A escolha de Bivar, que deixou o União Brasil e ingressou no MDB, já era tratada como encaminhada há algum tempo. A movimentação partidária ocorreu dentro de um acordo político que agora foi oficializado com a composição da chapa ao Senado.
O fato que chamou atenção, porém, foi o simbolismo da cena. Há oito anos, Bivar era o presidente do então PSL e abriu as portas da legenda para Jair Bolsonaro disputar a Presidência da República em 2018. Naquele período, o partido foi o responsável pela chegada de Bolsonaro ao cenário eleitoral nacional.
Agora, em um novo momento político, o parlamentar apareceu ao lado de lideranças petistas, participando de um ato em defesa do projeto político ligado ao presidente Lula. A imagem de Bivar fazendo o gesto do “L” e acompanhando o tradicional “olê, olê, olá, Lula, Lula” repercutiu justamente pela mudança de trajetória.
A política, como costuma mostrar a história, é marcada por movimentos, alianças e novas circunstâncias. O mesmo personagem que esteve no centro da construção de uma candidatura de direita em 2018 agora integra uma composição ligada ao campo político do presidente petista.
No xadrez eleitoral de Pernambuco, a chegada de Bivar reforça a estratégia da base governista de reunir diferentes forças para a disputa de 2026, enquanto também evidencia como antigas fronteiras ideológicas podem ser redesenhadas conforme os interesses e os cenários eleitorais mudam.