quarta-feira, 30 de setembro de 2026
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PERNAMBUCO PERDE EDGAR MOURY FERNANDES, UM DOS NOMES QUE MARCARAM A POLÍTICA DO ESTADO
Ex-deputado estadual e federal morreu aos 82 anos, no Recife. Advogado teve mais de quatro décadas de atuação na vida pública e foi secretário da Casa Civil nos governos de Jarbas Vasconcelos
Pernambuco amanheceu de luto nesta quarta-feira (30) com a morte do advogado e ex-deputado estadual e federal Edgar Moury Fernandes Sobrinho, aos 82 anos. Internado no Recife para tratamento de um câncer, ele morreu pela manhã, encerrando uma trajetória de mais de quatro décadas de participação na vida pública pernambucana.
Edgar Moury não foi apenas um parlamentar de longa carreira. Seu nome ficou associado a alguns dos momentos importantes da política pernambucana, especialmente ao período de resistência ao regime militar e à redemocratização do país.
Natural do Recife e formado em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Edgar iniciou sua trajetória política ainda jovem. Pelo então MDB, exerceu quatro mandatos de deputado estadual na Assembleia Legislativa de Pernambuco, onde chegou a ocupar a Presidência em exercício da Casa.
A carreira política, entretanto, não ficou restrita ao Legislativo estadual. Edgar Moury chegou a Brasília e exerceu dois mandatos como deputado federal, levando para a Câmara dos Deputados a experiência acumulada durante décadas de atuação na política pernambucana.
UMA VIDA POLÍTICA AO LADO DE JARBAS
Um dos capítulos mais marcantes da trajetória de Edgar Moury foi a parceria política construída com o ex-governador e ex-senador Jarbas Vasconcelos.
Os dois estiveram juntos durante o período de oposição ao regime militar e na mobilização pela redemocratização. A parceria atravessou campanhas eleitorais e chegou à administração pública, consolidando uma relação política que marcou uma geração do MDB pernambucano.
Durante os governos de Jarbas Vasconcelos em Pernambuco, Edgar Moury ocupou a Secretaria da Casa Civil, uma das posições mais estratégicas da administração estadual, responsável por uma parte importante da articulação política e institucional do governo.
Antes e depois da passagem pelo Governo de Pernambuco, também exerceu outras funções na administração pública, mantendo presença constante nos bastidores da política estadual.
DA POLÍTICA PERNAMBUCANA A BRASÍLIA
Depois de deixar a Secretaria da Casa Civil ao final do segundo governo de Jarbas, Edgar Moury voltou às urnas e foi eleito deputado federal.
Na Câmara dos Deputados, representou Pernambuco e integrou comissões parlamentares, mantendo uma atuação ligada aos temas da administração pública, trabalho, educação e questões institucionais.
Sua história política também teve momentos de divergências e disputas internas dentro do MDB. Em 2023, uma biografia que Edgar preparava para publicação chegou a ser mencionada pelo Jornal do Commercio, com relatos sobre episódios e conflitos que viveu ao longo de sua trajetória partidária.
UMA DESPEDIDA NA CASA ONDE FEZ HISTÓRIA
O corpo de Edgar Moury está sendo velado nesta quarta-feira na Assembleia Legislativa de Pernambuco, justamente uma das instituições que fizeram parte de sua história política.
A despedida acontece na Casa onde exerceu quatro mandatos e chegou à Presidência em exercício. A cerimônia segue até a manhã desta quinta-feira (1º), quando está prevista a cremação.
A Alepe destacou, em nota de pesar, a atuação de Edgar na defesa da democracia, sua dedicação à vida pública e a parceria com Jarbas Vasconcelos durante o processo de redemocratização.
A governadora Raquel Lyra também lamentou a morte e destacou as contribuições deixadas pelo ex-parlamentar para Pernambuco.
Edgar Moury deixa duas filhas, Carolina e Andréa, além de uma história construída entre os plenários, os gabinetes e os bastidores da política pernambucana.
A morte encerra uma trajetória. O legado, porém, permanece registrado na história política de Pernambuco.
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“Governar é fazer escolhas. Comigo no governo, bet nunca teve vez. A verdade é essa. Eu fui delegada da Polícia Federal e sei que bet favorece lavagem de dinheiro e cristaliza o crime organizado no Brasil, e eu sou contra. Eu quero lançar o Programa Acolhimento Digital para que a gente possa aproximar psiquiatras e psicólogos de pessoas que ficaram viciadas em jogos e perderam tudo na sua vida”, disse Raquel.
A governadora ressaltou o investimento histórico na segurança pública na sua gestão, que herdou do governo Paulo Câmara, que teve como chefe de gabinete o candidato ao governo pelo PSB, João Campos, o abandono da área. Citando a sua trajetória política, Raquel destacou a diferença de condução da segurança na sua gestão na comparação com o período em que o socialista foi prefeito do Recife. “Eu fui prefeita de Caruaru e assumi também a minha responsabilidade sobre segurança pública. Naquela ocasião, Paulo Câmara, o seu primeiro empregador, era governador e você o chefe de gabinete dele. Em 2018, Caruaru foi a terceira cidade mais violenta do Brasil. Reduzi pela metade os homicídios e crimes contra os patrimônio. Vocês não conseguiram fazer um concurso para Guarda Municipal. E olhe que eu converso com eles nas ruas”, apontou a candidata à reeleição.
Raquel ressaltou que o Estado está batendo recorde de combate ao crime organizado no seu governo após receber como legado da gestão anterior “a pior segurança pública que Pernambuco já viu”. “Governar exige experiência e maturidade. Pernambuco está combatendo o crime de verdade, combatendo facção criminosa, batendo recorde de combate ao crime organizado. Os agentes dividiam colete à prova de balas, carro quebrado, não tinha internet, computador, delegacia fechada por falta de efetivo. Por que vocês abandonaram a segurança pública em Pernambuco?”, questionou a governadora.
Raquel destacou a compra de armamentos, sistemas de inteligência e outros equipamentos que estão dando melhores condições às forças policiais combaterem o crime no Estado. “Eu não estou aqui pelo cargo, eu não estou aqui pelo poder, eu estou aqui para fazer entrega. A gente trabalhou muito na segurança pública e estamos investindo R$ 300 milhões. Compramos pistola, fuzil, helicóptero, avião, drone, sistemas de inteligência que a Polícia Federal usa. Estamos construindo R$ 300 milhões em equipamentos, 25 delegacias, batalhões de polícia em Barreiros, Bezerros, Camaragibe, em Petrolina, em Caruaru. É a diferença entre o abandono e quem cuida de verdade”, realçou Raquel.
Durante o debate, Raquel reafirmou que o governo não faz conta do voto para investir nos municípios pernambucanos. “A diferença do nosso governo, é que é um governo próximo e presente. Em São Benedito do Sul, estamos construindo 144 casas, em um local onde as pessoas perdiam tudo, agora podem viver em um lugar seguro. Em Cortês, fizemos uma obra linda de encosta. É uma cidade pequena, mas não fazemos conta direta para troca do voto. A troca miúda da conta do voto o povo não aguenta mais, por isso que eu coloquei R$ 60 milhões em uma cidade pequena como Cortês”, lembrou a governadora.
Foto: Janaína Pepeu
NO DEBATE DA TV GLOBO, RAQUEL MOSTRA QUE É MAIS PREPARADA, REFORÇA ENTREGAS E APRESENTA PROPOSTA PARA ACOLHER VÍTIMAS DAS BETS
“Governar é fazer escolhas. Comigo no governo, bet nunca teve vez. A verdade é essa. Eu fui delegada da Polícia Federal e sei que bet favorece lavagem de dinheiro e cristaliza o crime organizado no Brasil, e eu sou contra. Eu quero lançar o Programa Acolhimento Digital para que a gente possa aproximar psiquiatras e psicólogos de pessoas que ficaram viciadas em jogos e perderam tudo na sua vida”, disse Raquel.
A governadora ressaltou o investimento histórico na segurança pública na sua gestão, que herdou do governo Paulo Câmara, que teve como chefe de gabinete o candidato ao governo pelo PSB, João Campos, o abandono da área. Citando a sua trajetória política, Raquel destacou a diferença de condução da segurança na sua gestão na comparação com o período em que o socialista foi prefeito do Recife. “Eu fui prefeita de Caruaru e assumi também a minha responsabilidade sobre segurança pública. Naquela ocasião, Paulo Câmara, o seu primeiro empregador, era governador e você o chefe de gabinete dele. Em 2018, Caruaru foi a terceira cidade mais violenta do Brasil. Reduzi pela metade os homicídios e crimes contra os patrimônio. Vocês não conseguiram fazer um concurso para Guarda Municipal. E olhe que eu converso com eles nas ruas”, apontou a candidata à reeleição.
Raquel ressaltou que o Estado está batendo recorde de combate ao crime organizado no seu governo após receber como legado da gestão anterior “a pior segurança pública que Pernambuco já viu”. “Governar exige experiência e maturidade. Pernambuco está combatendo o crime de verdade, combatendo facção criminosa, batendo recorde de combate ao crime organizado. Os agentes dividiam colete à prova de balas, carro quebrado, não tinha internet, computador, delegacia fechada por falta de efetivo. Por que vocês abandonaram a segurança pública em Pernambuco?”, questionou a governadora.
Raquel destacou a compra de armamentos, sistemas de inteligência e outros equipamentos que estão dando melhores condições às forças policiais combaterem o crime no Estado. “Eu não estou aqui pelo cargo, eu não estou aqui pelo poder, eu estou aqui para fazer entrega. A gente trabalhou muito na segurança pública e estamos investindo R$ 300 milhões. Compramos pistola, fuzil, helicóptero, avião, drone, sistemas de inteligência que a Polícia Federal usa. Estamos construindo R$ 300 milhões em equipamentos, 25 delegacias, batalhões de polícia em Barreiros, Bezerros, Camaragibe, em Petrolina, em Caruaru. É a diferença entre o abandono e quem cuida de verdade”, realçou Raquel.
Durante o debate, Raquel reafirmou que o governo não faz conta do voto para investir nos municípios pernambucanos. “A diferença do nosso governo, é que é um governo próximo e presente. Em São Benedito do Sul, estamos construindo 144 casas, em um local onde as pessoas perdiam tudo, agora podem viver em um lugar seguro. Em Cortês, fizemos uma obra linda de encosta. É uma cidade pequena, mas não fazemos conta direta para troca do voto. A troca miúda da conta do voto o povo não aguenta mais, por isso que eu coloquei R$ 60 milhões em uma cidade pequena como Cortês”, lembrou a governadora.
Foto: Janaína Pepeu