Esse movimento tem um significado que vai além das fotografias e das agendas públicas. Regina esteve entre as primeiras lideranças do Agreste a embarcar no projeto de Raquel Lyra ainda em 2022, quando declarou apoio no segundo turno. Desde então, manteve fidelidade ao grupo, mesmo quando a gestão atravessou períodos de desgaste e enfrentou uma oposição mais intensa. Em tempos de mudanças frequentes de lado na política, a lealdade passou a ser um ativo valorizado dentro do Palácio do Campo das Princesas.
Há também um simbolismo importante nessa aproximação. Raquel e Regina compartilham trajetórias semelhantes ao quebrarem barreiras para a participação feminina na política. A governadora foi a primeira mulher eleita para comandar Pernambuco, após fazer história como primeira prefeita de Caruaru. Regina também escreveu seu nome na política de Itaíba ao se tornar a primeira mulher a administrar o município. Essa narrativa fortalece um discurso de ampliação da presença feminina nos espaços de decisão.
No campo partidário, a sintonia também é evidente. O Podemos foi uma das primeiras legendas a oficializar apoio à reeleição de Raquel Lyra, o que abriu espaço para que lideranças como Regina passassem a integrar de forma mais efetiva a estratégia eleitoral governista.
A convenção deste domingo (2), que homologará a candidatura de Raquel à reeleição, deverá consolidar essa imagem de unidade. Para Regina da Saúde, aparecer ao lado da governadora em um dos momentos mais importantes da pré-campanha significa ampliar visibilidade, fortalecer sua pré-candidatura à Assembleia Legislativa e se apresentar ao eleitor como uma representante identificada com o projeto político que hoje comanda Pernambuco.
Na Lupa: Em uma eleição onde a montagem dos palanques terá peso decisivo, Regina da Saúde demonstra que não pretende ser apenas uma apoiadora de Raquel Lyra. A estratégia é ocupar espaço no núcleo político da governadora, transformar a fidelidade em capital eleitoral e consolidar sua imagem como uma das principais apostas do grupo governista para ampliar a bancada aliada na Assembleia Legislativa.