A ação contou com a presença integrada de equipes da Secretaria da Receita Municipal, da Secretaria de Serviços Públicos e da Guarda Municipal. No local, a Prefeitura apresentou documentação que comprova que o terreno pertence ao Município e foi oficialmente doado ao Governo do Estado ainda na década de 1970, durante a administração do então prefeito Áureo Bradley. Os documentos foram exibidos ao ocupante da área, Edson Marques, e ao seu advogado, permitindo uma análise técnica e jurídica completa da situação.
Segundo o secretário da Receita Municipal, Rodrigo Cruz, a condução do processo teve como princípio central o respeito às pessoas e o cumprimento da lei. Ele destacou que a Prefeitura não adotou medidas arbitrárias, priorizando o entendimento e a solução consensual. De acordo com o gestor, além de apresentar toda a documentação que atesta a titularidade pública da área, o Município se colocou à disposição para oferecer suporte na retirada dos materiais existentes no local, garantindo que eles sejam armazenados em espaço indicado pelo próprio ocupante.
A postura adotada pela gestão foi reconhecida pela defesa de Edson Marques. O advogado Everton Tenório afirmou que, após a análise dos documentos apresentados pela Prefeitura e o diálogo estabelecido, ficou claro que se trata de um bem público, que não pode ser objeto de posse prolongada nem de usucapião. Ele ressaltou que o entendimento construído respeitou os limites legais e resultou em um acordo considerado justo e humanizado, preservando tanto o interesse público quanto a dignidade das pessoas envolvidas.
Com a situação resolvida de forma consensual, Arcoverde avança para a próxima etapa: viabilizar o início das obras da BIESP. A futura base representa um importante reforço na estrutura de segurança pública do município, ampliando a presença do Estado, fortalecendo o combate à criminalidade e trazendo mais tranquilidade para a população.
Ao final, a Prefeitura de Arcoverde reafirma seu compromisso com uma gestão responsável, que atua sempre pautada no diálogo, na observância rigorosa da legislação e na defesa do interesse coletivo, garantindo que projetos estruturantes saiam do papel e contribuam para o desenvolvimento e a segurança da cidade.