quinta-feira, 20 de agosto de 2026
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VEREADORA LÉA RAMOS SOBE O TOM E COBRA PREFEITO EDÉZIO DIANTE DE CRÍTICAS À SAÚDE DE BOM CONSELHO
Da Redação
A saúde pública voltou a provocar forte debate na Câmara Municipal de Bom Conselho. Em discurso contundente, a vereadora Léa Ramos fez duras cobranças à gestão do prefeito Edézio e questionou a situação enfrentada diariamente por moradores que dependem exclusivamente dos serviços públicos de saúde.
Segundo a parlamentar, o cenário encontrado pela população é preocupante, com relatos de falta de medicamentos nas farmácias do hospital e do município, além de dificuldades para a realização de cirurgias e para o acesso a atendimentos e tratamentos.
Léa Ramos criticou o que classificou como uma situação de abandono e afirmou que a população não pode continuar peregrinando em busca de soluções enquanto problemas básicos permanecem sem resposta.
O discurso da vereadora também ganhou um tom político mais duro ao questionar a postura da administração municipal diante das dificuldades enfrentadas pelos usuários do sistema de saúde. A cobrança foi direcionada diretamente ao prefeito Edézio, com a parlamentar colocando em discussão a capacidade da gestão de responder às demandas da população.
A situação ganha um ingrediente ainda mais delicado diante das investigações envolvendo a empresa responsável pela gestão do hospital. Conforme mencionado no debate, existem apurações relacionadas a possíveis irregularidades na área da saúde. É importante ressaltar que investigação não significa condenação, cabendo às autoridades responsáveis esclarecer os fatos e apontar eventuais responsabilidades caso sejam comprovadas.
Para a vereadora, entretanto, independentemente das investigações, existe uma questão que precisa ser respondida pela administração: como explicar a falta de medicamentos e as dificuldades de atendimento para quem depende do SUS?
A cobrança ocorre em um momento em que a saúde pública ocupa novamente o centro das discussões políticas em Bom Conselho. De um lado, a população busca atendimento, medicamentos e procedimentos; do outro, vereadores ampliam a fiscalização e cobram explicações do Poder Executivo.
O discurso de Léa Ramos também expôs uma realidade que costuma provocar forte desgaste político para qualquer administração municipal: quando o cidadão procura o serviço público e não encontra o básico, a insatisfação rapidamente chega às ruas e, principalmente, ao plenário da Câmara.
Agora, a expectativa é por respostas da Prefeitura de Bom Conselho sobre as denúncias apresentadas pela vereadora, especialmente em relação ao abastecimento de medicamentos, à realização de cirurgias e ao funcionamento dos serviços oferecidos à população.
No fim das contas, a discussão levantada por Léa Ramos vai além da disputa política. Quem precisa do SUS quer atendimento, medicamento e solução. E quando o básico começa a faltar, a cobrança deixa de ser apenas de um vereador e passa a ser de toda a população.