sexta-feira, 13 de março de 2026
FESTA DA TAINHA CELEBRA 20 ANOS COM PROGRAMAÇÃO MUSICAL NA PRAIA DE BARRA DE CATUAMA
O RETORNO DO GIGANTE, PARQUE ACAUÃ REASSUME SEU LUGAR DE HONRA NO CAMPEONATO BRASIL DE VAQUEJADA
NO SERTÃO DO PAJEÚ, GOVERNADORA RAQUEL LYRA INAUGURA NOVO TRECHO DA PE-263, AUTORIZA CONSTRUÇÃO DE CRECHE E ENTREGA DESSALINIZADORES.
FEDERAÇÃO UNIÃO PROGRESSISTA OFICIALIZA PRÉ-CANDIDATURA DE RONALDO LOPES A DEPUTADO ESTADUAL.
ITAÍBA VIVE FESTA E DESENVOLVIMENTO NOS 64 ANOS COM OBRAS, ESPORTE E GRANDES SHOWS
MPPE APONTA FALHAS EM ESTUDO AMBIENTAL E ACENDE ALERTA SOBRE PROJETO DE MINERAÇÃO EM FLORESTA
O posicionamento do MPPE se insere em uma estratégia que prioriza a atuação preventiva na defesa ambiental. Segundo a promotora de Justiça Belize Câmara, coordenadora do CAO Meio Ambiente e uma das responsáveis pela análise, o objetivo é evitar que empreendimentos avancem sem a garantia de que os riscos estão devidamente avaliados. Ela destaca que a prevenção é fundamental no licenciamento ambiental, pois decisões baseadas em estudos incompletos podem resultar em danos irreversíveis aos recursos naturais e às populações que dependem deles.
A manifestação técnica também foi assinada pelo promotor de Justiça Carlos Henrique Freitas Santos, além de especialistas da equipe multidisciplinar do CAOMA. O documento aponta que o estudo apresentado pelo empreendedor apresenta lacunas importantes, especialmente no que diz respeito à disponibilidade de água na região. O projeto depende da captação subterrânea em um aquífero considerado de baixa produtividade, mas, segundo o Ministério Público, o estudo não demonstra com segurança que essa exploração não afetará o abastecimento das comunidades vizinhas.
Outro ponto que chamou a atenção dos técnicos diz respeito ao processo de beneficiamento do minério. A proposta prevê um método totalmente a seco, o que, embora reduza o consumo de água, pode intensificar a emissão de partículas no ar. O MPPE avalia que o estudo ambiental não apresenta uma modelagem dinâmica adequada para prever a dispersão de poeira sobre áreas habitadas. Esse aspecto, segundo o órgão, é essencial para mensurar os possíveis impactos sobre a saúde da população e sobre a qualidade do ar nas comunidades próximas ao empreendimento.
A análise também ressalta os efeitos de ruídos e vibrações provocados pelo uso de explosivos e de maquinário pesado nas atividades de extração mineral. Esses impactos foram classificados como de alta magnitude, o que exige planos de detonação rigorosos, além de monitoramento contínuo para evitar danos estruturais em residências e transtornos à população local.
No campo ambiental, o estudo prevê a supressão de 44,29 hectares de vegetação de caatinga, bioma característico do semiárido nordestino. Para o MPPE, os inventários de fauna e flora apresentados são insuficientes e precisam ser ampliados para garantir que espécies sensíveis ou ameaçadas não sejam afetadas. O órgão também defende a adoção de compensações ambientais robustas caso a intervenção seja autorizada, de modo a preservar o equilíbrio ecológico da região.
A dimensão social do projeto também aparece como um ponto crítico no parecer do Ministério Público. Segundo a análise, os impactos sobre comunidades tradicionais foram subdimensionados no estudo apresentado pelo empreendedor. O documento destaca especialmente a necessidade de avaliação mais detalhada dos possíveis efeitos sobre comunidades quilombolas existentes na área de influência do empreendimento, além da ausência de uma análise específica sobre o povo indígena Povo Pankará, que possui presença histórica no território.
Diante desse conjunto de lacunas técnicas, o MPPE concluiu que o estudo, na forma atual, não oferece segurança suficiente para embasar o licenciamento ambiental do projeto. Entre as providências solicitadas estão a realização de audiência pública com linguagem acessível à população, garantindo que moradores da região compreendam os possíveis impactos do empreendimento, além da intimação do empreendedor para corrigir e complementar todos os pontos apontados na análise técnica.
A discussão sobre o Projeto Serrote da Pedra Preta ocorre em um momento em que o avanço de empreendimentos minerários no semiárido brasileiro desperta debates sobre desenvolvimento econômico, proteção ambiental e respeito aos direitos das comunidades locais. No entendimento do Ministério Público, a análise cuidadosa desses estudos é essencial para equilibrar esses interesses e evitar que projetos potencialmente impactantes avancem sem garantias adequadas de sustentabilidade e segurança para a população e para o meio ambiente.
RAQUEL LYRA CUMPRE AGENDA INTENSA NO SERTÃO E NO AGRESTE COM ENTREGAS NA SAÚDE, ÁGUA PARA POPULAÇÃO E EXPANSÃO DO PROGRAMA LEITE PARA TODOS
O primeiro compromisso ocorre pela manhã, às 9h, no município de Afogados da Ingazeira, onde a governadora inaugura o novo ambulatório do Hospital Regional Emília Câmara. A unidade passou por um processo de qualificação e ampliação com o objetivo de reforçar a rede regional de atendimento especializado. A expectativa do governo é que a nova estrutura contribua para melhorar o fluxo de pacientes e ampliar o acesso a consultas e procedimentos, reduzindo deslocamentos para outras cidades e fortalecendo a assistência de média complexidade no Sertão do Pajeú.
O Hospital Regional Emília Câmara é referência para diversos municípios da região e desempenha papel importante na descentralização do atendimento de saúde no interior. Com a entrega do ambulatório modernizado, o governo estadual busca aumentar a capacidade de atendimento e melhorar a oferta de especialidades médicas, fortalecendo a rede pública e garantindo maior agilidade no acompanhamento dos pacientes.
Logo em seguida, às 10h, a agenda segue para o município de Solidão, também no Sertão do Pajeú. No local, a governadora autoriza o início das obras de ampliação do sistema de abastecimento de água da cidade, uma intervenção considerada estratégica para enfrentar os desafios históricos relacionados à escassez hídrica na região semiárida. O projeto será executado pela Companhia Pernambucana de Saneamento e prevê a ampliação significativa da capacidade de produção de água do sistema Zé Dantas.
Com a obra, a expectativa é praticamente dobrar a oferta de água para a população local, o que deverá permitir a redução do sistema de rodízio atualmente adotado no município. A iniciativa integra o conjunto de investimentos do Governo de Pernambuco voltados à segurança hídrica, tema considerado prioritário para cidades do Sertão que convivem com períodos prolongados de estiagem e limitações na oferta de recursos hídricos.
No período da tarde, a governadora segue para o Agreste Meridional, onde participa da programação da ExpoGaranhuns 2026, realizada no Parque Acauã, em Garanhuns. Às 15h, durante o evento, Raquel Lyra anuncia a segunda fase do Programa Leite para Todos, uma iniciativa voltada ao fortalecimento da cadeia produtiva do leite e à garantia de alimento para famílias em situação de vulnerabilidade.
Nesta nova etapa, o programa passará por expansão significativa com a homologação de novas cooperativas fornecedoras e a inclusão de 22 novos municípios pernambucanos. A medida tem duplo impacto: por um lado, amplia o acesso de famílias de baixa renda ao leite distribuído pelo programa; por outro, fortalece a agricultura familiar e a produção leiteira local, garantindo mercado para pequenos produtores rurais.
A agenda da governadora em Garanhuns será encerrada às 17h com uma visita institucional à feira agropecuária. A Expo Garanhuns é considerada um dos eventos mais importantes do setor no Agreste Meridional, reunindo produtores, criadores, cooperativas e empresas ligadas à cadeia do agronegócio. A presença da gestora reforça o diálogo do governo estadual com o setor produtivo e com os trabalhadores rurais da região.
A programação desta sexta-feira evidencia a estratégia do governo estadual de combinar investimentos em infraestrutura, fortalecimento da rede de saúde e estímulo à economia rural. Ao percorrer diferentes regiões do interior em um único dia, Raquel Lyra busca consolidar ações que impactam diretamente o cotidiano da população, especialmente em áreas historicamente marcadas por desafios estruturais como acesso à água, serviços médicos e geração de renda no campo.