quinta-feira, 13 de agosto de 2026
EM CARPINA, EDUARDO DA FONTE CONSOLIDA APOIO DOS GOUVEIAS AO SENADO AO LADO DA PREFEITA EDUARDA, DO DEPUTADO MARCELO GOUVEIA E DO FUTURO DEPUTADO FEDERAL GUSTAVO GOUVEIA
JUSTIÇA ELEITORAL MANDA RETIRAR PUBLICAÇÕES CONTRA PRISCILA E MIRA PERFIS LIGADOS AO PSB
O Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) determinou que o Instagram remova publicações que faziam acusações contra Priscila envolvendo repasses destinados à Casa de Saúde e Maternidade Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em Garanhuns. A decisão foi assinada pelo desembargador eleitoral Luiz Gustavo Mendonça de Araújo.
Além da retirada do conteúdo, a Justiça determinou que a Meta forneça informações capazes de identificar os responsáveis pelos perfis @caboarretado, @sensocriticol e @oprecodofeijao. Os administradores deverão ser identificados e, posteriormente, prestar esclarecimentos à Justiça Eleitoral.
Nas publicações, Priscila era acusada de transformar o Governo de Pernambuco em uma espécie de “escritório de negócios”. O problema, segundo o entendimento apresentado na decisão, é que a crítica política teria ultrapassado a linha do debate eleitoral e entrado no terreno da desinformação e do ataque pessoal.
Na avaliação do magistrado, a liberdade de expressão não dá salvo-conduto para a divulgação de informações falsas e ofensivas à honra de candidatos. A decisão aponta ainda que os conteúdos teriam como objetivo produzir um “rebaixamento moral” da candidata e comprometer a integridade do debate eleitoral.
E há um detalhe importante nessa história: os repasses questionados à unidade de saúde ocorreram em 2025, quando Priscila estava no exercício do cargo de governadora. A defesa sustenta que não existe irregularidade nos pagamentos, destacando que o hospital presta serviços à rede estadual de saúde há mais de 55 anos e atravessou nada menos que 15 governos diferentes.
Ou seja: transformar um repasse para uma instituição que há décadas presta serviço ao Estado em munição eleitoral pode até render postagem, curtida e compartilhamento. O problema começa quando a narrativa construída nas redes sociais não sobrevive ao confronto com os fatos — e acaba chegando à Justiça.
A decisão também aumenta a pressão sobre os perfis que vêm sendo associados a uma suposta estrutura de ataques políticos nas redes. O jurídico do PSD já havia denunciado a existência de um chamado “gabinete do ódio”, apontando supostos vínculos entre esses perfis e pessoas ligadas ao entorno político do candidato João Campos (PSB).
É importante registrar que a referência a esses vínculos consta como acusação apresentada pelo PSD e não significa, por si só, que os responsáveis pelos perfis tenham sido judicialmente reconhecidos como integrantes de qualquer estrutura ligada à campanha de João Campos.
O episódio, porém, expõe uma realidade cada vez mais evidente da eleição de 2026: a guerra política deixou de acontecer apenas nos palanques, debates e programas eleitorais. Ela também está sendo travada nos bastidores das redes sociais, onde perfis anônimos ou de difícil identificação podem disparar acusações em velocidade muito maior do que a capacidade de resposta dos adversários.
Agora, a Justiça Eleitoral quer saber quem está por trás de algumas dessas páginas.
E quando o juiz manda o Instagram abrir a caixa-preta dos perfis, a brincadeira das redes sociais deixa de ser tão divertida para quem estava acostumado a atacar escondido atrás de uma tela.
No ambiente eleitoral, crítica faz parte da democracia. Acusação sem prova, porém, pode acabar virando processo. E, neste caso, já virou.
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TÚLIO GADÊLHA BALANÇA, RECUA DA DESISTÊNCIA E MANTÉM CANDIDATURA AO SENADO
Ao longo do dia, a possibilidade de Túlio abandonar a corrida ganhou força entre aliados e chegou a ser dada como praticamente certa por pessoas próximas ao parlamentar. A informação circulou com intensidade nos bastidores e colocou em xeque uma das principais peças da chapa montada pelo PSD para a disputa majoritária.
Horas depois, entretanto, o cenário mudou completamente. Túlio decidiu permanecer no páreo e, já à noite, utilizou as redes sociais para comunicar publicamente que continua candidato ao Senado. O recuo da possível desistência encerrou a especulação, mas abriu outra frente de preocupação: a confiança política em torno da candidatura.
A crise aconteceu justamente em um momento delicado, quando a composição das chapas entra na reta final e qualquer movimento pode provocar efeito dominó entre aliados. A instabilidade também expôs que a formação da chapa de Raquel ainda guarda disputas internas e interesses que não estão completamente acomodados.
Por trás da permanência de Túlio existe ainda uma negociação importante. O deputado teria condicionado sua continuidade na disputa à indicação de André Teixeira, vice-presidente estadual do PSD, para a primeira suplência. A exigência coloca mais pressão sobre a governadora e pode revelar o tamanho do espaço que Túlio pretende ocupar dentro da composição.
Agora, o que os bastidores querem saber é se Raquel Lyra aceitou a condição apresentada pelo deputado. A resposta será fundamental para entender o que realmente aconteceu nas últimas horas e, principalmente, qual será o desenho final da chapa governista para o Senado.
Uma coisa ficou evidente: a candidatura de Túlio Gadêlha sobreviveu ao dia mais difícil desde seu anúncio, mas saiu dele mais pressionada e cercada de interrogações. E, na política, quando uma candidatura precisa ser reafirmada depois de uma desistência dada como certa, é sinal de que ainda há muita conversa para acontecer longe dos holofotes.
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FLÁVIO BOLSONARO TEM PÓS-GRADUAÇÃO NA UFRJ? UNIVERSIDADE DIZ NÃO TER REGISTRO E CAMPANHA ATRIBUI INFORMAÇÃO A “ERRO”
Perfis oficiais do Senado e da Alerj informam formação que, segundo a universidade, não consta nos registros da instituição
Uma informação que aparece há anos em perfis oficiais do senador Flávio Bolsonaro (PL) passou a levantar questionamentos. Páginas institucionais do Senado Federal e da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) afirmam que o parlamentar possui pós-graduação em Ciências Políticas. No perfil mantido pela Alerj, onde Flávio exerceu quatro mandatos como deputado estadual, o curso é atribuído à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
O problema é que a própria UFRJ informou não ter localizado registros que comprovem que Flávio Bolsonaro tenha estudado na instituição.
A informação também aparecia em outros espaços ligados ao parlamentar. Até esta quarta-feira (12), a biografia de Flávio na Wikipédia mencionava a suposta pós-graduação em Ciências Políticas pela UFRJ. O trecho acabou sendo retirado após uma edição na página.
Outro perfil, mantido pela assessoria do senador no LinkedIn, também trazia a mesma informação, mas deixou de estar disponível.
A questão ganhou ainda mais peso porque, em 27 de julho, a própria assessoria de Flávio Bolsonaro encaminhou ao G1 uma nota biográfica sobre o candidato à Presidência da República que também mencionava a pós-graduação na UFRJ.
Campanha fala em “erro ou equívoco”
Procurada pela reportagem, a campanha de Flávio Bolsonaro afirmou que as informações diferentes da versão apresentada atualmente seriam resultado de “erros ou equívocos”.
Segundo a equipe do senador, os dados podem ter sido reproduzidos a partir de páginas como a Wikipédia e já teriam sido solicitadas correções.
A explicação, porém, coloca uma questão política no centro do debate: como uma informação sobre a formação acadêmica de um senador da República e candidato à Presidência chegou a aparecer em páginas institucionais oficiais e permaneceu publicada por tanto tempo?
O caso deverá continuar gerando repercussão, especialmente porque a formação acadêmica de um candidato é uma informação objetiva e facilmente verificável junto à própria instituição de ensino.
Enquanto a campanha atribui a inconsistência a um erro de reprodução, permanece a dúvida sobre a origem da informação que foi publicada em diferentes perfis biográficos de Flávio Bolsonaro ao longo dos anos.