segunda-feira, 20 de julho de 2026
COM VEREADOR DE SETE MANDATOS, EDSON VIEIRA AMPLIA ARTICULAÇÃO E FORTALECE PROJETO DE REELEIÇÃO
NA LUPA | QUEM DIRIA? QUANDO A IDEOLOGIA CEDE LUGAR À MATEMÁTICA DO PODER
Durante décadas, Luciano Bivar e Humberto Costa representaram mundos políticos quase antagônicos.
Humberto Costa construiu sua trajetória dentro do Partido dos Trabalhadores. Foi um dos fundadores do PT em Pernambuco, ministro do governo Lula, senador da República e defensor histórico das bandeiras da esquerda. Sua vida pública sempre esteve ligada ao fortalecimento das políticas sociais, ao protagonismo do Estado e ao projeto político liderado por Lula.
Luciano Bivar escreveu uma história completamente diferente. Empresário, defensor do liberalismo econômico, fundador e presidente nacional do PSL por mais de vinte anos, foi justamente ele quem entregou a Jair Bolsonaro o partido que serviria de plataforma para a vitória presidencial de 2018. Tornou-se símbolo da direita liberal e comandou uma legenda que, naquele momento, representava tudo o que o PT combatia.
Não eram apenas adversários.
Representavam visões de Brasil que pareciam inconciliáveis.
De um lado, o partido que governou o país por mais de uma década.
Do outro, o homem que comandou a legenda responsável pela maior derrota eleitoral da esquerda desde a redemocratização.
Agora, ambos aparecem na mesma chapa.
Quem mudou?
Bivar?
Humberto?
Ou foi a política que mudou?
Talvez a resposta seja ainda mais desconfortável: a política apenas revelou aquilo que muitos preferem não admitir. Na hora de disputar o poder, a ideologia frequentemente deixa de ser o principal critério. O que passa a valer é a capacidade de somar forças, ampliar alianças, ocupar espaços e vencer eleições.
Isso não significa que alianças amplas sejam ilegítimas. Democracias são construídas por coalizões. O problema surge quando o discurso do passado entra em choque com as escolhas do presente.
Durante anos, petistas apontaram o PSL como símbolo do bolsonarismo.
Durante anos, setores da direita criticaram duramente o PT e seus governos.
Hoje, um dos fundadores do PSL poderá assumir uma cadeira no Senado justamente como suplente de um dos maiores líderes petistas do Nordeste.
É impossível ignorar a força simbólica dessa imagem.
A política ensina, mais uma vez, que adversários podem se transformar em aliados quando os interesses convergem.
Não é a primeira vez que isso acontece, nem será a última.
Mas cada novo episódio desgasta um pouco mais um ativo precioso da democracia: a confiança do eleitor.
O cidadão comum acompanha essas mudanças e inevitavelmente faz uma pergunta simples: se ontem diziam que eram incompatíveis e hoje caminham juntos, o que realmente era convicção e o que sempre foi estratégia?
Essa pergunta não vale apenas para Humberto Costa ou Luciano Bivar.
Vale para praticamente todos os partidos brasileiros.
A direita já se aliou à esquerda.
A esquerda já governou com partidos conservadores.
O centro já apoiou projetos completamente opostos em eleições diferentes.
As fronteiras ideológicas continuam existindo nos discursos, mas se tornam muito mais flexíveis quando o objetivo é construir maiorias.
Talvez o eleitor esteja entrando em uma nova fase da política brasileira. Uma fase em que já não basta ouvir discursos inflamados contra adversários. É preciso observar quem estará sentado ao lado quando as convenções terminarem.
No fim das contas, essa chapa talvez não diga apenas quem disputará uma vaga no Senado.
Ela revela uma verdade muitas vezes incômoda: na política brasileira, os adversários de ontem podem ser os aliados de hoje, e os discursos mais duros costumam ser os primeiros a ceder quando a matemática eleitoral entra em cena.
Quem diria?
O fundador do partido que levou Jair Bolsonaro ao Palácio do Planalto poderá chegar ao Senado pelas mãos de um dos mais históricos líderes do PT em Pernambuco.
Não é apenas uma aliança.
É o retrato de uma política onde as ideologias continuam importantes, mas raramente são maiores do que o projeto de permanecer no poder. É isso!
RAQUEL LYRA DESTACA PRESENÇA DE OBRAS EM TODO O ESTADO E REFORÇA INVESTIMENTOS DO GOVERNO NO SERTÃO DE ITAPARICA
Durante a agenda, Raquel fez questão de destacar que os investimentos estaduais estão distribuídos por todas as regiões pernambucanas, contemplando desde os grandes centros urbanos até os menores municípios do Estado.
"Temos obras chegando aos municípios grandes, como o Recife, e também às pequenas cidades, como Itacuruba. O nosso compromisso é garantir mais qualidade de vida para quem mora tanto nos centros urbanos quanto na zona rural", afirmou a governadora.
Em Floresta, Raquel acompanhou o avanço das obras do novo Complexo da Polícia Científica, que recebe investimento de R$ 4,3 milhões. O município também ganhará um Grupamento do Corpo de Bombeiros, com aporte de R$ 3,7 milhões, fortalecendo a estrutura da segurança pública na região.
Na área da educação, a governadora vistoriou a construção de duas creches, localizadas no Centro e no Loteamento Três Marias II. Juntas, as unidades representam investimento de R$ 10,7 milhões e terão capacidade para atender mais de 300 crianças cada uma.
A agenda ainda incluiu o futuro Espaço CEU da Cultura, viabilizado em parceria com o Governo Federal, com investimento de R$ 1,95 milhão. Na infraestrutura urbana, o município também recebe recursos para pavimentação de 20 vias públicas, no valor de R$ 2,8 milhões, além do calçamento de outras seis ruas, com investimento de R$ 1,4 milhão.
Em Itacuruba, Raquel vistoriou as obras de restauração da PE-422, executadas pelo Departamento de Estradas de Rodagem de Pernambuco (DER-PE). A intervenção contempla 11,9 quilômetros, ligando o entroncamento da BR-316 à sede do município, com investimento superior a R$ 11 milhões. A previsão é de que a obra seja concluída em novembro, beneficiando mais de 20 mil moradores da região.
A última parada foi em Belém de São Francisco, onde a governadora acompanhou a implantação da PE-460. A nova rodovia, com extensão de 4,86 quilômetros, recebe investimento de R$ 9,6 milhões e facilitará o acesso ao Porto da Barra do Tarrachil, importante ligação entre Pernambuco e a Bahia por meio da travessia do Rio São Francisco.
No município, Raquel também visitou a construção de uma nova creche, obra orçada em R$ 5,6 milhões, que integra o programa estadual de ampliação da oferta de vagas na educação infantil.
As visitas reforçam a estratégia do Governo de Pernambuco de manter o acompanhamento das principais obras em execução durante o período eleitoral, evidenciando investimentos em infraestrutura, educação, mobilidade e segurança pública em diferentes regiões do Estado.
RAQUEL LYRA PROMETE APURAR SITUAÇÃO DE QUADRA PARALISADA EM FLORESTA E DIZ QUE SÓ ANUNCIA O QUE PODE CUMPRIR
JAQUES WAGNER TENTA VENDER TERRENO DE R$ 15,8 MILHÕES APÓS SER ALVO DA PF, MAS NEGÓCIO É BARRADO POR DECISÃO DO STF
De acordo com informações publicadas pelo jornal O Estado de S. Paulo, a propriedade possui aproximadamente 51 mil metros quadrados e está localizada na Região Metropolitana de Salvador. O imóvel teria sido adquirido por Jaques Wagner no ano 2000 e foi negociado com um grupo de empresas do setor de incorporação imobiliária. Segundo a reportagem, o senador recebeu R$ 2 milhões como pagamento à vista no momento da assinatura do contrato.
A tentativa de venda ocorreu em 19 de junho, apenas um dia após a operação da Polícia Federal que teve Jaques Wagner como um dos alvos. Na ocasião, os investigadores cumpriram medidas autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal dentro da apuração envolvendo supostos favorecimentos relacionados ao Banco Master.
Conforme a investigação, a Polícia Federal apura a suspeita de que o senador teria recebido benefícios indevidos, entre eles um pedido para que o ex-sócio do Banco Master, Augusto Lima, adquirisse um apartamento avaliado em cerca de R$ 2,5 milhões, localizado em Salvador. A versão apresentada por Jaques Wagner é de que a operação teria sido realizada para posteriormente recomprar o imóvel em benefício de sua filha.
Apesar da escritura de compra e venda ter sido apresentada ao cartório da comarca de Camaçari, a transferência do terreno não foi concluída. O cartório informou que a matrícula do imóvel recebeu averbação de indisponibilidade por determinação do ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal.
Segundo o documento registrado, foi determinada a indisponibilidade do imóvel pertencente ao senador, impedindo qualquer transferência de propriedade enquanto perdurar a decisão judicial.
Em nota enviada ao Estadão, a defesa de Jaques Wagner afirmou que não existe qualquer irregularidade na negociação e ressaltou que todos os atos relacionados ao imóvel são públicos e registrados oficialmente.
Os advogados também informaram que o senador não comentará fatos que não estejam relacionados à sua campanha eleitoral, destacando que todos os demais assuntos continuarão sendo tratados exclusivamente na esfera judicial.
O caso segue sob investigação da Polícia Federal e permanece sob a relatoria do ministro André Mendonça no Supremo Tribunal Federal. Até o momento, não há condenação contra o parlamentar, e as apurações continuam em andamento.
domingo, 19 de julho de 2026
JOÃO CAMPOS REFORÇA AGENDA NO AGRESTE, ELOGIA MUNICIPALIZAÇÃO DO FIG EM GARANHUNS E AVANÇA COM ARTICULAÇÕES EM CARUARU
Em Garanhuns, João Campos participou da programação do 34º Festival de Inverno de Garanhuns (FIG), um dos maiores eventos culturais do Nordeste. Ao lado do prefeito Sivaldo Albino, do deputado federal Felipe Carreras e do deputado estadual Cayo Albino, o socialista acompanhou os shows de Paralamas do Sucesso, Detonautas e Capital Inicial, que reuniram milhares de pessoas na Praça Mestre Dominguinhos.
Durante a passagem pela Suíça Pernambucana, João concedeu entrevistas à imprensa local e regional e fez questão de destacar a importância do Festival de Inverno para a economia, a cultura e o turismo do município. O socialista elogiou a decisão da Prefeitura de Garanhuns de assumir a organização do evento e afirmou que a municipalização foi um ato de coragem da gestão de Sivaldo Albino.
Segundo João Campos, o festival permanece fortalecido justamente porque a administração municipal decidiu garantir sua continuidade, mesmo diante da retirada do protagonismo do Governo do Estado na realização da festa. O pré-candidato afirmou ainda que, caso seja eleito governador, pretende retomar os investimentos estaduais no FIG, defendendo que um evento da dimensão do Festival de Inverno deve contar com apoio efetivo do Governo de Pernambuco.
Em sua fala, João também criticou a postura da atual gestão estadual ao afirmar que Garanhuns não pode ser prejudicada por divergências políticas. Para ele, um município não deve deixar de receber investimentos por ter um prefeito que pertence a um grupo político diferente do governo.
Após cumprir agenda em Garanhuns, João Campos seguiu para Caruaru neste domingo (19), onde foi recebido por correligionários, militantes e lideranças políticas da principal cidade do Agreste. O município, considerado um dos principais colégios eleitorais do Estado e reduto político da governadora Raquel Lyra (PSD), tem ganhado importância estratégica na disputa estadual.
Na Capital do Agreste, João conta com o apoio de nomes de peso da política local, entre eles os ex-prefeitos Zé Queiroz e Tony Gel. Também integram o grupo político do socialista o influenciador digital Vitinho Maria, pré-candidato a deputado federal, e o vereador Delegado Lessa, que igualmente pretende disputar uma vaga na Câmara dos Deputados em 2026.
As agendas em Garanhuns e Caruaru demonstram o esforço de João Campos para consolidar alianças, fortalecer sua presença no interior e ampliar o diálogo com lideranças regionais, em uma pré-campanha que começa a ganhar ritmo em todas as regiões de Pernambuco.
JOÃO CAMPOS MOBILIZA MULTIDÃO EM CARUARU, LANÇA PROMESSAS PARA O AGRESTE E ELEVA O TOM DA DISPUTA COM RAQUEL LYRA
A escolha de Caruaru não foi por acaso. Considerada o principal reduto político da governadora Raquel Lyra (PSD), a Capital do Agreste tornou-se palco de uma demonstração de força da Frente Popular, que busca ampliar sua presença justamente em um território onde a atual chefe do Executivo estadual construiu sua trajetória política.
Recebido por uma multidão e carregado nos braços por apoiadores durante parte do percurso até o palco, João Campos aproveitou o evento para apresentar compromissos voltados especialmente ao Agreste. O principal anúncio foi a construção do Hospital da Criança do Agreste, equipamento que, segundo ele, atenderá uma população estimada em mais de 2,5 milhões de habitantes.
De acordo com o socialista, o hospital contará com mais de 100 leitos, unidades de terapia intensiva, centro especializado para crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), atendimento odontológico infantil, núcleo de desenvolvimento integral, mais de vinte especialidades médicas e capacidade para realizar mais de 500 mil exames e procedimentos por ano. A proposta é evitar que milhares de famílias precisem se deslocar até a Região Metropolitana do Recife em busca de atendimento pediátrico de alta complexidade.
Outro compromisso anunciado foi a reabertura do Hospital Jesus Nazareno, unidade que deixou de funcionar durante a atual gestão estadual. João também afirmou que pretende investir em infraestrutura, defendendo a construção de um anel viário para Caruaru e a continuidade da duplicação da BR-232, além de lançar o programa Polo Agreste Global da Moda, voltado à qualificação profissional e ao fortalecimento da cadeia têxtil de municípios como Santa Cruz do Capibaribe.
O discurso político também ganhou um tom mais contundente. Sem citar diretamente a governadora em diversos momentos, João Campos afirmou que "Caruaru não tem dono" e defendeu que as cidades pertencem à população e não a grupos políticos. A fala foi interpretada como um recado claro ao grupo liderado por Raquel Lyra, que governou o município por dois mandatos antes de chegar ao Palácio do Campo das Princesas.
A plenária reuniu importantes lideranças da Frente Popular e reforçou a amplitude da aliança construída para 2026. Estiveram presentes os ex-prefeitos Zé Queiroz e Tony Gel, o ministro da Previdência Social Wolney Queiroz, o ex-senador Douglas Cintra, a ex-deputada Laura Gomes, a senadora Teresa Leitão, além de Humberto Costa, Carlos Costa, Marília Arraes, Delegado Lessa, Vitinho Maia, Dilson Oliveira e outras lideranças políticas do Agreste.
Além dos discursos, os participantes foram convidados a continuar enviando sugestões para o programa de governo por meio da plataforma digital do projeto Chega Junto Pernambuco, que já realizou plenárias em cidades como Gravatá, Palmares, Petrolina, Recife e agora Caruaru.
A movimentação confirma que a disputa pelo Governo de Pernambuco entra em uma nova fase, marcada por demonstrações públicas de força, ocupação de espaços simbólicos e apresentação de propostas voltadas para diferentes regiões do Estado. Ao realizar um grande ato político justamente em Caruaru, João Campos envia um sinal claro de que pretende disputar votos em todos os territórios, inclusive naqueles tradicionalmente associados à base política da governadora. Enquanto isso, a campanha começa a ganhar contornos cada vez mais intensos, indicando que o debate entre governo e oposição deverá dominar a cena política pernambucana nos próximos meses.