quinta-feira, 22 de outubro de 2026
SISAR ABRE SELEÇÃO SIMPLIFICADA PARA TRÊS VAGAS DE TRABALHO NO SERTÃO DO MOXOTÓ
JANJÃO VAI A CUPIRA AGRADECER OS VOTOS E REFORÇA COMPROMISSO COM O AGRESTE
A visita tem um significado especial neste momento de transição entre a campanha e o início da preparação para o mandato. Janjão conquistou 67.479 votos em Pernambuco, resultado que ampliou sua presença política para além de Bom Jardim, município onde construiu sua trajetória como prefeito por dois mandatos. O deputado eleito recebeu votos em 163 municípios pernambucanos e também em Fernando de Noronha, segundo levantamento divulgado após o pleito.
Em Cupira, Janjão obteve 391 votos, de acordo com os dados da apuração eleitoral de 2026. Embora não seja um de seus principais redutos eleitorais, a votação representa a confiança de eleitores que apostaram em seu nome para representar Pernambuco na Alepe.
AGRADECER E TRANSFORMAR VOTO EM TRABALHO
A agenda de agradecimentos também faz parte de um movimento de aproximação com municípios onde Janjão construiu apoios durante a campanha. A proposta, agora, é manter o diálogo com lideranças políticas e com a população, ouvindo demandas e buscando caminhos para que as reivindicações do interior tenham espaço no debate estadual.
Com a posse prevista para 2027, o desafio será transformar a votação conquistada em atuação parlamentar, articulando investimentos e ações que atendam às necessidades dos municípios pernambucanos.
Janjão chega à nova etapa política com uma votação distribuída por diferentes regiões do Estado. A passagem por Cupira reforça a importância de manter abertas as portas com as cidades que participaram de sua caminhada eleitoral.
A campanha terminou, mas a relação com o eleitor precisa continuar. É justamente nesse contato, longe dos palanques e perto das comunidades, que começa a ser construída a expectativa em torno do novo mandato.
PSB E PDT FECHAM COM HUGO MOTTA E REFORÇAM ARTICULAÇÃO NO CENTRO POLÍTICO
João Campos lidera movimento de apoio à reeleição do presidente da Câmara dos Deputados, que reafirma alinhamento com Lula no segundo turno
A articulação política em Brasília ganhou um novo capítulo nesta quarta-feira (21). O PSB e o PDT anunciaram apoio à reeleição do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), em uma movimentação que busca consolidar uma maioria parlamentar identificada com o chamado centro democrático.
O encontro aconteceu na sede nacional do PSB e contou com a participação do presidente nacional da legenda socialista, João Campos, que destacou o papel de Motta em um momento considerado desafiador para a política brasileira.
Na avaliação de João Campos, a permanência de Hugo Motta no comando da Câmara é importante para garantir estabilidade institucional e evitar iniciativas que, segundo ele, representem ameaças à democracia.
O dirigente socialista afirmou que a união entre PSB, PDT e outras forças políticas pretende fortalecer uma maioria capaz de conter movimentos de caráter autoritário e ampliar o diálogo dentro do Parlamento.
Representando o PDT, o deputado federal Dorinaldo Malafaia, do Amapá, também defendeu a decisão. Para o parlamentar, o apoio à recondução de Motta representa uma mensagem política à sociedade e aos demais integrantes do Congresso Nacional.
Ao agradecer a adesão das duas siglas, Hugo Motta ressaltou a trajetória histórica do PSB e do PDT e reconheceu a contribuição dos parlamentares dos partidos para o debate nacional.
HUGO MOTTA REAFIRMA APOIO A LULA
Outro ponto que chamou a atenção durante o encontro foi o posicionamento de Hugo Motta na disputa presidencial. O presidente da Câmara reafirmou seu apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) neste segundo turno, mantendo a posição que, segundo ele, assumiu desde o início da campanha.
Motta também destacou que o Republicanos, partido ao qual é filiado, adotou uma orientação diferente da sua posição pessoal ao optar pelo apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL).
Ao justificar sua postura, o deputado afirmou que sempre procurou agir de acordo com suas convicções políticas e declarou considerar que Lula e o vice-presidente Geraldo Alckmin representam o melhor caminho para o país.
JOÃO CAMPOS AMPLIA SUA PRESENÇA NACIONAL
A movimentação também coloca João Campos em evidência no cenário político nacional. À frente do PSB, o ex-prefeito do Recife passa a atuar diretamente nas articulações que envolvem a composição de forças no Congresso e os rumos da política brasileira.
O apoio a Hugo Motta mostra que, para além da disputa presidencial, os partidos já trabalham na construção de alianças capazes de influenciar a próxima configuração de poder em Brasília.
Nos bastidores, a reeleição do presidente da Câmara é uma pauta estratégica. O comando da Casa tem peso decisivo na definição da agenda legislativa, na tramitação de projetos e no equilíbrio entre as diferentes forças políticas.
A posição de PSB e PDT, portanto, vai além de uma declaração de apoio: representa uma tentativa de consolidar alianças e fortalecer espaços de diálogo em um Congresso marcado por interesses diversos.
Por Edney Souto | Blog do Edney
NA LUPA 🔎: VICTOR MARQUES MOSTRA FORÇA, SAMUEL SALAZAR SOBE DE PATAMAR E JOÃO CAMPOS MANTÉM SEU GRUPO NO COMANDO
Eleição quase unânime para a Câmara do Recife revela a força da articulação governista, coloca o MDB em posição estratégica e abre um novo capítulo na política da capital pernambucana.
Na política, ninguém chega ao topo de uma estrutura de poder por acaso. Por trás de uma eleição tranquila, quase sempre existe muita conversa, negociação e, principalmente, cálculo político. A escolha de Samuel Salazar (MDB) para presidir a Câmara Municipal do Recife é um desses casos em que o resultado da votação conta apenas uma parte da história. A outra está nos bastidores.
O primeiro recado é direto: Victor Marques (PCdoB) passou por um importante teste político e mostrou capacidade de articulação. Recém-chegado ao comando da Prefeitura, o gestor conseguiu construir uma composição favorável para a eleição da Mesa Diretora, colocando dois nomes de sua confiança nos principais postos da estrutura legislativa: Samuel Salazar na Presidência e Marco Aurélio Filho (PV) na Primeira Secretaria.
Não é pouca coisa para quem assumiu a Prefeitura depois da saída de João Campos (PSB). Victor precisava mostrar que não seria apenas o sucessor administrativo do antecessor, mas também alguém capaz de conduzir sua própria relação com os vereadores. Pelo resultado da eleição, começou mandando um recado de força.
SALAZAR DEIXA DE SER ARTICULADOR PARA VIRAR PROTAGONISTA
Samuel Salazar construiu sua trajetória política dentro do governo municipal. Durante seis anos, foi uma das principais vozes da gestão na Câmara, defendendo as pautas do Executivo e ajudando a organizar a base governista. A experiência atravessou a administração de João Campos e chegou ao governo de Victor Marques.
Agora, o jogo muda. Salazar deixa de ser o homem encarregado de defender o prefeito no plenário para assumir a responsabilidade de conduzir os trabalhos da Casa de José Mariano. É uma subida de patamar que aumenta sua visibilidade e também sua responsabilidade.
Como presidente, terá de demonstrar capacidade de diálogo não apenas com os aliados, mas também com a oposição. A Câmara não pode ser tratada como extensão da Prefeitura, por mais afinidade que exista entre os integrantes da Mesa e o Executivo.
Salazar afirmou que pretende aproximar ainda mais o Legislativo da população. A promessa é boa, mas será na prática que a sociedade poderá avaliar se a nova Presidência vai além dos acordos políticos e consegue entregar uma Câmara mais acessível, transparente e conectada com os problemas do Recife.
VICTOR MARQUES GANHA FÔLEGO
A eleição também funciona como uma espécie de teste de resistência para Victor Marques. O prefeito precisava demonstrar que a mudança no comando da cidade não provocaria uma disputa pelo controle da base política construída pelo PSB ao longo dos últimos anos.
Ao emplacar aliados nos principais postos da Mesa, Victor mostra que conseguiu preservar a engrenagem política do governo. E isso tem valor num momento em que cada movimento começa a ser observado com atenção de olho nas próximas disputas eleitorais.
A pergunta que fica é: Victor conseguirá transformar essa unidade eleitoral em apoio permanente aos projetos da Prefeitura? Uma coisa é reunir votos para escolher a Mesa Diretora. Outra, bem diferente, é manter vereadores unidos quando chegarem as matérias mais difíceis, as cobranças por obras e serviços e a disputa pela distribuição de espaços políticos.
A prova de verdade começa agora.
O MDB ENTRA NO CENTRO DO TABULEIRO
A eleição de Samuel Salazar também fortalece o MDB no cenário político recifense. O partido passa a comandar uma das principais instituições municipais e ganha espaço numa estrutura em que a capacidade de articulação vale tanto quanto o tamanho das bancadas.
Salazar, entretanto, não chega à Presidência como um nome de oposição ao grupo governista. Sua trajetória mostra justamente o contrário: é um aliado que conhece por dentro a máquina política da Prefeitura e mantém interlocução com João Campos e Victor Marques.
O MDB ganha visibilidade, mas o principal beneficiário imediato da composição é o campo governista. A legenda passa a ocupar uma posição de destaque dentro de uma articulação que mantém o grupo político do PSB com influência decisiva sobre o Legislativo.
MARCO AURÉLIO FICA COM UMA DAS CHAVES DA CASA
Na Primeira Secretaria, Marco Aurélio Filho terá uma missão que exige muito mais do que habilidade política. O posto ocupa espaço importante na engrenagem administrativa da Câmara, com responsabilidades previstas nas normas internas da Casa.
A gestão administrativa, o acompanhamento dos recursos e os procedimentos ligados ao funcionamento do Legislativo exigem organização e transparência. A mudança da sede da Câmara também aparece entre os desafios que precisarão de atenção.
Marco Aurélio já passou pela equipe de secretários da Prefeitura e tem proximidade política com o grupo de João Campos e Victor Marques. Sua escolha reforça a confiança do prefeito na nova composição, mas também coloca sobre seus ombros a responsabilidade de demonstrar eficiência na administração de uma estrutura pública que precisa funcionar com clareza e controle.
Na política, confiança abre portas. Competência é o que mantém as portas abertas.
A MESA TEM PERFIL GOVERNISTA
A nova composição reúne Samuel Salazar na Presidência; Ana Lúcia, na Primeira Vice-Presidência; Hélio Guabiraba, na Segunda Vice-Presidência; Fred Ferreira, na Terceira Vice-Presidência; Marco Aurélio Filho, na Primeira Secretaria; Gilberto Alves, na Segunda Secretaria; e Carlos Muniz, na Terceira Secretaria. Natália de Menudo e Chico Kiko ficam nas suplências.
O desenho é majoritariamente alinhado ao governo municipal. Fred Ferreira, do PL, representa uma presença de outro campo partidário dentro da composição.
A ampla votação demonstra que houve espaço para entendimento. Mas unidade não significa ausência de divergências. Os próximos meses mostrarão se a Mesa conseguirá administrar os interesses de diferentes partidos sem comprometer a autonomia do Legislativo.
E JOÃO CAMPOS, SAIU DE CENA?
Nem de longe. João Campos deixou a Prefeitura para disputar o Governo de Pernambuco, mas sua influência política no Recife continua presente. Samuel Salazar e Marco Aurélio Filho são nomes que participaram da construção da gestão socialista e mantêm relações de confiança com o grupo.
Isso não significa que Victor Marques seja apenas uma figura decorativa. Ao contrário: o resultado da eleição pode ser lido como um sinal de que o atual prefeito começa a consolidar sua própria capacidade de comando, ainda que dentro de uma estrutura política construída anteriormente por João.
O desafio será equilibrar essas duas realidades: preservar a unidade do grupo e, ao mesmo tempo, permitir que Victor imprima sua marca na Prefeitura.
NA LUPA
Samuel Salazar conquistou a Presidência da Câmara. Marco Aurélio Filho assumiu um posto estratégico na administração da Casa. O MDB ganhou protagonismo e Victor Marques demonstrou força na articulação política.
Mas a eleição também deixa uma lição: o poder não se mede apenas pela quantidade de votos obtidos numa disputa interna. Mede-se pela capacidade de governar, negociar, entregar resultados e sustentar alianças quando os interesses começam a entrar em choque.
Por enquanto, Victor Marques sai fortalecido, João Campos mantém seu grupo em posição privilegiada e Samuel Salazar recebe a oportunidade de deixar de ser apenas um importante articulador para se tornar uma das principais figuras da política recifense.
Na política, o placar de hoje é importante. O que se faz com a vitória é o que realmente define o jogo.
Edney Souto | Blog do Edney