sábado, 14 de março de 2026

FEDERAÇÃO DE ESQUERDA SE APROXIMA DE JOÃO CAMPOS E SINALIZA PALANQUE FORTE PARA LULA EM PERNAMBUCO EM 2026

A movimentação política em torno das eleições de 2026 em Pernambuco começa a ganhar contornos cada vez mais claros. Em entrevista concedida nesta sexta-feira (13) ao programa Passando a Limpo, da Rádio Jornal, a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, indicou que a federação Brasil da Esperança — formada por Partido dos Trabalhadores (PT), Partido Verde (PV) e Partido Comunista do Brasil (PCdoB) — caminha para apoiar o prefeito do Recife, João Campos, em uma eventual disputa majoritária no estado.

A presidente nacional do PCdoB classificou o movimento como o “percurso mais natural” dentro da estratégia política da federação. Segundo ela, o alinhamento com o campo político liderado pelo PSB em Pernambuco tem raízes históricas e faz parte de um projeto maior de fortalecimento da base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no estado.

Durante a entrevista, Luciana revelou que tem mantido diálogo constante com lideranças petistas sobre o cenário eleitoral. Entre esses interlocutores está o senador pernambucano Humberto Costa, com quem discutiu recentemente o futuro da federação no estado. De acordo com a ministra, a tendência é consolidar uma aliança que ajude a construir um palanque robusto para a campanha presidencial de Lula em Pernambuco.

Para a dirigente comunista, a construção dessa convergência política também leva em consideração o papel que a federação desempenha no governo federal. Ela lembrou que a base política que integra a aliança participa diretamente da gestão nacional, inclusive ocupando a vice-presidência da República, atualmente exercida por Geraldo Alckmin. Esse cenário, na avaliação de Luciana, fortalece a lógica de união entre as forças progressistas no estado.

A ministra também destacou que o diálogo entre os partidos da federação ocorre de forma permanente. Segundo ela, as conversas envolvem tanto a conjuntura nacional quanto os desdobramentos políticos em Pernambuco, onde a articulação para 2026 começa a se intensificar nos bastidores.

Apesar de indicar uma direção clara para o posicionamento da federação, Luciana Santos afirmou que sua própria participação na disputa eleitoral ainda não está definida. A ministra explicou que a decisão sobre eventual candidatura será tomada coletivamente dentro do partido e em diálogo direto com o presidente Lula.

Ela revelou, inclusive, que o chefe do Executivo federal tem incentivado ministros e lideranças políticas do governo a entrarem na disputa eleitoral no próximo pleito. No entanto, segundo a dirigente do PCdoB, ainda está em avaliação qual seria o espaço político mais estratégico para sua atuação dentro da construção do projeto político em Pernambuco.

A declaração da ministra reforça a percepção de que o tabuleiro político pernambucano começa a se reorganizar antecipadamente, com alianças sendo desenhadas e lideranças buscando posicionamento em um cenário que promete ser decisivo tanto para o futuro do estado quanto para a consolidação das forças que sustentam o governo federal.

MORRE AOS 58 ANOS O EX-DEPUTADO FEDERAL PAULO FERNANDO, VOZ CONSERVADORA DO DISTRITO FEDERAL

A política do Distrito Federal amanheceu de luto neste sábado (14) com a notícia da morte do ex-deputado federal Paulo Fernando Melo da Costa, aos 58 anos. Conhecido por sua atuação firme em pautas conservadoras e por sua forte ligação com movimentos católicos, ele passou mal durante a madrugada e foi levado às pressas para uma unidade hospitalar, mas não resistiu.

A informação causou forte comoção entre aliados, lideranças políticas e apoiadores que acompanharam sua trajetória pública nas últimas décadas. Advogado por formação, Paulo Fernando construiu sua carreira política a partir da militância em defesa de valores religiosos e familiares, ganhando notoriedade inicialmente em movimentos ligados à Igreja Católica e posteriormente no cenário político do Distrito Federal.

Nos bastidores da política, ele era reconhecido por seu perfil combativo e por manter posições firmes em debates considerados sensíveis no Congresso Nacional. Durante sua passagem pela Câmara dos Deputados, Paulo Fernando destacou-se em discussões relacionadas à liberdade religiosa, direitos civis e temas ligados à família, pautas que marcaram sua atuação parlamentar e lhe renderam apoio de segmentos conservadores em todo o país.

Aliado político do ex-presidente Jair Bolsonaro, Paulo Fernando também esteve próximo de diversas articulações do campo conservador nos últimos anos, participando de debates e mobilizações que buscavam ampliar a presença desse grupo no Congresso Nacional. Sua atuação frequentemente gerava repercussão nas redes sociais e nos espaços de discussão política.

Além da atuação parlamentar, Paulo Fernando também construiu uma trajetória relevante no meio jurídico e em entidades ligadas à defesa da liberdade religiosa. Sua atuação em organizações civis foi decisiva para projetá-lo nacionalmente antes mesmo de ocupar cargos eletivos.

A morte repentina interrompe uma trajetória política que ainda prometia novos capítulos. Nos últimos anos, Paulo Fernando continuava participando ativamente de debates públicos e eventos políticos, mantendo presença constante em discussões ideológicas e institucionais.

Nas redes sociais, diversas lideranças políticas lamentaram o falecimento e destacaram sua dedicação às causas que defendia. Mensagens de solidariedade à família e aos amigos também foram compartilhadas por parlamentares, militantes e representantes de movimentos religiosos.

O falecimento de Paulo Fernando representa a perda de uma figura que, independentemente de posicionamentos ideológicos, marcou presença no debate político brasileiro contemporâneo. Sua trajetória reflete um período de forte polarização política no país, no qual ele se posicionou de maneira clara e ativa na defesa de suas convicções.

Até o momento, a família ainda não divulgou detalhes sobre o velório e o sepultamento. A expectativa é de que novas informações sejam anunciadas ao longo do dia, enquanto aliados e admiradores prestam as últimas homenagens a um personagem que deixou sua marca na política do Distrito Federal e no debate nacional.

MAIS DE 3 MIL FAMÍLIAS PODEM REALIZAR O SONHO DA CASA PRÓPRIA EM NOVA EDIÇÃO DA FEIRA DE IMÓVEIS DE CARUARU

No município, 10.645 pessoas já se inscreveram no programa Morar Bem PE – Entrada Garantida. Destas, 4.638 foram aprovadas para receber o subsídio de R$ 20 mil do Governo de Pernambuco e assinar o contrato de compra de seu imóvel.

município de Caruaru, consolidado como um dos principais polos imobiliários e da construção civil em Pernambuco, volta a ser palco de mais uma Feira de Imóveis. De quinta-feira (12) até domingo (15), o evento acontece na Estação Ferroviária, no bairro Maurício de Nassau, no Centro da cidade, das 9h às 20h. Como é de praxe, o Governo de Pernambuco, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh-PE) e Companhia Estadual de Habitação e Obras (Cehab), marca presença com o programa Morar Bem PE, em sua modalidade Entrada Garantida, que prevê subsídios de até R$ 20 mil (para imóveis de até R$ 245 mil incluídos no Programa Minha Casa Minha Vida) destinados a famílias com renda de até dois salários mínimos e com dificuldades para comprar um imóvel por não ter condições de pagar a entrada do financiamento.

Com subsídio do Morar Bem PE, a feira disponibiliza 3.100 unidades habitacionais, incluindo lançamentos, em 45 empreendimentos, para serem negociados esta semana por meio de oito construtoras. Na Capital do Forró, o evento reúne opções para todos os perfis de clientes, que vão desde aqueles que sonham adquirir sua primeira casa própria até aqueles que visam investir em imóveis maiores ou de alto padrão. Para quem tem renda de até dois salários mínimos isso significa que pode comprar sua primeira unidade habitacional com um subsídio de até R$ 75 mil (R$ 20 mil do Morar Bem PE – Entrada Garantida, pagos pelo Governo de Pernambuco, mais até R$ 55 mil do MCMV, do governo federal), o que torna possível o pagamento em suaves parcelas e sem a necessidade de um valor alto de entrada por parte do mutuário.

"Caruaru tem algo especial. Em Pernambuco, apenas este município tem duas feiras por ano. E é o município em que temos mais imóveis apresentados ao mercado dentro do programa Morar Bem PE – Entrada Garantida", lembra o diretor-presidente da Cehab, Paulo Lira. "Tudo isso só é possível porque temos um ambiente favorável, profissionais comprometidos e que entendem a necessidade da construção civil, que dão celeridade ao processo e conseguem colocar cada vez mais empreendimentos à disposição da população, que é quem mais precisa de habitação", ressalta.

Para participar do programa Morar Bem PE ­– Entrada Garantida é necessário: residir em Pernambuco; ter como renda familiar até dois salários mínimos; não ser proprietário, promitente comprador ou possuidor de qualquer título ou concessionário de imóvel; ter aprovação da Caixa Econômica Federal da documentação do cadastro e da operação de crédito individual; e não haver sido beneficiado por atendimento habitacional definitivo.

Em todo o Estado, 103.546 pernambucanos já se inscreveram no Morar Bem PE – Entrada Garantida. Destes, 20.474 foram aprovados para receber o subsídio e assinar o contrato de compra de seu imóvel em 31 municípios. Ao todo 8.961 unidades ainda estão à disposição para serem negociadas com o subsídio do programa em 383 empreendimentos. Em Caruaru foram inscritas 10.645 famílias, das quais 4.638 já foram contempladas com o subsídio no município.

O programa também tem sido responsável por um aquecimento no mercado imobiliário do Estado gerando mais empregos, diretos e indiretos, sobretudo na área de construção civil, movimentando mais de R$ 2 bilhões por ano.

Serviço:

Feira de Imóveis de Caruaru 2026.1 – de quinta-feira (12) a domingo (15), das 9h às 20h, na Estação Ferroviária (Rua Silva Filho, nº 7, bairro Maurício de Nassau, Centro). Mais informações no site www.feiradeimoveisne.com.br e no Instagram @feiradeimoveisne


HUMBERTO COSTA SINALIZA CHAPA COM EDUARDO DA FONTE E MOVIMENTA TABULEIRO DA DISPUTA PELO GOVERNO DE PERNAMBUCO EM 2026

As declarações do senador Humberto Costa (PT) na noite desta sexta-feira (13) reforçaram de forma contundente um cenário que já vinha sendo desenhado nos bastidores da política pernambucana: a possibilidade concreta de o deputado federal Eduardo da Fonte (PP) ocupar a segunda vaga ao Senado em uma eventual chapa majoritária encabeçada pelo prefeito do Recife, João Campos (PSB), na disputa pelo Governo de Pernambuco em 2026.

A sinalização ocorreu durante o ato de filiação da deputada estadual Dani Portela ao Partido dos Trabalhadores, evento que reuniu lideranças da esquerda e representantes de diversos partidos aliados. Em seu discurso, Humberto Costa defendeu publicamente que a composição majoritária do grupo político liderado por João Campos contemple também um nome ligado ao campo do centro político. A fala não passou despercebida e foi imediatamente interpretada por analistas e lideranças partidárias como um indicativo claro da estratégia que começa a ganhar forma dentro da aliança.

Na prática, a declaração sugere que o PT não pretende ocupar sozinho o espaço das duas vagas ao Senado na chapa do socialista. A decisão abriria espaço para um aliado de perfil mais moderado, capaz de ampliar o espectro de alianças e agregar novas bases eleitorais ao projeto político. Nesse contexto, o nome de Eduardo da Fonte surge com força como principal beneficiário da articulação.

Nos bastidores, o entendimento já é de que Humberto Costa seria o nome praticamente consolidado para uma das vagas ao Senado na eventual chapa de João Campos. Com forte ligação com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e com o eleitorado progressista, o senador representaria o elo direto entre o palanque pernambucano e o campo da esquerda nacional. A segunda vaga, portanto, passaria a ser negociada com partidos de centro capazes de reforçar a competitividade eleitoral do projeto socialista.

É nesse espaço que Eduardo da Fonte aparece como peça estratégica. Presidente estadual do Partido Progressistas, o parlamentar construiu ao longo dos anos uma base política robusta em Pernambuco, com forte presença em diversos municípios e grande capacidade de articulação institucional. Além disso, o PP possui capilaridade eleitoral, tempo relevante de televisão e influência em segmentos importantes do eleitorado, especialmente no meio evangélico e em setores empresariais.

Fontes próximas ao deputado federal indicam que o movimento já estaria bastante avançado. Segundo interlocutores ligados ao parlamentar, Eduardo da Fonte teria comunicado a aliados mais próximos que a tendência é mesmo integrar o palanque de João Campos na disputa pelo Governo do Estado. A expectativa, segundo esses bastidores, é que a definição política seja formalizada nos próximos meses, à medida que as negociações entre os partidos avancem.

Outro fator que reforça a leitura de aproximação entre o grupo socialista e o Progressistas foi a recente filiação da delegada e deputada estadual Gleide Ângelo ao PP. Até então filiada ao PSB, a parlamentar decidiu migrar para a legenda comandada em Pernambuco por Eduardo da Fonte. Nos bastidores, a mudança foi interpretada como parte de uma reorganização estratégica que fortalece o partido dentro de um possível bloco político alinhado ao projeto de João Campos para 2026.

A eventual presença de Eduardo da Fonte na chapa majoritária também atende a uma lógica tradicional da política brasileira: a construção de alianças amplas capazes de equilibrar diferentes campos ideológicos em torno de um projeto eleitoral competitivo. Enquanto Humberto Costa representaria o eixo da esquerda e garantiria a sintonia com o governo federal, Da Fonte poderia funcionar como ponte com o centro político e com setores do eleitorado que historicamente não orbitam diretamente no campo progressista.

Além disso, a articulação acaba produzindo efeitos colaterais importantes dentro do próprio campo político pernambucano. A principal delas envolve o futuro da ex-deputada federal Marília Arraes, que vinha sendo citada como possível candidata ao Senado dentro da órbita do grupo socialista. Com a sinalização de Humberto Costa e o avanço das negociações com Eduardo da Fonte, o espaço para Marília na composição majoritária praticamente desaparece.

A tendência, segundo aliados da ex-deputada, é que ela formalize nos próximos dias sua filiação ao Partido Democrático Trabalhista (PDT), movimento que pode reposicioná-la no tabuleiro político estadual e abrir novos caminhos para sua atuação nas eleições de 2026.

Se confirmada, a composição entre João Campos, Humberto Costa e Eduardo da Fonte representará uma das alianças mais amplas já montadas na política pernambucana recente. A estratégia teria como objetivo formar um palanque capaz de reunir esquerda, centro e setores independentes do eleitorado, ampliando as chances de vitória na disputa pelo Palácio do Campo das Princesas.

Por enquanto, nenhuma das lideranças envolvidas oficializou a formação da chapa. No entanto, as declarações públicas, as movimentações partidárias e os sinais emitidos nos bastidores indicam que o projeto eleitoral de 2026 começa a ganhar contornos cada vez mais definidos. E, neste momento, tudo aponta para um cenário em que Eduardo da Fonte surge como o favorito para ocupar a segunda vaga ao Senado na chapa liderada por João Campos. O jogo político, contudo, ainda está em movimento — e os próximos capítulos prometem ser decisivos para o futuro do tabuleiro eleitoral em Pernambuco.

BREJO VELHO SE PREPARA PARA GRANDE FESTA DE SÃO JOSÉ COM SHOW DA BANDA LIMÃO COM MEL EM PARANATAMA

A comunidade do povoado Brejo Velho, localizada na zona rural de Paranatama, já vive o clima de expectativa para uma das celebrações mais tradicionais da localidade: a Festa de São José. O evento, que une fé, cultura popular e música, acontecerá no próximo dia 22 de março e promete reunir moradores da região e visitantes de diversos municípios do Agreste Meridional.

A programação deste ano terá como grande destaque o show da consagrada banda de forró Limão com Mel, conhecida em todo o Nordeste por embalar multidões com um repertório que mistura romantismo, sucessos históricos e o autêntico forró eletrônico. A presença do grupo é aguardada com grande entusiasmo pelo público, já que a banda possui forte ligação com as festas populares da região e costuma atrair grande participação popular por onde passa.

Mais do que um evento festivo, a celebração é também um momento de devoção religiosa. A festa é dedicada a São José, considerado no Nordeste brasileiro um dos santos mais venerados. Tradicionalmente reconhecido como protetor dos trabalhadores, das famílias e dos agricultores, São José possui forte simbologia para as comunidades rurais, que veem na fé e nas tradições religiosas uma forma de fortalecer a união entre os moradores.

Ao longo dos anos, a Festa de São José em Brejo Velho tornou-se um marco no calendário cultural da comunidade. Além das atividades religiosas, o evento também se destaca como um espaço de convivência e confraternização, onde famílias inteiras se reúnem para celebrar a cultura nordestina, reencontrar amigos e preservar costumes que atravessam gerações.

A realização da festa conta com o apoio da Prefeitura Municipal de Paranatama, por meio do setor de Cultura, que tem investido na valorização das tradições das comunidades rurais. A iniciativa busca fortalecer a identidade cultural do município e incentivar eventos que movimentem a economia local, especialmente em povoados que mantêm vivas as raízes culturais do interior.

Com a confirmação da atração musical e a expectativa de grande público, a Festa de São José em Brejo Velho deve transformar a comunidade em um verdadeiro ponto de encontro regional. A organização acredita que moradores de diversas cidades vizinhas devem prestigiar o evento, consolidando a celebração como uma das mais animadas e simbólicas do calendário festivo de Paranatama.

Entre fé, tradição e muito forró, Brejo Velho se prepara para mais uma noite histórica, reafirmando o valor das festas populares como instrumento de preservação cultural e fortalecimento das comunidades do interior pernambucano.

POSSÍVEL CHAPA COM RAQUEL LYRA E MARÍLIA ARRAES PODE TER EFEITO BOMBÁSTICO NA POLÍTICA PERNAMBUCANA EM 2026

A possibilidade de uma aliança entre a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, e a ex-deputada federal Marília Arraes para as eleições de 2026 vem sendo tratada nos bastidores como um movimento capaz de provocar um verdadeiro terremoto no cenário político estadual. Embora ainda não exista qualquer definição oficial, a simples abertura de diálogo entre as duas lideranças já foi suficiente para acender alertas entre aliados, adversários e analistas políticos, que veem na eventual composição um rearranjo profundo nas forças que disputam o poder em Pernambuco.

O primeiro elemento que chama atenção é o simbolismo político da aproximação. Raquel e Marília protagonizaram um dos embates mais acirrados da história recente do estado durante o segundo turno das eleições de 2022, quando disputaram voto a voto o comando do Palácio do Campo das Princesas. Naquela ocasião, a candidata do então PSDB acabou vitoriosa após uma virada eleitoral que redesenhou o mapa político pernambucano. Quatro anos depois, o cenário pode apresentar uma reviravolta ainda mais surpreendente: as antigas adversárias poderiam dividir o mesmo palanque.

Nos bastidores de Brasília e do Recife, interlocutores próximos às duas líderes confirmam que conversas já ocorreram e que o canal político está aberto. A possibilidade discutida envolve a candidatura de Raquel Lyra à reeleição para o governo do estado, enquanto Marília Arraes disputaria uma das vagas ao Senado Federal em sua chapa. Caso se concretize, a composição poderia unir duas das figuras femininas mais influentes da política pernambucana e produzir um efeito eleitoral significativo, especialmente em um estado onde o protagonismo das mulheres na política tem ganhado cada vez mais espaço.

Além da dimensão estratégica, uma eventual chapa formada por Raquel e Marília carregaria também um forte componente simbólico. Pernambuco poderia testemunhar uma das raras alianças de grande porte lideradas por duas mulheres na política brasileira contemporânea. O debate sobre políticas públicas voltadas para mulheres, combate à violência de gênero, ampliação da participação feminina nos espaços de poder e fortalecimento de programas sociais voltados para mães e chefes de família tende a ganhar centralidade em um cenário como esse.

A trajetória política das duas também ajuda a explicar o peso dessa possível aliança. Raquel Lyra consolidou sua liderança após vencer a eleição de 2022 e assumir o comando do estado com o discurso de modernização administrativa e reorganização fiscal. Já Marília Arraes, que construiu sua carreira com forte inserção popular e expressiva votação em diversas regiões do estado, permanece como um dos nomes mais competitivos para o Senado em qualquer cenário eleitoral que venha a se formar em 2026.

Outro fator que torna essa hipótese tão explosiva politicamente é o impacto que ela poderia gerar nas demais forças em disputa. A aproximação entre Raquel e Marília teria potencial para alterar completamente o tabuleiro eleitoral, especialmente no campo político que hoje gravita em torno do prefeito do Recife, João Campos, apontado por muitos como possível candidato ao governo estadual. Uma aliança dessa natureza poderia dividir bases políticas tradicionais, rearranjar apoios de prefeitos e deputados e produzir uma das disputas mais imprevisíveis da história recente do estado.

Outro aspecto que reforça o impacto dessa eventual chapa é o peso eleitoral de Marília Arraes. Mesmo após deixar o Partido dos Trabalhadores e seguir outro caminho partidário, a ex-deputada mantém forte capilaridade política e recall eleitoral expressivo em diversas regiões pernambucanas, sobretudo na Região Metropolitana e em áreas do interior. Sua presença em uma chapa majoritária ampliaria o alcance político de qualquer projeto eleitoral.

Para analistas políticos, o fato de duas líderes que estiveram em lados opostos em uma disputa tão polarizada voltarem a dialogar demonstra também a dinâmica pragmática da política. Alianças improváveis já moldaram momentos decisivos da história eleitoral de Pernambuco, e a política local sempre foi marcada por reconfigurações inesperadas conforme o calendário eleitoral se aproxima.

Enquanto isso, as próprias protagonistas tratam o assunto com cautela. Publicamente, Raquel Lyra tem afirmado que o momento ainda é de diálogo e construção política, sem antecipar definições sobre 2026. Já aliados de Marília Arraes reiteram que o objetivo central é garantir um projeto competitivo para o Senado, o que naturalmente abre portas para conversas com diferentes campos políticos.

Se a composição vier a se concretizar, Pernambuco poderá presenciar uma eleição marcada por um novo desenho de forças, com protagonismo feminino e alianças capazes de reescrever narrativas políticas construídas desde o último pleito estadual. Por enquanto, tudo permanece no terreno das articulações e hipóteses. Mas, em um ambiente político onde gestos discretos costumam antecipar grandes movimentos, a possibilidade de uma chapa formada por Raquel Lyra e Marília Arraes já é suficiente para movimentar intensamente os bastidores e alimentar a expectativa de uma campanha que promete ser histórica.

ÁLVARO PORTO ATACA E AFIRMA QUE GOVERNO DO ESTADO DEVE APRENDER COM PREFEITO DE LAJEDO SOBRE COMO CONSTRUIR E ENTREGAR CRECHES

Ao falar, durante assinatura de ordem de serviço para construção de uma creche municipal em Lajedo, no Agreste, o presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco, deputado Álvaro Porto, afirmou, neste sábado (14.03), que o governo do estado deve ter aulas com o prefeito Erivaldo Chagas para aprender como se constrói e entrega os equipamentos. 

O deputado lembrou que o governo há anos cuida de anúncios e promessas, mas não consegue fazer entregas. A observação foi feita em referência ao fato de a governadora Raquel Lyra, faltando dez meses para encerrar a gestão, ter inaugurado apenas duas das 250 creches prometidas em campanha. 

“O que a gente vê é o governo do estado na contramão de Lajedo. Enquanto o governo anuncia, assina a ordem de serviço, não constrói e não entrega as obras, aqui já são cinco viabilizadas pelo prefeito Erivaldo. Não adianta rodar os quatro cantos do estado, só prometendo e não cumprindo, principalmente quando é ano de eleição”, frisou. 

Além de Porto, o evento contou com a presença do deputado federal Felipe Carreras, de vereadores, secretários e servidores públicos. No discurso, o presidente da Alepe, ressaltou a capacidade de trabalho do prefeito Erivaldo, o compromisso e os serviços prestados por Carreras a Lajedo e parabenizou os servidores da Educação e demais setores mobilizados para a construção de creches no município.

“Para mim é uma honra fazer deste grupo político que está aqui e ser o deputado estadual apoiado pelo prefeito Erivaldo. Tenham certeza que este trabalho vai continuar, ao lado de Felipe, e trabalhando em parceria com Erivaldo. Vamos seguir firmes e fortes trabalhando em favor de Lajedo”, afirmou.

A creche será construída no Loteamento Vilela com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), dentro do Programa Nacional de Reestruturação e Aquisição de Equipamentos para a Rede Escolar Pública de Educação Infantil (Proinfância). Terá capacidade para atender até 376 alunos em dois turnos (matutino e vespertino) ou 188 crianças em período integral.


Fotos: Lucas Patrício

TERREMOTO POLÍTICO EM PERNAMBUCO: DIÁLOGO ENTRE MARÍLIA ARRAES E RAQUEL LYRA RECONFIGURA TABULEIRO PARA 2026

A política pernambucana entrou em ebulição nos últimos dias após a confirmação de que duas das principais protagonistas da disputa estadual de 2022 — a governadora Raquel Lyra e a ex-deputada federal Marília Arraes — iniciaram diálogos diretos que podem culminar em uma reviravolta histórica no cenário eleitoral de 2026. O que até então era tratado como rumor de bastidores ganhou contornos concretos quando o presidente nacional do Partido Democrático Trabalhista, Carlos Lupi, confirmou publicamente que as duas adversárias já conversam por telefone sobre uma possível composição política.

A movimentação ocorre em meio a um momento delicado nas relações entre Marília e o grupo político liderado pelo prefeito do Recife, João Campos. O socialista é apontado como provável candidato ao Governo de Pernambuco em 2026, mas as indefinições dentro da chamada Frente Popular sobre o espaço de Marília na chapa majoritária têm gerado desconforto e ampliado as possibilidades de novos arranjos políticos.

Durante entrevista e coletiva concedidas no escritório político de Marília no Recife, Lupi deixou claro que o PDT começa a avaliar caminhos alternativos caso não haja definição rápida dentro do campo aliado ao prefeito recifense. Segundo ele, a política não pode ficar refém de indecisões que impeçam projetos eleitorais de avançar.

A própria Marília acompanhou atentamente as declarações do dirigente nacional, mas adotou uma postura de silêncio estratégico. Questionada diversas vezes por jornalistas sobre o teor das conversas com Raquel Lyra e sobre a possibilidade de dividir o mesmo palanque com quem protagonizou um duro enfrentamento eleitoral há apenas quatro anos, a ex-deputada preferiu não comentar diretamente o assunto, afirmando que a coletiva havia sido organizada exclusivamente para as falas de Lupi.

Nos bastidores, entretanto, a leitura predominante é de que o movimento representa uma tentativa de reorganização do jogo político no estado. Caso a aproximação avance, o desenho mais comentado prevê Marília como candidata ao Senado em uma eventual chapa liderada pela atual governadora, que buscará a reeleição.

A possibilidade tem forte impacto simbólico porque a relação entre as duas líderes políticas foi marcada por um dos embates mais duros da história recente de Pernambuco. Na eleição de 2022, Marília e Raquel chegaram ao segundo turno em um confronto marcado por críticas contundentes, disputas narrativas e acusações sobre estilos de gestão, heranças políticas e projetos administrativos para o estado.

Naquele momento, o confronto ultrapassou o campo programático e ganhou contornos pessoais, com ataques que pareciam tornar impossível qualquer aproximação futura. Ainda assim, a política tem mostrado repetidamente que divergências profundas podem dar lugar a alianças quando interesses estratégicos entram em cena.

O próprio histórico político de Marília Arraes é frequentemente citado como exemplo desse pragmatismo. Em 2020, ela travou uma das campanhas mais acirradas já vistas na disputa pela Prefeitura do Recife contra seu primo, João Campos. A eleição foi marcada por confrontos diretos e troca de críticas que chegaram a envolver questões familiares. No entanto, dois anos depois, ambos se reencontraram politicamente no segundo turno da eleição estadual para tentar barrar o avanço de Raquel Lyra ao Palácio do Campo das Princesas.

Agora, com o cenário político novamente em transformação, os papéis parecem se inverter. A governadora, antes adversária direta, surge como possível aliada estratégica, enquanto a relação com o grupo político do Recife enfrenta momentos de tensão.

Para justificar a possibilidade de uma união entre antigas rivais, Carlos Lupi recorreu a exemplos históricos da política brasileira. O dirigente relembrou a relação entre Luiz Inácio Lula da Silva e Leonel Brizola, marcada por divergências profundas ao longo das décadas, mas também por gestos de apoio em momentos decisivos. Segundo ele, divergências políticas não precisam impedir alianças quando existe convergência de objetivos.

A fala de Lupi também revelou um certo grau de irritação com a indefinição dentro do campo liderado por João Campos. Em tom direto, o presidente do PDT afirmou que nenhum partido pode permanecer indefinidamente em um espaço onde não se sente desejado, deixando claro que o diálogo com Raquel Lyra surge justamente como uma alternativa concreta.

Caso a aproximação se consolide, o impacto no cenário político de Pernambuco pode ser profundo. Uma eventual chapa reunindo Raquel Lyra e Marília Arraes teria potencial para reorganizar forças, atrair novos aliados e provocar uma das disputas eleitorais mais imprevisíveis da história recente do estado.

Nos bastidores da política, a leitura é de que o movimento simboliza mais do que uma simples conversa entre duas lideranças. Ele representa a abertura de uma nova fase no xadrez político pernambucano, onde antigas rivalidades podem ser redesenhadas e novas alianças podem surgir com força suficiente para alterar completamente o rumo das eleições de 2026.