segunda-feira, 12 de outubro de 2026

"SE EU PUDESSE, PEDIRIA VOTO", DIZ BISPO EVANGÉLICO DURANTE EVENTO COM FLÁVIO BOLSONARO

O candidato Flávio Bolsonaro (PL) e o governador eleito Douglas Ruas (PL) participaram da festa de centenário das Assembleias de Deus do Ministério de Madureira, neste sábado (10), no Maracanãzinho. Sentados no palco principal, eles ouviram o Bispo Samuel Ferreira, presidente da Convenção Nacional das Assembleias de Deus no Brasil (Conamad) declarar apoio à candidatura bolsonarista.

Após um longo discurso com diversas referências a Jair Bolsonaro e votos de "saudades" do ex presidente e de seu mandato próximo à Igreja Evangélica, Samuel Ferreira pediu para o público repetir por 10 vezes a frase "irmão vota em irmão". Em seguida, ele passou a se referir diretamente a Flávio Bolsonaro.

"Se a mídia aqui presente disser que eu estou pedindo voto, está completamente equivocada. Eu só estou dizendo que irmão vota em irmão. Se eu pudesse pedir voto, eu pediria. Mas eu não gosto de pedir voto aqui, porque vão falar que pedi voto. Mas, se eu pudesse, eu pediria", afirmou Ferreira, em discurso

PT DE PERNAMBUCO APOSTA NAS REDES SOCIAIS PARA REELEGER LULA E DISPARA CONTRA FLÁVIO BOLSONARO

Com Teresa Leitão, Humberto Costa e Carlos Veras na linha de frente, petistas cobram mobilização digital, conversa olho no olho e presença nas ruas para tentar virar o jogo no segundo turno

O PT de Pernambuco colocou a militância em campo e definiu uma das principais estratégias para o segundo turno presidencial: intensificar a atuação nas redes sociais para fortalecer a campanha de Lula e tentar derrotar Flávio Bolsonaro (PL), chamado de “basculho” por lideranças petistas durante a mobilização.

A orientação foi repassada na noite da última sexta-feira (9), durante reunião no comitê que funcionará como quartel-general da campanha de Lula em Pernambuco. O encontro reuniu dirigentes, parlamentares e representantes de partidos aliados, num movimento para organizar a militância nas duas semanas decisivas da disputa.

A senadora Teresa Leitão, líder do governo no Senado, reforçou a orientação da coordenação nacional e convocou os apoiadores a buscar votos por todos os meios possíveis. Redes sociais, visitas de porta em porta, reuniões e panfletagem foram citadas como ferramentas para ampliar o alcance da campanha.

A mensagem foi direta: a militância precisa agir com disposição e espírito de vitória, sem transformar a participação em obrigação. O desafio é convencer eleitores, recuperar votos e alcançar também quem não compareceu às urnas no primeiro turno.

O senador Humberto Costa seguiu a mesma linha e destacou que a campanha precisará apostar no boca a boca e na mobilização digital, diante das limitações de recursos para grandes operações presenciais. Para ele, compartilhar conteúdos, vídeos e materiais produzidos por redes de apoiadores pode ajudar o PT a ampliar sua mensagem e enfrentar a campanha adversária no ambiente virtual.

Entre as iniciativas mencionadas estão o chamado Exército de Janones e a rede Pode Espalhar, apontados como estruturas que podem contribuir para a circulação de conteúdos favoráveis ao presidente.

O presidente estadual do PT, deputado Carlos Veras, também cobrou engajamento nas plataformas digitais. A orientação é multiplicar publicações sobre as ações do governo Lula, divulgar propostas e reforçar a campanha nacional, sem abandonar o contato direto com os eleitores.

A movimentação mostra que os petistas pernambucanos tratam o segundo turno como uma disputa que será travada tanto nas ruas quanto nas telas dos celulares. A aposta é transformar a militância em uma rede de divulgação e convencimento, capaz de alcançar eleitores para além dos atos políticos tradicionais.

Além de Teresa Leitão, Humberto Costa e Carlos Veras, participaram da reunião o prefeito do Recife, Victor Marques (PCdoB), o ex-candidato ao Governo de Pernambuco Ivan Moraes (PSOL), deputadas eleitas e Silvio Costa, representando o Republicanos.

Com a campanha entrando em sua reta decisiva, o PT tenta transformar presença digital em voto e mobilização em resultado eleitoral. A grande questão é se o esforço nas redes sociais e nas ruas será suficiente para conquistar os eleitores que ainda estão indecisos ou afastados da disputa.

PAPA LEÃO XIV ANUNCIA CIRURGIA PARA RETIRADA DE NÓDULO NO PULMÃO; PROCEDIMENTO DEVE OCORRER NOS PRÓXIMOS DIAS

O papa Leão XIV, de 71 anos, anunciou neste domingo (11) que será submetido a uma cirurgia para retirar um nódulo localizado no pulmão. Segundo o pontífice, a alteração foi identificada em estágio muito inicial, e os médicos recomendaram a intervenção para a retirada do tecido.

O anúncio foi feito após a oração do Ângelus, na Praça de São Pedro, no Vaticano. O líder da Igreja Católica afirmou que decidiu seguir a orientação da equipe médica e que o procedimento já está programado para os próximos dias.

De acordo com informações divulgadas por um porta-voz do Vaticano, a cirurgia deverá acontecer no início da próxima semana, no hospital Gemelli, em Roma. A previsão é que o pontífice permaneça internado por aproximadamente uma semana.

O nódulo foi identificado durante uma avaliação médica recente e, conforme as informações divulgadas, está bem localizado e em estágio inicial. Ainda não foram apresentados detalhes adicionais sobre a natureza da alteração pulmonar.

O hospital Gemelli é uma das principais referências médicas para os pontífices e ficou conhecido por receber o papa João Paulo II durante diferentes períodos de internação.

A situação também chama atenção para a agenda internacional de Leão XIV. O papa tem uma viagem prevista para novembro, com visitas ao Uruguai, à Argentina e ao Peru. Até o momento, não há informações de que o procedimento cirúrgico tenha provocado alterações nesse planejamento.

A expectativa agora é pela recuperação do pontífice e por novas informações oficiais do Vaticano sobre sua evolução clínica e a manutenção dos compromissos previstos para as próximas semanas.

Blog do Edney — A notícia verdade.

domingo, 11 de outubro de 2026

LULA ACIONA O TSE CONTRA A META POR SUPOSTA QUEDA DE ALCANCE NAS REDES SOCIAIS

Coligação do presidente questiona distribuição de publicações, denuncia possível favorecimento político e cobra tratamento igualitário no segundo turno

A disputa presidencial de 2026 ganhou mais um capítulo no campo de batalha das redes sociais. A coligação Brasil Pronto Pra Mais, que apoia a chapa Lula-Alckmin, acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra a Meta, empresa responsável pelo Instagram e pelo Facebook, alegando uma suposta redução no alcance de publicações favoráveis ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva ou críticas ao senador Flávio Bolsonaro.

A representação foi apresentada em meio à intensificação da disputa pelo segundo turno e reúne questionamentos sobre o funcionamento das plataformas digitais e a circulação de conteúdos políticos durante a campanha.

Segundo a coligação, usuários vêm relatando quedas expressivas e até o zeramento das interações em publicações com posicionamento favorável a Lula. Para o grupo político, uma eventual restrição injustificada na distribuição desses conteúdos pode comprometer a igualdade de condições entre os candidatos.

A chapa pede que o TSE determine à Meta a adoção de critérios isonômicos na distribuição das publicações, sem prejuízo aos conteúdos ligados ao campo político do presidente.

Mas a ofensiva judicial não para por aí. A coligação também apresentou questionamentos sobre um suposto esquema de remuneração de usuários com criptomoedas para divulgar propaganda favorável a Flávio Bolsonaro, além da circulação de vídeos editados ou produzidos com inteligência artificial e de conteúdos apontados como desinformativos.

As acusações ainda precisam ser analisadas pela Justiça Eleitoral, e a alegação de redução de alcance não significa, por si só, que tenha ocorrido interferência deliberada da plataforma na disputa.

O episódio coloca novamente as gigantes da tecnologia no centro do debate eleitoral. Com a campanha presidencial entrando em sua fase decisiva, o alcance das publicações, os critérios dos algoritmos e a responsabilidade das plataformas passam a integrar a disputa política e jurídica.

A questão que chega ao TSE é delicada: até que ponto uma eventual mudança na distribuição de conteúdo pode afetar o equilíbrio eleitoral? Caberá à Justiça Eleitoral examinar os argumentos apresentados e avaliar se existem elementos que justifiquem medidas contra a plataforma.

No segundo turno de 2026, a batalha não está apenas nas ruas, nos palanques e na propaganda oficial. Também está nos algoritmos, nas telas dos celulares e nos tribunais.

DA POPULARIDADE NAS RUAS À DERROTA NAS URNAS: SÉRGIO MENEGUELLI NÃO CONSEGUE CHEGAR AO SENADO

Fenômeno das redes sociais, ex-prefeito de Colatina e deputado estadual mais votado do Espírito Santo em 2022, Meneguelli termina a disputa de 2026 em quinto lugar, com 301.897 votos.

A política tem dessas ironias: ser conhecido, conquistar admiradores e mobilizar seguidores não significa, necessariamente, transformar popularidade em votos suficientes para vencer uma eleição. Sérgio Meneguelli, do PSD, acaba de experimentar essa realidade nas urnas do Espírito Santo. Depois de construir uma trajetória marcada pela identificação com a população e por uma forte presença nas redes sociais, ele tentou chegar ao Senado Federal, mas terminou a disputa sem mandato na Câmara Alta.

No dia 4 de outubro, Meneguelli recebeu 301.897 votos, equivalentes a 7,49% dos votos válidos, e ficou em quinto lugar na disputa pelas duas vagas ao Senado reservadas ao Espírito Santo. Renato Casagrande (PSB), com 995.361 votos, e Evair de Melo (Republicanos), com 982.978, conquistaram as cadeiras. 

DE COLATINA PARA O CENÁRIO ESTADUAL

Natural de Colatina, no Espírito Santo, Sérgio Meneguelli construiu sua carreira política principalmente na cidade onde iniciou sua vida pública. Foi vereador por diferentes legislaturas e, em 2016, chegou à Prefeitura de Colatina, eleito com 19.689 votos.

Durante sua passagem pela administração municipal, ganhou projeção nacional com uma imagem de político popular, próximo do cotidiano da cidade e disposto a participar pessoalmente de atividades de manutenção e conservação dos espaços públicos. Fotografias e vídeos desse estilo de atuação ajudaram a ampliar sua presença nas redes sociais, transformando um prefeito do interior capixaba em personagem conhecido fora de seu estado.

Meneguelli decidiu não disputar a reeleição municipal em 2020. Mesmo sem ocupar a Prefeitura, continuou presente no debate público e manteve sua visibilidade digital, um capital político que seria decisivo nos passos seguintes de sua carreira.

A EXPLOSÃO ELEITORAL DE 2022

A consagração nas urnas veio em 2022. Depois de uma tentativa anterior de chegar à Assembleia Legislativa, em 2014, quando recebeu 17.637 votos, Meneguelli foi eleito deputado estadual com 138.523 votos, alcançando a maior votação para o cargo naquele pleito no Espírito Santo.

O resultado consolidou sua força eleitoral e reforçou a percepção de que sua popularidade poderia ultrapassar os limites de Colatina. A votação expressiva também colocou seu nome entre as figuras políticas capixabas com projeção para disputas de maior alcance. 

O SENADO E O TAMANHO DO DESAFIO

Em 2026, Meneguelli decidiu disputar uma das duas vagas ao Senado. A eleição, porém, apresentou uma realidade diferente daquela que havia enfrentado na disputa proporcional de 2022.

Na corrida pelo Senado, o eleitorado capixaba escolheu dois candidatos entre nomes de diferentes partidos e trajetórias políticas. Meneguelli terminou com 301.897 votos, número superior ao que havia obtido na eleição anterior, mas insuficiente para conquistar uma das cadeiras. É importante considerar que os resultados de 2022 e 2026 correspondem a cargos e disputas diferentes, com dinâmicas eleitorais próprias. 

A derrota deixa uma questão política no ar: até que ponto a popularidade construída nas redes sociais consegue se converter em apoio eleitoral para uma disputa majoritária estadual? O resultado não apaga a trajetória de Meneguelli, mas mostra que notoriedade pública e vitória nas urnas são coisas distintas.

E AGORA?

O resultado de 2026 abre um novo capítulo na trajetória do ex-prefeito e deputado estadual. Sua carreira já registrou derrotas e vitórias, desde as primeiras tentativas eleitorais até a expressiva votação de 2022. Agora, a candidatura ao Senado termina sem a conquista do mandato.

Sérgio Meneguelli continua sendo uma figura conhecida da política capixaba, mas a eleição mostrou que sua popularidade não foi suficiente para levá-lo ao Senado. Na política, a história não é escrita apenas pelos aplausos, pelos seguidores ou pela repercussão dos vídeos. No fim, é a contagem dos votos que define quem conquista o mandato.

JANJÃO REFORÇA VÍNCULOS COM JOÃO ALFREDO E DIZ: “JÁ ME SINTO UM FILHO DESTA TERRA”

O deputado estadual eleito Janjão (PSD) começa a transformar os votos recebidos em João Alfredo em compromisso político. Durante a celebração dos 91 anos de emancipação do município, realizada neste sábado (10), o parlamentar fez questão de demonstrar proximidade com a população e garantiu que estará presente na vida da cidade.

A declaração aconteceu durante a Missa em Ação de Graças celebrada na Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, pelo padre Antonio Lucena. Ao falar sobre sua relação com o município, Janjão deixou uma mensagem que vai além da participação na solenidade: “Já me sinto um filho desta terra”.

“Eu, mesmo tendo chegado agora há pouco em João Alfredo, já me sinto um filho desta terra, primeiramente, por tudo que João Alfredo já fez em minha vida. Mas tenham certeza que, mais do que já fez, eu me coloco desde já à disposição para estar junto de todos vocês”, afirmou.

A presença de Janjão na celebração também teve peso político. O deputado eleito esteve acompanhado de lideranças que integram seu grupo de apoio no município, entre elas a ex-prefeita Maria Sebastiana, a ex-candidata a prefeita Vânia de Oim e vereadores locais.

Nas urnas de 4 de outubro, Janjão conquistou 4.162 votos em João Alfredo, resultado que o colocou como o segundo candidato mais votado para a Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) no município. Agora, o desafio é transformar esse desempenho eleitoral em presença, articulação e trabalho em favor da população.

Nas redes sociais, o parlamentar eleito também destacou a participação na celebração religiosa, desejando bênçãos às famílias joãoalfredenses e desenvolvimento para a cidade.

GIRO PELO AGRESTE

A agenda do sábado também teve parada na zona rural de Bom Jardim, no distrito de Umari. Por lá, Janjão visitou amigos, acompanhou de perto a produção de uma tradicional casa de farinha, provou beiju e conversou com moradores da comunidade.

Entre a celebração religiosa em João Alfredo e a visita à zona rural de Bom Jardim, Janjão segue ampliando o contato com as comunidades que fizeram parte de sua caminhada eleitoral. Com o mandato ainda por começar, a expectativa agora é que a proximidade demonstrada durante a campanha se converta em ações concretas para o Agreste pernambucano.

DATA TRENDS: FLÁVIO BOLSONARO ABRE 6,2 PONTOS DE VANTAGEM SOBRE LULA NO SEGUNDO TURNO

Pesquisa aponta senador com 53,1% dos votos válidos contra 46,9% do presidente; levantamento também mostra que 53% dos entrevistados desaprovam o governo petista.

A corrida pelo Palácio do Planalto ganhou novos números e acendeu o sinal de alerta no campo governista. Pesquisa nacional do Instituto DataTrends, realizada entre os dias 7 e 9 de outubro, coloca o senador Flávio Bolsonaro (PL) à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa pelo segundo turno das eleições presidenciais.

De acordo com o levantamento, Flávio soma 53,1% dos votos válidos, contra 46,9% de Lula, uma diferença de 6,2 pontos percentuais. No cenário que considera também os votos brancos, nulos e os eleitores indecisos, o senador aparece com 50% das intenções de voto, enquanto o petista registra 44%. Outros 5% afirmam que pretendem votar em branco ou anular o voto, e 1% não soube responder.

O resultado coloca Flávio em posição favorável na fotografia eleitoral apresentada pelo instituto, mas a disputa ainda exige atenção, especialmente diante da margem de erro de 2,19 pontos percentuais.

NORDESTE SEGUE COMO PRINCIPAL TRINCHEIRA DE LULA

O mapa regional mostra que Lula mantém sua principal força eleitoral no Nordeste. Na região, o presidente aparece com 67% das intenções de voto, contra 29% de Flávio Bolsonaro.

Nas demais regiões pesquisadas, o senador do PL lidera. No Sul, marca 60%, contra 34% de Lula. No Centro-Oeste, alcança 64%, enquanto o presidente registra 26%. No Sudeste, maior colégio eleitoral do país, Flávio aparece com 57%, contra 36% do petista. Já no Norte, o placar é de 51% a 40% para o candidato do PL.

O cenário evidencia uma disputa marcada por diferenças regionais expressivas, com Lula sustentado principalmente pelo eleitorado nordestino e Flávio apresentando vantagem nas outras quatro regiões.

JOVENS E ELEITORES COM ENSINO SUPERIOR

O levantamento também revela diferenças importantes entre os segmentos do eleitorado. Flávio Bolsonaro apresenta seu melhor resultado entre os jovens de 16 a 24 anos, com 60,2% das intenções de voto, contra 30,9% de Lula.

Entre os entrevistados com ensino superior, o senador registra 60%, enquanto o presidente aparece com 30,4%. Por outro lado, Lula mantém vantagem entre os eleitores com 60 anos ou mais, segmento no qual alcança 51%, contra 43,2% de Flávio. O petista também lidera entre os entrevistados com escolaridade até o ensino fundamental.

DESAPROVAÇÃO DO GOVERNO PRESSIONA O PLANALTO

Além da intenção de voto, a pesquisa traz um indicador que pesa no debate eleitoral: a avaliação da administração federal.

Segundo o DataTrends, 53% dos entrevistados desaprovam o governo Lula, enquanto 45% aprovam. Outros 2% não souberam ou não responderam.

Na avaliação qualitativa, 39% classificam a gestão como ruim ou péssima, enquanto 32% consideram o governo ótimo ou bom. Outros 28% avaliam a administração como regular.

O Nordeste volta a aparecer como a região mais favorável ao presidente, com 71% de aprovação e 28% de desaprovação. No sentido contrário, a desaprovação chega a 68% no Centro-Oeste, 66% no Sul, 61% no Sudeste e 59% no Norte.

Os números reforçam o tamanho do desafio eleitoral de Lula: preservar sua vantagem no Nordeste e, ao mesmo tempo, tentar reduzir a distância nas regiões onde Flávio Bolsonaro aparece à frente.

OS NÚMEROS DA PESQUISA

O Instituto DataTrends entrevistou 2.000 eleitores em todo o Brasil, entre os dias 7 e 9 de outubro de 2026, por meio de entrevistas telefônicas automatizadas. A margem de erro é de 2,19 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-03576/2026.

A pesquisa retrata o cenário eleitoral no período das entrevistas. A vantagem de Flávio Bolsonaro e os índices de desaprovação de Lula colocam pressão sobre o campo governista, mas o resultado das urnas dependerá da mobilização das campanhas e do comportamento dos eleitores até o dia da votação.

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UFPB ACIONA A POLÍCIA FEDERAL APÓS ENCONTRAR PICHACÕES NAZISTAS EM BANHEIROS DA UNIVERSIDADE

Símbolos de suásticas e a palavra “nazi” foram encontrados em dois centros de ensino da instituição, em João Pessoa. Reitoria repudiou o episódio e cobrou apuração.

A intolerância voltou a deixar marcas dentro de uma universidade federal. A Universidade Federal da Paraíba (UFPB) acionou a Polícia Federal após identificar pichações com símbolos nazistas em banheiros de dois centros de ensino, em João Pessoa. Os registros foram encontrados na sexta-feira (9), nos Centros de Ciências da Saúde (CCS) e de Ciências Exatas e da Natureza (CCEN).

As pichações continham suásticas pintadas nas cores branca e vermelha, além da palavra “nazi”. O episódio provocou reação da reitoria, que divulgou uma nota de repúdio e reafirmou o compromisso da instituição com a diversidade, o respeito e a convivência democrática no ambiente acadêmico.

O caso ocorreu no mesmo dia em que estudantes da universidade realizaram uma manifestação em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Até o momento, porém, não há confirmação de qualquer ligação entre o ato político e as pichações. Qualquer associação entre os episódios, sem provas, seria precipitada.

A universidade destacou que a suástica está historicamente associada ao nazismo, regime responsável pela perseguição e pelo assassinato de milhões de pessoas, incluindo judeus e integrantes de outros grupos perseguidos. A instituição também ressaltou que a divulgação de símbolos nazistas pode configurar crime no Brasil, conforme as circunstâncias e os termos da Lei nº 7.716/1989.

Em sua manifestação, a reitoria reforçou que nenhum integrante da comunidade acadêmica deve ser alvo de ameaças ou discriminação por causa de sua fé, cor, orientação ou identidade. A universidade informou que adotará as providências necessárias para que os fatos sejam apurados.

Agora, a expectativa é que a investigação identifique os responsáveis e esclareça as circunstâncias do episódio. Em um espaço dedicado ao conhecimento, à ciência e à formação cidadã, manifestações de ódio e intolerância não podem ser tratadas como simples rabiscos nas paredes.

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