domingo, 11 de outubro de 2026

LULA ACIONA O TSE CONTRA A META POR SUPOSTA QUEDA DE ALCANCE NAS REDES SOCIAIS

Coligação do presidente questiona distribuição de publicações, denuncia possível favorecimento político e cobra tratamento igualitário no segundo turno

A disputa presidencial de 2026 ganhou mais um capítulo no campo de batalha das redes sociais. A coligação Brasil Pronto Pra Mais, que apoia a chapa Lula-Alckmin, acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra a Meta, empresa responsável pelo Instagram e pelo Facebook, alegando uma suposta redução no alcance de publicações favoráveis ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva ou críticas ao senador Flávio Bolsonaro.

A representação foi apresentada em meio à intensificação da disputa pelo segundo turno e reúne questionamentos sobre o funcionamento das plataformas digitais e a circulação de conteúdos políticos durante a campanha.

Segundo a coligação, usuários vêm relatando quedas expressivas e até o zeramento das interações em publicações com posicionamento favorável a Lula. Para o grupo político, uma eventual restrição injustificada na distribuição desses conteúdos pode comprometer a igualdade de condições entre os candidatos.

A chapa pede que o TSE determine à Meta a adoção de critérios isonômicos na distribuição das publicações, sem prejuízo aos conteúdos ligados ao campo político do presidente.

Mas a ofensiva judicial não para por aí. A coligação também apresentou questionamentos sobre um suposto esquema de remuneração de usuários com criptomoedas para divulgar propaganda favorável a Flávio Bolsonaro, além da circulação de vídeos editados ou produzidos com inteligência artificial e de conteúdos apontados como desinformativos.

As acusações ainda precisam ser analisadas pela Justiça Eleitoral, e a alegação de redução de alcance não significa, por si só, que tenha ocorrido interferência deliberada da plataforma na disputa.

O episódio coloca novamente as gigantes da tecnologia no centro do debate eleitoral. Com a campanha presidencial entrando em sua fase decisiva, o alcance das publicações, os critérios dos algoritmos e a responsabilidade das plataformas passam a integrar a disputa política e jurídica.

A questão que chega ao TSE é delicada: até que ponto uma eventual mudança na distribuição de conteúdo pode afetar o equilíbrio eleitoral? Caberá à Justiça Eleitoral examinar os argumentos apresentados e avaliar se existem elementos que justifiquem medidas contra a plataforma.

No segundo turno de 2026, a batalha não está apenas nas ruas, nos palanques e na propaganda oficial. Também está nos algoritmos, nas telas dos celulares e nos tribunais.

DA POPULARIDADE NAS RUAS À DERROTA NAS URNAS: SÉRGIO MENEGUELLI NÃO CONSEGUE CHEGAR AO SENADO

Fenômeno das redes sociais, ex-prefeito de Colatina e deputado estadual mais votado do Espírito Santo em 2022, Meneguelli termina a disputa de 2026 em quinto lugar, com 301.897 votos.

A política tem dessas ironias: ser conhecido, conquistar admiradores e mobilizar seguidores não significa, necessariamente, transformar popularidade em votos suficientes para vencer uma eleição. Sérgio Meneguelli, do PSD, acaba de experimentar essa realidade nas urnas do Espírito Santo. Depois de construir uma trajetória marcada pela identificação com a população e por uma forte presença nas redes sociais, ele tentou chegar ao Senado Federal, mas terminou a disputa sem mandato na Câmara Alta.

No dia 4 de outubro, Meneguelli recebeu 301.897 votos, equivalentes a 7,49% dos votos válidos, e ficou em quinto lugar na disputa pelas duas vagas ao Senado reservadas ao Espírito Santo. Renato Casagrande (PSB), com 995.361 votos, e Evair de Melo (Republicanos), com 982.978, conquistaram as cadeiras. 

DE COLATINA PARA O CENÁRIO ESTADUAL

Natural de Colatina, no Espírito Santo, Sérgio Meneguelli construiu sua carreira política principalmente na cidade onde iniciou sua vida pública. Foi vereador por diferentes legislaturas e, em 2016, chegou à Prefeitura de Colatina, eleito com 19.689 votos.

Durante sua passagem pela administração municipal, ganhou projeção nacional com uma imagem de político popular, próximo do cotidiano da cidade e disposto a participar pessoalmente de atividades de manutenção e conservação dos espaços públicos. Fotografias e vídeos desse estilo de atuação ajudaram a ampliar sua presença nas redes sociais, transformando um prefeito do interior capixaba em personagem conhecido fora de seu estado.

Meneguelli decidiu não disputar a reeleição municipal em 2020. Mesmo sem ocupar a Prefeitura, continuou presente no debate público e manteve sua visibilidade digital, um capital político que seria decisivo nos passos seguintes de sua carreira.

A EXPLOSÃO ELEITORAL DE 2022

A consagração nas urnas veio em 2022. Depois de uma tentativa anterior de chegar à Assembleia Legislativa, em 2014, quando recebeu 17.637 votos, Meneguelli foi eleito deputado estadual com 138.523 votos, alcançando a maior votação para o cargo naquele pleito no Espírito Santo.

O resultado consolidou sua força eleitoral e reforçou a percepção de que sua popularidade poderia ultrapassar os limites de Colatina. A votação expressiva também colocou seu nome entre as figuras políticas capixabas com projeção para disputas de maior alcance. 

O SENADO E O TAMANHO DO DESAFIO

Em 2026, Meneguelli decidiu disputar uma das duas vagas ao Senado. A eleição, porém, apresentou uma realidade diferente daquela que havia enfrentado na disputa proporcional de 2022.

Na corrida pelo Senado, o eleitorado capixaba escolheu dois candidatos entre nomes de diferentes partidos e trajetórias políticas. Meneguelli terminou com 301.897 votos, número superior ao que havia obtido na eleição anterior, mas insuficiente para conquistar uma das cadeiras. É importante considerar que os resultados de 2022 e 2026 correspondem a cargos e disputas diferentes, com dinâmicas eleitorais próprias. 

A derrota deixa uma questão política no ar: até que ponto a popularidade construída nas redes sociais consegue se converter em apoio eleitoral para uma disputa majoritária estadual? O resultado não apaga a trajetória de Meneguelli, mas mostra que notoriedade pública e vitória nas urnas são coisas distintas.

E AGORA?

O resultado de 2026 abre um novo capítulo na trajetória do ex-prefeito e deputado estadual. Sua carreira já registrou derrotas e vitórias, desde as primeiras tentativas eleitorais até a expressiva votação de 2022. Agora, a candidatura ao Senado termina sem a conquista do mandato.

Sérgio Meneguelli continua sendo uma figura conhecida da política capixaba, mas a eleição mostrou que sua popularidade não foi suficiente para levá-lo ao Senado. Na política, a história não é escrita apenas pelos aplausos, pelos seguidores ou pela repercussão dos vídeos. No fim, é a contagem dos votos que define quem conquista o mandato.

JANJÃO REFORÇA VÍNCULOS COM JOÃO ALFREDO E DIZ: “JÁ ME SINTO UM FILHO DESTA TERRA”

O deputado estadual eleito Janjão (PSD) começa a transformar os votos recebidos em João Alfredo em compromisso político. Durante a celebração dos 91 anos de emancipação do município, realizada neste sábado (10), o parlamentar fez questão de demonstrar proximidade com a população e garantiu que estará presente na vida da cidade.

A declaração aconteceu durante a Missa em Ação de Graças celebrada na Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, pelo padre Antonio Lucena. Ao falar sobre sua relação com o município, Janjão deixou uma mensagem que vai além da participação na solenidade: “Já me sinto um filho desta terra”.

“Eu, mesmo tendo chegado agora há pouco em João Alfredo, já me sinto um filho desta terra, primeiramente, por tudo que João Alfredo já fez em minha vida. Mas tenham certeza que, mais do que já fez, eu me coloco desde já à disposição para estar junto de todos vocês”, afirmou.

A presença de Janjão na celebração também teve peso político. O deputado eleito esteve acompanhado de lideranças que integram seu grupo de apoio no município, entre elas a ex-prefeita Maria Sebastiana, a ex-candidata a prefeita Vânia de Oim e vereadores locais.

Nas urnas de 4 de outubro, Janjão conquistou 4.162 votos em João Alfredo, resultado que o colocou como o segundo candidato mais votado para a Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) no município. Agora, o desafio é transformar esse desempenho eleitoral em presença, articulação e trabalho em favor da população.

Nas redes sociais, o parlamentar eleito também destacou a participação na celebração religiosa, desejando bênçãos às famílias joãoalfredenses e desenvolvimento para a cidade.

GIRO PELO AGRESTE

A agenda do sábado também teve parada na zona rural de Bom Jardim, no distrito de Umari. Por lá, Janjão visitou amigos, acompanhou de perto a produção de uma tradicional casa de farinha, provou beiju e conversou com moradores da comunidade.

Entre a celebração religiosa em João Alfredo e a visita à zona rural de Bom Jardim, Janjão segue ampliando o contato com as comunidades que fizeram parte de sua caminhada eleitoral. Com o mandato ainda por começar, a expectativa agora é que a proximidade demonstrada durante a campanha se converta em ações concretas para o Agreste pernambucano.

DATA TRENDS: FLÁVIO BOLSONARO ABRE 6,2 PONTOS DE VANTAGEM SOBRE LULA NO SEGUNDO TURNO

Pesquisa aponta senador com 53,1% dos votos válidos contra 46,9% do presidente; levantamento também mostra que 53% dos entrevistados desaprovam o governo petista.

A corrida pelo Palácio do Planalto ganhou novos números e acendeu o sinal de alerta no campo governista. Pesquisa nacional do Instituto DataTrends, realizada entre os dias 7 e 9 de outubro, coloca o senador Flávio Bolsonaro (PL) à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa pelo segundo turno das eleições presidenciais.

De acordo com o levantamento, Flávio soma 53,1% dos votos válidos, contra 46,9% de Lula, uma diferença de 6,2 pontos percentuais. No cenário que considera também os votos brancos, nulos e os eleitores indecisos, o senador aparece com 50% das intenções de voto, enquanto o petista registra 44%. Outros 5% afirmam que pretendem votar em branco ou anular o voto, e 1% não soube responder.

O resultado coloca Flávio em posição favorável na fotografia eleitoral apresentada pelo instituto, mas a disputa ainda exige atenção, especialmente diante da margem de erro de 2,19 pontos percentuais.

NORDESTE SEGUE COMO PRINCIPAL TRINCHEIRA DE LULA

O mapa regional mostra que Lula mantém sua principal força eleitoral no Nordeste. Na região, o presidente aparece com 67% das intenções de voto, contra 29% de Flávio Bolsonaro.

Nas demais regiões pesquisadas, o senador do PL lidera. No Sul, marca 60%, contra 34% de Lula. No Centro-Oeste, alcança 64%, enquanto o presidente registra 26%. No Sudeste, maior colégio eleitoral do país, Flávio aparece com 57%, contra 36% do petista. Já no Norte, o placar é de 51% a 40% para o candidato do PL.

O cenário evidencia uma disputa marcada por diferenças regionais expressivas, com Lula sustentado principalmente pelo eleitorado nordestino e Flávio apresentando vantagem nas outras quatro regiões.

JOVENS E ELEITORES COM ENSINO SUPERIOR

O levantamento também revela diferenças importantes entre os segmentos do eleitorado. Flávio Bolsonaro apresenta seu melhor resultado entre os jovens de 16 a 24 anos, com 60,2% das intenções de voto, contra 30,9% de Lula.

Entre os entrevistados com ensino superior, o senador registra 60%, enquanto o presidente aparece com 30,4%. Por outro lado, Lula mantém vantagem entre os eleitores com 60 anos ou mais, segmento no qual alcança 51%, contra 43,2% de Flávio. O petista também lidera entre os entrevistados com escolaridade até o ensino fundamental.

DESAPROVAÇÃO DO GOVERNO PRESSIONA O PLANALTO

Além da intenção de voto, a pesquisa traz um indicador que pesa no debate eleitoral: a avaliação da administração federal.

Segundo o DataTrends, 53% dos entrevistados desaprovam o governo Lula, enquanto 45% aprovam. Outros 2% não souberam ou não responderam.

Na avaliação qualitativa, 39% classificam a gestão como ruim ou péssima, enquanto 32% consideram o governo ótimo ou bom. Outros 28% avaliam a administração como regular.

O Nordeste volta a aparecer como a região mais favorável ao presidente, com 71% de aprovação e 28% de desaprovação. No sentido contrário, a desaprovação chega a 68% no Centro-Oeste, 66% no Sul, 61% no Sudeste e 59% no Norte.

Os números reforçam o tamanho do desafio eleitoral de Lula: preservar sua vantagem no Nordeste e, ao mesmo tempo, tentar reduzir a distância nas regiões onde Flávio Bolsonaro aparece à frente.

OS NÚMEROS DA PESQUISA

O Instituto DataTrends entrevistou 2.000 eleitores em todo o Brasil, entre os dias 7 e 9 de outubro de 2026, por meio de entrevistas telefônicas automatizadas. A margem de erro é de 2,19 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-03576/2026.

A pesquisa retrata o cenário eleitoral no período das entrevistas. A vantagem de Flávio Bolsonaro e os índices de desaprovação de Lula colocam pressão sobre o campo governista, mas o resultado das urnas dependerá da mobilização das campanhas e do comportamento dos eleitores até o dia da votação.

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UFPB ACIONA A POLÍCIA FEDERAL APÓS ENCONTRAR PICHACÕES NAZISTAS EM BANHEIROS DA UNIVERSIDADE

Símbolos de suásticas e a palavra “nazi” foram encontrados em dois centros de ensino da instituição, em João Pessoa. Reitoria repudiou o episódio e cobrou apuração.

A intolerância voltou a deixar marcas dentro de uma universidade federal. A Universidade Federal da Paraíba (UFPB) acionou a Polícia Federal após identificar pichações com símbolos nazistas em banheiros de dois centros de ensino, em João Pessoa. Os registros foram encontrados na sexta-feira (9), nos Centros de Ciências da Saúde (CCS) e de Ciências Exatas e da Natureza (CCEN).

As pichações continham suásticas pintadas nas cores branca e vermelha, além da palavra “nazi”. O episódio provocou reação da reitoria, que divulgou uma nota de repúdio e reafirmou o compromisso da instituição com a diversidade, o respeito e a convivência democrática no ambiente acadêmico.

O caso ocorreu no mesmo dia em que estudantes da universidade realizaram uma manifestação em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Até o momento, porém, não há confirmação de qualquer ligação entre o ato político e as pichações. Qualquer associação entre os episódios, sem provas, seria precipitada.

A universidade destacou que a suástica está historicamente associada ao nazismo, regime responsável pela perseguição e pelo assassinato de milhões de pessoas, incluindo judeus e integrantes de outros grupos perseguidos. A instituição também ressaltou que a divulgação de símbolos nazistas pode configurar crime no Brasil, conforme as circunstâncias e os termos da Lei nº 7.716/1989.

Em sua manifestação, a reitoria reforçou que nenhum integrante da comunidade acadêmica deve ser alvo de ameaças ou discriminação por causa de sua fé, cor, orientação ou identidade. A universidade informou que adotará as providências necessárias para que os fatos sejam apurados.

Agora, a expectativa é que a investigação identifique os responsáveis e esclareça as circunstâncias do episódio. Em um espaço dedicado ao conhecimento, à ciência e à formação cidadã, manifestações de ódio e intolerância não podem ser tratadas como simples rabiscos nas paredes.

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GRUPO PORTO TRANSFORMA VITÓRIA NAS URNAS EM FESTA POPULAR E MOSTRA FORÇA POLÍTICA EM CANHOTINHO

Arrastão reuniu apoiadores para celebrar a reeleição de Álvaro Porto e a chegada de Gabriel Porto à Câmara Federal; grupo amplia espaço de atuação em Pernambuco.

A vitória nas urnas virou festa nas ruas de Canhotinho. Na noite deste sábado (10), o grupo político liderado pela família Porto promoveu um arrastão para comemorar dois resultados importantes nas eleições de 4 de outubro: a reeleição de Álvaro Porto (MDB) para a Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) e a eleição de Gabriel Porto (PSB) para a Câmara dos Deputados.

Sete dias depois do resultado eleitoral, apoiadores e correligionários tomaram as ruas do município, principal reduto político do grupo, em uma celebração marcada por música, mobilização popular e demonstrações de apoio aos dois parlamentares eleitos.

A caminhada começou na entrada da cidade e seguiu em direção ao centro. Durante o percurso, Álvaro e Gabriel subiram em um trio elétrico para agradecer à população pela confiança depositada nas urnas. O clima foi de comemoração, com a participação de lideranças políticas e representantes de municípios que integram a base eleitoral dos Porto.

Os números ajudam a dimensionar o peso eleitoral do grupo. Álvaro Porto garantiu seu quarto mandato na Alepe com 53.473 votos. Já Gabriel Porto, estreante na disputa eleitoral, conquistou 114.860 votos, resultado que lhe assegurou uma cadeira na Câmara Federal.

Com a nova configuração, o grupo passa a ter representação simultânea na Assembleia Legislativa e no Congresso Nacional, ampliando seus espaços de articulação política e sua capacidade de atuação em defesa das demandas do Agreste e de outras regiões pernambucanas.

A mobilização também contou com a presença da prefeita de Canhotinho, Sandra Paes, do ex-prefeito do município Felipe Porto e do ex-prefeito de Quipapá Alvinho Porto, além de prefeitos, ex-prefeitos e vereadores ligados ao grupo.

Mais do que uma comemoração eleitoral, o arrastão serviu para exibir a capacidade de mobilização dos Porto em sua principal base política e marcar o início de uma nova etapa para o grupo, agora com dois representantes em diferentes esferas do Poder Legislativo.

Blog do Edney — A notícia verdade.

Fotos: Alexandre Aroeira

WELLINGTON FREITAS SAI VITORIOSO EM SALOÁ, ENFRENTA A MÁQUINA DA PREFEITURA, O EX-PREFEITO E AINDA SUPERA O DEBANDADA DE ANTIGOS ALIADOS

Sem vereadores de mandato, sem a estrutura do poder municipal e sem parte dos que estiveram com ele na disputa pela Prefeitura, Wellington mostrou força nas urnas de 2026 e manteve seu nome no centro do jogo político de Saloá.

Na política, é fácil aparecer cercado de aliados quando o vento sopra a favor. Difícil é continuar na disputa quando as estruturas pesam contra, antigos companheiros tomam outros rumos e o adversário conta com a força da máquina pública. Foi nesse cenário que Wellington Freitas atravessou as eleições de 4 de outubro e saiu politicamente vitorioso em Saloá.

O líder da oposição enfrentou a estrutura da Prefeitura, comandada pelo prefeito Júnior de Rivaldo, a influência do ex-prefeito e um ambiente marcado pelo afastamento de figuras que haviam caminhado com ele na disputa municipal. Sem vereadores de mandato em seu grupo e sem a mesma engrenagem política dos adversários, Wellington precisou apostar na própria articulação, no diálogo com os eleitores e na capacidade de manter sua base mobilizada.

E conseguiu permanecer de pé.

A vitória de Wellington, nesse contexto, não se mede apenas pela votação de seus candidatos. Está também na capacidade de continuar disputando espaço político quando parte das condições que costumam sustentar uma campanha não estava ao seu alcance. Em uma cidade onde a força da Prefeitura e as alianças tradicionais têm peso considerável, manter uma candidatura competitiva e preservar presença no debate local tem significado político.

CONTRA A MÁQUINA, A OPOSIÇÃO NÃO SE ESCONDEU

Enquanto o grupo governista mobilizava sua estrutura em torno dos candidatos apoiados pela administração, Wellington trabalhou para fortalecer Gabriel Porto, na disputa para deputado federal, e Breno Araújo, para deputado estadual.

Os números divulgados sobre a votação dos dois candidatos apresentam divergências entre publicações e devem ser conferidos na totalização oficial. Ainda assim, o desempenho eleitoral do grupo colocou Wellington novamente no centro das discussões políticas de Saloá.

O detalhe que faz diferença é o contexto: não havia vereadores de mandato sustentando sua estrutura, e a composição política que o acompanhou na disputa pela Prefeitura não se repetiu integralmente. Wellington precisou enfrentar o cenário com menos aliados do que tivera anteriormente, enquanto os adversários contavam com suas próprias redes de articulação.

Não é pouca coisa permanecer na disputa quando parte do caminho fica pelo caminho.

O ABANDONO DE ANTIGOS ALIADOS NÃO APAGOU SUA PRESENÇA

Outro aspecto marcante foi a ausência de figuras que apoiaram Wellington na eleição municipal, mas que não mantiveram a mesma posição na disputa de 2026. Na política, as alianças mudam, os interesses se reorganizam e nem toda parceria sobrevive ao calendário eleitoral.

Wellington, porém, não deixou que essa mudança encerrasse sua participação no jogo. Precisou reorganizar forças, seguir com os apoios disponíveis e defender seu espaço sem depender da presença de todos aqueles que um dia estiveram ao seu lado.

A situação deixa uma reflexão incômoda para os bastidores: quem permanece ao lado de uma liderança quando ela não dispõe da estrutura do poder? Em Saloá, a eleição expôs que as alianças políticas são testadas justamente quando o cenário deixa de ser confortável.

A FORÇA DO GOVERNO NÃO ELIMINOU A OPOSIÇÃO

A presença da máquina municipal e a influência do ex-prefeito faziam parte do cenário enfrentado por Wellington. Mas a política não se resume à estrutura de quem governa. O eleitorado tem suas próprias escolhas, e nenhuma liderança pode reivindicar propriedade sobre os votos de uma cidade.

A votação para governador também mostrou um eleitorado dividido: João Campos recebeu 4.301 votos em Saloá, enquanto Raquel Lyra obteve 4.157, conforme os resultados divulgados para o município. O dado demonstra que a disputa estadual teve dinâmica própria e que o apoio de lideranças locais não determina automaticamente o comportamento de todos os eleitores.

É nesse ambiente que Wellington preservou sua posição política. Seu resultado não representa uma vitória numérica sobre o grupo governista, mas pode ser compreendido como uma vitória política diante das dificuldades que marcaram sua campanha.

2028 COMEÇA A SER DISCUTIDO, MAS A HISTÓRIA AINDA ESTÁ SENDO ESCRITA

A próxima eleição municipal ainda está distante, e os números de 2026 não autorizam previsões definitivas. O que eles fazem é alimentar o debate sobre a capacidade de cada grupo de conservar aliados, conquistar novos apoios e transformar votos em organização política.

Wellington terá de ampliar sua base, reconstruir pontes e manter presença junto à população. O grupo governista, por sua vez, precisará preservar sua sustentação e mostrar que a força administrativa se converte em apoio político consistente.

Mas uma coisa não pode ser ignorada: Wellington enfrentou a máquina da Prefeitura, a influência do ex-prefeito e a ausência de antigos aliados sem abandonar a disputa. Em vez de desaparecer do cenário, manteve seu nome em evidência e demonstrou que a oposição continua tendo espaço em Saloá.

A vitória de Wellington Freitas foi a de quem enfrentou um cenário adverso, não se entregou às dificuldades e saiu das urnas preservando sua força política. Em uma eleição na qual estrutura, alianças e poder pesam tanto, permanecer de pé e continuar disputando o futuro do município também tem significado.

Em Saloá, alguns contavam com a força da máquina. Outros talvez esperassem que as ausências enfraquecessem Wellington. O resultado mostrou que sua trajetória política não terminou em 4 de outubro. Agora, o desafio é transformar essa vitória política em novas articulações, presença permanente e capacidade de diálogo com a população.

JANJÃO SAI DAS URNAS COM 67.479 VOTOS, FORTALECE LIDERANÇA NO AGRESTE E DEFENDE UNIÃO POLÍTICA POR GRANDES PROJETOS REGIONAIS

Por Blog do Edney
O deputado estadual eleito Janjão (PSD) saiu das urnas com uma votação expressiva de 67.479 votos e já começa a sinalizar os caminhos que pretende seguir na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). Com experiência de dois mandatos à frente da Prefeitura de Bom Jardim, o parlamentar eleito defende que a força conquistada nas urnas seja transformada em ações concretas para o desenvolvimento do Agreste pernambucano.

Em entrevista concedida aos comunicadores Alan Lucena e César Nascimento, na Rádio Integração FM, em Surubim, Janjão fez um balanço do resultado eleitoral, destacou a dimensão de sua votação e apresentou uma mensagem que vai além dos números: a necessidade de união entre as lideranças políticas da região para tirar do papel projetos considerados estratégicos para a população.

A votação consolidou Janjão entre os nomes de destaque da nova composição da Assembleia Legislativa. Com 67.479 votos, ele alcançou a 16ª maior votação entre os 49 deputados estaduais eleitos em Pernambuco, resultado que amplia seu espaço político e cria expectativas em torno de sua atuação parlamentar.

Sua principal base eleitoral foi o Agreste Setentrional, responsável por mais de 41 mil votos. O deputado eleito recebeu votos em 163 municípios pernambucanos, além de um voto em Fernando de Noronha, demonstrando o alcance de sua candidatura para além de sua principal área de atuação política.

Em Bom Jardim, município que administrou por dois mandatos, Janjão obteve 12.754 votos. Também foi majoritário em Frei Miguelinho, com 2.844 votos; Orobó, com 4.041; Ribeirão, com 2.768; e Vertente do Lério, com 2.352 votos.

Outros resultados expressivos foram registrados em Surubim, onde recebeu 5.360 votos, João Alfredo, com 4.162, e Limoeiro, com 3.519 votos. Os números reforçam a presença eleitoral do parlamentar eleito em diferentes municípios e apontam para uma atuação regional como uma das marcas de seu futuro mandato.

UNIÃO POLÍTICA PARA TRANSFORMAR VOTOS EM CONQUISTAS

Um dos principais recados de Janjão durante a entrevista foi direcionado às lideranças políticas que participaram da disputa eleitoral. Para ele, encerrada a campanha, é hora de superar as diferenças e construir uma agenda comum em defesa do Agreste.

“Terminada a campanha, é momento da gente se unir. Quem votou com a gente, o palanque desarma, e agora começa a construção”, afirmou.

A declaração sinaliza a intenção de estabelecer um diálogo com prefeitos, vereadores, deputados e demais representantes políticos, independentemente das divergências que marcaram a eleição. A proposta é reunir forças em torno de reivindicações capazes de beneficiar um conjunto maior de municípios.

Entre as prioridades citadas por Janjão estão a viabilização de um Hospital do Câncer, a implantação de um campus universitário, a criação de um centro de atendimento para crianças autistas e a duplicação da PE-90, no trecho entre Limoeiro e Toritama.

São pautas que envolvem áreas essenciais, como saúde, educação, inclusão e infraestrutura, e que dependem de articulação institucional, planejamento e mobilização política para avançar.

“Como é importante este mandato e a união das forças políticas que foram eleitas pela nossa região para que a gente possa viabilizar o Hospital do Câncer, um campus universitário, um centro para crianças autistas, a duplicação da PE-90 de Limoeiro até Toritama. Prestem atenção no que estou falando: chegou o momento da grande união em prol do nosso Agreste”, declarou.

MANDATO ALÉM DAS FRONTEIRAS DE BOM JARDIM

A nova etapa representa também um desafio para Janjão: ampliar para todo o estado a experiência política construída em Bom Jardim. O parlamentar eleito deixou claro que pretende levar sua atuação para além dos limites do município onde consolidou sua trajetória.

“Vamos levar nosso trabalho transformador para além das fronteiras de Bom Jardim”, afirmou.

A declaração coloca o desenvolvimento regional no centro de seu discurso e indica que o mandato deverá buscar interlocução com diferentes municípios, especialmente aqueles que contribuíram para o resultado eleitoral.

A entrevista contou com a presença dos prefeitos Arsênio Medeiros, de Bom Jardim; Lindonaldo da Farinha, de Frei Miguelinho; e Dr. Histenio Sales, de Vertente do Lério, todos do PSD. A participação dos gestores deu à conversa um caráter regional, em sintonia com a proposta de articulação defendida por Janjão.

O DESAFIO AGORA É FAZER ACONTECER

Com 67.479 votos, Janjão chega à Assembleia Legislativa respaldado por uma votação significativa e por uma base eleitoral espalhada pelo Agreste e por outras regiões de Pernambuco. O resultado representa capital político, mas também amplia a responsabilidade diante das expectativas criadas durante a campanha.

A defesa de uma agenda conjunta pode abrir caminhos para aproximar municípios, fortalecer reivindicações e buscar investimentos para demandas históricas da região. O desafio será transformar o discurso de união em articulação efetiva, com projetos, recursos e resultados concretos para a população.

Para o Agreste, a mensagem deixada pelo deputado estadual eleito é clara: a disputa eleitoral terminou, mas a cobrança por desenvolvimento continua. Agora, a expectativa é que a força das urnas se converta em trabalho, presença política e conquistas para os municípios pernambucanos.