta institui uma política pública permanente no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).

O programa atenderá pessoas de 10 a 24 anos e integrará ações de promoção da saúde mental, prevenção, cuidado e acompanhamento de familiares após casos de tentativa ou morte por suicídio. O texto também considera os riscos associados ao ambiente digital e articula as medidas às normas de proteção previstas na legislação vigente.

Entre os principais objetivos estão a redução expressiva das mortes e tentativas de suicídio nessa faixa etária, a ampliação da triagem de risco nos serviços de saúde e a adoção de protocolos obrigatórios de prevenção nas escolas públicas e privadas.

A proposta prevê equipes multiprofissionais nos municípios, capacitação de professores para identificar sinais de alerta e garantia de atendimento em saúde mental em até sete dias após a identificação do risco. Também destina parte das verbas de propaganda institucional da União para campanhas permanentes de prevenção.

O projeto ainda altera o Código Penal para endurecer a punição de quem induzir ou instigar suicídio e automutilação por meio de redes sociais. Para os deputados, a medida estrutura uma resposta nacional para proteger a vida e fortalecer a rede de cuidado à juventude brasileira.

Foto: Igor Toscano.

MAIS DE 250 APROVADOS JÁ ASSUMIRAM CARGOS EM BOM JARDIM E PREFEITO JANJÃO DESTACA AVANÇO NA ESTRUTURA DO SERVIÇO PÚBLICO

A Prefeitura de Bom Jardim segue avançando no processo de convocação dos aprovados no concurso público municipal realizado no ano passado. Na última segunda-feira, o prefeito Janjão participou da terceira cerimônia oficial de posse dos candidatos aprovados, reforçando que mais de 250 servidores já foram integrados ao quadro efetivo da administração municipal.

O evento reuniu secretários, gestores de diferentes áreas e familiares dos novos servidores, marcando mais uma etapa importante do cronograma de convocação. Segundo o prefeito, o concurso representa um dos maiores processos de fortalecimento da estrutura administrativa da cidade nos últimos anos.

Realizado em agosto do ano passado, o certame ofertou mais de 450 vagas para cargos em diversas áreas da administração pública, contemplando funções de níveis fundamental, médio, técnico e superior. As oportunidades foram distribuídas principalmente nas áreas de educação, saúde, serviços administrativos e apoio operacional, com salários que variam aproximadamente entre R$ 1.518 e R$ 8 mil, dependendo da função e da formação exigida. 

Durante a solenidade, Janjão destacou que a posse dos novos servidores representa um passo decisivo para melhorar a capacidade de atendimento da prefeitura e ampliar a eficiência dos serviços públicos oferecidos à população. De acordo com ele, a convocação gradual dos aprovados foi planejada para garantir organização administrativa e responsabilidade fiscal.

“São mais de 250 convocados. Fizemos o concurso em agosto, colocamos mais de 450 vagas e já temos mais de 250 pessoas empossadas até agora. Hoje damos mais um passo importante para fortalecer o serviço público e garantir que cada setor do nosso município funcione com mais eficiência e responsabilidade”, afirmou o gestor durante a cerimônia.

O prefeito também ressaltou que o concurso simboliza o compromisso da gestão com a valorização do mérito e da qualificação profissional. Para ele, a seleção pública garante mais transparência no acesso ao serviço público e contribui diretamente para a melhoria do atendimento à população.

Ao longo do processo, as vagas contemplam cargos estratégicos como professores, profissionais de saúde, agentes administrativos, motoristas, guardas municipais, assistentes sociais e diversas funções de apoio nos serviços urbanos e escolares. A área da educação, por exemplo, foi uma das que concentrou maior número de oportunidades, refletindo a prioridade da gestão em fortalecer a rede municipal de ensino.

Para Janjão, a chegada dos novos servidores representa não apenas a renovação da equipe administrativa, mas também um investimento direto na qualidade dos serviços prestados aos moradores de Bom Jardim. Segundo ele, a prefeitura continuará realizando novas convocações conforme a necessidade das secretarias e o planejamento financeiro do município.

Encerrando a cerimônia, o prefeito reforçou que a convocação dos aprovados simboliza respeito ao esforço de quem se preparou para o concurso e também responsabilidade com o futuro da cidade. “Esse momento reafirma o nosso compromisso com quem estudou, acreditou e conquistou sua vaga, mas também com toda a população de Bom Jardim, que merece um atendimento cada vez melhor. Seguimos trabalhando com seriedade, planejamento e respeito pelo nosso município”, concluiu.

COM SIMBOLISMO NO AGRESTE, MARÍLIA ARRAES DÁ RECADO CLARO: CANDIDATURA AO SENADO É “SEM VOLTA” E COMEÇA A GANHAR CORPO NO INTERIOR

A movimentação política do último sábado no Agreste pernambucano trouxe sinais claros sobre o cenário eleitoral que começa a se desenhar para 2026. A pré-candidata ao Senado, Marília Arraes, reuniu um grupo expressivo de lideranças políticas do Agreste e do Sertão durante uma visita à residência do ex-prefeito de Palmeirina, Eudson Catão, em um encontro que acabou se transformando em uma demonstração pública de força política e articulação regional.

A reunião, realizada em clima de articulação e estratégia, contou com a presença de lideranças municipais, ex-prefeitos, vereadores e aliados políticos que acompanham o movimento da ex-deputada federal em direção a uma disputa majoritária. Durante a conversa reservada e também em momentos de diálogo aberto com o grupo, Marília foi direta ao tratar do seu futuro político: segundo relatos de participantes do encontro, a pré-candidatura ao Senado está consolidada e não existe possibilidade de recuo.

O gesto político teve peso simbólico e estratégico. Ao escolher o Agreste como palco de uma conversa franca com lideranças regionais, Marília sinalizou que pretende fortalecer sua base fora da Região Metropolitana do Recife, ampliando sua presença no interior do estado — território que tradicionalmente exerce grande influência nas disputas estaduais.

Durante o encontro, lideranças presentes destacaram que a ex-deputada demonstrou segurança ao falar sobre o projeto político que pretende construir para Pernambuco nos próximos anos. A mensagem transmitida foi de que o momento agora é de ampliar diálogos, consolidar apoios e estruturar uma rede política capaz de sustentar uma candidatura competitiva ao Senado.

Nos bastidores, interlocutores apontam que a estratégia de Marília passa justamente por fortalecer alianças com lideranças municipais que possuem forte influência local. Prefeitos, ex-prefeitos e grupos políticos do interior podem desempenhar papel decisivo na construção de uma base eleitoral robusta, especialmente em um estado onde a capilaridade política costuma ser determinante nas eleições majoritárias.

A escolha da casa de Eudson Catão para sediar o encontro também foi interpretada como um gesto político relevante. Catão é uma figura conhecida no Agreste e mantém diálogo com diversas lideranças da região, o que ajudou a reunir nomes influentes do cenário político regional em torno da conversa.

Durante o encontro, segundo relatos de participantes, Marília reforçou que a caminhada rumo ao Senado já começou e que a ideia agora é percorrer o estado, ouvir lideranças e construir uma candidatura com forte presença popular. O discurso foi recebido com entusiasmo por aliados que veem na ex-deputada um nome competitivo para a disputa.

Além das conversas políticas, o encontro também serviu para alinhar estratégias e discutir o cenário estadual que começa a se movimentar nos bastidores. A avaliação entre os presentes é que a disputa pelo Senado em Pernambuco tende a ser uma das mais intensas dos últimos anos, reunindo nomes de diferentes campos políticos.

O gesto de Marília no Agreste também foi interpretado como um recado ao mundo político: sua decisão está tomada. Ao afirmar diante de lideranças influentes que a candidatura é irreversível, a ex-deputada busca consolidar sua posição no tabuleiro eleitoral e iniciar, desde já, a construção de uma base política que ultrapasse fronteiras regionais.

Nos bastidores da política pernambucana, a avaliação é que movimentos como esse indicam que a corrida pelo Senado começa a ganhar ritmo, com articulações acontecendo longe dos holofotes da capital e cada vez mais próximas das bases políticas espalhadas pelo interior do estado.

TÚLIO GADELHA SE MOVIMENTA NOS BASTIDORES E SONHA COM DISPUTA PELA PREFEITURA DO RECIFE EM 2028

Nos bastidores da política pernambucana, uma movimentação discreta, porém estratégica, começa a ganhar forma envolvendo o deputado federal Túlio Gadelha. Impedido de disputar a Prefeitura do Recife nas eleições de 2024, o parlamentar já projeta um novo horizonte eleitoral e confidenciou a interlocutores próximos que pretende entrar na corrida pelo comando da capital pernambucana em 2028.

A frustração política de 2024 ainda ecoa entre aliados. Na ocasião, Túlio Gadelha estava filiado à Rede Sustentabilidade, partido que integra uma federação partidária com o PSOL. Como a legenda possui menor peso político dentro da federação, a prioridade na escolha do candidato acabou ficando com o PSOL, que lançou o nome da deputada estadual Dani Portela para disputar o comando da capital pernambucana. A decisão deixou o deputado sem espaço para viabilizar sua própria candidatura.

Diante desse cenário, o parlamentar passou a avaliar alternativas partidárias que garantam mais autonomia política no futuro. Nos bastidores, uma possibilidade considerada é a aproximação com a federação formada por Solidariedade e PRD. O movimento ganhou ainda mais força após a saída da ex-deputada federal Marília Arraes do Solidariedade, fato que abriu espaço para uma reorganização interna e novas lideranças dentro do grupo.

A eventual migração poderia permitir que Túlio Gadelha chegasse à nova estrutura partidária como protagonista político, construindo uma base sólida e sem as limitações impostas por federações em que seu partido ocupa posição minoritária. O objetivo, segundo relatos de pessoas próximas, é encontrar um “porto seguro” partidário onde possa liderar um projeto próprio e pavimentar o caminho para disputar a Prefeitura do Recife sem depender de acordos que limitem sua candidatura.

Além disso, a articulação envolveria a formação de um novo campo político. A ideia seria reunir nomes de peso para futuras disputas majoritárias em Pernambuco. Entre os nomes citados nas conversas estão o reitor da Universidade Federal de Pernambuco, Alfredo Gomes, que poderia surgir como alternativa para disputar o Governo do Estado ou uma vaga no Senado, e o ex-deputado federal Paulo Rubem Santiago, figura tradicional da política pernambucana.

Esse possível arranjo político sinaliza a tentativa de construir uma frente alternativa no estado, capaz de disputar espaço tanto com os grupos tradicionais da política pernambucana quanto com as forças já consolidadas na capital.

Enquanto o calendário eleitoral de 2028 ainda parece distante, a movimentação de Túlio Gadelha mostra que a corrida política no Recife começa muito antes do período oficial de campanha. No jogo estratégico da política, a construção de alianças, a escolha do partido certo e o fortalecimento de liderança própria podem definir quem chegará competitivo à disputa pelo comando da capital pernambucana.

MARÍLIA ARRAES ADIA FILIAÇÃO AO PDT E MOVIMENTA BASTIDORES DA POLÍTICA EM PERNAMBUCO

A pré-candidata ao Senado Federal, Marília Arraes, decidiu adiar o evento que marcaria sua filiação ao Partido Democrático Trabalhista (PDT), inicialmente previsto para o próximo dia 12. A decisão, tomada após conversas com aliados próximos, revela que os bastidores da política pernambucana e nacional seguem em intensa movimentação, principalmente diante das articulações que ocorrem em Brasília.

Segundo relatos de pessoas próximas à ex-deputada federal, o adiamento ocorreu após aconselhamento político para que ela aguardasse o desfecho de negociações conduzidas pelo presidente nacional do partido, Carlos Lupi. As conversas estariam acontecendo diretamente na capital federal e envolvem lideranças importantes da base governista, que buscam construir uma composição mais ampla para a disputa eleitoral em Pernambuco.

No centro dessas tratativas aparece o nome do senador pernambucano Humberto Costa, uma das principais lideranças do Partido dos Trabalhadores (PT) no estado. De acordo com informações de bastidores, integrantes da legenda estariam tentando convencer o parlamentar de que uma composição com Marília poderia ser politicamente mais estratégica do que enfrentar uma eventual candidatura isolada da ex-deputada ao Senado.

A preocupação dentro do PT é que uma candidatura avulsa de Marília Arraes, fora de um acordo mais amplo, acabe fragmentando o campo político ligado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Pernambuco. A possibilidade de divisão eleitoral preocupa dirigentes partidários que enxergam no estado um território estratégico para o fortalecimento do projeto nacional do partido.

Nos bastidores, a avaliação é de que Marília mantém forte capital político, especialmente na Região Metropolitana do Recife e em diversas cidades do interior pernambucano. Seu histórico eleitoral e sua ligação com o eleitorado popular fazem dela uma figura que dificilmente passaria despercebida em uma disputa majoritária, o que aumenta o peso de sua decisão sobre qual caminho partidário seguir.

Enquanto isso, o adiamento da filiação ao PDT foi interpretado por analistas políticos como um sinal claro de que o tabuleiro ainda está em movimento. O gesto demonstra que Marília prefere aguardar o desenrolar das conversas antes de oficializar qualquer passo definitivo, mantendo abertas as portas para possíveis alianças ou rearranjos políticos.

No cenário atual, a grande pergunta que circula entre lideranças e observadores da política pernambucana é se haverá espaço para uma composição entre Marília Arraes e Humberto Costa ou se o estado caminhará para uma disputa interna dentro do campo da esquerda.

Por enquanto, a resposta permanece em aberto. Como dizem os próprios articuladores envolvidos nas negociações: na política, o tempo costuma ser o principal conselheiro — e também o maior revelador dos caminhos que serão tomados.

OPOSIÇÃO SE MOBILIZA EM TEREZINHA E GARANTE AMBULÂNCIA ZERO KM PARA A POPULAÇÃO COM ARTICULAÇÃO DE ADRIANO CAMPOS E DÉBORA ALMEIDA

A política de Terezinha, no Agreste pernambucano, ganhou um novo capítulo de mobilização e articulação em favor da população. Uma comitiva expressiva da oposição do município esteve na Secretaria Estadual de Saúde para receber oficialmente uma ambulância zero quilômetro destinada à cidade por meio de emenda parlamentar da deputada estadual Débora Almeida. A conquista atende a um pedido feito ainda em 2023 pelo ex-vereador e candidato a prefeito nas eleições de 2024, Adriano Campos, que tem se mantido ativo na busca por melhorias para o município.

A chegada do novo veículo representa um reforço importante para a rede de atendimento em saúde de Terezinha, sobretudo no transporte de pacientes que precisam de deslocamento para unidades hospitalares em cidades vizinhas. A ambulância foi entregue pelo Governo do Estado e será incorporada à estrutura municipal para atender às demandas da população.

A ida ao Recife para o recebimento do veículo contou com a presença de uma comitiva considerada representativa dentro do grupo de oposição do município. Entre os participantes estavam o vereador Tinoco Dantas, Anayla Lucena — representando a vereadora Adjeane Campos — além de Erlando Bezerra, Sargento Leandro, Janar, Irmão Antônio, Deval (mototaxista), Alexandre Ferreira e Papaléguas. O grupo acompanhou de perto os trâmites para garantir que o veículo chegasse oficialmente ao município.

Nos bastidores políticos locais, a movimentação foi interpretada como um gesto de união e força do bloco oposicionista. A presença de diferentes lideranças e apoiadores reforça a estratégia do grupo de manter atuação política mesmo fora do período eleitoral, focando em demandas concretas da população.

A deputada Débora Almeida destacou que a destinação da ambulância atende a uma reivindicação legítima do município e reafirma o compromisso do seu mandato com os municípios do interior pernambucano. Segundo aliados, a parlamentar tem priorizado investimentos em áreas essenciais como saúde, infraestrutura e assistência social, especialmente nas cidades do Agreste.

Já Adriano Campos, que articulou o pedido ainda em 2023, ressaltou que a conquista não pertence a um grupo político específico, mas sim à população de Terezinha. Para ele, garantir melhorias para o município é uma missão permanente, independentemente de disputas eleitorais.

A chegada da nova ambulância deve contribuir diretamente para melhorar o atendimento de urgência e emergência, além de ampliar a capacidade de transporte de pacientes que necessitam de atendimento especializado em outras cidades da região.

Em um município de porte pequeno como Terezinha, investimentos na área da saúde costumam ter impacto direto no cotidiano da população. Por isso, a entrega do veículo foi celebrada pelo grupo que participou da agenda e por moradores que acompanham de perto as necessidades do sistema de saúde local.

Nos bastidores da política municipal, a movimentação também reforça o protagonismo de Adriano Campos dentro da oposição, ao lado da deputada Débora Almeida, consolidando uma parceria política que tem buscado viabilizar recursos e ações concretas para o município. A expectativa agora é de que novas demandas da cidade também avancem por meio dessa articulação junto ao Governo do Estado e à Assembleia Legislativa de Pernambuco.