NA LUPA | O prefeito Sivaldo Albino fecha um importante ciclo administrativo em Garanhuns com mais uma decisão favorável do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco. Nesta terça-feira (15), a Primeira Câmara do TCE-PE, sob relatoria do conselheiro Ranilson Ramos, aprovou, por unanimidade, as contas referentes ao exercício de 2023, último ano da primeira gestão que ainda aguardava julgamento.
Com a decisão, Sivaldo passa a ter os quatro exercícios do primeiro mandato — 2021, 2022, 2023 e 2024 — analisados pelo Tribunal, consolidando uma sequência de decisões favoráveis à administração municipal.
O resultado tem peso político e administrativo. Mais do que uma decisão de rotina, a análise das contas públicas representa uma espécie de raio-X da gestão, envolvendo execução orçamentária, cumprimento de limites legais, aplicação de recursos e responsabilidade na condução das finanças municipais.
E é justamente aí que Sivaldo procura transformar o resultado em discurso político: o prefeito apresenta a aprovação como reflexo de planejamento, organização e acompanhamento permanente das contas públicas.
“Sabemos da nossa responsabilidade, e a cobrança da equipe é justamente para mantermos este equilíbrio, fazendo nossa contabilidade com atenção às exigências legais, para termos sempre todas as condições para investimentos no município”, afirmou Sivaldo.
O prefeito também dividiu o resultado com a equipe responsável pela administração municipal e aproveitou o momento para projetar a segunda gestão.
“Vamos em frente, pois temos toda esta segunda gestão para entregar muito mais!”, destacou.
O QUE A DECISÃO REPRESENTA — Na política municipal, aprovação de contas não é apenas um número burocrático. É um indicador importante para qualquer prefeito que pretende construir uma narrativa de responsabilidade administrativa. Em Garanhuns, o resultado desta terça-feira oferece a Sivaldo justamente esse argumento: concluir o primeiro ciclo de governo com os exercícios financeiros submetidos ao controle externo e com decisões favoráveis.
O próprio histórico do TCE-PE mostra que as contas do município passaram pelo crivo técnico da Corte. Em 2022, por exemplo, o Tribunal registrou o cumprimento de limites legais e constitucionais e ausência de falhas ou irregularidades graves, embora tenha feito determinações para aperfeiçoamento do controle de gastos e da gestão financeira. (TCE-PE)
Em outro julgamento, referente a 2021, o TCE-PE recomendou a aprovação das contas com ressalvas, destacando questões relacionadas ao repasse de contribuições previdenciárias. (ETCE)
Isso mostra que a fotografia da administração pública é mais complexa do que uma simples manchete de “contas aprovadas”. Há recomendações, ressalvas e processos de acompanhamento — como ocorre normalmente no controle externo dos municípios. Ainda assim, o desfecho favorável dos exercícios analisados é politicamente relevante para o prefeito.
SIVALDO 2.0 — O prefeito entra agora em uma nova etapa do mandato podendo usar esse resultado como uma credencial administrativa. Depois de um primeiro governo marcado por obras, investimentos, eventos e forte presença política regional, Sivaldo tenta consolidar a imagem de gestor que consegue combinar capacidade política com controle da máquina pública.
E política, como se sabe, também se faz com números.
Ao fechar o primeiro ciclo com mais uma aprovação no TCE-PE, Sivaldo ganha munição para defender sua gestão justamente em um dos campos mais sensíveis da administração pública: o dinheiro do contribuinte.
Na Política na Lupa, o fato é simples: o prefeito termina de fechar a conta da primeira gestão no Tribunal e começa a segunda com um argumento administrativo que certamente será explorado politicamente nos próximos meses.
A lupa agora fica sobre a segunda gestão. Se no primeiro mandato a missão era colocar Garanhuns em movimento, o desafio agora é transformar esse ambiente de controle e organização em ainda mais investimentos, serviços e entregas para a população.