O caso ganhou visibilidade após surgirem questionamentos relacionados aos repasses estaduais destinados ao hospital, que é uma das mais importantes referências de saúde do Agreste Meridional. A discussão chegou ao âmbito jurídico e administrativo, envolvendo análises sobre a regularidade dos contratos firmados com o Estado. Para Mendonça, porém, a situação está sendo utilizada como instrumento de desgaste político contra uma das principais lideranças do governo estadual.
Ao defender Priscila Krause, o deputado ressaltou sua trajetória pública e afirmou que a vice-governadora possui uma carreira marcada pela ética e pela transparência. Segundo ele, a tentativa de associar seu nome a supostas irregularidades não encontra respaldo nos fatos e teria como principal objetivo enfraquecer politicamente uma figura que ocupa posição estratégica na atual gestão estadual.
Mendonça também destacou a relevância da Casa de Saúde e Maternidade Nossa Senhora do Perpétuo Socorro para a rede pública de saúde. De acordo com o parlamentar, a instituição mantém convênio com o Sistema Único de Saúde há mais de cinco décadas e presta serviços considerados essenciais para milhares de pessoas em toda a região. Entre eles estão os atendimentos de oncologia, hemodiálise, terapia intensiva e outros procedimentos de alta complexidade que atendem pacientes de 21 municípios vinculados à V Gerência Regional de Saúde (GERES).
O deputado chamou atenção para o fato de a unidade ser a única habilitada pelo Ministério da Saúde como UNACON na região, condição que a transforma em peça fundamental no tratamento de pacientes com câncer. Na avaliação dele, qualquer tentativa de interromper ou fragilizar os contratos que garantem o funcionamento desses serviços poderia gerar impactos diretos na assistência prestada à população do Agreste.
Durante a manifestação, Mendonça criticou duramente a postura da oposição, afirmando que houve uma tentativa de suspender os contratos entre o Estado e a unidade hospitalar por meio de questionamentos apresentados ao Tribunal de Contas do Estado. Segundo ele, o pedido acabou sendo rejeitado, o que reforçaria a inexistência de elementos capazes de justificar medidas mais severas contra a instituição.
O parlamentar também utilizou dados financeiros para sustentar sua argumentação. Conforme destacou, os valores destinados ao hospital durante administrações anteriores não diferem substancialmente dos atuais. Ele citou que, em 2022, último ano da gestão estadual conduzida pelo PSB, a unidade recebeu aproximadamente R$ 29,4 milhões referentes a serviços prestados ao SUS, montante que, segundo sua análise, supera os repasses realizados em qualquer ano da atual administração da governadora Raquel Lyra.
Outro ponto enfatizado pelo deputado foi a conclusão técnica apresentada pelo Tribunal de Contas do Estado. Conforme relatado por Mendonça, o órgão não identificou elementos suficientes para caracterizar ilegalidade ou nepotismo nos contratos analisados. O parecer também teria reconhecido que o modelo de credenciamento adotado não representa novidade administrativa, tendo sido utilizado em governos anteriores dentro de parâmetros semelhantes.
A defesa feita pelo parlamentar amplia o debate político em torno do episódio e evidencia o clima de antecipação eleitoral que começa a marcar os bastidores da política pernambucana. Enquanto aliados do governo sustentam que o caso está sendo explorado politicamente pela oposição, adversários defendem o aprofundamento das investigações para garantir total transparência na aplicação dos recursos públicos.
No centro da discussão permanece uma instituição de saúde considerada estratégica para o Agreste, responsável por milhares de atendimentos especializados todos os anos. Em meio às disputas políticas, a preocupação manifestada por diferentes setores é que o funcionamento dos serviços prestados à população não seja comprometido, especialmente em áreas sensíveis como oncologia, hemodiálise e terapia intensiva, que dependem diretamente da continuidade dos contratos e dos repasses públicos para manter o atendimento aos pacientes do SUS.