quinta-feira, 19 de março de 2026
GOVERNO DE PERNAMBUCO CELEBRA DESTAQUE NACIONAL NO PRÊMIO FINEP DE INOVAÇÃO 2025
VIRADA DE CHAVE NA ALEPE: ADVERSÁRIOS DE RAQUEL LYRA ACELERAM VOTAÇÕES E INDICAM REPOSICIONAMENTO POLÍTICO
Os deputados Alberto Feitosa e Antonio Coelho, que presidem respectivamente as comissões de Justiça e de Administração, destravaram a tramitação dos vetos da governadora à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), matérias que estavam há meses paradas nas comissões — o que, na prática, impedia que chegassem ao plenário, onde o Governo possui maioria consolidada.
O gesto foi interpretado como uma verdadeira “virada de chave”. Na Comissão de Justiça, Alberto Feitosa surpreendeu ao designar, por iniciativa própria, o deputado João Paulo Silva, integrante da base governista, como relator da análise dos vetos. A decisão contrariou parlamentares da oposição, que defendiam a escolha por sorteio — procedimento tradicional em matérias de maior sensibilidade política. O clima ficou tenso entre os presentes, evidenciando o desconforto com a condução do processo.
Já na Comissão de Administração, o movimento foi ainda mais veloz e simbólico. Antonio Coelho conduziu uma reunião relâmpago, com presença majoritária de deputados governistas. Em cerca de um minuto e meio, apresentou parecer favorável aos projetos do Executivo — relatados por ele próprio — e colocou em votação, garantindo aprovação unânime. A rapidez arrancou até comentários bem-humorados, como o do vice-líder do Governo, Joãozinho Tenório, que brincou: “Está apressadinho, hein?”, em meio a risadas no colegiado.
Nos bastidores, porém, o tom era menos descontraído. Nos corredores da Alepe, Antonio Coelho teria confidenciado a colegas que seu grupo político deve caminhar ao lado da governadora Raquel Lyra, o que ajuda a explicar a celeridade das decisões e o esforço para concluir as votações antes da chegada de deputados do PSB à comissão.
A sequência de ações, considerada incomum até mesmo para os padrões da dinâmica legislativa, reforça a percepção de que o cenário político estadual está em plena reconfiguração. Mais do que destravar projetos, os movimentos desta terça-feira sinalizam que alianças podem estar sendo redesenhadas — e que antigos adversários podem, rapidamente, se transformar em novos aliados quando os ventos mudam de direção.
ALTA DO DIESEL ACENDE ALERTA E CAMINHONEIROS AMEAÇAM PARAR O PAÍS
O combustível, que representa a maior fatia das despesas do transporte rodoviário, voltou a subir e colocou muitos profissionais em uma situação considerada insustentável. Segundo relatos de caminhoneiros, o aumento não tem sido acompanhado por reajustes nos valores dos fretes, o que compromete a renda e, em muitos casos, inviabiliza a continuidade das viagens. Na prática, trabalhar tem significado, para alguns, operar no prejuízo.
Diante desse cenário, o discurso de mobilização ganhou força. Há grupos que já defendem ações mais incisivas, como bloqueios de rodovias e paralisações coordenadas. A estratégia, segundo esses motoristas, seria chamar atenção para a crise enfrentada pela categoria e forçar uma resposta rápida das autoridades.
Por outro lado, entidades representativas adotam um tom mais cauteloso. Embora reconheçam a gravidade do momento, ainda não há consenso sobre a deflagração de uma greve geral. Nos bastidores, a avaliação é de que uma paralisação precisa ser amplamente articulada para evitar prejuízos ainda maiores, tanto para os trabalhadores quanto para a economia.
O receio de um efeito em cadeia também cresce. Uma eventual interrupção no transporte rodoviário pode impactar rapidamente o abastecimento em todo o país, atingindo desde combustíveis até alimentos e produtos básicos. A lembrança de crises anteriores, que provocaram filas em postos e prateleiras vazias, reforça a tensão em torno do tema.
Enquanto o impasse persiste, o clima entre os caminhoneiros é de apreensão e insatisfação. A categoria cobra medidas concretas que garantam condições mínimas de trabalho e alertam que, sem uma solução, o país pode voltar a enfrentar dias de incerteza nas estradas.
AUDIÊNCIA PÚBLICA DETALHA PROJETO DE MINERAÇÃO NO MUNICÍPIO DE FLORESTA
COLUNA POLÍTICA | INVENCIBILIDADE NAS URNAS ESTARÁ EM JOGO | NA LUPA 🔎 | POR EDNEY SOUTO
QUEM PERDERÁ A INVENCIBILIDADE? RAQUEL E JOÃO EM UM DUELO SEM FAVORITO EM PERNAMBUCO
A eleição para o Governo de Pernambuco em 2026 se desenha como uma das mais equilibradas e simbólicas da história recente do estado. De um lado, a governadora Raquel Lyra, que chega com a força da máquina pública e um volume crescente de entregas. Do outro, o prefeito do Recife, João Campos, que carrega popularidade, comunicação eficiente e forte identificação com o eleitorado.
A análise fria do cenário aponta para um raro empate técnico político: não há hoje um favorito claro. O que existe é um confronto de forças distintas, que se equilibram — e que inevitavelmente levará um dos dois a experimentar a primeira derrota da carreira.
UMA ELEIÇÃO SEM ZONA DE CONFORTO PARA NINGUÉM
Diferente de disputas tradicionais, em que um nome desponta com vantagem consolidada, o cenário atual é de total imprevisibilidade. João Campos já não apresenta a mesma folga inicial observada no início da pré-campanha, enquanto Raquel Lyra conseguiu atravessar o período mais desafiador do seu governo e entra agora em uma fase mais favorável, com ações mais visíveis.
Isso cria um ambiente onde nenhum dos dois pode errar. Qualquer movimento mal calculado, seja na comunicação ou na articulação política, pode alterar o rumo da disputa. É uma eleição em que não há espaço para acomodação — apenas para estratégia e execução precisa.
FORÇA DA GESTÃO CONTRA FORÇA DA IMAGEM
Raquel Lyra constrói sua candidatura com base na gestão. Ao longo do tempo, seu governo passou a apresentar um volume significativo de entregas em diversas regiões do estado, o que fortalece sua presença no interior e consolida bases políticas. Essa capilaridade tende a gerar um voto mais silencioso, porém consistente.
João Campos, por outro lado, opera com um ativo diferente: a imagem. Com forte presença digital, comunicação moderna e alta aprovação no Recife, ele mantém uma conexão direta com o eleitor. Sua narrativa é mais leve, mais acessível e dialoga com diferentes públicos.
No fim, trata-se de dois modelos que funcionam — e que, neste momento, se equivalem em potencial eleitoral.
HERANÇAS POLÍTICAS QUE PESAM E ORGANIZAM O JOGO
Não se pode ignorar o peso das origens políticas de ambos. João Campos é herdeiro direto do capital político de Eduardo Campos, uma das lideranças mais influentes da história recente do estado. Já Raquel Lyra traz consigo a tradição de João Lyra Neto, com forte inserção no interior.
Essas heranças não são apenas simbólicas — elas estruturam redes de apoio, facilitam alianças e ajudam a consolidar bases eleitorais. Em uma disputa equilibrada, esse tipo de capital político pode fazer diferença nos bastidores.
CAPITAL E INTERIOR: O VERDADEIRO CAMPO DE BATALHA
A geografia eleitoral será decisiva. João Campos tem vantagem clara na capital e na Região Metropolitana, onde sua gestão é mais visível e sua popularidade é elevada. Já Raquel Lyra cresce com mais consistência no interior, onde a presença do governo estadual tende a ter maior impacto direto na vida da população.
O ponto central da eleição está justamente na capacidade de cada um avançar fora de sua zona de conforto. Se João conseguir ampliar sua presença no interior, equilibra o jogo. Se Raquel crescer na Região Metropolitana, pode virar a disputa. Hoje, nenhum dos dois completou esse movimento de forma definitiva.
O PESO PSICOLÓGICO DA INVENCIBILIDADE
Tanto Raquel quanto João construíram suas trajetórias sem derrotas eleitorais. Isso não é apenas um dado estatístico — é um ativo político. A imagem de invencibilidade fortalece candidaturas, atrai aliados e transmite segurança ao eleitor.
Mas há um outro lado: a pressão. Quanto mais se aproxima o momento decisivo, maior o peso de manter essa trajetória intacta. E, desta vez, não há saída — um dos dois terá que lidar, pela primeira vez, com o impacto de uma derrota.
LULA COMO INFLUÊNCIA, MAS NÃO COMO FATOR DECISIVO
O apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva será, sem dúvida, um elemento relevante na disputa. Ambos os lados buscam se aproximar desse capital político, reconhecendo sua força no estado.
No entanto, Pernambuco já demonstrou em eleições recentes que o voto não é definido exclusivamente por alinhamentos nacionais. O eleitor tende a considerar fatores locais, desempenho administrativo e identificação com os candidatos. Lula pode influenciar — mas dificilmente decidirá sozinho.
UMA CAMPANHA MAIS TÉCNICA DO QUE IDEOLÓGICA
A tendência é de uma disputa menos marcada por embates ideológicos e mais focada em gestão, resultados e comparação de perfis. Tanto Raquel quanto João transitam no campo político de centro, o que reduz a polarização tradicional e amplia o espaço para uma campanha mais pragmática.
Isso deve elevar o nível do debate, mas também tornar a eleição mais imprevisível. Sem um antagonismo claro, o eleitor tende a avaliar com mais atenção quem apresenta melhor desempenho e maior capacidade de governar.
DETALHES VÃO DEFINIR UMA ELEIÇÃO APERTADA
Em um cenário de equilíbrio, são os detalhes que decidem. Alianças bem construídas, presença territorial, desempenho em debates, capacidade de reação a crises e eficiência na comunicação serão fatores determinantes.
Não há indicativo de vitória folgada para nenhum dos lados. A tendência é de uma eleição decidida voto a voto, com variações ao longo da campanha e possibilidade real de reviravoltas.
UM DUELO QUE VAI MARCAR A POLÍTICA PERNAMBUCANA
A disputa entre Raquel Lyra e João Campos reúne todos os elementos de uma eleição histórica: equilíbrio, força política, legado e ambição.
Não há favorito absoluto. Há dois projetos viáveis, duas lideranças competitivas e um cenário completamente aberto.
E, acima de tudo, há uma certeza inevitável:
QUEM PERDERÁ A INVENCIBILIDADE?
Porque, desta vez, mais do que vencer, será preciso provar que se consegue continuar forte mesmo diante da primeira derrota.
quarta-feira, 18 de março de 2026
JOÃO CAMPOS FECHA CHAPA COM PRESIDENTES NACIONAIS DE PARTIDOS E CONSOLIDA ALIANÇA PARA 2026
A estratégia adotada por João Campos foge ao padrão tradicional de negociações restritas aos diretórios estaduais e evidencia uma decisão clara de levar o debate eleitoral para o plano nacional, onde as definições ganham maior peso e estabilidade. Ao dialogar diretamente com os presidentes das siglas, o prefeito fortalece sua posição interna e reduz margens para disputas locais, consolidando um arranjo político que tende a chegar mais coeso ao período eleitoral.
Nos bastidores, a leitura é de que a articulação conduzida por João já resulta na formatação praticamente definida da chapa majoritária. A composição desenhada reúne nomes de forte densidade eleitoral e respaldo partidário, como a ex-deputada federal Marília Arraes, que se aproxima do PDT, e o senador Humberto Costa, que deve disputar a reeleição pelo PT. A construção, amparada pelas direções nacionais, indica que as decisões não apenas contam com aval, mas também com incentivo das lideranças que comandam as legendas em nível nacional.
O movimento também dialoga diretamente com o projeto político do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, reforçando a importância de Pernambuco dentro da estratégia de fortalecimento do campo governista para as próximas eleições. Ao alinhar interesses estaduais com diretrizes nacionais, João Campos se posiciona como peça relevante na engrenagem política que busca garantir sustentação e competitividade ao projeto de reeleição presidencial.
A presença simultânea de Edinho Silva e Carlos Lupi na construção da chapa sinaliza que PT e PDT caminham para uma convergência em torno do nome de João Campos no estado, reduzindo riscos de fragmentação e ampliando o potencial eleitoral da aliança. Esse alinhamento entre diferentes forças políticas, mediado diretamente por suas lideranças nacionais, reforça a leitura de que a disputa em Pernambuco será influenciada de forma decisiva por acordos firmados em Brasília, com impactos diretos na configuração local.
Com esse movimento, João Campos consolida não apenas uma chapa competitiva, mas também uma base política ancorada em decisões de cúpula, o que tende a garantir maior estabilidade e previsibilidade ao projeto eleitoral que se desenha para 2026, colocando Pernambuco no centro das articulações nacionais e elevando o nível da disputa no estado.
GILMAR JÚNIOR INTENSIFICA ARTICULAÇÕES E LIDERA DEBATE SOBRE REAJUSTE HISTÓRICO PARA A ENFERMAGEM NO RECIFE
O encontro reuniu enfermeiros, técnicos e auxiliares em torno de uma pauta central: a Campanha Salarial 2026. A proposta apresentada aponta para um reajuste escalonado ao longo de três anos, com aumento de 5,5% em 2026, repetindo o mesmo percentual em 2027 e alcançando 6,5% em 2028. Além disso, o plano prevê um incremento imediato de 4,6% nas gratificações já no primeiro ano de vigência, medida considerada estratégica para oferecer um alívio mais rápido no orçamento dos profissionais.
A articulação não ocorre de forma isolada. O deputado tem atuado em conjunto com o Sindicato dos Enfermeiros no Estado de Pernambuco, entidade que lidera a mobilização da categoria e tem sido peça-chave na construção das propostas apresentadas. A união entre representação política e organização sindical tem sido vista como fundamental para dar mais robustez às reivindicações e ampliar o poder de negociação.
Durante a assembleia, o clima foi de mobilização, mas também de expectativa. A categoria, que esteve na linha de frente durante os momentos mais críticos da pandemia e segue enfrentando desafios estruturais no sistema de saúde, busca não apenas ganhos financeiros, mas também reconhecimento profissional e melhores condições de trabalho.
Gilmar Júnior, que tem sua trajetória política fortemente ligada à enfermagem, mantém um ritmo intenso de agendas e articulações. Nos bastidores, sua atuação é interpretada como um esforço contínuo para consolidar avanços concretos para a categoria, ao mesmo tempo em que fortalece sua base política junto a um segmento numeroso e altamente mobilizado.
Com negociações ainda em andamento, o debate sobre o reajuste salarial da enfermagem no Recife promete ganhar novos capítulos nas próximas semanas. E, ao que tudo indica, o parlamentar seguirá no centro dessas discussões, impulsionando uma pauta que ultrapassa números e toca diretamente na valorização de quem sustenta, diariamente, a rede de saúde.
PREFEITO JANJÃO INTENSIFICA LIMPEZA DO RIO TRACUNHAÉM E REFORÇA COMBATE A ALAGAMENTOS EM BOM JARDIM
A intervenção, realizada no centro da cidade, tem como objetivo principal melhorar o fluxo das águas e reduzir os riscos de alagamentos, problema recorrente em períodos de maior volume de chuvas. Máquinas e equipes atuam na retirada de resíduos sólidos, vegetação excessiva e sedimentos acumulados ao longo do leito do rio, garantindo maior capacidade de vazão.
Durante a ação, o prefeito destacou que o serviço não é pontual, mas parte de um planejamento contínuo da gestão municipal. Segundo ele, a limpeza do rio Tracunhaém vem sendo executada de forma sistemática, com foco na prevenção e no cuidado com a infraestrutura urbana. A presença do gestor no local também reforça o caráter operacional da iniciativa, demonstrando proximidade com as demandas da população.
Além do impacto direto na mobilidade urbana e na prevenção de transtornos, a ação também tem um importante viés ambiental. A retirada de lixo e entulhos contribui para a preservação do ecossistema local e melhora a qualidade de vida dos moradores que vivem nas proximidades do rio.
Outro ponto destacado por Janjão foi a necessidade de conscientização coletiva. O prefeito fez um apelo à população para evitar o descarte irregular de lixo no rio, prática que compromete todo o esforço realizado pelo poder público. “Cuidar do rio é cuidar da nossa cidade e da segurança de todos”, reforçou.
A iniciativa integra um conjunto de medidas adotadas pela gestão municipal para enfrentar problemas históricos relacionados à drenagem urbana em Bom Jardim. Com ações preventivas e presença ativa nas ruas, a administração busca não apenas resolver demandas emergenciais, mas também estabelecer uma cultura de cuidado permanente com os espaços públicos.
Com o avanço dos trabalhos, a expectativa é de que a cidade enfrente o período chuvoso com mais estrutura e menos riscos, resultado de uma atuação que alia planejamento, execução e conscientização social.