sábado, 10 de janeiro de 2026

MEGA DA VIRADA - GANHADOR DE JOÃO PESSOA RESGATA PRÊMIO

Após mais de uma semana do sorteio da Mega da Virada, o ganhador de R$ 181 milhões em João Pessoa resgatou o prêmio nesta sexta-feira (9). As informações foram confirmadas pela Caixa Econômica Federal até o fechamento das agências. A identidade do ganhador não foi revelada.

O vencedor paraibano foi o último entre todos os vencedores de apostas do concurso que procurou a Caixa para receber o prêmio de mais de R$ 181 milhões. A aposta dele foi simples e feita em uma casa lotérica no bairro de Mangabeira, na capital paraibana. O sorteio foi realizado na quinta-feira (1º).

O prazo para o resgate do prêmio era de até 90 dias. Após esse período, se os valores não fossem resgatados seriam repassados ao tesouro para aplicação no Fies.

Segundo a Caixa, todos os ganhadores dos bolões que foram contemplados com o prêmio nas cidades de Franco da Rocha, São Paulo, e Ponta Porã, Mato Grosso do Sul, também retiraram o valor.

Os números sorteados na Mega da Virada foram 9 – 13 – 21 – 32 – 33 – 59. As outras apostas vencedoras foram em Mato Grosso do Sul, São Paulo e outras três feitas online.

Além dos vencedores do prêmio principal, 3.921 apostas acertaram a quina e vão levar R$ 11.931,42 cada. Já os 308.315 ganhadores da quadra vão embolsar R$ 216,76 cada um.

Com Jornal da Paraíba

BOMBA: EDUARDO MOURA SURGE COMO POSSÍVEL VICE DE RAQUEL LYRA EM CHAPA DE ENFRENTAMENTO AO PSB; PRISCILA KRAUSE PODE DISPUTAR VAGA AO SENADO OU À CÂMARA FEDERAL

Os bastidores da política pernambucana começam a ferver bem antes do calendário oficial e revelam movimentos que podem redesenhar completamente o cenário eleitoral de 2026. Um dos mais comentados envolve o nome do vereador do Recife Eduardo Moura (Novo), que desponta como possível vice na chapa da governadora Raquel Lyra (PSD) em uma articulação ampla para enfrentar o projeto político do PSB, liderado pelo prefeito do Recife, João Campos. A costura, que ainda ocorre de forma reservada, inclui também uma reorganização estratégica do espaço político hoje ocupado por Priscila Krause, atual vice-governadora.

Conhecido por sua atuação combativa na Câmara Municipal do Recife, Eduardo Moura construiu, em pouco tempo, um mandato marcado pelo enfrentamento direto à gestão socialista da capital. Com discurso técnico, postura firme e forte atuação fiscalizatória, o vereador se consolidou como uma das vozes mais duras da oposição a João Campos dentro do próprio território político do PSB. Seus requerimentos, denúncias, fiscalizações e críticas públicas atingem áreas sensíveis da administração municipal, como saúde, segurança, saneamento e uso dos recursos públicos, tornando-o um nome incômodo e permanentemente observado pelo Palácio do Capibaribe.

A ascensão de Moura no debate estadual não ocorre por acaso. Jornalista de formação, ele levou para o parlamento municipal a lógica da investigação e do confronto baseado em dados. Ao longo do mandato, passou a ocupar espaço relevante nas redes sociais e no debate público, extrapolando os limites do Legislativo recifense. Esse crescimento chamou a atenção do núcleo político da governadora Raquel Lyra, que também travou um rompimento definitivo com o PSB e passou a estruturar uma narrativa clara de oposição ao grupo que governou Pernambuco por quase 20 anos.

É nesse contexto que surge a possibilidade de Eduardo Moura integrar a chapa majoritária estadual. A avaliação interna é de que sua presença como vice teria peso simbólico e eleitoral: reforçaria o discurso de enfrentamento ao socialismo recifense, ampliaria a presença de Raquel Lyra na capital e dialogaria com um eleitorado mais crítico, liberal e antiprivilégios, hoje distante tanto do lulismo quanto do PSB.

Dentro dessa engenharia política, Priscila Krause passaria a cumprir outro papel estratégico. Aliados próximos avaliam que a vice-governadora poderia ser relocada para uma disputa majoritária nacional, seja como candidata à Câmara Federal, seja como nome competitivo ao Senado, fortalecendo o palanque de Raquel Lyra em Pernambuco e ampliando a presença do grupo no Congresso Nacional. Priscila, que tem histórico de atuação combativa na Assembleia Legislativa e trânsito entre diferentes campos políticos, seria peça-chave para sustentar a base aliada fora do Executivo estadual.

A eventual reorganização da chapa sinaliza que Raquel Lyra pretende transformar 2026 em uma eleição de confronto direto entre projetos. De um lado, o modelo político representado pelo PSB e por João Campos; do outro, uma frente ampla que uniria centro, direita moderada e setores independentes, com discurso de gestão, controle de gastos e enfrentamento às velhas estruturas de poder.

Se confirmada, a chapa Raquel Lyra–Eduardo Moura, com Priscila Krause disputando uma vaga federal ou ao Senado, representaria uma das movimentações mais ousadas da política pernambucana nos últimos anos. Mais do que uma simples composição eleitoral, seria um recado claro de que o embate com o PSB deixaria os bastidores e ganharia as ruas, os palanques e o centro do debate público.

ESCÂNDALO SEM PUNIÇÃO: APÓS 5 ANOS, ACUSADOS DO FURTO DE 1,1 MIL ARMAS DA POLÍCIA CIVIL DE PERNAMBUCO ESTÃO LIVRES

Um dos maiores escândalos da última década na segurança pública de Pernambuco, a descoberta do furto de 1,1 mil armas de fogo e de 3 mil munições em um depósito da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) da Polícia Civil, cuja sede ficava no bairro de São José, área central do Recife, completou cinco anos sem que os acusados pelo crime tenham sido punidos. 

O processo criminal com 19 réus, incluindo quatro comissários da Policia Civil que estão em liberdade, continua em tramitação no Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), há mais de um ano na fase de alegações finais. Não há data para sentença. 

Os réus respondem por crimes como organização criminosa, comércio ilegal de armas de fogo, peculato, lavagem de dinheiro e corrupção ativa e passiva. A defesa dos policiais nega as acusações. 

Na investigação, interceptações telefônicas apontaram que as armas de fogo desviadas foram comercializadas para facções criminosas por R$ 6,3 mil a 6,5 mil, cada uma, enquanto as submetralhadoras custavam R$ 22 mil. Uma caixa com 50 munições era vendida por R$ 350, revelaram depoimentos. 

Integrantes ou pessoas ligadas a pelo menos duas organizações criminosas - incluindo detentos do Estado - foram identificados e viraram réus.

Um processo administrativo disciplinar em desfavor dos policiais civis também está em andamento na Corregedoria da Secretaria de Defesa Social (SDS). Ainda sem prazo para conclusão e possível punição dos servidores acusados. 

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DESCOBERTA DE FURTO REVELOU FALHAS GRAVES DE SEGURANÇA

O sumiço das armas de fogo foi descoberto por um comissário da Polícia Civil responsável pela manutenção e conserto do armamento em 5 de janeiro de 2021, após o retorno de férias. Só então um inquérito foi instaurado e uma auditoria realizada para identificar o número exato do desvio.

Em agosto do mesmo ano, depois da operação que prendeu policiais acusados pelo crime, a Polícia Civil realizou uma coletiva de imprensa e anunciou oficialmente o número de 326 armas subtraídas.

No entanto, um documento assinado pelo delegado Adelson Barbosa em fevereiro de 2021 e enviado à Polícia Federal revelou um cenário mais grave: 1.131 armas, entre metralhadoras, pistolas e revólveres, haviam desaparecido da Core. A informação foi revelada pelo Jornal do Commercio.

Em abril de 2022, durante audiência de instrução e julgamento dos réus, o mesmo delegado prestou depoimento por videoconferência e, questionado pelo Ministério Público, confirmou que mais de mil armas haviam sido furtadas do depósito.

No depoimento, o delegado declarou ainda que a lista das armas subtraídas havia sido repassada à Polícia Federal para que os dados fossem incluídos no Sinarm (Sistema Nacional de Armas), do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

A perícia do Instituto de Criminalística não encontrou sinais de arrombamento no depósito onde os materiais estavam guardados. Mas não havia câmeras na área interna. Apenas uma do lado de fora, apontada para a porta de entrada, sem funcionar 24 horas por dia.

Entre as armas desviadas, uma parte pertencia à Guarda Municipal de Ipojuca, no Grande Recife. Elas estavam guardadas na Core enquanto os profissionais passavam por treinamento. As pistolas haviam sido doadas pela Polícia Rodoviária Federal.

Em depoimento à polícia, em janeiro de 2021, um detento revelou que, anos antes, havia se dirigido à Core para comprar munições destinadas a uma facção criminosa - confirmando que os furtos não eram recentes na unidade policial.

Apesar da gravidade dos fatos, em novembro de 2022 a Justiça concedeu liberdade provisória a 14 acusados, sob a justificativa de excesso de prazo para que o Ministério Público, em conjunto com a polícia, apresentasse os laudos das perícias realizadas nos aparelhos celulares dos réus.

PROCESSO CRIMINAL TRAMITA EM SEGREDO DE JUSTIÇA

O processo criminal contra os 19 réus (eram 20, mas um policial civil morreu menos de um mês após ser preso, em 2021) tramita em sigilo na Vara Regional de Crimes Contra a Administração Pública, Ordem Tributária, Lavagem de Dinheiro e de Delitos de Organizações Criminosas do TJPE. 

Segundo o advogado Marcellus Ugiette, responsável pela defesa de um réu, a expectativa é de que, em fevereiro, o prazo das alegações finais chegue ao fim. 


"O prazo que o Ministério Público usou para fazer suas alegações finais foi igualmente concedido às defesas dos réus para oferecimento de suas razões derradeiras. A decisão [sentença] ocorrerá após a entrega dessas peças por todos os réus", explicou. 

DEMORA NA CORREGEDORIA DA SDS

Dos quatro comissários da Polícia Civil réus no processo, três estão aposentados e um na ativa. No âmbito administrativo, a Corregedoria da SDS concluiu uma investigação preliminar em dezembro de 2024. Essa análise durou quase quatro anos, revelando um quadro de morosidade incompatível com a gravidade e a urgência do caso.

A investigação preliminar resultou em processo administrativo disciplinar (PAD), que pode resultar na cassação das aposentadorias dos três policiais e na demissão do quarto. 

Em nota, nesta sexta-feira (9), a Corregedoria afirmou que "os servidores supostamente envolvidos foram devidamente notificados e as testemunhas arroladas nas fases iniciais foram ouvidas, de modo que o processo segue seu rito, nos termos da legislação aplicável, assegurando-se pleno exercício dos princípios do contraditório e da ampla defesa".

O órgão argumentou, por fim, que a "apuração ocorre com responsabilidade, transparência e respeito às garantias legais, objetivando esclarecer os fatos de forma técnica e imparcial".

Não há prazo definido para decisão sobre as condutas dos policiais. 

QUEM SÃO OS POLICIAIS ACUSADOS?

1 - Cleidio Graf Gonçalves Torreiro (comissário aposentado)

Apontado na investigação como "o grande mentor/articulador" do desvio de armas, munições e acessórios. Detinha acesso irrestrito à armaria da Core. "Sem qualquer justificativa, frequentava aos sábados e domingos a armaria. Manipulava planilhas com a inserção e supressão de dados. Utilizava intermediários na comercialização”, pontuou relatório da Polícia Civil.

2 - José Maria Sampaio Filho (comissário aposentado)

Foi reconhecido por uma testemunha por ter, em três momentos, "repassado grande quantidade de munição comercializada", que se destinou a uma facção criminosa.

3 - Josemar Alves dos Santos (comissário aposentado)

Investigação apontou que ele auxiliava Cleidio no desvio das armas, munições e acessórios, manipulando as informações em planilhas no setor administrativo.

4 - Edson Pereira da Silva (comissário na ativa)

Segundo as investigações, "faltou com dever funcional realizando pesquisas no sistema integrado da Polícia Civil para integrantes da organização criminosa, justamente de um desafeto que eles estavam procurando para matar". (Via: Ronda Jc)

MICHELLE BOLSONARO AMPLIA TOM E AUMENTA DRAMATIZAÇÃO SOBRE PRISÃO DO EX-PRESIDENTE

A cada novo dia, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro tem elevado o tom das declarações sobre a situação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), preso na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. O que começou como relatos pontuais de preocupação com a saúde do marido passou a ganhar contornos cada vez mais dramáticos, com acréscimos sucessivos de novos elementos, denúncias e interpretações pessoais sobre a rotina carcerária e os protocolos de segurança adotados pelas autoridades.

Na mais recente publicação feita nesta sexta-feira (9/1), Michelle afirmou que Bolsonaro estaria apresentando perda de equilíbrio ao se levantar, atribuindo o quadro ao uso de medicamentos. No mesmo texto, ela voltou a questionar as condições da cela, sugerindo risco iminente à integridade física do ex-presidente e insinuando falhas graves na segurança. A postagem reforça uma estratégia já percebida por observadores políticos: diariamente, surgem novos detalhes, sempre em tom mais grave do que o anterior.

O discurso ganhou força após a queda sofrida por Bolsonaro na última terça-feira (6/1), quando ele bateu a cabeça em um móvel dentro da cela. Desde então, a narrativa passou a incorporar versões que destacam demora no atendimento, portas fechadas durante a madrugada e suposta mudança negativa nos procedimentos após a entrada da Polícia Penal Federal na custódia. Embora o episódio da queda tenha sido confirmado, a forma como os fatos vêm sendo apresentados por Michelle é vista por críticos como uma construção emocional contínua, que amplia o impacto do ocorrido e alimenta a mobilização política e digital em torno do ex-presidente.

Na publicação, a ex-primeira-dama chega a afirmar que “o medo é real” e que Bolsonaro poderia cair novamente sem que ninguém ouvisse, reforçando uma atmosfera de abandono e vulnerabilidade. A linguagem utilizada, marcada por apelos religiosos e termos afetivos, tem sido interpretada como parte de uma estratégia de sensibilização da opinião pública, especialmente da base mais fiel do bolsonarismo.

Do ponto de vista institucional, o caso seguiu os trâmites legais. Após solicitação da defesa, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes autorizou a saída de Bolsonaro para exames médicos no hospital DF Star, em Brasília, na quarta-feira (7/1). O deslocamento ocorreu sob escolta da Polícia Federal, com apoio da Polícia Militar e da Polícia Penal, dentro de um esquema padrão para presos de alta notoriedade.

Os advogados do ex-presidente relataram um quadro clínico que inclui suspeita de traumatismo craniano, possível síncope noturna, crise convulsiva a esclarecer, oscilações temporárias de memória e um corte na região temporal direita. Até o momento, não houve divulgação oficial de laudos que indiquem agravamento grave ou incompatibilidade entre o estado de saúde e o cumprimento da pena.

Jair Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses por liderar a trama golpista que resultou na tentativa de golpe de Estado. Enquanto o processo judicial segue seu curso, as manifestações públicas de Michelle Bolsonaro passam a ocupar um papel central na estratégia de comunicação do grupo político ligado ao ex-presidente, sempre adicionando novos episódios, novas preocupações e novos questionamentos — ainda que, para muitos, o tom adotado soe cada vez mais exagerado e distante dos fatos confirmados oficialmente.

O resultado é uma narrativa em constante escalada, que mistura fatos reais, interpretações pessoais e forte carga emocional, mantendo o caso permanentemente em evidência e tensionando o debate entre saúde, justiça e política.

PREFEITURA DE GOIANA INAUGURA FOOD PARK EM PONTA DE PEDRAS

A Prefeitura de Goiana inaugurou, nesta sexta-feira (9), o Food Park da Praia de Ponta de Pedras, localizado em frente ao Calçadão. Neste primeiro momento, foram entregues o calçamento, a infraestrutura completa e a instalação de iluminação em LED, garantindo mais segurança, conforto e organização ao espaço.

Para os trabalhadores do local, a melhoria representa um avanço significativo. Júlio César, proprietário do food truck Seu Chapa, destacou as mudanças. “Agora ficou bom. Antes era só terra, os clientes chegavam a se machucar. Com muita poeira, tinha gente que desistia de vir por causa do terreno”, relatou.

O Food Park funcionará todos os dias, das 18h à meia-noite, e contará com 13 trailers e 3 barracas, ampliando as opções de lazer e gastronomia para moradores e turistas.

Durante a inauguração, o prefeito destacou a importância do investimento para o ordenamento urbano e o fortalecimento da economia local. “Estamos organizando os espaços públicos e valorizando quem trabalha e gera renda. Esse Food Park é mais um equipamento pensado para oferecer dignidade aos comerciantes e lazer de qualidade à população”, afirmou.

Estiveram presentes na inauguração secretários municipais, vereadores e outras autoridades do município, reforçando o compromisso da gestão com o desenvolvimento do Litoral Norte

DECISÃO JUDICIAL FREIA CASSAÇÃO EM BUÍQUE E ACENDE ALERTA SOBRE SEGURANÇA JURÍDICA NO LEGISLATIVO PERNAMBUCANO

A suspensão da cassação dos vereadores do MDB de Buíque, determinada por decisão judicial, provocou um abalo imediato no cenário político local e reacendeu um debate mais amplo sobre os limites da Justiça Eleitoral e o respeito ao devido processo legal em Pernambuco. Ao interromper os efeitos do acórdão que afastava os parlamentares, a magistrada responsável pelo caso sinalizou, de forma clara, que a execução de uma cassação antes do esgotamento de todos os recursos pode contrariar entendimentos mais recentes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A decisão assegura que os vereadores permaneçam no exercício pleno de seus mandatos até que a instância ordinária seja definitivamente encerrada, ou seja, até que todos os recursos cabíveis sejam analisados. Na prática, o despacho não absolve nem condena os parlamentares, mas estabelece um freio à execução imediata da punição, reforçando o princípio da ampla defesa e do contraditório, pilares do Estado Democrático de Direito.

Nos bastidores da política de Buíque, a medida foi recebida como uma reviravolta. Aliados dos vereadores do MDB comemoraram o que classificam como uma “correção de rumo”, enquanto adversários passaram a adotar um discurso mais cauteloso, evitando cravar qualquer desfecho. A suspensão é temporária, mas suficiente para alterar o tabuleiro político do município, especialmente em um contexto em que a composição da Câmara Municipal tem peso direto nas articulações locais e nas decisões administrativas.

O impacto da decisão, no entanto, ultrapassa as fronteiras de Buíque. Juristas e observadores da cena política pernambucana passaram a questionar a legitimidade de outras cassações recentes no estado, em que vereadores foram afastados dos cargos mesmo com recursos ainda pendentes de julgamento. O entendimento reforçado pela magistrada dialoga com posicionamentos recentes do TSE, que têm apontado a necessidade de cautela na execução imediata de decisões que resultem na perda de mandato eletivo.

Esse novo cenário gera um ambiente de incerteza jurídica. De um lado, há a cobrança por rigor no combate a irregularidades eleitorais; de outro, cresce a preocupação com decisões precipitadas que possam ser revistas posteriormente, causando instabilidade institucional e prejuízos à vontade do eleitor. A permanência provisória dos vereadores do MDB no cargo evidencia esse dilema e coloca em xeque práticas adotadas em outros municípios pernambucanos.

Enquanto o processo segue seu curso normal nos tribunais, Buíque vive um momento de expectativa. A decisão judicial não encerra o caso, mas impõe um compasso de espera que mantém o debate aceso tanto no meio jurídico quanto no político. Mais do que um episódio isolado, a suspensão da cassação passa a ser vista como um precedente relevante, capaz de influenciar julgamentos futuros e redefinir a forma como a Justiça Eleitoral lida com a execução de decisões antes do trânsito em julgado.

MOCHILA DE DINHEIRO ACENDE ALERTA DA PF E COLOCA MÉDICO SOB SUSPEITA DE CORRUPÇÃO EM ALAGOAS

Uma abordagem de rotina transformou-se em um episódio emblemático no combate aos crimes financeiros em Alagoas. A Polícia Federal apreendeu R$ 500 mil em dinheiro vivo que estavam sendo transportados dentro de uma mochila por um médico de apenas 25 anos, pouco tempo depois de ele deixar uma agência bancária. Para os investigadores, a cena por si só já levantou fortes indícios de tentativa de ocultação da origem e da circulação dos recursos.

O jovem profissional da saúde é dono de uma empresa de serviços médicos que mantém contratos com órgãos públicos no estado. Informações preliminares obtidas pela PF apontam que, nas últimas semanas, ele teria realizado saques de valores considerados milionários, movimentações incompatíveis com padrões financeiros usuais e que passaram a despertar a atenção dos órgãos de controle.

A interceptação ocorreu logo após mais um desses saques. Ao ser abordado, o médico não apresentou explicações consideradas plausíveis para justificar o transporte de uma quantia tão elevada em espécie, prática frequentemente associada, segundo a Polícia Federal, a tentativas de driblar mecanismos de rastreamento bancário e fiscalização financeira. Diante da situação, todo o numerário foi imediatamente apreendido para análise técnica e contábil.

Em nota, a Polícia Federal informou que será instaurado inquérito policial para aprofundar as investigações. O objetivo é esclarecer a real origem do dinheiro, identificar o destino que seria dado aos valores e verificar se há indícios concretos de crimes como lavagem de dinheiro e corrupção. As apurações também vão se debruçar sobre os contratos públicos firmados pela empresa do suspeito, buscando identificar possíveis vínculos entre os recursos sacados e pagamentos provenientes do poder público.

O caso reforça o cerco das autoridades federais a movimentações financeiras consideradas atípicas, especialmente quando envolvem empresas contratadas pelo Estado. Até o momento, o nome do médico não foi divulgado, e ele deverá ser ouvido nos próximos dias para prestar esclarecimentos. A investigação segue em sigilo, mas já é tratada internamente como prioritária, diante da gravidade das suspeitas e do volume expressivo de dinheiro envolvido.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

ARTISTAS E PRODUTORES CULTURAIS PODEM INSCREVER PROPOSTAS PARA INTEGRAR A PROGRAMAÇÃO DOS EVENTOS MUNICIPAIS DE 2026

A Prefeitura de Garanhuns, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, abre as inscrições para o Edital Convocatório Geral de 2026, que irá selecionar propostas artísticas e culturais para compor a programação dos eventos do Ciclo Cultural 2026 no município, com exceção do Festival de Inverno de Garanhuns.

O edital contempla os seguintes eventos: Garanhuns Jazz Festival, Carnaval nos Bairros, Festa de São José (Distrito de Miracica), Festival Viva Garanhuns, Festa de Santo Antônio, Festa de São Pedro (Distrito de São Pedro) e Festival Viva Jesus. Por se tratar de um edital que abrange todos os eventos do Ciclo Cultural 2026 do município, o proponente deverá indicar, no ato da inscrição, o evento ao qual a proposta se destina. Caso deseje concorrer em mais de um evento, será necessária a realização de inscrições distintas para cada um.

As inscrições estão abertas a partir do dia 09 de janeiro de 2026 e seguem até às 23h59min do dia 23 de janeiro de 2026, devendo ser realizadas exclusivamente de forma on-line, por meio da plataforma Prosas, que pode ser acessada em link específico disponível no site oficial da Prefeitura de Garanhuns, na aba Editais Cultura (garanhuns.pe.gov.br/editaiscultura).

As propostas devem respeitar as características de cada evento, observando a identidade cultural, o perfil do público e os objetivos de cada programação. Estão habilitadas as seguintes linguagens e segmentos artísticos: frevo, axé, pagode, samba, swingueira e arrocha para o Carnaval nos Bairros; jazz, blues, rock, MPB e bossa nova para o Garanhuns Jazz Festival; gêneros musicais diversos para a Festa de São José, no Distrito de Miracica; forró pé-de-serra, forró tradicional, forró estilizado, sertanejo, música católica, além de dança e cultura popular, como quadrilhas juninas, para o Festival Viva Garanhuns, Festa de Santo Antônio e Festa de São Pedro, no Distrito de São Pedro; e música religiosa nos segmentos católico e evangélico para o Festival Viva Jesus.

O Edital Convocatório Geral tem como objetivo fortalecer a diversidade cultural, valorizar os artistas e ampliar o acesso da população às manifestações artísticas em diferentes linguagens.

Assessoria de Comunicação – Secretaria de Cultura
Fotos: Arquivo Secom (PMG)