sexta-feira, 18 de setembro de 2026
SECRETÁRIO ALMIR CIRILO E MINISTRO WALDEZ GÓES VISITAM OBRAS DO PISF EM PERNAMBUCO
RAQUEL E JOÃO TIRAM AS LUVAS: SEGUNDO DEBATE VIRA RINGUE ELEITORAL EM PERNAMBUCO
Não teve terremoto eleitoral, não apareceu uma proposta capaz de mudar o rumo da campanha e também não surgiu nenhuma novidade capaz de fazer o eleitor acordar no meio da noite. Mas teve algo que começa a ficar cada vez mais evidente: Raquel e João entenderam que essa eleição será decidida também no enfrentamento direto.
E Raquel não parece disposta a correr desse jogo.
A governadora entrou no debate com postura mais segura e, quando foi provocada, respondeu. Quando João tentou colocar assuntos espinhosos na mesa, ela devolveu. E foi justamente aí que o debate ganhou temperatura.
A Caruaruense virou munição pesada.
João Campos tentou explorar a ligação da família Lyra com a empresa de transporte e associar o episódio a questões trabalhistas, tributárias e à antiga relação da companhia com o sistema de transporte intermunicipal.
Raquel não ficou apenas na defensiva. Lembrou que sua participação era de 1%, afirmou ter deixado a sociedade em 2016 e puxou a discussão para o passado político de Pernambuco, lembrando que a história administrativa envolvendo as famílias Lyra e Campos passa também pelo período em que Eduardo Campos comandava o Estado.
Traduzindo para o bom pernambuquês: João puxou a gaveta da família Lyra e Raquel abriu outra gaveta.
E esse tipo de confronto costuma deixar uma lição para as duas campanhas: quando se decide mexer no passado político do adversário, é preciso estar preparado para ouvir o próprio passado sendo colocado sobre a mesa.
Outro assunto que virou munição foi o chamado “gabinete do ódio”. Os dois lados se apresentaram como vítimas e acusaram o outro campo de utilizar estratégias de ataque. É aquela velha história da política digital: ninguém quer assumir o barulho, mas todo mundo sabe que existe uma máquina de comunicação trabalhando nos bastidores.
Nas bets, outro curioso capítulo.
Raquel e João disseram ser contrários às apostas eletrônicas. Até aí, tudo certo. O problema começou quando cada um passou a lembrar medidas e situações envolvendo o setor durante as respectivas administrações. E aí apareceu uma velha regra da política: é fácil criticar o problema quando ele está no palanque do adversário; difícil é explicar quando ele passa pela porta da própria gestão.
No meio de tudo isso, as propostas ficaram quase como figurantes.
Saúde, segurança, transporte e outras áreas apareceram no debate, mas grande parte do que foi apresentado já vinha sendo repetida durante a campanha. A novidade da noite não estava exatamente no programa de governo. Estava no tom.
E o tom foi de guerra eleitoral.
João Campos tentou apertar Raquel. Raquel respondeu sem demonstrar disposição para baixar a cabeça. Em alguns momentos, os dois escaparam de perguntas mais incômodas ou preferiram devolver a provocação em vez de entregar a resposta que o eleitor esperava.
Isso também faz parte do jogo.
A essa altura, ninguém mais está disputando apenas espaço no horário eleitoral. Está disputando narrativa.
Cada frase pode virar vídeo. Cada provocação pode virar corte. Cada resposta pode abastecer os grupos de WhatsApp das campanhas. E cada silêncio pode ser interpretado politicamente.
O segundo debate, portanto, serviu menos para apresentar novidades e mais para revelar o estágio atual da disputa: Raquel e João já estão jogando no mano a mano.
E quando a eleição chega nesse ponto, não basta falar bonito.
É preciso aguentar a pancada, saber responder e, principalmente, não entregar ao adversário uma oportunidade de transformar um ataque em crise.
Na noite do segundo debate, Raquel mostrou que pretende disputar esse espaço.
João também mostrou que vai continuar apertando.
Agora é esperar o próximo round.
Porque, pelo jeito, a campanha pernambucana ainda vai ferver muito antes de outubro.
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NA LUPA | SIVALDO ALBINO MOSTRA FORÇA POLÍTICA E PROJETA GARANHUNS PARA ALÉM DAS SETE COLINAS
Sivaldo Albino está jogando um jogo político maior do que Garanhuns.
A participação do prefeito esta semana em Lajedo, ao lado do prefeito Erivaldo Chagas, mostra exatamente isso. A presença de Sivaldo foi recebida com entusiasmo e reforça uma realidade que vem ganhando força no Agreste: o prefeito de Garanhuns deixou de ser uma liderança restrita ao município e passou a ocupar espaço no debate político regional.E isso não acontece por acaso.
Garanhuns é o principal polo de uma extensa região do Agreste Meridional. Com população próxima de 153 mil habitantes, movimenta a economia regional, concentra serviços de saúde, educação, comércio e turismo e exerce influência sobre dezenas de municípios.
Quem administra uma cidade com esse peso naturalmente acaba tendo voz para além de suas fronteiras.
Sivaldo compreendeu isso e vem construindo sua atuação política exatamente nessa direção.
Em Lajedo, ao lado de Erivaldo Chagas, o prefeito participou da mobilização em torno das candidaturas que integram seu campo político. Pediu votos para Felipe Carreras, João Campos, Marília Arraes, Humberto Costa e Lula, deixando claro que está participando ativamente da construção do cenário eleitoral de 2026.
Mais do que nomes, existe uma estratégia por trás desse movimento.
Sivaldo trabalha para fortalecer uma rede política capaz de defender os interesses de Garanhuns e do Agreste. Prefeitos, deputados, senadores e governos alinhados institucionalmente podem representar um canal importante para a chegada de recursos, obras e investimentos.
É assim que a política municipal ganha dimensão regional.
E Sivaldo vem entendendo bem esse movimento.
O prefeito também carrega uma relação política construída ao longo de anos. Sua passagem pela vida pública, a experiência administrativa e a capacidade de articulação fizeram com que seu nome passasse a circular com mais força entre prefeitos e lideranças do interior.
Na política, ninguém se torna referência regional apenas porque ocupa uma prefeitura importante. É preciso construir relações, participar das discussões e, principalmente, demonstrar disposição para defender sua cidade.
É exatamente esse perfil que Sivaldo vem apresentando.
Garanhuns tem demandas proporcionais ao seu tamanho. Saúde regional, abastecimento, infraestrutura, educação, turismo, mobilidade e desenvolvimento econômico exigem uma interlocução permanente com os governos estadual e federal.
Por isso, a estratégia do prefeito de construir pontes políticas não deve ser vista apenas pelo prisma eleitoral.
Existe também uma dimensão administrativa.
Quanto maior a capacidade de articulação de um prefeito, maiores são as possibilidades de abrir portas em Brasília, no Recife e junto à bancada parlamentar.
E Sivaldo sabe que os dois últimos anos de seu mandato serão fundamentais para consolidar seu legado.
Ter deputados federais atuantes, representantes na Assembleia Legislativa e uma boa interlocução com os governos estadual e federal pode fazer diferença na busca por investimentos para Garanhuns.
É nesse ponto que a atuação política do prefeito ganha importância.
Sivaldo não está pensando somente na próxima eleição. Está pensando no futuro de Garanhuns.
Sua presença em Lajedo é mais um capítulo dessa construção.
Ao lado de Erivaldo Chagas, ele demonstra que pretende fortalecer a ligação de Garanhuns com os municípios vizinhos e ampliar seu campo de diálogo no Agreste.
E existe algo particularmente importante nisso tudo: Garanhuns precisa exercer cada vez mais o papel de liderança regional que sua população, sua economia e sua estrutura já justificam.
O prefeito parece disposto a assumir essa responsabilidade.
A política pernambucana sempre foi construída também a partir das forças regionais. E, quando um prefeito consegue reunir gestão, articulação e presença política, sua influência naturalmente ultrapassa os limites do município.
Sivaldo Albino está vivendo exatamente esse momento.
Das Sete Colinas para o Agreste.
De Garanhuns para Pernambuco.
Na Lupa, o movimento é claro: Sivaldo está ampliando seu raio de atuação e colocando Garanhuns cada vez mais no centro do mapa político regional.
DATAFOLHA: LULA E FLÁVIO BOLSONARO EMPATAM TECNICAMENTE NO 1º E 2º TURNO
Com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos, os dois estão em empate técnico.
O cenário também se mantém embolado numa eventual segunda etapa. Na simulação entre Lula e Flávio Bolsonaro, o petista aparece com 46%, contra 44% do candidato do PL. Considerando a margem de erro, também há empate técnico.
Na comparação com o levantamento anterior, divulgado em 11 de setembro, Lula permaneceu com 39%, enquanto Flávio Bolsonaro oscilou de 35% para 36%.
A pesquisa ouviu 2.002 eleitores de 16 anos ou mais em todo o país, entre os dias 15 e 17 de setembro. O intervalo de confiança é de 95%. O levantamento foi contratado pelo Grupo Globo e registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-04029/2026.
No primeiro turno, o escritor Augusto Cury (Avante) aparece com 6%, seguido por Ronaldo Caiado (PSD), com 4%, e Renan Santos (Missão), com 3%. Romeu Zema (Novo) tem 2%, enquanto Samara Martins (UP) e Rui Costa Pimenta (PCO) aparecem com 1% cada.
Brancos, nulos e nenhum somam 6%, enquanto os indecisos representam 3%.
No segundo turno, Lula marca 46% e Flávio Bolsonaro chega a 44%. Brancos, nulos e nenhum somam 8%, enquanto 1% não sabe ou não respondeu.
O novo levantamento foi realizado em meio a um ambiente político marcado por forte tensão institucional, incluindo os recentes embates entre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), mencionados no período de realização da pesquisa.
O dado que chama atenção é a distância cada vez menor entre Lula e Flávio Bolsonaro no levantamento: três pontos no primeiro turno e apenas dois pontos na simulação de segundo turno.