A possibilidade de composição já foi levada ao próprio Humberto Costa, em uma sinalização de que o diálogo avança entre diferentes forças políticas. O tema, inclusive, entra na pauta do Diretório Estadual do Partido dos Trabalhadores, que se reúne neste sábado para deliberar sobre o apoio à pré-candidatura de João Campos, do PSB, ao Governo de Pernambuco, consolidando mais um movimento estratégico dentro da Frente Popular.
Nos bastidores do PT, há quem veja com naturalidade a possível entrada de Bivar na suplência, lembrando que historicamente as vagas de suplente em chapas lideradas por petistas costumam ser destinadas a aliados de outras legendas, fortalecendo a coalizão e ampliando a base de sustentação política. Esse entendimento abre espaço para negociações que vão além das fronteiras partidárias tradicionais, em um cenário marcado por rearranjos e aproximações.
Ao comentar o convite recebido, Luciano Bivar ressaltou o peso político do MDB no cenário nacional e demonstrou cautela diante das implicações da decisão. Segundo ele, a prioridade é evitar qualquer tipo de desgaste com lideranças com as quais mantém relações de longa data, especialmente dentro do União Brasil. O deputado afirmou ter solicitado ao presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, um prazo para ampliar o diálogo com outras forças políticas e lideranças estratégicas, antes de definir seu futuro partidário e eleitoral.
A eventual entrada na suplência, segundo Bivar, depende de um alinhamento claro entre três pilares fundamentais: o próprio senador Humberto Costa, a direção nacional do MDB e o conjunto de lideranças envolvidas na construção da chapa. O deputado reforçou que busca uma decisão que seja consensual e que não provoque desconfortos internos, tanto no novo partido quanto nas relações políticas já consolidadas ao longo de décadas.
Paralelamente às tratativas em Pernambuco, Luciano Bivar também revelou ter sido procurado por outras siglas, como o Agir e o Democracia Cristã, antigo PMB, que demonstraram interesse em lançá-lo como candidato à Presidência da República. A movimentação está ligada à defesa que o parlamentar faz de propostas como o imposto único federal, bandeira que essas legendas pretendem levar ao centro do debate eleitoral.
Apesar das sondagens, Bivar condiciona qualquer candidatura presidencial à existência de viabilidade política concreta, mantendo o foco, neste momento, nas articulações regionais que podem reposicioná-lo no cenário pernambucano e nacional, em meio a um ambiente político marcado por negociações intensas, redefinições partidárias e construção de alianças estratégicas.