Do Blog do Edney
A governadora e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), reagiu com confiança ao resultado da nova pesquisa Quaest, divulgada nesta semana. O levantamento aponta a governadora com 44% das intenções de voto, oito pontos à frente do ex-prefeito do Recife João Campos (PSB), que aparece com 36%.
Durante sabatina promovida pelo Diario de Pernambuco, Raquel afirmou que o resultado representa um reconhecimento ao trabalho desenvolvido pelo Governo de Pernambuco, mas evitou tratar a eleição como algo definido.
Segundo a governadora, as pesquisas servem como um instrumento para orientar a campanha, enquanto a aprovação da gestão é um dos principais fatores que explicam o desempenho eleitoral. Raquel citou uma aprovação próxima de 70% e destacou investimentos realizados em áreas consideradas estratégicas.
Na saúde, a candidata ressaltou obras e intervenções no Hospital da Restauração, com investimentos que, segundo ela, chegam a aproximadamente R$ 160 milhões. Também mencionou ações voltadas à infraestrutura hospitalar, tecnologia e reorganização dos serviços.
Raquel defendeu ainda a continuidade dos projetos iniciados durante seu governo e afirmou que Pernambuco passou por um processo de reconstrução em diversas áreas.
“Eu fico muito feliz com o reconhecimento da população, sabendo que precisamos continuar trabalhando muito, que os desafios pernambucanos não se resolvem de estalo, mas que o melhor ainda está por vir”, declarou.
Segurança pública entra no discurso
Outro ponto destacado pela governadora foi a segurança pública. Raquel afirmou que Pernambuco atravessa um dos melhores momentos da série histórica dos indicadores de violência e lembrou que uma das metas estabelecidas pela administração era reduzir em 30% o número de homicídios.
A candidata classificou os resultados como históricos e utilizou os números para reforçar a defesa da continuidade do governo.
“Estamos vivendo o melhor momento da segurança pública no nosso estado, com redução histórica, desde que se começou a medir”, afirmou.
“Reconstrução” como principal narrativa
Ao fazer um balanço do mandato, Raquel apresentou a chamada “reconstrução do Estado” como uma das principais marcas de sua gestão.
Ela citou investimentos em hospitais, ampliação de serviços, recuperação e implantação de rodovias, ações para ampliar o abastecimento de água e iniciativas voltadas à geração de emprego e renda.
A governadora também afirmou que Pernambuco vem registrando resultados positivos na atração de investimentos e sustentou que o atual governo conseguiu avançar em áreas que, segundo ela, estavam represadas há anos.
Governadora nega envolvimento em suposto “gabinete do ódio”
Durante a sabatina, Raquel também foi questionada sobre uma reportagem da TV Record que apontou uma investigação da Polícia Federal relacionada a um suposto “gabinete do ódio” que teria atuação dentro de sua equipe.
A governadora negou qualquer envolvimento com uma estrutura desse tipo e afirmou que está adotando medidas jurídicas em relação ao caso.
“Não faço política desse jeito”, declarou.
Raquel também afirmou que sua campanha já denunciou mais de 430 perfis considerados robotizados ao Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE). Segundo ela, mais de 40 perfis também teriam sido denunciados por suposta ligação com o chamado “gabinete do ódio”.
A candidata disse que pretende manter a campanha concentrada na apresentação de propostas e na prestação de contas à população.
Na Lupa
O resultado da Quaest dá combustível político à campanha de Raquel Lyra justamente em um momento decisivo da disputa pelo Governo de Pernambuco. A vantagem de oito pontos sobre João Campos será explorada pelo palanque governista como sinal de crescimento e de aprovação da atual gestão.
Mas eleição não se ganha em pesquisa. A governadora sabe disso e, ao afirmar que “o melhor ainda está por vir”, tenta transformar o desempenho nas urnas projetado pelo levantamento em uma narrativa de continuidade.
Do outro lado, João Campos terá o desafio de reagir à sequência de pesquisas que coloca Raquel em vantagem. A disputa, portanto, entra em uma fase ainda mais acirrada, com os dois principais grupos políticos de Pernambuco buscando ampliar alianças, consolidar votos e disputar o eleitor indeciso.
A campanha está apenas começando — e a frase de Raquel pode acabar virando um dos principais slogans políticos desta etapa da eleição: o melhor ainda está por vir.