A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, fez uma defesa contundente de sua trajetória política e profissional ao rebater críticas de adversários durante entrevista concedida à CNN Brasil nesta terça-feira (9). Em meio ao acirramento do cenário pré-eleitoral no Estado, a gestora rejeitou acusações de que o crescimento de sua candidatura nas pesquisas estaria relacionado a ataques direcionados ao ex-prefeito do Recife, João Campos, por meio das redes sociais.
Ao abordar o tema, Raquel afirmou que responde às críticas apresentando sua própria história de vida e de serviço público. Segundo ela, sua carreira foi construída ao longo de décadas de atuação em diferentes áreas da administração pública, muito antes de ocupar cargos eletivos.
Durante a entrevista, a governadora relembrou sua passagem pelo Banco do Nordeste, sua atuação como delegada da Polícia Federal e o trabalho exercido como procuradora do Estado de Pernambuco desde 2005. Para ela, esse histórico demonstra compromisso com a vida pública e credibilidade perante a população pernambucana.
A declaração ocorre em um momento de intensa movimentação política em Pernambuco, onde as discussões sobre a sucessão estadual ganham cada vez mais espaço. Nos últimos meses, o debate político tem se intensificado nas redes sociais, com trocas de acusações entre grupos ligados às principais forças políticas do Estado.
Raquel também afirmou que tem sido alvo frequente de fake news e de tentativas de associar sua imagem a práticas que considera incompatíveis com sua trajetória. A governadora destacou que recebe ataques destinados a questionar sua integridade, mas garantiu confiar no julgamento da população pernambucana.
Segundo ela, sua reputação foi construída com base no trabalho e na honestidade ao longo de sua carreira. Em uma das falas mais firmes da entrevista, ressaltou que não aceita comparações que coloquem sua conduta política no mesmo patamar de práticas que afirma combater.
“Não me meçam com a sua régua”, declarou a governadora, ao afirmar que tem sofrido ataques e acusações que considera injustas.
Outro ponto que chamou atenção foi a referência direta ao machismo na política. Raquel avaliou que parte da resistência enfrentada por sua gestão e por sua ascensão política está ligada ao fato de ser mulher e ter chegado ao comando do Estado contrariando expectativas de setores tradicionais da política pernambucana.
A governadora lembrou que se tornou a primeira mulher eleita para governar Pernambuco e afirmou que ainda existe uma forte cultura machista que influencia o ambiente político brasileiro. Para ela, muitas das críticas dirigidas à sua atuação ultrapassam o debate administrativo e carregam preconceitos históricos contra mulheres em posições de liderança.
Segundo Raquel, houve quem duvidasse da capacidade de uma mulher oriunda do interior do Estado alcançar o Palácio do Campo das Princesas e conduzir uma gestão de alcance estadual. A governadora argumentou que os resultados apresentados por sua administração têm demonstrado a capacidade de superar essas barreiras e reforçado sua posição no cenário político pernambucano.
As declarações acontecem em um período estratégico para a política estadual, marcado pela intensificação das articulações para a disputa eleitoral e pela crescente polarização entre os principais grupos que buscam o comando de Pernambuco nos próximos anos. Enquanto adversários trocam críticas e acusações, Raquel Lyra aposta no discurso da experiência administrativa, da trajetória profissional e da defesa da participação feminina na política como pilares de sua resposta aos ataques que afirma receber.