sábado, 7 de março de 2026
DEPUTADO FELIPE CARRERAS VISITA OBRAS E REFORÇA PARCERIA PARA INVESTIMENTOS EM SAÚDE E EDUCAÇÃO EM CACHOEIRINHA.
PGR PEDE ARQUIVAMENTO DE INVESTIGAÇÃO SOBRE JOIAS DE BOLSONARO E APONTA FALTA DE REGRAS CLARAS NA LEGISLAÇÃO
O parecer encaminhado ao Supremo Tribunal Federal sustenta que a legislação brasileira ainda apresenta lacunas quando se trata da definição sobre a titularidade e a destinação de presentes recebidos por chefes de Estado em viagens e compromissos oficiais. Na avaliação da Procuradoria-Geral da República, essa ausência de normas mais objetivas dificulta a caracterização de eventual irregularidade criminal, tornando frágil qualquer tentativa de transformar o episódio em processo penal.
O caso das joias ganhou grande repercussão nacional após a revelação de que peças recebidas durante agendas internacionais do então presidente teriam sido encaminhadas de forma considerada irregular, sem registro imediato no acervo público. A situação gerou questionamentos de órgãos de controle e levou à abertura de investigação conduzida pela Polícia Federal, que passou a apurar a origem, o destino e o tratamento administrativo dado aos objetos.
Durante o andamento das apurações, parte dos itens acabou sendo incorporada ao patrimônio público após pressões institucionais e a intensificação das investigações. O episódio se transformou em um dos casos mais discutidos envolvendo o período final do governo Bolsonaro, alimentando debates jurídicos e políticos sobre transparência, patrimônio público e os limites da legislação brasileira no tratamento de presentes recebidos por autoridades.
Ao defender o arquivamento do inquérito, Paulo Gonet ressaltou que a falta de parâmetros legais claros sobre a natureza desses presentes — se deveriam ser considerados bens pessoais ou integrantes do patrimônio público — enfraquece a possibilidade de caracterizar crime com segurança jurídica. Segundo o entendimento do procurador-geral, sem uma definição normativa precisa, não seria possível sustentar uma acusação penal consistente.
Com o pedido formal apresentado pela Procuradoria-Geral da República, caberá agora ao Supremo Tribunal Federal analisar o parecer e decidir se acompanha a manifestação do Ministério Público ou se entende que ainda existem elementos que justifiquem a continuidade das investigações. A decisão final da Corte poderá encerrar definitivamente o caso no âmbito criminal ou determinar novos desdobramentos no processo investigativo.
PRESSÃO NOS BASTIDORES: JOÃO CAMPOS EVITA IMPOR NOMES NA CHAPA E TENTA SEGURAR ALIADOS EM MEIO À DISPUTA PELO SENADO
Em entrevista concedida à imprensa nesta sexta-feira, o prefeito destacou que a definição dos integrantes da chapa majoritária precisa ser construída em conjunto com os partidos e lideranças que integram o campo político que pretende sustentar sua candidatura. Segundo ele, ninguém se torna candidato isoladamente, sem o apoio de uma frente política sólida. A fala foi interpretada como um recado direto a setores que pressionam por definições imediatas, sobretudo pré-candidatos ao Senado que se sentem deixados em segundo plano nas negociações.
Nos bastidores, o ambiente político tem sido marcado por intensas conversas e reposicionamentos estratégicos. O próprio prefeito atribuiu esse movimento ao início da chamada janela partidária, período em que deputados podem trocar de legenda sem risco de punição por infidelidade partidária. Para Campos, essa fase naturalmente provoca uma efervescência política, com partidos dialogando, apresentando alternativas e buscando consolidar projetos para as disputas eleitorais.
Enquanto o prefeito tenta administrar as expectativas de seus aliados, outros nomes relevantes do cenário político pernambucano também movimentam o tabuleiro. O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, e a ex-deputada federal Marília Arraes deram entrevistas recentes nas quais não descartaram a possibilidade de disputar o Senado na chapa da governadora Raquel Lyra. As declarações ocorreram após circular nos bastidores a informação de que a Frente Popular já teria definido como candidatos ao Senado o senador Humberto Costa e o deputado federal Eduardo da Fonte.
No caso de Marília Arraes, os movimentos políticos ganharam novos capítulos. A ex-deputada viajou ao Rio de Janeiro para uma conversa com o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, e reafirmou que pretende se filiar ao partido para disputar uma vaga no Senado. Nos bastidores também surgiu a informação de que o ministro Wolney Queiroz poderia ocupar a vaga de vice na eventual chapa liderada por João Campos pelo PDT, cenário que criaria um impasse interno. Isso porque dificilmente um mesmo partido, sobretudo de menor porte, ocuparia duas vagas majoritárias na mesma chapa.
Diante dessas especulações, Marília tratou de minimizar a situação e afirmou que o próprio Wolney Queiroz entrou em contato com ela para negar a existência de qualquer definição nesse sentido. A declaração reforça a percepção de que as articulações ainda estão em fase inicial e que diferentes cenários continuam sendo discutidos.
Enquanto isso, no campo político ligado ao governo estadual, a aproximação entre a governadora Raquel Lyra e o senador Fernando Dueire tem chamado atenção. O parlamentar do MDB participou de dois eventos ligados às comemorações da Data Magna de Pernambuco, que celebra a histórica Revolução Pernambucana de 1817, atendendo convite da governadora. A presença de Dueire nas atividades reforçou a leitura de que a relação entre os dois vem se estreitando nos últimos meses.
Segundo informações de bastidores, a tendência é que o senador passe a conciliar com mais frequência sua agenda em Brasília com compromissos ao lado da governadora em Pernambuco. A estratégia incluiria a participação em inaugurações de obras e atos administrativos tanto na Região Metropolitana do Recife quanto em municípios do interior, fortalecendo politicamente a parceria.
Também presente nos eventos da Data Magna esteve o deputado estadual Jarbas Filho, igualmente filiado ao MDB. O parlamentar vive um momento de incerteza partidária, já que existe uma disputa judicial envolvendo o controle da legenda em Pernambuco. Caso o grupo político ao qual ele e Fernando Dueire pertencem não consiga reverter a decisão da convenção partidária vencida pelo grupo de Raul Henry, uma possível mudança para o PSD não está descartada.
Diante desse cenário de disputas, articulações e indefinições, o tabuleiro político pernambucano entra em uma fase decisiva. A janela partidária e a corrida por espaços nas chapas majoritárias devem intensificar ainda mais as negociações nas próximas semanas, enquanto líderes como João Campos tentam equilibrar interesses diversos para manter a unidade de seus aliados e consolidar seus projetos eleitorais.
PASTOR CONDENADO POR DOPAR E ABANDONAR IRMÃO DEFICIENTE DESAPARECE APÓS CASO CHOCAR FAMÍLIA E JUSTIÇA
A história começou a se desenrolar em 2018, quando o pastor assumiu os cuidados do irmão, um idoso doente que vivia em Sobradinho II. A vítima recebia um salário mensal de aproximadamente R$ 7 mil, recurso que deveria garantir assistência médica e qualidade mínima de vida. No entanto, ao longo dos anos, a família passou a perceber sinais preocupantes. O idoso, que já possuía problemas de saúde, começou a apresentar uma perda de peso acentuada, além de feridas visíveis pelo corpo e um estado físico cada vez mais debilitado.
Os familiares também relataram dificuldades crescentes para visitar o parente. Segundo eles, o pastor frequentemente criava obstáculos ou impedia os encontros, alegando que o idoso não tinha condições de receber visitas. O isolamento acabou se tornando um dos elementos centrais do caso, pois manteve a vítima afastada de qualquer supervisão familiar durante um período crítico.
A situação chegou a um ponto alarmante quando o idoso passou a perder a capacidade de fala e apresentou sinais de comprometimento cognitivo severo. Desconfiados de que algo grave estava acontecendo, parentes decidiram realizar uma visita surpresa em 2021. O que encontraram foi descrito por eles como uma cena “estarrecedora”.
O idoso estava deitado sobre uma cama, em estado considerado cadavérico, pesando cerca de 42 quilos. Ele não conseguia andar, falar ou se alimentar adequadamente. Além disso, apresentava feridas pelo corpo e sinais claros de abandono. Testemunhas afirmaram que o homem babava constantemente e demonstrava incapacidade de responder a estímulos básicos.
A família também constatou que as fraldas do idoso não eram trocadas regularmente. Em muitos momentos, ele permanecia durante horas — ou até dias — envolvido em fezes, sem qualquer cuidado de higiene. O cenário descrito nos relatos apontava para uma situação de negligência extrema.
Outro elemento que agravou ainda mais o caso foi a suspeita de que o pastor utilizava medicamentos sedativos em excesso para manter o irmão dopado. Segundo depoimentos da família, o idoso recebia doses elevadas de calmantes com frequência, o que teria contribuído para o agravamento do estado mental e físico da vítima.
Diante do quadro encontrado, os familiares decidiram assumir novamente a tutela do idoso e registraram um boletim de ocorrência junto à Polícia Civil do Distrito Federal. A investigação passou a revelar uma dimensão ainda mais grave da situação.
Durante a apuração, foi descoberto que o pastor havia realizado diversos empréstimos consignados utilizando o nome do irmão. As operações financeiras foram feitas em bancos e financeiras ao longo dos anos em que ele administrou a vida do idoso. O resultado foi uma dívida estimada em aproximadamente R$ 160 mil.
Os débitos foram estruturados de forma parcelada e comprometem a renda da vítima por anos. Segundo os registros levantados pela família, o idoso continuará pagando essas dívidas até pelo menos 2030.
A descoberta provocou revolta entre os parentes, que registraram um novo boletim de ocorrência para ampliar as investigações sobre possível fraude financeira e exploração patrimonial.
Com a repercussão do caso e a condenação judicial, o pastor deixou de ser encontrado. O desaparecimento levanta dúvidas sobre seu paradeiro e sobre o cumprimento das determinações impostas pela Justiça.
Enquanto isso, a família tenta reconstruir a vida do idoso, que ainda enfrenta consequências físicas e cognitivas severas decorrentes do período de abandono e maus-tratos. O caso se tornou um exemplo extremo de violência doméstica contra pessoas vulneráveis e segue sendo acompanhado com atenção pelas autoridades e pela sociedade.
COLUNA POLÍTICA | PORTEIRA ABERTA PARA O SENADO | NA LUPA 🔎 | POR EDNEY SOUTO
RAQUEL LYRA CONFIRMA AGENDA EM GARANHUNS COM ORDEM DE SERVIÇO DO HOSPITAL MESTRE DOMINGUINHOS E PARTICIPAÇÃO NA EXPOGARANHUNS
Durante a passagem pela cidade, a governadora participará da assinatura da ordem de serviço para a construção do Hospital Mestre Dominguinhos, empreendimento aguardado há anos pela população do Agreste Meridional e que promete ampliar significativamente a capacidade de atendimento hospitalar na região. O equipamento está orçado em cerca de R$ 126 milhões e será erguido às margens da BR-423, na entrada de Garanhuns, em uma área estratégica para facilitar o acesso de pacientes vindos de diversos municípios do entorno.
De acordo com o projeto apresentado pelo Governo do Estado, o hospital contará com aproximadamente 26 mil metros quadrados de área construída e terá 269 leitos destinados a atendimentos de média e alta complexidade. A estrutura incluirá Unidade de Terapia Intensiva (UTI), centro cirúrgico, emergência, serviços completos de diagnóstico por imagem, setor de hemodinâmica e ambulatórios especializados, permitindo ampliar a rede hospitalar regional e reduzir a necessidade de deslocamentos para centros maiores como Caruaru ou Recife.
Para o deputado Izaías Régis, que acompanha de perto a pauta do desenvolvimento regional, a obra representa um marco para a saúde pública do Agreste. Segundo o parlamentar, o hospital é resultado de articulações e reivindicações históricas da região e deverá beneficiar diretamente milhares de pessoas que dependem do Sistema Único de Saúde. Ele também destacou que a agenda da governadora simboliza um momento importante para Garanhuns, ao reunir investimentos estruturais e incentivo ao setor produtivo.
Além da agenda relacionada à saúde, Raquel Lyra também participará da programação da ExpoGaranhuns 2026, feira agropecuária que acontece entre os dias 11 e 15 de março no Parque Acauã. Considerada pelos organizadores como a maior feira do setor no Agreste Meridional, o evento reúne produtores rurais, criadores, empresários do agronegócio e visitantes de diversas cidades da região, consolidando-se como um espaço de negócios, troca de conhecimento técnico e valorização da pecuária regional.
A programação da feira inclui torneios leiteiros, julgamentos de raças, exposições de animais, rodadas de negócios e palestras técnicas voltadas para produtores e especialistas do setor agropecuário. Um dos destaques será a realização da ExpoNelore, iniciativa promovida pela Associação dos Criadores de Nelore do Nordeste (ACNN), com patrocínio do Banco do Nordeste, reunindo criadores e especialistas em genética bovina de diferentes estados.
A feira também contará com leilão de bovinos, premiação de animais campeões, desfile de raças, estandes comerciais, praça de alimentação e espaço voltado ao público infantil. Para atrair ainda mais visitantes, a programação inclui apresentações musicais entre os dias 12 e 14 de março, sempre no período da noite, das 18h às 23h, reforçando o caráter cultural e turístico do evento.
Com a presença da governadora, a expectativa de organizadores e lideranças regionais é que a ExpoGaranhuns ganhe ainda mais visibilidade e fortaleça o papel de Garanhuns como polo econômico e agropecuário do Agreste Meridional, ao mesmo tempo em que a assinatura da ordem de serviço do Hospital Mestre Dominguinhos simboliza um novo passo na ampliação da infraestrutura de saúde pública em Pernambuco.
IRÃ USA O “CAOS ESTRATÉGICO” PARA DESAFIAR A DOUTRINA DO LOUCO DE TRUMP E REDESENHAR O TABULEIRO GEOPOLÍTICO DO ORIENTE MÉDIO
A chamada “doutrina do louco” tem raízes históricas na Guerra Fria. O conceito foi popularizado pelo presidente americano Richard Nixon, que buscava convencer adversários de que era capaz de tomar decisões imprevisíveis, inclusive recorrer ao uso extremo da força, caso suas exigências não fossem atendidas. A ideia era simples: se os inimigos acreditassem que o líder de uma potência nuclear poderia agir de forma aparentemente irracional, prefeririam ceder em negociações para evitar uma escalada incontrolável. A lógica se baseia na dissuasão psicológica e na construção deliberada de uma reputação de imprevisibilidade.
Donald Trump adotou uma versão contemporânea desse método ao longo de sua trajetória política. Durante campanhas e discursos de política externa, ele repetiu que os Estados Unidos deveriam ser “mais imprevisíveis” no cenário internacional. A estratégia consiste em alternar ameaças, gestos diplomáticos inesperados e declarações agressivas que deixam adversários sem saber qual será o próximo movimento de Washington. O objetivo é aumentar o poder de barganha dos Estados Unidos em negociações envolvendo temas sensíveis como programas nucleares, comércio internacional e disputas militares.
No entanto, essa abordagem encontra resistência quando aplicada contra regimes políticos que operam sob uma lógica estratégica distinta. O Irã, desde a Revolução Islâmica de 1979, desenvolveu uma doutrina baseada na sobrevivência do regime, na resistência prolongada e no uso de múltiplos instrumentos de pressão indireta. Em vez de responder diretamente a cada ameaça americana, Teerã prefere criar um ambiente de instabilidade regional que torna mais difícil para seus adversários controlar o conflito.
Essa lógica ficou evidente na forma como o Irã estruturou sua influência no Oriente Médio nas últimas décadas. Em vez de depender exclusivamente de seu próprio poder militar, o país construiu uma rede de aliados e grupos armados em diferentes países, incluindo milícias no Iraque, o Hezbollah no Líbano e movimentos armados em outras regiões. Esse sistema permite que Teerã exerça pressão sobre adversários sem necessariamente entrar em guerra direta com potências como os Estados Unidos ou Israel.
Analistas chamam esse modelo de “estratégia do caos controlado”. A lógica é multiplicar pontos de tensão simultâneos na região, dificultando que um adversário mais poderoso consiga neutralizar todas as frentes de conflito ao mesmo tempo. Ao espalhar riscos e ameaças por diversos territórios, o Irã transforma o custo de uma guerra total em algo potencialmente muito alto para qualquer potência externa.
Nos últimos anos, sinais dessa estratégia se tornaram ainda mais claros. Autoridades iranianas passaram a indicar que o país está disposto a impor custos diretos às forças americanas caso seja atacado novamente. Generais iranianos afirmaram que, diante de novas ações militares dos Estados Unidos, o país poderia atingir bases militares e infraestrutura estratégica na região do Golfo, ampliando o alcance do confronto.
Ao mesmo tempo, a estrutura militar iraniana foi reorganizada para resistir a ataques que tentem eliminar sua liderança. A Guarda Revolucionária Islâmica, força central do regime, descentralizou parte de suas operações, permitindo que comandantes intermediários continuem conduzindo ações militares mesmo após perdas no alto comando. Esse modelo aumenta a capacidade de sobrevivência do sistema militar iraniano e dificulta estratégias de “decapitação” usadas em guerras modernas.
Em cenários mais recentes de tensão regional, analistas indicam que Teerã também desenvolveu planos para espalhar instabilidade em escala mais ampla caso enfrente ataques diretos. Esses planos incluiriam ações contra infraestrutura energética no Golfo, ataques com drones e mísseis contra alvos militares e o envolvimento de aliados regionais em diferentes frentes de combate, criando um conflito fragmentado e difícil de controlar.
Esse tipo de estratégia representa um desafio direto à lógica da doutrina do louco. A tática americana depende da suposição de que o adversário tem medo de uma escalada e prefere evitar riscos extremos. Porém, quando o oponente demonstra disposição para suportar instabilidade prolongada, sanções econômicas e confrontos indiretos, a eficácia da ameaça psicológica diminui.
Outro fator que complica esse jogo estratégico é a própria natureza do regime iraniano. Diferentemente de democracias liberais, onde mudanças políticas podem ocorrer rapidamente por pressão social ou eleitoral, o sistema político iraniano é estruturado para resistir a choques externos prolongados. Isso significa que sanções econômicas severas ou crises regionais nem sempre produzem o efeito político esperado por seus adversários.
Especialistas em relações internacionais observam que o confronto entre essas duas doutrinas cria um ambiente altamente volátil. A estratégia americana busca criar medo por meio da imprevisibilidade. A estratégia iraniana responde aumentando a complexidade e a dispersão do conflito. O resultado é um cenário em que cada lado tenta manipular a percepção do outro, elevando o risco de erros de cálculo.
Nesse contexto, o embate entre Washington e Teerã deixa de ser apenas uma disputa militar ou diplomática. Trata-se de um choque entre duas visões diferentes sobre como sobreviver e exercer poder em um sistema internacional cada vez mais fragmentado. Enquanto os Estados Unidos tentam manter sua capacidade de dissuasão global por meio da imprevisibilidade estratégica, o Irã aposta na resistência prolongada e na multiplicação de crises regionais como forma de equilibrar a balança diante de um adversário militarmente muito superior.
O resultado desse duelo estratégico permanece incerto. O que já se sabe é que, no tabuleiro geopolítico do Oriente Médio, o confronto entre o “louco imprevisível” e o “caos calculado” tornou-se um dos elementos centrais para compreender a dinâmica de poder na região no século XXI.
MORAES VOTA PARA TORNAR SILAS MALAFAIA RÉU NO STF POR DECLARAÇÕES CONTRA GENERAIS DO EXÉRCITO
A acusação foi formalizada pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, e sustenta que o religioso teria ultrapassado os limites da crítica ao direcionar ataques verbais a oficiais de alta patente das Forças Armadas durante um ato político realizado em abril de 2025 na Avenida Paulista, em São Paulo. Segundo a denúncia, no discurso feito diante de apoiadores, Malafaia teria chamado generais do Exército de “cambada de frouxos”, “cambada de covardes” e “cambada de omissos”.
A Procuradoria-Geral da República argumenta ainda que, além das ofensas, o pastor também teria atribuído falsamente aos oficiais a prática de crime militar ao criticar publicamente a prisão do general Walter Braga Netto. Para o órgão acusador, esse tipo de declaração pode configurar calúnia, por imputar crime a terceiros sem provas, além de injúria, pela ofensa direta à honra dos militares.
O voto de Alexandre de Moraes representa apenas a etapa inicial do processo judicial. Nesta fase, o STF não julga se o acusado é culpado ou inocente, mas decide se existem elementos mínimos que justifiquem a abertura de uma ação penal. Caso a maioria dos ministros da Primeira Turma acompanhe o entendimento do relator, Silas Malafaia passará formalmente à condição de réu e o processo seguirá com coleta de provas, depoimentos e eventual julgamento de mérito.
A análise ocorre no plenário virtual da Primeira Turma do STF, onde os ministros têm prazo de até uma semana para registrar seus votos. O resultado final dependerá do posicionamento dos demais integrantes do colegiado.
Até o momento, Silas Malafaia não se pronunciou publicamente sobre o voto do ministro Alexandre de Moraes nem sobre o andamento do julgamento no Supremo. O caso, no entanto, já provoca repercussão no meio político e religioso, por envolver um dos líderes evangélicos mais influentes do país e declarações feitas em um contexto de forte polarização política.