A conquista do Selo Ouro em Transparência Pública simboliza mais do que um reconhecimento técnico. Representa a consolidação de uma gestão que decidiu abrir as portas do Legislativo para o olhar direto da população. Em municípios do interior, onde a política se constrói no contato cotidiano com o cidadão e onde as cobranças são pessoais e imediatas, tornar dados acessíveis, organizar informações e prestar contas de forma clara deixa de ser apenas obrigação legal e passa a ser estratégia de fortalecimento institucional.
Sob a condução de Tonho Crioulo, a Câmara avançou na implantação do Sistema Eletrônico Digital do Legislativo, modernizando fluxos internos, digitalizando processos e alinhando procedimentos às exigências dos órgãos de controle. A medida reduziu burocracias, trouxe mais agilidade às tramitações e ampliou o controle social sobre as atividades parlamentares. A digitalização também facilita o acompanhamento de projetos, votações e gastos públicos, aproximando o cidadão das decisões tomadas em plenário.
Mas o movimento vai além da tecnologia. O que se evidencia é a construção de um Legislativo que busca atuar sem amarras políticas e sem subordinação automática ao Executivo municipal. A postura defendida pela presidência da Casa reforça a autonomia institucional prevista na Constituição, consolidando um Parlamento municipal que fiscaliza, debate e delibera com independência, ainda que mantenha o diálogo republicano com os demais poderes.
Essa independência tem impacto direto no ambiente político local. Em vez de funcionar como mera extensão administrativa do Executivo, a Câmara passa a exercer seu papel de fiscalização e proposição de políticas públicas com maior protagonismo. Nos bastidores, a avaliação é de que esse posicionamento fortalece a credibilidade do Legislativo diante da população e reposiciona o presidente da Casa como uma liderança que alia gestão técnica e articulação política.
O índice de 48,3% de aprovação não surge isolado. Ele reflete um conjunto de ações administrativas e políticas que dialogam com uma sociedade cada vez mais atenta. Em Capoeiras, onde as relações políticas são marcadas pela proximidade e pela cobrança direta nas ruas, números dessa magnitude indicam que a estratégia de investir em transparência e organização administrativa tem encontrado eco junto ao eleitorado.
Analistas locais observam que, ao transformar gestão em ativo político, Tonho Crioulo constrói uma narrativa que ultrapassa o mandato de vereador. A imagem de um presidente que moderniza, organiza e mantém a independência institucional projeta seu nome para além do espaço interno da Câmara, inserindo-o no debate sobre futuras composições majoritárias no município.
Se esse capital político será convertido em voos mais altos, dependerá das circunstâncias e das articulações que virão. No momento, porém, o cenário aponta para um Legislativo fortalecido, mais transparente e com identidade própria. Em um tempo em que a população cobra resultados concretos e postura firme dos representantes, a Câmara de Capoeiras vive uma fase em que a independência institucional deixa de ser discurso e passa a ser prática administrativa e política consolidada.
