sábado, 14 de março de 2026

AMBULÂNCIAS, ÔNIBUS ESCOLARES E NOVOS RECURSOS, DANNILO GODOY E LULA DA FONTE REFORÇAM INVESTIMENTOS EM BOM CONSELHO

O município de Bom Conselho, no Agreste de Pernambuco, viveu um dia marcado por anúncios importantes e pela entrega de novos equipamentos que prometem fortalecer serviços essenciais para a população. A agenda contou com a presença do deputado estadual Dannilo Godoy e do deputado federal Lula da Fonte, que participaram da entrega de quatro ambulâncias e dois ônibus escolares modelo Marruá, veículos que passam a integrar a estrutura da rede municipal de saúde e do transporte educacional.

A chegada das novas ambulâncias representa um reforço significativo para o atendimento médico no município, ampliando a capacidade de deslocamento de pacientes e oferecendo mais agilidade em situações de urgência e emergência. Já os ônibus escolares, projetados para trafegar em estradas rurais e terrenos de difícil acesso, devem garantir mais segurança e conforto no transporte de estudantes que diariamente se deslocam entre as comunidades e as unidades de ensino da cidade.

Durante o ato, que reuniu vereadores, lideranças políticas e representantes da comunidade local, os parlamentares também anunciaram novos recursos destinados ao município. Cada um dos deputados confirmou a liberação de R$ 500 mil em investimentos, valores que deverão ser aplicados em ações estruturantes e projetos voltados para melhorias nos serviços públicos e no atendimento à população.

Segundo Dannilo Godoy, iniciativas como essa fazem parte de um trabalho contínuo de articulação política para garantir avanços concretos para os municípios do Agreste. O deputado destacou que Bom Conselho tem recebido atenção especial em sua atuação parlamentar, com a destinação de recursos e equipamentos que ajudam a fortalecer áreas estratégicas da gestão pública.

O deputado federal Lula da Fonte também ressaltou a importância de manter um diálogo permanente com os municípios para identificar as principais demandas da população. Para ele, a parceria entre os mandatos estaduais e federais tem permitido viabilizar investimentos que impactam diretamente a qualidade de vida das pessoas.

A entrega dos veículos e o anúncio dos novos recursos foram celebrados pelas lideranças locais como mais um passo no processo de fortalecimento da infraestrutura municipal. A expectativa é que os investimentos contribuam para ampliar o alcance dos serviços públicos, melhorar o atendimento na saúde e garantir mais segurança para estudantes que dependem do transporte escolar.

Com a chegada dos novos equipamentos e a confirmação dos recursos adicionais, Bom Conselho reforça sua capacidade de atender a população em áreas fundamentais, consolidando uma agenda de investimentos que busca acompanhar o crescimento das demandas do município e promover melhores condições de vida para seus moradores.

CERCO POLÍTICO SE FECHA E JOÃO CAMPOS QUE PROMETEU MESMO ESPAÇO A MUITOS ALIADOS, AGORA ENFRENTA DIFICULDADE PARA CUMPRIR ACORDOS NA CHAPA DE 2026

A montagem da chapa que deverá disputar o Governo de Pernambuco em 2026 tem colocado o prefeito do Recife, João Campos, no centro de uma crescente pressão política. Nos bastidores, aliados e partidos que aguardam espaço na futura composição começaram a cobrar definições mais claras, criando um cenário delicado para o socialista, que tenta equilibrar promessas feitas ao longo dos últimos meses.

Durante agenda realizada no Recife, João voltou a ser questionado sobre os movimentos políticos em torno da formação da chapa majoritária. O assunto ganhou ainda mais intensidade após as especulações de que os dois nomes que o acompanhariam na disputa ao Senado já estariam praticamente definidos: o senador Humberto Costa e o deputado federal Eduardo da Fonte.

A possibilidade rapidamente provocou reações de outros grupos políticos que também esperam participar da composição. Partidos aliados e lideranças que, em diferentes momentos, ouviram sinais positivos do prefeito passaram a se movimentar nos bastidores para não ficarem fora da disputa, evidenciando o grau de sensibilidade política que envolve a montagem da chapa.

Diante da pressão crescente, João Campos tem adotado um discurso cauteloso. Ao comentar a articulação nacional — já que também ocupa a presidência do Partido Socialista Brasileiro — afirmou que todas as definições ainda estão “em processo de construção”. A fala foi interpretada como um recado de que nenhuma decisão definitiva foi tomada, inclusive no cenário estadual.

A declaração também veio como resposta indireta ao presidente nacional do Partido Democrático Trabalhista, Carlos Lupi, que havia afirmado publicamente que o partido e a ex-deputada federal Marília Arraes não teriam mais espaço na futura chapa. João tratou de afastar a ideia de que a definição dos nomes ocorrerá de forma isolada ou sem diálogo com os aliados.

Nos bastidores, porém, o cenário é mais complexo. Ao longo do processo de articulação política, o prefeito teria sinalizado possibilidades a diversos aliados e partidos, alimentando expectativas de participação na chapa majoritária. Agora, com o número de vagas limitado e muitos interessados, a equação política se tornou difícil de resolver sem gerar frustrações.

Analistas políticos avaliam que João enfrenta um típico dilema conhecido como “paradoxo da escolha”: quanto maior o número de opções e compromissos assumidos, maior também tende a ser o nível de insatisfação quando chega o momento da decisão final. No caso da sucessão estadual, apenas duas vagas ao Senado estão disponíveis, enquanto o número de pretendentes é significativamente maior.

Esse impasse ocorre justamente no momento em que o tabuleiro político de Pernambuco começa a se reorganizar para a disputa de 2026. Do outro lado, a governadora Raquel Lyra acompanha atentamente cada movimento. A relação de forças entre ela e João Campos é considerada hoje uma das mais equilibradas da política estadual, o que aumenta ainda mais o peso de qualquer decisão estratégica.

Dentro desse cenário, aliados do próprio campo socialista admitem reservadamente que uma definição mal calibrada pode provocar fissuras na base política construída por João ao longo dos últimos anos. Caso aliados importantes se sintam preteridos, o desgaste pode enfraquecer o projeto eleitoral do prefeito e, indiretamente, abrir espaço para o fortalecimento do grupo político da governadora.

Nos bastidores, há quem reconheça que o desfecho dessa disputa interna dificilmente ocorrerá sem consequências. Com muitos interessados e poucas vagas, a tendência é que alguns aliados acabem ficando pelo caminho. Em um ambiente político marcado por expectativas alimentadas ao longo do tempo, é praticamente inevitável que parte dos atores saia do processo ferida politicamente — machucada e magoada, após uma disputa travada, nos bastidores, em verdadeiro clima de ferro e fogo.

Por isso, mesmo com o cerco político se apertando e as cobranças aumentando, João Campos tenta ganhar tempo. O desafio agora é encontrar uma fórmula que permita acomodar interesses diversos sem romper alianças estratégicas — tarefa cada vez mais difícil diante de um tabuleiro político em que muitos ouviram promessas e poucos, de fato, poderão ocupar os espaços disponíveis na chapa.

PREFEITA CORRINHA DE GEOMARCO ANUNCIA ROMPIMENTO COM EX-PREFEITA JOSIMARA CAVALCANTI E PÕE FIM A ALIANÇA QUE MARCOU UMA DÉCADA NA POLÍTICA DO MUNICÍPIO DE DORMENTES


Uma das alianças políticas mais marcantes da história recente de Dormentes, no Sertão pernambucano, chegou oficialmente ao fim. A prefeita Corrinha de Geomarco anunciou publicamente o rompimento político com a ex-prefeita Josimara Cavalcanti, encerrando uma parceria que durante anos estruturou o principal grupo político do município.

O anúncio foi feito por meio de um vídeo divulgado nas redes sociais da gestora, no qual Corrinha fez um pronunciamento direto à população. Na gravação, a prefeita relembrou sua trajetória dentro do grupo político e destacou que sempre manteve uma postura de lealdade desde o momento em que foi convidada para integrar a chapa majoritária como vice-prefeita, posição que ocupou antes de assumir o comando do município.

Ao longo do pronunciamento, Corrinha ressaltou que, durante todo o período em que fez parte do grupo político liderado por Josimara, buscou manter uma atuação baseada no respeito às decisões coletivas e na unidade política, considerada por ela essencial para garantir força institucional ao município nas articulações estaduais e federais.

“Fui convidada para ser vice-prefeita, função que exerci sempre com respeito, responsabilidade e lealdade ao grupo político. Nas eleições estaduais e federais também respeitei e apoiei a decisão coletiva do grupo, entendendo que a união política era fundamental para fortalecer nosso município”, afirmou a prefeita.

No entanto, segundo a gestora, o cenário político começou a mudar nos últimos tempos. Corrinha afirmou que, enquanto manteve fidelidade às articulações políticas que vinham garantindo recursos e apoio institucional para o município, a ex-prefeita teria adotado novos caminhos políticos, aproximando-se de outras composições e se distanciando de antigos aliados que fizeram parte da construção do grupo ao longo dos anos.

Durante o vídeo, a prefeita também revelou que enfrentou episódios de desgaste político e atitudes que, segundo ela, demonstraram falta de respeito à sua liderança por parte de integrantes ligados ao grupo da ex-prefeita. Em tom firme, Corrinha confirmou oficialmente o rompimento, deixando claro que a relação política entre as duas não existe mais.

“Com respeito e transparência, considero importante esclarecer à nossa população que hoje não existe unidade política entre mim e a ex-prefeita. Não há consenso entre os apoios políticos”, declarou.

Nos bastidores da política de Dormentes, o distanciamento entre as duas lideranças já vinha sendo percebido há algum tempo. O rompimento ganhou contornos mais claros recentemente após mudanças na estrutura da gestão municipal. Entre elas, a exoneração de nomes ligados ao grupo de Josimara que ocupavam cargos estratégicos na administração, incluindo a então secretária de Saúde, Talita Mirele.

A movimentação foi interpretada por observadores da política regional como um indicativo de que a aliança construída ao longo de anos já enfrentava sérias dificuldades de sustentação. Analistas apontam que o rompimento formal apenas confirma um cenário que vinha sendo desenhado gradualmente nos bastidores do poder local.

A parceria entre Corrinha e Josimara foi considerada, por muito tempo, um dos pilares da estabilidade política de Dormentes. O grupo chegou a reunir diferentes lideranças e construir uma base política sólida, responsável por vitórias eleitorais importantes e por influenciar decisivamente os rumos da administração municipal ao longo da última década.

Agora, com o rompimento oficializado, abre-se um novo capítulo na política dormentense. O fim da aliança tende a provocar uma reorganização das forças políticas locais, redesenhar alianças e ampliar o clima de disputa entre grupos que até pouco tempo caminhavam lado a lado.

Para analistas do cenário regional, o desfecho da relação entre as duas líderes pode ter impacto direto nas próximas eleições municipais e nas articulações políticas que começam a ser estruturadas no Sertão pernambucano. A ruptura também sinaliza que o tabuleiro político em Dormentes entra em uma fase de rearranjos, onde antigas alianças podem dar lugar a novas composições e disputas de liderança dentro do município.

BOLSONARO CAMINHOU 5 KM NA VÉSPERA E HORAS DEPOIS FOI INTERNADO COM QUADRO GRAVE DE BRONCOPNEUMONIA

Um detalhe chamou atenção no laudo médico que relata o agravamento do estado de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro: no dia anterior a passar mal, ele havia realizado uma caminhada de aproximadamente cinco quilômetros, demonstrando aparente normalidade em seu estado físico.

Segundo registros dos médicos responsáveis pelo atendimento no complexo prisional conhecido como Papudinha, na tarde de 12 de março Bolsonaro apresentava bom estado geral de saúde. O relatório aponta que o ex-presidente estava lúcido, orientado e sem sinais aparentes de gravidade naquele momento.

O documento indica que, mesmo às vésperas do episódio que levou à sua internação, Bolsonaro mantinha rotina relativamente ativa. A caminhada de 5 km realizada no dia anterior foi registrada como uma das atividades do ex-presidente antes do surgimento dos sintomas mais graves.

Durante o plantão noturno, no entanto, um médico relatou que Bolsonaro apresentou um episódio leve de crise de soluços. Ainda conforme o registro, foi sugerido o uso de medicação, mas o ex-presidente decidiu não tomar naquele momento. De acordo com o relato, ele informou que faria uso do remédio posteriormente, após assistir a um jogo.

A situação mudou nas primeiras horas da manhã seguinte. Por volta das 6h15, a equipe médica foi acionada após Bolsonaro relatar fortes calafrios. Ao ser avaliado pelos profissionais de saúde, foi constatado que ele apresentava febre, o que levou à adoção imediata de medidas de atendimento.

Diante do quadro, o ex-presidente foi encaminhado ao Hospital DF Star, em Brasília, com apoio do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência. Ao dar entrada na unidade hospitalar, Bolsonaro apresentava febre alta, sudorese intensa, calafrios e queda na saturação de oxigênio.

De acordo com os médicos particulares que acompanham o ex-presidente, a saturação de oxigênio chegou a cair para cerca de 80%, enquanto a pressão arterial foi registrada em 9 por 5, índices considerados preocupantes e que indicavam a evolução de um processo infeccioso.

Exames laboratoriais e de imagem realizados no hospital confirmaram o diagnóstico de broncopneumonia bacteriana bilateral de provável origem aspirativa. A condição afeta os dois pulmões e pode evoluir rapidamente quando associada a infecções bacterianas.

O médico Cláudio Birolini, integrante da equipe que acompanha Bolsonaro, classificou o episódio como “potencialmente mortal”, destacando, porém, que o diagnóstico precoce e o início imediato do tratamento foram decisivos para conter o avanço da infecção.

Segundo os especialistas, o ex-presidente está sendo tratado com antibióticos de alta potência e permanece sob monitoramento intensivo. A equipe médica segue avaliando a evolução do quadro clínico, enquanto o episódio chama atenção pelo contraste entre a atividade física realizada no dia anterior e a rápida piora de saúde registrada poucas horas depois.

FEDERAÇÃO DE ESQUERDA SE APROXIMA DE JOÃO CAMPOS E SINALIZA PALANQUE FORTE PARA LULA EM PERNAMBUCO EM 2026

A movimentação política em torno das eleições de 2026 em Pernambuco começa a ganhar contornos cada vez mais claros. Em entrevista concedida nesta sexta-feira (13) ao programa Passando a Limpo, da Rádio Jornal, a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, indicou que a federação Brasil da Esperança — formada por Partido dos Trabalhadores (PT), Partido Verde (PV) e Partido Comunista do Brasil (PCdoB) — caminha para apoiar o prefeito do Recife, João Campos, em uma eventual disputa majoritária no estado.

A presidente nacional do PCdoB classificou o movimento como o “percurso mais natural” dentro da estratégia política da federação. Segundo ela, o alinhamento com o campo político liderado pelo PSB em Pernambuco tem raízes históricas e faz parte de um projeto maior de fortalecimento da base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no estado.

Durante a entrevista, Luciana revelou que tem mantido diálogo constante com lideranças petistas sobre o cenário eleitoral. Entre esses interlocutores está o senador pernambucano Humberto Costa, com quem discutiu recentemente o futuro da federação no estado. De acordo com a ministra, a tendência é consolidar uma aliança que ajude a construir um palanque robusto para a campanha presidencial de Lula em Pernambuco.

Para a dirigente comunista, a construção dessa convergência política também leva em consideração o papel que a federação desempenha no governo federal. Ela lembrou que a base política que integra a aliança participa diretamente da gestão nacional, inclusive ocupando a vice-presidência da República, atualmente exercida por Geraldo Alckmin. Esse cenário, na avaliação de Luciana, fortalece a lógica de união entre as forças progressistas no estado.

A ministra também destacou que o diálogo entre os partidos da federação ocorre de forma permanente. Segundo ela, as conversas envolvem tanto a conjuntura nacional quanto os desdobramentos políticos em Pernambuco, onde a articulação para 2026 começa a se intensificar nos bastidores.

Apesar de indicar uma direção clara para o posicionamento da federação, Luciana Santos afirmou que sua própria participação na disputa eleitoral ainda não está definida. A ministra explicou que a decisão sobre eventual candidatura será tomada coletivamente dentro do partido e em diálogo direto com o presidente Lula.

Ela revelou, inclusive, que o chefe do Executivo federal tem incentivado ministros e lideranças políticas do governo a entrarem na disputa eleitoral no próximo pleito. No entanto, segundo a dirigente do PCdoB, ainda está em avaliação qual seria o espaço político mais estratégico para sua atuação dentro da construção do projeto político em Pernambuco.

A declaração da ministra reforça a percepção de que o tabuleiro político pernambucano começa a se reorganizar antecipadamente, com alianças sendo desenhadas e lideranças buscando posicionamento em um cenário que promete ser decisivo tanto para o futuro do estado quanto para a consolidação das forças que sustentam o governo federal.

MORRE AOS 58 ANOS O EX-DEPUTADO FEDERAL PAULO FERNANDO, VOZ CONSERVADORA DO DISTRITO FEDERAL

A política do Distrito Federal amanheceu de luto neste sábado (14) com a notícia da morte do ex-deputado federal Paulo Fernando Melo da Costa, aos 58 anos. Conhecido por sua atuação firme em pautas conservadoras e por sua forte ligação com movimentos católicos, ele passou mal durante a madrugada e foi levado às pressas para uma unidade hospitalar, mas não resistiu.

A informação causou forte comoção entre aliados, lideranças políticas e apoiadores que acompanharam sua trajetória pública nas últimas décadas. Advogado por formação, Paulo Fernando construiu sua carreira política a partir da militância em defesa de valores religiosos e familiares, ganhando notoriedade inicialmente em movimentos ligados à Igreja Católica e posteriormente no cenário político do Distrito Federal.

Nos bastidores da política, ele era reconhecido por seu perfil combativo e por manter posições firmes em debates considerados sensíveis no Congresso Nacional. Durante sua passagem pela Câmara dos Deputados, Paulo Fernando destacou-se em discussões relacionadas à liberdade religiosa, direitos civis e temas ligados à família, pautas que marcaram sua atuação parlamentar e lhe renderam apoio de segmentos conservadores em todo o país.

Aliado político do ex-presidente Jair Bolsonaro, Paulo Fernando também esteve próximo de diversas articulações do campo conservador nos últimos anos, participando de debates e mobilizações que buscavam ampliar a presença desse grupo no Congresso Nacional. Sua atuação frequentemente gerava repercussão nas redes sociais e nos espaços de discussão política.

Além da atuação parlamentar, Paulo Fernando também construiu uma trajetória relevante no meio jurídico e em entidades ligadas à defesa da liberdade religiosa. Sua atuação em organizações civis foi decisiva para projetá-lo nacionalmente antes mesmo de ocupar cargos eletivos.

A morte repentina interrompe uma trajetória política que ainda prometia novos capítulos. Nos últimos anos, Paulo Fernando continuava participando ativamente de debates públicos e eventos políticos, mantendo presença constante em discussões ideológicas e institucionais.

Nas redes sociais, diversas lideranças políticas lamentaram o falecimento e destacaram sua dedicação às causas que defendia. Mensagens de solidariedade à família e aos amigos também foram compartilhadas por parlamentares, militantes e representantes de movimentos religiosos.

O falecimento de Paulo Fernando representa a perda de uma figura que, independentemente de posicionamentos ideológicos, marcou presença no debate político brasileiro contemporâneo. Sua trajetória reflete um período de forte polarização política no país, no qual ele se posicionou de maneira clara e ativa na defesa de suas convicções.

Até o momento, a família ainda não divulgou detalhes sobre o velório e o sepultamento. A expectativa é de que novas informações sejam anunciadas ao longo do dia, enquanto aliados e admiradores prestam as últimas homenagens a um personagem que deixou sua marca na política do Distrito Federal e no debate nacional.

MAIS DE 3 MIL FAMÍLIAS PODEM REALIZAR O SONHO DA CASA PRÓPRIA EM NOVA EDIÇÃO DA FEIRA DE IMÓVEIS DE CARUARU

No município, 10.645 pessoas já se inscreveram no programa Morar Bem PE – Entrada Garantida. Destas, 4.638 foram aprovadas para receber o subsídio de R$ 20 mil do Governo de Pernambuco e assinar o contrato de compra de seu imóvel.

município de Caruaru, consolidado como um dos principais polos imobiliários e da construção civil em Pernambuco, volta a ser palco de mais uma Feira de Imóveis. De quinta-feira (12) até domingo (15), o evento acontece na Estação Ferroviária, no bairro Maurício de Nassau, no Centro da cidade, das 9h às 20h. Como é de praxe, o Governo de Pernambuco, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh-PE) e Companhia Estadual de Habitação e Obras (Cehab), marca presença com o programa Morar Bem PE, em sua modalidade Entrada Garantida, que prevê subsídios de até R$ 20 mil (para imóveis de até R$ 245 mil incluídos no Programa Minha Casa Minha Vida) destinados a famílias com renda de até dois salários mínimos e com dificuldades para comprar um imóvel por não ter condições de pagar a entrada do financiamento.

Com subsídio do Morar Bem PE, a feira disponibiliza 3.100 unidades habitacionais, incluindo lançamentos, em 45 empreendimentos, para serem negociados esta semana por meio de oito construtoras. Na Capital do Forró, o evento reúne opções para todos os perfis de clientes, que vão desde aqueles que sonham adquirir sua primeira casa própria até aqueles que visam investir em imóveis maiores ou de alto padrão. Para quem tem renda de até dois salários mínimos isso significa que pode comprar sua primeira unidade habitacional com um subsídio de até R$ 75 mil (R$ 20 mil do Morar Bem PE – Entrada Garantida, pagos pelo Governo de Pernambuco, mais até R$ 55 mil do MCMV, do governo federal), o que torna possível o pagamento em suaves parcelas e sem a necessidade de um valor alto de entrada por parte do mutuário.

"Caruaru tem algo especial. Em Pernambuco, apenas este município tem duas feiras por ano. E é o município em que temos mais imóveis apresentados ao mercado dentro do programa Morar Bem PE – Entrada Garantida", lembra o diretor-presidente da Cehab, Paulo Lira. "Tudo isso só é possível porque temos um ambiente favorável, profissionais comprometidos e que entendem a necessidade da construção civil, que dão celeridade ao processo e conseguem colocar cada vez mais empreendimentos à disposição da população, que é quem mais precisa de habitação", ressalta.

Para participar do programa Morar Bem PE ­– Entrada Garantida é necessário: residir em Pernambuco; ter como renda familiar até dois salários mínimos; não ser proprietário, promitente comprador ou possuidor de qualquer título ou concessionário de imóvel; ter aprovação da Caixa Econômica Federal da documentação do cadastro e da operação de crédito individual; e não haver sido beneficiado por atendimento habitacional definitivo.

Em todo o Estado, 103.546 pernambucanos já se inscreveram no Morar Bem PE – Entrada Garantida. Destes, 20.474 foram aprovados para receber o subsídio e assinar o contrato de compra de seu imóvel em 31 municípios. Ao todo 8.961 unidades ainda estão à disposição para serem negociadas com o subsídio do programa em 383 empreendimentos. Em Caruaru foram inscritas 10.645 famílias, das quais 4.638 já foram contempladas com o subsídio no município.

O programa também tem sido responsável por um aquecimento no mercado imobiliário do Estado gerando mais empregos, diretos e indiretos, sobretudo na área de construção civil, movimentando mais de R$ 2 bilhões por ano.

Serviço:

Feira de Imóveis de Caruaru 2026.1 – de quinta-feira (12) a domingo (15), das 9h às 20h, na Estação Ferroviária (Rua Silva Filho, nº 7, bairro Maurício de Nassau, Centro). Mais informações no site www.feiradeimoveisne.com.br e no Instagram @feiradeimoveisne


HUMBERTO COSTA SINALIZA CHAPA COM EDUARDO DA FONTE E MOVIMENTA TABULEIRO DA DISPUTA PELO GOVERNO DE PERNAMBUCO EM 2026

As declarações do senador Humberto Costa (PT) na noite desta sexta-feira (13) reforçaram de forma contundente um cenário que já vinha sendo desenhado nos bastidores da política pernambucana: a possibilidade concreta de o deputado federal Eduardo da Fonte (PP) ocupar a segunda vaga ao Senado em uma eventual chapa majoritária encabeçada pelo prefeito do Recife, João Campos (PSB), na disputa pelo Governo de Pernambuco em 2026.

A sinalização ocorreu durante o ato de filiação da deputada estadual Dani Portela ao Partido dos Trabalhadores, evento que reuniu lideranças da esquerda e representantes de diversos partidos aliados. Em seu discurso, Humberto Costa defendeu publicamente que a composição majoritária do grupo político liderado por João Campos contemple também um nome ligado ao campo do centro político. A fala não passou despercebida e foi imediatamente interpretada por analistas e lideranças partidárias como um indicativo claro da estratégia que começa a ganhar forma dentro da aliança.

Na prática, a declaração sugere que o PT não pretende ocupar sozinho o espaço das duas vagas ao Senado na chapa do socialista. A decisão abriria espaço para um aliado de perfil mais moderado, capaz de ampliar o espectro de alianças e agregar novas bases eleitorais ao projeto político. Nesse contexto, o nome de Eduardo da Fonte surge com força como principal beneficiário da articulação.

Nos bastidores, o entendimento já é de que Humberto Costa seria o nome praticamente consolidado para uma das vagas ao Senado na eventual chapa de João Campos. Com forte ligação com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e com o eleitorado progressista, o senador representaria o elo direto entre o palanque pernambucano e o campo da esquerda nacional. A segunda vaga, portanto, passaria a ser negociada com partidos de centro capazes de reforçar a competitividade eleitoral do projeto socialista.

É nesse espaço que Eduardo da Fonte aparece como peça estratégica. Presidente estadual do Partido Progressistas, o parlamentar construiu ao longo dos anos uma base política robusta em Pernambuco, com forte presença em diversos municípios e grande capacidade de articulação institucional. Além disso, o PP possui capilaridade eleitoral, tempo relevante de televisão e influência em segmentos importantes do eleitorado, especialmente no meio evangélico e em setores empresariais.

Fontes próximas ao deputado federal indicam que o movimento já estaria bastante avançado. Segundo interlocutores ligados ao parlamentar, Eduardo da Fonte teria comunicado a aliados mais próximos que a tendência é mesmo integrar o palanque de João Campos na disputa pelo Governo do Estado. A expectativa, segundo esses bastidores, é que a definição política seja formalizada nos próximos meses, à medida que as negociações entre os partidos avancem.

Outro fator que reforça a leitura de aproximação entre o grupo socialista e o Progressistas foi a recente filiação da delegada e deputada estadual Gleide Ângelo ao PP. Até então filiada ao PSB, a parlamentar decidiu migrar para a legenda comandada em Pernambuco por Eduardo da Fonte. Nos bastidores, a mudança foi interpretada como parte de uma reorganização estratégica que fortalece o partido dentro de um possível bloco político alinhado ao projeto de João Campos para 2026.

A eventual presença de Eduardo da Fonte na chapa majoritária também atende a uma lógica tradicional da política brasileira: a construção de alianças amplas capazes de equilibrar diferentes campos ideológicos em torno de um projeto eleitoral competitivo. Enquanto Humberto Costa representaria o eixo da esquerda e garantiria a sintonia com o governo federal, Da Fonte poderia funcionar como ponte com o centro político e com setores do eleitorado que historicamente não orbitam diretamente no campo progressista.

Além disso, a articulação acaba produzindo efeitos colaterais importantes dentro do próprio campo político pernambucano. A principal delas envolve o futuro da ex-deputada federal Marília Arraes, que vinha sendo citada como possível candidata ao Senado dentro da órbita do grupo socialista. Com a sinalização de Humberto Costa e o avanço das negociações com Eduardo da Fonte, o espaço para Marília na composição majoritária praticamente desaparece.

A tendência, segundo aliados da ex-deputada, é que ela formalize nos próximos dias sua filiação ao Partido Democrático Trabalhista (PDT), movimento que pode reposicioná-la no tabuleiro político estadual e abrir novos caminhos para sua atuação nas eleições de 2026.

Se confirmada, a composição entre João Campos, Humberto Costa e Eduardo da Fonte representará uma das alianças mais amplas já montadas na política pernambucana recente. A estratégia teria como objetivo formar um palanque capaz de reunir esquerda, centro e setores independentes do eleitorado, ampliando as chances de vitória na disputa pelo Palácio do Campo das Princesas.

Por enquanto, nenhuma das lideranças envolvidas oficializou a formação da chapa. No entanto, as declarações públicas, as movimentações partidárias e os sinais emitidos nos bastidores indicam que o projeto eleitoral de 2026 começa a ganhar contornos cada vez mais definidos. E, neste momento, tudo aponta para um cenário em que Eduardo da Fonte surge como o favorito para ocupar a segunda vaga ao Senado na chapa liderada por João Campos. O jogo político, contudo, ainda está em movimento — e os próximos capítulos prometem ser decisivos para o futuro do tabuleiro eleitoral em Pernambuco.