quinta-feira, 26 de julho de 2018

Candidato ao governo de Pernambuco quer militarizar escolas no estado

O pré-candidato Luiz Meira é aliado de Bolsonaro e tem o lema "cadeia ou cova para bandidos"

Foto: Divulgação

Após mais de 30 anos de tropa, onde adquiriu fama de "linha dura" depois de aplicar uma gravata em um estudante durante um protesto em 2005 no Recife, o coronel aposentado da Polícia Militar de Pernambuco Luiz Meira fará sua primeira campanha majoritária concorrendo ao governo de Pernambuco pelo PRP nas eleições 2018 com o mote "cadeia ou cova para bandidos".

Meira, que tem como mentor o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) tem como proposta para melhorar a educação e segurança pública no Estado a militarização de escolas em áreas consideradas de risco.

"Com o apoio do governo, teremos guardas municipais fazendo a patrulha escolar e palestras. Também vamos ensinar o Hino Nacional e rever a grade curricular do Estado, quem manda é o governo, por isso, vamos colocar a disciplina de moral e cívica" afirmou o coronel aposentado, que tentou uma vaga na Assembleia Legislativa pelo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) em 2014, sem sucesso.

Sobre a imagem que lhe rendeu fama, Meira diz que fez seu trabalho. "É uma foto icônica mesmo, mas o fato é que não agredi aquele rapaz, apenas fiz o meu trabalho de imobilizar uma pessoa maior do que eu. Naquele ano, inclusive, não temos o registro de nenhum estudante agredido, nem ele que fez exame (de corpo delito) no IML, ou algum morto, porque nós agimos", disse.

Hoje pré-candidato, o coronel aposentado mantém o tom belicoso no discurso. "Temos que separar o marginalizado, aquele que pratica pequenos furtos ou a mulher que transporta drogas, esses têm que ser ressocializados. O assassino, estuprador ou assaltante de banco tem que ser preso e se atirar na polícia vamos revidar", afirmou.

Crítico do Pacto pela Vida, programa de segurança pública instituído em 2007 pelo então governador Eduardo Campos, Meira diz que o projeto já nasceu condenado ao fracasso. "Foi concebido dentro da universidade por pessoas que não entendem nada do operacional", afirmou. No ano passado, Pernambuco registrou o recorde de 5.427 de assassinatos.

Suas propostas para reduzir os índices de violência do Estado são a equiparação salarial entre policiais civis e militares, a descentralização das ações "tirando da Secretaria de Defesa Social e devolvendo a autonomia aos comandos" e a instituição de um plano de carreira para os agentes de segurança com entrada única e formação mínima de dois anos. 

Apesar de defender a presença forte do Estado em áreas como segurança, educação e saúde, Meira diz que é defensor da bandeira do Estado mínimo, como Bolsonaro. Ele propõe a redução de secretarias e corte de cargos comissionados e afirmou que, se eleito, um de seus primeiros atos será a construção do "Centro Administrativo de Pernambuco" no entorno da Arena de Pernambuco.

O estádio foi construído para a Copa das Confederações 2013 e Copa do Mundo 2014 e é alvo de investigação da Polícia Federal por suspeitas de superfaturamento e desvio de dinheiro.

O pré-candidato diz que os recursos para viabilizar a construção do centro sairão dos aluguéis de imóveis públicos e da venda do Parque de Exposição de Animais do Cordeiro. A área de 12 hectares na zona oeste da capital é alvo antigo da especulação imobiliária que já envolveu até mesmo a construção de um shopping.

"Com o dinheiro da venda do Parque do Cordeiro vamos colocar todas as secretarias e órgãos do governo na Arena de Pernambuco com hospital para o servidor e escola de referência. O palácio (do Campo das Princesas, atual sede do Poder Executivo) vai servir de museu e local para algumas solenidades. Com essa medida, vamos reduzir os custos, levar desenvolvimento para região oeste e diminuir em 20% o trânsito no Recife", disse.

fonte: Estadão Conteudo

Botijão de gás tem alta de 27% em um ano



Neste período, uma família com renda média de R$ 1.500 passou a gastar R$ 15 a mais com essa despesa

Por: Folhapress 

Gás de cozinhaFoto: Reprodução/Internet


As famílias paulistanas estão gastando mais com o botijão de gás de 13 kg o que, consequentemente, corresponde a uma mordida maior no orçamento. Segundo levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), de julho de 2017 a junho deste ano, o preço do botijão subiu 26,91%.

Neste período, uma família com renda média de R$ 1.500 passou a gastar R$ 15 a mais com essa despesa. "O aumento afeta diretamente a taxa de inflação, elevando o custo de vida e depreciando o valor dos salários", diz o estudo.

O Dieese faz um recorte de renda familiar, que considera os 10% mais pobres. No estado de São Paulo, essa população tem renda mensal média de R$ 601,39 e, portanto, 10,8% de seus ganhos vão para bancar o botijão de gás, considerando o preço médio de R$ 65,07.

Os paulistanos mais pobres estão entre os menos afetados pelo encarecimento; no Maranhão, 59% dos rendimentos vão para pagar essa despesa. O botijão de 13 kg é envasado e vendido nas refinarias da Petrobras às distribuidoras. Entre janeiro de 2003 e agosto de 2015, o preço congelado em R$ 13,51. Em dezembro do ano passado, já estava em R$ 24,38.

Polícia constata que acidente com caminhão-tanque na BR-232 foi provocado após tentativa de assalto

 

Um dos envolvidos foi localizado nesta quinta (26) em Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife, e confessou o crime.

Por G1 PE

Polícia descobre que envolvidos em acidente na BR-232 eram bandidos

Após investigar a ocorrência envolvendo um caminhão-tanque e um carro de passeio na BR-232, em Gravatá, na terça-feira (24), a Polícia Civil descobriu que não se tratava de um acidente, mas sim de um assalto planejado ao veículo. Segundo os delegados Álvaro Grako, responsável pela investigação, e Carlos Couto, do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o crime foi confessado por um dos envolvidos, localizado nesta quinta (26). (Veja vídeo acima)

Durante a investigação inicial, os policiais encontraram indícios de que a ocorrência não se tratava de uma fatalidade. “Encontramos munições deflagradas e, por ter acontecido em uma área em que acontecem diversos crimes dessa natureza, percebemos que a dinâmica era diferente de um acidente”, afirma o delegado responsável pelas investigações, Álvaro Grako.

Depois de diligências, a Polícia Civil, encontrou, na manhã desta quinta (26), um dos envolvidos em uma casa no bairro de Cajueiro Seco, em Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife, sob os cuidados de uma enfermeira. Após ser levado para prestar depoimento, Edglibson Carlos Lopes da Silva, de 23 anos, confessou o crime e apontou outros participantes.

Acidente aconteceu no início da noite da terça-feira (24) em Gravatá (Foto: Reprodução/WhatsApp)

“Ele apontou o motorista do carro como o responsável pela ação. Ele estaria com o carro, que era roubado, e com uma arma que foi utilizada durante a ação”, explica Couto. O homem morreu no local.

Com lesões extensas pelo corpo causadas pelo fogo, Edglibson foi levado ao Hospital da Restauração, onde está sob custódia policial. A Polícia Civil também cumpriu um mandado de prisão contra Hallan Gabriel Bernardes da Silva, de 27 anos, apontado como outro participante do crime.

Entenda o caso

O acidente aconteceu antes da entrada do túnel da BR-232, no sentido Recife/interior. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), um carro bateu na lateral do caminhão. Uma moto também se envolveu no acidente e o condutor e o passageiro ficaram feridos.

O motorista do caminhão-tanque, um homem de 43 anos, não resistiu aos ferimentos e morreu. Após buscas, o corpo do homem apontado como idealizador do crime foi encontrado carbonizado.

Um dos mais perigosos homicidas de Pernambuco é preso em Paulista



O acusado tinha sete mandados em aberto por homicídios e tentativas. A área de autuação do homicida era em Olinda, Igarassu e Camaragibe


JC Online


De acordo com a polícia, o nível de periculosidade do acusa é 13, em uma escala que vai até 15

Foto: Divulgação/ PCPE

Um dos mais perigosos homicidas do Estado foi preso durante uma operação em conjunto das Polícias Civil e Militar, em Paulista, Grande Recife. A prisão de Uerick Manoel Gomes, de 30 anos, foi apresentada nesta quinta-feira (26). O acusado tinha contra si sete mandados de prisão em aberto.


A prisão foi realizada na terça-feira (26), na Rua 10, na Alameda Paulista. Policiais civis e militares do 1º Batalhão da Polícia Militar (BPM) trocaram informações a partir de denúncias e conseguiram localizar o acusado. Com o homem foram apreendidos um revólver calibre .38 e quatro munições.


Criminoso perigoso

Uerick responde há dois processos por homicídio e outros dois por tentativa de homicídio. Além disso, a polícia ainda aponta o homem como suspeito de outros três crimes, sendo um homicídio e duas tentativas, no bairro de Ouro Preto, em Olinda. “Desde 2014 ele tinha mandados em aberto, fora outros crimes que com a sua prisão dele devem ser esclarecidos. Ele estava entre os mais procurados, com o nível de periculosidade 13, numa lista que vai até o número 15”, alarmou o delegado João Leonardo Cavalcanti, gestor da Divisão de Homicídios Norte.

Além de responder por homicídios, ele também é suspeito de fazer parte do tráfico de drogas. Sua área de atuação era em Camaragibe, Igarassu e Olinda. Na prisão ele foi autuado por posse irregular de arma de fogo e ficará à disposição da Justiça.

Por que os pré-candidatos não anunciaram o nome do vice?



Até o momento, apenas duas legendas já decidiram pela chapa: o PSOL e PSTU






A cautela para a escolha de um vice-presidente nunca esteve tão em alta em uma eleição nos últimos anos após o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, em 2016. Na época, Dilma chegou a dizer que jamais esperava que Michel Temer (MDB), então vice e que assumiu a Presidência da República, fosse um “traidor”. 

Passados quase dois anos e faltando menos de três meses para a eleição 2018, a pergunta que não quer calar é o motivo para a demora na escolha dos vice dos respectivos pré-candidatos a presidente já postos. Há quem acredite que, após o impeachment de Dilma, a “seleção” ficou ainda mais criteriosa. No entanto, para o cientista político Adriano Oliveira essa cautela pregada é mais um discurso. “As alianças são o que pesam, essa questão de Dilma e Temer não é levado tanto em consideração”, afirmou. 

Na avaliação do cientista, há três critérios principais para a escolha do vice. “Primeiro, que ele tenha algum capital a atrelar na chapa, político ou eleitoral; segundo que seja uma exigência de algum partido importante; terceiro, uma escolha pessoal do candidato”, explicou. 

No final da semana passada, indicado pelo Centrão para compor a chapa do tucano Geraldo Alckmin como vice, o empresário Josué Gomes, filho do ex-vice-presidente José Alencar [falecido em 2011], relembrou uma frase célebre do pai que chegou a dizer que o importante na chapa é quem a encabeça. “Vice não manda nada e deve evitar atrapalhar”, citou José Alencar em nota à imprensa. 

Para a cientista política Priscila Lapa, a frase do ex-vice-presidente não está atrelado à demora da escolha do vice e, sim, a dificuldade de consolidar as alianças. “Esta se deixando para última hora pela dificuldade de se consolidar alianças. Todos os dois lados [esquerda e direita] estão encontrando essa dificuldade. Sem o ex-presidente Lula, ninguém é favorito. Quando, em outros contextos, quanto mais evidente o favorito ficava mais fácil de ir lá e pleitear a vaga. O adiamento da definição dos vices tem a ver com a fragmentação e a dificuldade de consolidar as alianças”, ressaltou. 

Lapa acredita que essa questão de “refletir melhor” sobre a escolha do vice é muito mais um discurso. “Por exemplo, Geraldo Alckmin tinha colocado isso de que não ia escolher qualquer um porque poderia gerar a consequência como aconteceu agora, inclusive com a tentativa de se deslocar do governo Temer. Acho que é mais discurso político do que critério de corte na hora de fazer a escolha”. 

Indefinições   

Motivos à parte, as definições para os vices ainda parecem bem distante. Até o momento, apenas duas legendas já decidiram pela chapa: o PSOL e PSTU. A líder indígena Sônia Guajajara já foi lançada como vice do pré-candidato Guilherme Boulos(PSOL). Por sua vez, o PSTU lançou Vera Lúcia e Herz Dias para a Presidência e vice-presidência, respectivamente. 

Na chapa de Alckmin, sem Josué de Alencar, os três nomes defendidos por integrantes do PSDB e de siglas do Centrão são os dos deputado Mendonça Filho (DEM), do ex-ministro Aldo Rebelo (SD) e da senadora Ana Amélia (PP). 

No mesmo caminho, a chapa do pré-candidato a presidente Jair Bolsonaro (PSL) também segue indefinida. O senador Magno Malta (PR), um dos nomes mais cotados para figurar como vice, foi descartado. Atualmente, fala-se que a advogado Janaína Paschoal, uma das autoras do impeachment que tirou Dilma do poder, pode ser a pré-candidata a vice. Bolsonaro, sem pudor, chegou a dizer que só não faz “pacto com o diabo” em relação às articulações. 

Em meio à incógnita sobre se o ex-presidente Lula será candidato, a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, já externou um desejo em particular: de que a presidenciável  Manuela D’Ávila (PCdoB) desistisse de disputar a Presidência da República para ser vice de Lula ou quem fosse indicado por ele. A declaração teria acontecido durante uma reunião com a presidente do PCdoB, a deputada federal Luciana Santos. 

O presidenciável Ciro Gomes (PDT) também enfrenta uma incógnita. Ele tenta conseguir o apoio do PSB, que ainda não decidiu sobre se o apoiará, se vai escolher o PT ou até mesmo outra opção não posta. Já Marina Silva (Rede), também estaria enfrentando dificuldades em atrair outros partidos. 

A ex-senadora chegou a buscar um aliado fora da política: o presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello. O presidente rubro-negro teria até afirmando que estava a disposição para ajudar em qualquer missão, mas que não achava o mais provável para ser vice, já que a vaga pode ficar para um partido aliado

Luciano Bivar descarta possibilidade de ser vice de Jair Bolsonaro



Para o presidente nacional do PSL, o partido precisa ter candidato de outro partido que aglutine tempo de TV para a candidatura de Bolsonaro


Douglas Fernandes, do Blog de Jamildo


O ex-deputado afirmou ainda que Bolsonaro irá ter uma base de apoio de “300 parlamentares” caso vença as eleições de outubro

Foto: Diego Nigro / JC Imagem

Um dos nomes cotados para se tornar vice do deputado federal Jair Bolsonaro (PSL-RJ), o ex-deputado federal Luciano Bivar, presidente licenciado do PSL, rechaçou a possibilidade de integrar a chapa do presidenciável do partido. “Eu acho que a gente precisa ter um candidato (a vice) que aglutine mais tempo de televisão”, disse, em entrevista à Rádio Jornal nesta quinta-feira (26). Sozinho, o PSL teria cerca de oito segundos no horário eleitoral gratuito.


Luciano Bivar ainda espera que o partido feche o apoio de alguma sigla “no último minuto” para combater a agressão com “fakes e com palavras do passado” a Bolsonaro durante a campanha. Segundo ele, um possível acordo será acertado “desde que não venha com um toma lá, dá cá”. A legenda abriu conversas com o Partido da Reedificação da Ordem Nacional (PROS), que negocia ainda com o PT e o Podemos.

Uma aliança com o PROS renderia um acréscimo de 13 segundos ao tempo de Bolsonaro. A negociação com a legenda vem depois das tentativas fracassadas de conseguir uma aliança com o PR e PRP.

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Base de apoio

O ex-deputado afirmou ainda que Bolsonaro irá ter uma base de apoio de “300 parlamentares” caso vença as eleições de outubro. Para ele, o poder da “caneta” fará diferença na hora de adesões de outras siglas a um eventual governo do capitão do Exército. “A caneta é um negócio impressionante “, afirmou.

“Metade do DEM é Bolsonaro. Metade do PR é Bolsonaro. Grande parte do MDB é Bolsonaro. A gente quer mudar, tem muita gente boa no Congresso Nacional”, disse Bivar

Sete homicídios são registrados nas últimas 24h no Grande Recife

Dos sete assassinatos registrados na RMR, dois aconteceram em Igarassu - Foto: Edson Araújo/TV JornalNÚMEROS

No estado, 16 homicídios foram registrados no mesmo período


Com informações da Central de Apuração/ SJCC

Nas últimas 24h, foram registrados 16 homicídios em Pernambuco.  De acordo com a Editoria de Polícia da Rádio Jornal, desse número, sete foram contabilizados na Região Metropolitana do Recife, onde dois aconteceram em Igarassu.

No primeiro caso, um jovem foi morto a tiros na feira livre da cidade na noite dessa quarta-feira (25). A vítima, identificada como Robert Barbosa de Lima, 19 anos, foi alvejada por dois homens desconhecidos na cabeça e nas costas. Ainda não se sabe a motivação do crime.

Também em Igarassu, um homem foi alvejado a tiros na manhã dessa quarta, na Rua João Paulo Segundo, no bairro de Santa Rita. Ismael da Silva Bezerra foi morto após suspeitos dispararem vários tiros contra ele. Ainda não se sabe a motivação para o crime.

2018

Com esses casos, sobem para 2.387 o número de homicídios registrados do dia 1° de janeiros até as últimas 24h. No Grande Recife, esses números sobem para 950.

Governo de PE se dispõe a pagar traslado e funeral de brasileira morta na Nicarágua



Parentes de Raynéia Lima aceitaram ajuda para o traslado do corpo até o Brasil, pois enterro ocorrerá em um cemitério na Região Metropolitana do Recife onde a família possui jazigo.

Por Marina Meireles, G1 PE

Família de brasileira morta na Nicarágua não sabe quando corpo chega ao Brasil

A Secretaria de Justiça e Direitos Humanos de Pernambuco (SJDH) se dispôs, nesta quarta (25), a arcar com os custos do traslado e do funeral de Raynéia Lima, brasileira morta na Nicarágua na segunda (23). O governo brasileiro cobra explicações sobre a morte da pernambucana a esse país da América Central que vem enfretando uma crise sociopolítica, com manifestações contra o presidente Daniel Ortega, no poder desde 2007.

Durante a tarde, após entrar em contato com parentes de Raynéia, a secretaria informou que irá pagar apenas o traslado, porque o corpo da estudante será sepultado em um cemitério na Região Metropolitana do Recife, onde a família possui jazigo.

“O estado não tem rubrica orçamentária para esse tipo de questão, mas recebemos essa determinação e estamos avaliando qual companhia aérea pode fazer o traslado do corpo”, afirma Pedro Eurico, titular da secretaria.

Rayneia Lima, de 30 anos, tinha o sonho de se tornar médica e cursava o último ano da residência quando foi assassinada na Nicarágua (Foto: Reprodução/TV Globo)

O secretário também afirmou estar em contato com o Ministério das Relações Exteriores para agilizar o procedimento. "Essa é uma relação de estado nacional com estado nacional, mas estamos tentando fazer com que esse processo aconteça o mais rápido possível", diz.

Segundo Pedro Eurico, o governo estadual também se disponibilizou a prestar apoio psicológico e jurídico à mãe da vítima. Uma psicóloga e um advogado seguiram para Garanhuns, no Agreste, para assistir a aposentada Maria Costa.

Ao G1, a ex-cunhada de Rayneia, Juliana Rocha, confirmou que o estado já entrou em contato com a família, mas preferiu não se manifestar sobre a decisão.

Parentes e amigos lamentam morte de estudante pernambucana, na Nicarágua

Entenda o caso

Raynéia foi atingida por tiros no sul da capital da Nicarágua, onde cursava medicina. Segundo Ernesto Medina, reitor da Universidade Americana em Manágua (UAM), a brasileira morreu após ser atingida por tiros disparados por "um grupo de paramilitares". A morte foi confirmada pelo Itamaraty na terça-feira (24). 

Sonhando com um futuro na medicina, a brasileira seguiu para a Nicarágua para estudar, segundo a mãe. Durante o contato que fazia com a família, a aposentada Maria Costa afirmou que a filha chegou a comentar sobre a insegurança que sentia no país.

O secretário-geral do Ministério das Relações Exteriores, embaixador Marcos Galvão, classificou a morte como uma "situação trágica ". 

Governo convoca embaixadora da Nicarágua para prestar esclarecimentos sobre morte

Crise na Nicarágua

A Nicarágua está imersa na crise mais sangrenta da história do país em tempos de paz e a mais forte desde a década de 80, quando Ortega também foi presidente (1985-1990).

Horas antes da morte da brasileira, o reitor da Universidade Americana em Manágua (UAM), instituição em que Raynéia estudava, participou de um fórum onde afirmou que o crescimento econômico e a segurança na Nicarágua antes da explosão dos protestos contra Ortega em abril "era parte de uma farsa", porque "nunca houve um plano que acabasse com a pobreza e a injustiça".

A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) e o Escritório do Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos (Acnudh) responsabilizaram o governo da Nicarágua por "assassinatos, execuções extrajudiciais, maus-tratos, possíveis atos de tortura e prisões arbitrárias".

Os protestos contra Ortega e sua esposa, a vice-presidente Rosario Murillo, começaram no dia 18 de abril devido um decreto que regulamentava a reforma da Previdência Social. O governo desistiu da reforma, mas os manifestantes continuaram protestando contra a violência da repressão