quarta-feira, 22 de julho de 2026
GOVERNO DE PERNAMBUCO IMPLANTA CENTRAL DE LIBRAS EM CARUARU PARA AMPLIAR ACESSIBILIDADE COMUNICACIONAL
PADRE FÁBIO DE MELO ESTREIA NO FIG ESPETÁCULO INÉDITO EM HOMENAGEM AO NORDESTE
Concebido a partir do repertório do álbum lançado em 2026, o espetáculo celebra a riqueza cultural do Nordeste por meio de canções que marcaram a história da música brasileira.
Com direção musical de José Milton, a apresentação leva ao palco interpretações sensíveis de obras que homenageiam a força e a diversidade da produção musical nordestina.
No palco, Padre Fábio de Melo é acompanhado por Vini Nalon (guitarras e direção musical), Erik Escobar (teclados), Sérgio Carvalho (contrabaixo), Cuca Teixeira (bateria) e André Mota (vocais), músicos que dão vida a um espetáculo marcado pela excelência artística e pela valorização da música brasileira. O repertório reúne canções do álbum O Beijo Que Vós Me Nordestes, como "Andar com Fé", "A Natureza das Coisas" e "Deus Me Proteja de Mim", em arranjos cuidadosamente elaborados que conduzem o público por uma experiência de emoção, contemplação e celebração da cultura nordestina.
Sobre Padre Fábio de Melo: Padre Fábio de Melo é um dos maiores nomes da música religiosa brasileira, com mais de 20 anos de carreira e milhões de discos vendidos. Além de cantor e compositor, é também escritor, apresentador e professor universitário. Sua obra é marcada pela fé, pela poesia e pela reflexão sobre a vida e o mundo.
Em 2026, Padre Fábio de Melo apresentou ao público o álbum O Beijo Que Vós Me Nordestes, um dos projetos mais especiais de sua trajetória artística.
Inspirado pela riqueza cultural, musical e humana do Nordeste brasileiro, o trabalho, com produção musical de José Milton, presta homenagem à região por meio de um repertório composto por obras de compositores fundamentais para a música brasileira, como Chico César, Dominguinhos, Caetano Veloso e Gilberto Gil. O projeto ganha ainda mais relevância ao reunir artistas como Milton Nascimento, Maria Rita, Elba Ramalho, Roberta Sá e Mônica Salmaso, promovendo encontros entre diferentes gerações e estilos da música brasileira em um tributo à riqueza da cultura nordestina.
Fotos: Kleber Pereira
UNIÃO BRASIL MARCA CONVENÇÃO ESTADUAL PARA OFICIALIZAR CHAPA E CANDIDATURA DE MIGUEL COELHO AO SENADO
FLÁVIO REPETE DISCURSO SOBRE URNAS, ENFRENTA ISOLAMENTO POLÍTICO E ACUMULA DESAFIOS NA CORRIDA PRESIDENCIAL
No encontro, Flávio também defendeu que governos estrangeiros enviem o maior número possível de observadores internacionais para acompanhar as eleições brasileiras de 2026. A iniciativa remete ao episódio protagonizado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, que, ainda no exercício do cargo, reuniu embaixadores para fazer críticas ao sistema eleitoral. Aquele episódio foi posteriormente considerado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) como um dos elementos que levaram à condenação de Bolsonaro por abuso de poder político e uso indevido da estrutura pública. Embora Flávio não ocupe cargo no Executivo, a estratégia adotada segue a mesma linha de discurso do pai.
Enquanto busca mobilizar sua base eleitoral, o senador enfrenta dificuldades para ampliar sua sustentação política. Lideranças do União Brasil, PP e Republicanos afirmam que as conversas com o pré-candidato avançaram pouco devido à falta de negociações sobre participação em um eventual governo, acordos regionais e composição política. Nos bastidores, dirigentes dessas legendas avaliam que Flávio procurou apoio sem abrir espaço para discutir contrapartidas, dificultando a construção de uma aliança mais ampla.
A situação também se reflete na composição da chapa presidencial. A senadora Tereza Cristina (PP-MS), apontada como principal nome para ocupar a vice-presidência, recusou o convite. Segundo o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, a parlamentar pretende disputar a presidência do Senado na próxima legislatura. Com isso, o coordenador da campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN), admite que Flávio poderá chegar à convenção sem um candidato a vice definido.
Na tentativa de reverter o isolamento, o senador retomou as conversas com os presidentes do PP, Ciro Nogueira, e do União Brasil, Antonio Rueda, buscando atrair a Federação União Progressista para sua candidatura. A eventual aliança ampliaria o tempo de propaganda eleitoral, fortaleceria a estrutura nacional da campanha e daria maior capilaridade ao PL nos estados. Apesar disso, interlocutores da federação afirmam que ainda há forte resistência interna à composição.
Como se os desafios externos não fossem suficientes, a pré-campanha passou a conviver também com desgastes familiares. O ex-deputado Eduardo Bolsonaro criticou publicamente a divulgação de um vídeo da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, no qual ela expôs divergências com os enteados e fez críticas a decisões internas do PL. Eduardo classificou a iniciativa como um gesto de "imaturidade" e afirmou que divergências desse tipo deveriam permanecer restritas ao ambiente interno.
Com dificuldades para consolidar alianças, sem vice definido e enfrentando ruídos dentro do próprio grupo político, Flávio Bolsonaro chega à reta final antes da convenção nacional cercado de incertezas. Ao mesmo tempo em que reedita um discurso já conhecido sobre o sistema eleitoral brasileiro, terá de superar obstáculos políticos que podem ser determinantes para a competitividade de sua candidatura na disputa presidencial de 2026.
FEDERAÇÃO UNIÃO PROGRESSISTA EXPÕE DISPUTA INTERNA POR VAGA AO SENADO E ELEVA PRESSÃO SOBRE RAQUEL LYRA
Cada legenda deverá homologar seus candidatos proporcionais e reafirmar o apoio à reeleição de Raquel Lyra, mas também indicará seu respectivo nome para a disputa ao Senado. O impasse, entretanto, permanece sem solução. Eduardo da Fonte mantém sua pré-candidatura, enquanto Miguel Coelho também busca consolidar seu nome para integrar a chapa majoritária.
Nos bastidores, o gesto de marcar eventos simultâneos reforça a disputa por protagonismo dentro da federação. A convenção do PP acontecerá na sede da Federação União Progressista, reduto político de Eduardo da Fonte, das 11h às 17h. Já o União Brasil realizará seu encontro a partir das 10h, em sua própria sede, reunindo lideranças, prefeitos, parlamentares e filiados para demonstrar a força da legenda.
Apesar das convenções individuais, a definição oficial da candidatura ao Senado pela Federação União Progressista só poderá ocorrer em convenção conjunta. Esse encontro foi convocado por Eduardo da Fonte para o dia 5 de agosto. A decisão, no entanto, provocou insatisfação em Miguel Coelho, que afirmou não ter sido consultado sobre a data nem sobre a condução do processo.
O cenário se torna ainda mais delicado porque a governadora Raquel Lyra realizará a convenção do PSD no dia 2 de agosto, ocasião em que deverá oficializar o deputado federal Túlio Gadêlha como um dos nomes para o Senado na chapa governista. Restará, então, apenas uma vaga a ser ocupada, justamente a que é disputada por Eduardo da Fonte e Miguel Coelho.
Enquanto não há consenso, ambos intensificam a mobilização política para demonstrar capacidade de articulação e influência junto às bases municipais e às lideranças estaduais. Caso a governadora opte por não arbitrar o conflito e um entendimento não seja construído até a convenção conjunta, a decisão poderá ser levada à direção nacional da Federação União Progressista. Nos bastidores, também não está descartada a possibilidade de judicialização da escolha, caso uma das partes conteste o processo de definição da candidatura.
A disputa, que até pouco tempo era tratada de forma reservada, agora ganha contornos públicos e coloca a Federação União Progressista diante de um de seus maiores testes de unidade em Pernambuco, às vésperas da definição da chapa que disputará as eleições de 2026.
JOÃO CAMPOS ENCERRA CICLO DE PLENÁRIAS NO RECIFE E DIZ ESTAR "MAIS PREPARADO DO QUE NUNCA" PARA DISPUTA AO GOVERNO
Ao longo das últimas semanas, a iniciativa percorreu as seis RPAs do Recife, ouvindo sugestões de lideranças comunitárias e da população. A proposta, segundo a coordenação da pré-campanha, é consolidar um plano de governo elaborado a partir das demandas apresentadas durante os encontros.
Em seu discurso, João Campos afirmou que o encerramento das plenárias marca o início de uma nova fase da pré-campanha e demonstrou confiança para a disputa eleitoral de 2026.
"Hoje a gente completa mais um ciclo importante. É o último encontro regional no Recife da pré-campanha ao Governo de Pernambuco. Daqui a poucos dias estaremos reunidos com a Frente Popular para lançar oficialmente a nossa candidatura. Estou mais preparado do que nunca, mais animado do que nunca e, com muita fé em Deus, vamos vencer. O que nos move é o compromisso com o futuro de Pernambuco", declarou.
Durante a plenária, João também voltou a defender a criação da primeira Unidade de Pronto Atendimento (UPA) especializada em oncologia do Brasil, projeto anunciado durante sua gestão como prefeito do Recife. Segundo ele, o objetivo é garantir diagnóstico e tratamento precoce do câncer, independentemente de qual esfera de governo seja responsável pelo serviço.
"Quem está com câncer não quer saber de quem é a competência. Se o Estado não faz e a prefeitura pode fazer, o importante é garantir atendimento à população", afirmou.
O prefeito do Recife, Victor Marques (PSB), destacou que a mobilização construída nas plenárias fortalece o projeto político da Frente Popular e defendeu que as transformações promovidas na capital possam ser ampliadas para todo o estado.
Já o pré-candidato a vice-governador, Carlos Costa (Republicanos), ressaltou que a construção do programa de governo tem sido baseada no diálogo com a população durante as agendas pelo interior e pela Região Metropolitana. Segundo ele, a receptividade encontrada nas visitas demonstra o desejo de mudança e fortalece o projeto liderado por João Campos.
O encontro contou ainda com a presença do presidente estadual do PSB, Sileno Guedes, dos deputados Francismar Pontes, Eriberto Filho e Pedro Campos, da senadora Teresa Leitão (PT), da candidata ao Senado Marília Arraes (PDT) e do senador Humberto Costa (PT), que disputa a reeleição. A plenária marcou o encerramento da etapa recifense do Chega Junto Pernambuco, antes da oficialização da candidatura da chapa da Frente Popular ao Governo do Estado.
ELEITORES TEM ATÉ 20 DE AGOSTO PARA SOLICITAR VOTO EM TRÂNSITO
O pedido pode ser feito de duas formas: pelo Autoatendimento Eleitoral, disponível nos portais da Justiça Eleitoral, ou presencialmente em qualquer cartório eleitoral ou Central de Atendimento ao Eleitor, mediante apresentação de um documento oficial com foto. Durante o mesmo período, também é possível alterar ou cancelar a solicitação. Após 20 de agosto, nenhuma modificação poderá ser realizada.
As regras para o voto dependem do local escolhido. Quem solicitar o voto em trânsito em um município localizado no mesmo estado do domicílio eleitoral poderá votar em todos os cargos em disputa. Já quem estiver em outro estado poderá votar apenas para presidente e vice-presidente da República.
A Justiça Eleitoral alerta que, uma vez habilitado para o voto em trânsito, o eleitor não poderá votar em sua seção eleitoral de origem. Caso não compareça ao local escolhido no dia da eleição, será necessário justificar a ausência. Após o pleito, o título retorna automaticamente ao local de votação original, sem necessidade de novo pedido.
COMEÇANDO HOJE O TARIFAÇO DO TRUMP CONTRA O BRASIL
Entre os principais itens preservados da taxação estão petróleo bruto, café em grão, aeronaves, carne bovina, celulose, sucos de laranja, ferro-gusa e ferro-nióbio. Já máquinas industriais, pneus, açúcar, etanol, tabaco, madeira, calçados e alguns produtos de alumínio passam a sofrer a cobrança.
A nova tarifa é resultado de uma investigação do USTR (Representante de Comércio dos Estados Unidos), baseada na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. O órgão fez críticas a políticas brasileiras relacionadas ao Pix, regulação de plataformas digitais, acordos comerciais, desmatamento, etanol, propriedade intelectual e combate à corrupção. No relatório, o USTR classificou algumas medidas do Brasil como “irracionais” ou “restritivas” ao comércio bilateral.
O governo brasileiro classificou a decisão como um “marco lastimável” e afirmou que acionará a Lei da Reciprocidade Econômica, mas ainda não anunciou medidas práticas.
O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) chamou a tarifa de “injusta e descabida”, enquanto o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que “não cabe falar em retaliação” neste momento. A estratégia do Planalto é manter a negociação diplomática e evitar uma escalada comercial.
O governo prepara medidas para reduzir os impactos da tarifa, incluindo linhas de crédito para empresas afetadas e ações de diversificação de mercados por meio da ApexBrasil. Também há a possibilidade de uma nova sobretaxa de 12,5% sobre produtos brasileiros, por causa de uma investigação sobre importações ligadas a trabalho forçado. Caso seja aplicada, a cobrança total poderia chegar a 37,5%