domingo, 11 de outubro de 2026
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sábado, 10 de outubro de 2026
REFORMA NO GOVERNO RAQUEL LYRA PODE ABRIR ESPAÇO NA ALEPE PARA MARCONI SANTANA, REGINA DA SAÚDE, CLAUDIANO MARTINS FILHO E DORIEL BARROS
Uma eventual mudança no secretariado pode mexer no tabuleiro político de Pernambuco, contemplar partidos aliados e devolver mandatos a nomes que aguardam na suplência.
A expectativa por uma possível reforma no secretariado da governadora Raquel Lyra (PSD) começa a movimentar os bastidores da política pernambucana. Mais do que uma simples mudança administrativa, uma eventual reorganização da equipe pode produzir efeitos diretos na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), abrindo caminho para a chegada de suplentes e fortalecendo a relação do Palácio do Campo das Princesas com os partidos que integram a base governista.
Entre os nomes que acompanham de perto esse cenário estão Marconi Santana, Regina da Saúde, Claudiano Martins Filho e Doriel Barros. Os quatro podem ser beneficiados caso deputados estaduais de suas respectivas legendas sejam convidados para ocupar cargos no primeiro escalão do governo.
No PSD, partido da própria governadora, o ex-prefeito de Flores, Marconi Santana, aparece como um dos interessados em uma possível movimentação. Primeiro suplente da legenda, ele poderá conquistar uma cadeira na Alepe caso um parlamentar do partido seja convocado para integrar o secretariado estadual.
No Podemos, a expectativa recai sobre Regina da Saúde, que também poderá ser beneficiada por uma eventual abertura de vaga. Já no PP, Claudiano Martins Filho surge como nome diretamente interessado em uma possível recomposição da bancada, enquanto, na Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PV e PCdoB, Doriel Barros poderá voltar ao Legislativo estadual se houver a convocação de um deputado da federação para o governo.
O cenário, entretanto, depende das decisões de Raquel Lyra. Até o momento, não há definição oficial sobre quais secretarias poderão passar por mudanças nem sobre eventuais convites a deputados estaduais.
A discussão também carrega um componente político importante. No primeiro mandato, Raquel Lyra adotou uma postura mais restritiva em relação à presença de deputados estaduais no secretariado. Uma eventual mudança de estratégia poderia sinalizar uma nova fase de articulação com os partidos aliados, ampliando a participação das legendas na administração estadual.
Em política, a composição do secretariado vai muito além da escolha de nomes para comandar pastas. Cada indicação pode representar espaço, influência e capacidade de articulação dentro do governo. Ao mesmo tempo, a convocação de um deputado para o Executivo pode alterar o equilíbrio das forças na Alepe e permitir que suplentes assumam mandatos.
Por enquanto, o que existe é expectativa, movimentação nos bastidores e muita atenção às próximas decisões do governo. Se a reforma sair do papel e contemplar parlamentares da base, os efeitos poderão alcançar tanto o secretariado quanto a composição da Assembleia.
Em Pernambuco, portanto, a reforma que ainda está no campo das possibilidades já desperta interesse entre aqueles que aguardam uma oportunidade de chegar ao plenário da Alepe. E, como costuma acontecer nos bastidores do poder, uma mudança de cadeira no governo pode significar uma nova cadeira no Legislativo.
PERNAMBUCO MANTÉM LIDERANÇA NO NORDESTE E TEM 2º MAIOR CRESCIMENTO INDUSTRIAL DO BRASIL
Produção industrial pernambucana cresceu 13,9% de janeiro a agosto, enquanto o avanço nacional foi de 0,8%
Pernambuco mantém a liderança da indústria no Nordeste e registra o segundo maior crescimento industrial do Brasil em 2026. A produção industrial do Estado avançou 13,9% entre janeiro e agosto, na comparação com o mesmo período de 2025, enquanto a média nacional foi de 0,8%.
O resultado coloca Pernambuco atrás apenas do Espírito Santo, que registrou crescimento de 17,7% entre janeiro e agosto. O desempenho pernambucano também se destaca no cenário regional: o Estado foi o único do Nordeste a apresentar alta no acumulado do ano, enquanto Ceará, Bahia, Maranhão e Rio Grande do Norte registraram retração.
Na indústria de transformação, que reúne as atividades fabris, o desempenho é ainda mais expressivo. Pernambuco apresentou 13,9% de crescimento no acumulado do ano, o maior resultado do país. O Estado lidera esse indicador nacional em todos os meses de 2026. No acumulado de 12 meses, a produção industrial pernambucana registra alta de 10%, segundo maior resultado do Brasil e o único positivo entre os estados nordestinos pesquisados.
Para a secretária de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, Danielle Jar Souto, os números reforçam a força da atividade industrial no Estado.”Pernambuco vem mostrando a força e a capacidade de sua indústria, mesmo diante de um cenário nacional desafiador. Liderar o crescimento da indústria de transformação e manter o melhor desempenho do Nordeste demonstra que estamos criando um ambiente cada vez mais favorável à produção, aos investimentos e à geração de oportunidades”, disse.
Na comparação entre agosto e julho, a produção industrial pernambucana recuou 2,5%, acompanhando um movimento de perda de ritmo registrado em parte do país. Dez dos 15 locais pesquisados pelo IBGE apresentaram queda nessa comparação. Ainda assim, Pernambuco mantém um dos melhores desempenhos do país no acumulado de 2026.
REFINARIA - Entre os segmentos que contribuíram para o resultado está a fabricação de derivados de petróleo e biocombustíveis, que cresceu 5,6% em agosto na comparação com julho. A atividade acumula alta de 74% no ano. No mês, a Refinaria Abreu e Lima registrou recordes de processamento e de produção de gás de cozinha, coque e nafta.
A indústria também teve participação importante na geração de empregos. Segundo o Novo Caged, o setor criou 3.296 empregos formais em Pernambuco em agosto, o equivalente a 24,5% do saldo de empregos do Estado no mês.
FOTOS: Allan Torres/SDEC
DE OLHO NO SEGUNDO TURNO, PT REÚNE DEZ PARTIDOS EM PERNAMBUCO E PREPARA OFENSIVA PARA AMPLIAR VOTOS DE LULA
Reunião no Recife definiu coordenação, calendário de mobilização e estratégia de convencimento do eleitorado; aliados apostam no trabalho de rua para fortalecer a candidatura do presidente.
A campanha do presidente Lula entrou em uma nova fase de articulação em Pernambuco. Na manhã desta sexta-feira (9), lideranças de dez partidos se reuniram na sede estadual do PT, no bairro de Santo Amaro, no Recife, para organizar as estratégias do segundo turno e traçar um plano de mobilização para ampliar a votação do petista no estado.
O encontro reuniu o presidente estadual do PT e deputado federal reeleito Carlos Veras, o senador Humberto Costa, também reeleito, e a senadora Teresa Leitão. A reunião teve como principal encaminhamento a definição de uma coordenação ampliada e de um calendário de atividades para integrar as legendas e intensificar a busca por votos nos municípios pernambucanos.
Além do PT, participaram representantes do PCdoB, PV, PSB, Republicanos, PDT, MDB, Rede Sustentabilidade, PSOL e Cidadania. A composição demonstra o esforço da campanha para manter unificado o campo de apoio a Lula e transformar a articulação partidária em mobilização efetiva junto ao eleitorado.
À frente da coordenação-geral da campanha no estado, Carlos Veras adotou um discurso de disposição para o enfrentamento eleitoral. O dirigente afirmou que os partidos estão mobilizados para intensificar o diálogo com a população e tentar conquistar novos apoios. A estratégia, segundo ele, é trabalhar voto a voto, com presença nas ruas e participação das lideranças políticas.
Humberto Costa reforçou que o segundo turno exige atuação conjunta, alinhamento de discurso e presença nos territórios. O senador defendeu uma campanha com ações coordenadas, visitas domiciliares e mobilização nos bairros e municípios, numa tentativa de alcançar eleitores que ainda não definiram sua posição ou que podem rever o voto.
Teresa Leitão, por sua vez, destacou a ampliação das alianças e a definição de uma agenda comum. Para a senadora, o desafio agora é convencer tanto quem deixou de votar no primeiro turno quanto aqueles que podem mudar de escolha na nova etapa da disputa.
A presença do Republicanos também foi destacada durante a reunião. Representando a legenda, Carlos Costa defendeu a união de forças em torno da democracia e da continuidade das políticas públicas do governo federal. Ele avaliou que o desempenho de Lula em Pernambuco no primeiro turno oferece espaço para tentar ampliar a votação no estado.
Já Alice Gabino, representante da Rede Sustentabilidade, chamou atenção para a necessidade de atuar nos territórios que registraram maior abstenção. A proposta é investir no contato direto com a população, por meio de ações porta a porta e iniciativas de mobilização local.
A agenda de articulação política continua nesta sexta-feira, com uma plenária marcada para as 18h. O encontro deverá dar sequência à organização das atividades e ao esforço de transformar o apoio das legendas em uma campanha mais presente nas ruas.
Em Pernambuco, onde Lula já conta com uma base eleitoral expressiva, a missão dos aliados é consolidar essa vantagem e buscar novos votos. Com dez partidos reunidos em torno da candidatura, a campanha aposta na força da articulação política, no trabalho territorial e na capacidade de diálogo para chegar à reta decisiva do segundo turno.