quarta-feira, 23 de outubro de 2019
Ex--presidiário é morto após atirar em desafeto no distrito de Poço Comprido, em Correntes
Hospital atende 17 voluntários que tiveram reações após contato com óleo em São José da Coroa Grande
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Dezessete voluntários que ajudaram a remover óleo de praias de São José da Coroa Grande, no Litoral Sul de Pernambuco, foram atendidos no hospital com sintomas provocados por reação ao produto. Entre eles estavam: dor de cabeça, enjoo, vômitos, erupções e pontos vermelhos na pele. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, as notificações começaram a ser feitas na sexta-feira (18), um dia depois de as manchas chegarem ao município.
A Secretaria de Saúde informou que não houve internamentos nem foi preciso remover doentes para outras unidades. Além dos voluntários, houve atendimentos a pelo menos quatro militares. A pasta disse também que eles foram atendidos pela Marinha.
O diretor clínico do Hospital Osmário Omena de Oliveira, Marcello Neves, informou ao G1, por telefone, nesta quarta-feira (23), que foram registrados dois tipos distintos de reação ao óleo que contaminou as praias.
Sessenta por cento dos atendimentos, segundo ele, foram de paciente com problemas de pele, por causa do contato com a substância. “Nesse caso, as pessoas tiveram dermatite de contato, apresentando coceiras e feridas na pele, além de dor de cabeça”, declarou.
Os outros 40% dos pacientes tiveram reações por inalar os gases que saem do óleo, de acordo com o médico. “Eles também tiveram dor de cabeça e apresentaram enjoos, que é um sintoma diferente”, comentou.
Neves disse também que todos os pacientes foram tratados com medicações específicas para cada caso. “Quem chegou com as reações cutâneas, tomou corticoides, por exemplo, e fez hidratação”, comentou.
A maioria dos atendimentos ocorreu no sábado (19), segundo a Secretaria de Saúde de São José da Coroa Grande. Nesta quarta (23), no entanto, mais um paciente procurou o serviço de saúde, apresentando sintomas.
Sport vence o Paraná por 2×1 e dá mais um passo para o acesso à Série A

Com a vitória, o Leão segue na vice-liderança da Segundona e agora está com 56 pontos, três a menos que o líder Bragantino, que ainda joga na rodada – na sexta-feira (25), contra o Vila Nova. Para garantir o acesso, os rubro-negros precisam de mais seis pontos, nos 21 que ainda vão disputar.
A equipe leonina terá uma semana para descansar, já que só volta a campo na próxima quinta-feira para encarar o time do Guarani, no estádio Brinco de Ouro, em Campinas.
O JOGO
Disposto a apagar a péssima lembrança que vinha deixando no primeiro tempo das últimas partidas, o time do Sport começou o duelo contra o Paraná com muita intensidade e impondo o seu jogo. Encurralando os paranaenses no seu campo defensivo. Tanto que, logo aos quatro minutos, o goleiro Thiago Rodrigues fez uma defesa maravilhosa, após cruzamento de Norberto e cabeceio certeiro de Hernane no contrapé, obrigando o arqueiro do tricolor paranaense a se esticar todo para espalmar, evitando o gol leonino.
Os rubro-negros deixam claro que a noite de Thiago Rodrigues seria longa e trabalhosa. Em dois minutos, mais duas chances criadas. Aos 16, Willian Farias tabelou com Hernane na entrada da área e chutou rasteiro, no canto, para a defesa do goleiro paranista. Aos 17, o atacante Guilherme em sua jogada tradicional, recebeu a bola, foi para o um contra um, passou pelo adversário e chutou rasteiro para nova intervenção de Thiago.
A partida era, literalmente, ataque contra defesa. Aos 29, lance polêmico na Ilha. Guilherme cobrou escanteio e Hyuri cabeceou forte para a meta, mas Thiago Rodrigues salvou em cima da linha. Os rubro-negros ficaram pedindo gol, alegando que a bola teria ultrapassado a linha. No final da primeira etapa, mais boa chance para o Leão. Leandrinho recebeu sozinho na entrada, ajeitou e chutou com capricho no cantinho, mas a bola explodiu na trave e saiu pela linha de fundo.
A primeira chance do Paraná só ocorreu aos 23 minutos, com chute sem direção do atacante Alesson por cima da meta de Luan Polli. Cinco minutos depois o golpe fatal. Jhemerson cobrou escanteio e Fabrício subiu entre Adryelson e Cleberson para cabecear para as redes: 1×0.
Apesar do gol sofrido, o Sport não se entregou e seguiu pressionando o Tricolor Paranaense. Aos 35, Hernane recebeu da entrada da área e mesmo posicionado para chutar de perna esquerda, soltou o pé sem medo e mandou a bola no ângulo, um golaço: 1×1. A partida ficou aberta, com chances para os dois lados, mas foi o Leão que marcou o segundo. Aos 41, Hernane mais uma vez arriscou de longe, Thiago Rodrigues espalmou e Guilherme desempatou: 2×1.
Ficha do jogo
SPORT
Luan Polli; Norberto (Elton), Rafael Thyere (Cleberson), Adryelson e Sander; Willian Farias, Charles e Leandrinho (Pedro Carmona); Guilherme, Hyuri e Hernane. Técnico: Guto Ferreira.
PARANÁ
Thiago Rodrigues; Eder Sciola, Rodolfo, Fabrício e Guilherme Santos; Leandro Almeida (Léo Príncipe), Fernando Neto, Jhemerson (Luiz Otávio) e Alesson; Judivan e Jenison (Matheus Anjos). Técnico: Matheus Costa.
Local: estádio da Ilha do Retiro, no Recife (PE).
Árbitro: Dyorgines Jose Padovani de Andrade (ES)
Assistentes: Fabiano da Silva Ramires e Katiuscia Berger Mendonça (ambos do ES)
Gols: Fabrício, aos 28, Hernane, aos 35, e Guilherme, aos 41 do 2º tempo.
Cartões amarelos: Guilherme (SPO) e Leandro Almeida, Rafael Furtado, Fabrício, Léo Príncipe (PAR)
Público: 14.719 torcedores.
Exército impede ação de voluntários em praias para "aparecer sozinho na Globo", denuncia morador
Vídeo que circula nas redes sociais mostra cidadão pernambucano indignado com a ação de militares em praia do Cabo de Santo Agostinho, que teriam impedido ação de voluntários na remoção do óleo.

Vídeo que circula nas redes sociais mostra o homem em entrevista à TV Globo dizendo que chegou às 6h00 da manhã desta quarta-feira para ajudar na limpeza da praia.
"E o Exército chegou às 10h30 da manhã, foi no comitê da barraca mandar suspender a entrega de água, das luvas do pessoal que está chegando sem equipamento, das máscaras, e simplesmente querer aparecer para vocês [Globo], porque agora está próximo do Jornal de Meio Dia", disse o morador.
Segundo informações da Revista Fórum, um ônibus levando voluntários para ajudar o trabalho de remoção do óleo que chegou à praia de Barra de Jangada, em Jaboatão dos Guararapes, na Região Metropolitana do Recife.
Forças Armadas estariam cumprindo determinação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que está sob a alçada do Ministério do Meio Ambiente, comandado por Ricardo Salles.
Assista:
O Exército chegou nas praias do Nordeste e mandou os voluntários saírem, tudo isso para que eles aparecessem limpando as praias para a imprensa
Veja outro vídeo da denúncia:
- O @exercitooficial chegou para trabalhar na praia de Itapuama, às 10h da manhã, acompanhado pela imprensa.
- A praia já estava tomada por voluntários.
- Eles pediram para o voluntários saírem, porque tinham que aparecer limpando a praia.
Conheça
Alcolumbre visitará praias atingidas por óleo em AL e SE, como presidente da República
O presidente do Senado Davi Alcolumbre (DEM-AP) visitará o litoral de Alagoas e Sergipe nesta quinta-feira (23), no exercício do cargo de presidente da República. O objetivo da visita presidencial oficial é avaliar os danos do derramamento de óleo que se espalha pelas praias do Nordest visita acontece após o plenário do Senado aprovar, ontem (22) a criação de uma comissão temporária externa para trabalhar por 180 dias, acompanhando as ações do governo contra as manchas de petróleo cru no litoral nordestino.
O presidente do Senado deve iniciar sua visita às praias nordestinas por volta de 10 horas da manhã, no município da Barra de São Miguel (AL), localizado a 33 km da capital alagoana, no Litoral Sul do estado.
Alcolumbre falou na manhã de hoje sobre a agenda como presidente da República nas praias do Nordeste. E a classificou como importante e aguardada por todo o Brasil, ao falar que se sente honrado e privilegiado por assumir o Palácio do Planalto, até sexta-feira (25), na ausência do presidente Jair Bolsonaro (PSL) e do vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB), que cumprem agendas fora do Brasil.
“Fiz uma agenda importante, que tenho certeza de que é uma agenda que o Brasil aguarda, que é fazer uma visita aos estados do Nordeste, como presidente da República, visitar os estados de Alagoas e Sergipe, que são os estados mais afetados do Nordeste por esse vazamento desse óleo que surgiu e não tem fonte de explicação concreta. Mas tenho certeza de que todos os esforços necessários estão empregado, mais de 5 mil militares ajudando, a comunidade envolvida”, disse o presidente interino, em entrevista à TV Globo.
O presidente Alcolumbre falou ainda que tem consciência da gravidade dos danos ambientais, que são muitas das vezes irreparáveis, como quando afetam manguezais.

Busca por providências
Além de criar a comissão externa no Senado para tratar do problema, o presidente da Comissão de Meio Ambiente (CMA), senador Fabiano Contarato (Rede-ES), entregou ontem ao vice-presidente da República Hamilton Mourão um documento com sugestões de medidas providências a serem tomadas pelo governo, a exemplo da decretação de estado de emergência ambiental para agilizar a liberação de recursos aos estados e municípios que tem arcado com os custos da reparação dos danos tragédia.
A comissão para fiscalizar as ações do governo contra o óleo terá como integrantes, além de Fabiano Contarato, os senadores Jean Paul Prates (PT-RN), Humberto Costa (PT-PE), Styvenson Valentim (Podemos-RN), Jaques Wagner (PT-BA), Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e Rodrigo Cunha (PSDB-AL).
LBV mobiliza a sociedade em prol do brincar e da prática esportiva para crianças e jovens
Corais atingidos por petróleo devem levar milhares de anos para se recompor, diz especialista
Segundo professora da UFRPE, recuperação dos manguezais pode levar décadas, dependendo do grau de contaminação. Na última semana, 489 toneladas de óleo foram recolhidas em Pernambuco.
Por: Artur Ferraz

Depois de quase 50 dias de vazamento de petróleo cru no litoral nordestino, não se sabe ainda, com precisão, a extensão total dos danos causados ao meio ambiente. Enquanto o foco das ações emergenciais é a limpeza superficial das praias e a contenção da entrada de óleo nos estuários dos rios, onde ficam os mangues, especialistas alertam que a recuperação dos manguezais pode levar décadas, dependendo do grau de contaminação. No caso dos recifes de coral, mesmo se for retirado todo o óleo, a regeneração deve durar centenas de milhares de anos.
Na última semana, período mais crítico do vazamento em Pernambuco desde o fim de agosto, 489 toneladas de óleo foram recolhidas em 24 pontos, incluindo praias e estuários, do Litoral Sul do Estado. Quase toda essa quantidade foi retirada das partes mais visíveis da faixa de areia e da área mais rasa do mar. O problema causou a morte de 74 animais, entre eles tartarugas e peixes. Em Pernambuco, foram duas tartarugas, segundo o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
De acordo com a professora de Gestão e Impacto Ambiental da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), Soraya El-Deir, apesar da limpeza que tem sido feita, o grau de contaminação vai muito além do que já foi retirado. Levando em conta que o óleo tenha vazado a uma distância de 600 a 700 quilômetros da costa, em águas internacionais, segundo estudos da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), é provável que o óleo tenha chegado às praias pelas correntes frias mais ao fundo do oceano, o que torna o poluente mais difícil de ser detectado em alto-mar.
“Quando chega perto da costa, onde as correntes são quentes, esse petróleo vai para a superfície. Uma parte vai chegar aqui à costa. Além disso, partículas dessa massa de óleo vão se dispersando nas águas. Trata-se de um material altamente inflamável, volátil, com potencial cancerígeno”, afirma a pesquisadora. “O que foi limpado é o mais visível e palpável. O solo, a água, os animais estão contaminados. Temos que contar com o grau de resiliência dos ecossistemas”.
Essa capacidade de se recuperar varia em cada ecossistema e dificilmente será total, dependendo do quanto de petróleo for possível retirar. Segundo El-Deir, o ecossistema mais vulnerável e que levará mais tempo para se regenerar são as barreiras de corais. “Os recifes têm inúmeras espécies extremamente sensíveis e um crescimento muito lento. Se houver impacto, eles morrem e vão se recompondo. Essa constituição leva centenas de milhares de anos”, revela.
Já os manguezais, mais resistentes a alterações biológicas, podem ser restaurados em um período entre 20 e 30 anos. “Se o petróleo impregnar nas raízes e caules das plantas, o protocolo mais radical diz que a gente deve retirar essa vegetação completamente comprometida para poder aumentar a capacidade regenerativa [do ecossistema]”, explica a especialista.
Para retirar o poluente e, assim, acelerar essa recomposição, é necessário que as ações de limpeza e proteção sejam coordenadas a partir de estudos científicos nas áreas afetadas. “Acredita-se que esse material tenha sedimentado para o fundo e ele vai permanecer nesses locais liberando substâncias tóxicas. É preciso alinhar as ações dos gestores públicos com as pesquisas nas universidades para tentar minimizar e ver os caminhos que temos para recompor esses ambientes”, comenta o botânico Luiz Costa, coordenador do curso de Ciências Biológicas da Universidade Católica de Pernambuco (Unicap).
Vereador do (PSL) é preso por série de assassinatos envolvendo milicianos
Ex-presidente da Câmara de Belford Roxo é preso suspeito de ser mandante de homicídios
Presidente da Câmara de Vereadores de Belford Roxo é acusado de mandar matar duas pessoas que estariam fumando maconha dentro de uma casa. Ele também é apontado como chefe da milícia "Trupe do Marcinho".O vereador e ex-presidente da Câmara de Belford Roxo, na Baixada Fluminense, foi preso em uma operação conjunta da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) e da 54ª DP (Belford Roxo) na manhã desta terça-feira. Márcio Cardoso Pagniez, conhecido como Marcinho Bombeiro (PSL), é investigado como mandante de dois homicídios e duas tentativas no município.
Ainda de acordo com a denúncia do MPRJ, o político é suspeito de chefiar uma milícia que atua no bairro Andrade de Araújo. A ‘Tropa do Marcinho’, como é conhecido o grupo, costuma agir com extrema violência em sua área de atuação, onde ostenta armas de fogo de grosso calibre, como fuzis.
Marcinho Bombeiro deixou o cargo de presidente da Câmara de Belford Roxo no dia 11 de setembro deste ano. No dia seguinte, foi lida a carta de renúncia do vereador.
Tentativa de matar três adolescentes
Segundo a polícia, Marcinho Bombeiro e outra pessoa, que está foragida, tentaram matar três adolescentes. Um dos alvos era o irmão de uma das vítimas dos homicídios de 2017 em Heliópolis.
O fato ocorreu na madrugada de terça feira (15) e é investigado pela 54ª DP (Belford Roxo). Segundo o depoimento de um dos sobreviventes, as vítimas estavam fazendo um churrasco no bairro Andrade de Araujo, quando um veículo chegou




