quarta-feira, 18 de março de 2026

PT ESVAZIA ANÚNCIO DE JOÃO CAMPOS E HUMBERTO COSTA IGNORA CHAPA ANTES MESMO DE SER OFICIALIZADA

O que deveria ser um movimento de força política do prefeito do Recife, João Campos, começa a ganhar contornos de constrangimento público antes mesmo de sair do papel. Marcado para esta quinta-feira (19), o anúncio da chapa majoritária do socialista já nasce sob o signo da ausência — e não de qualquer ausência, mas justamente daquela que mais pesa: a do senador Humberto Costa e de integrantes do PT, partido que, em tese, estaria no centro da composição.

A sinalização de esvaziamento foi dada sem rodeios pelo presidente estadual da legenda, o deputado Carlos Veras. Em tom que mistura recado e advertência, Veras deixou claro que o PT não pretende entrar como figurante em um roteiro já escrito por outros. Segundo ele, o partido segue seu próprio calendário e só discutirá alianças após deliberação formal do Diretório Estadual — ou seja, nada de adesão automática ou carimbo em decisões alheias.

Nos bastidores, a leitura é direta: João Campos pode até anunciar, mas não necessariamente terá quem confirme. A suposta definição de Humberto Costa e Marília Arraes como candidatos ao Senado, além de Carlos Costa na vice, indicado pelo ministro Silvio Costa Filho, circulou com força — mas sem o aval público de quem realmente importa dentro do PT.

E o gesto mais eloquente vem da agenda. Enquanto o prefeito se prepara para subir ao palco político, Humberto percorre o Sertão pernambucano, passando por municípios como Verdejante, Betânia, Serra Talhada e Afogados da Ingazeira. Oficialmente, cumpre compromissos do mandato — entregas, inaugurações e encontros políticos. Na prática, envia um recado cristalino: não há pressa em embarcar numa chapa que não passou pelo crivo partidário.

O discurso de Carlos Veras reforça o incômodo. Ao afirmar que respeita o tempo de João Campos, mas cobra reciprocidade, o dirigente petista deixa subentendido que o prefeito pode estar atropelando etapas e tentando impor uma construção política de cima para baixo. Para um partido historicamente marcado por instâncias deliberativas e disputas internas, esse tipo de movimento costuma gerar resistência — e, não raro, rupturas.

A ausência no anúncio, portanto, não é apenas um detalhe de agenda. É um gesto político calculado, que expõe fissuras na articulação da esquerda em Pernambuco e coloca João Campos em uma “sinuca de bico”: ou recua para negociar de fato com o PT, ou corre o risco de oficializar uma chapa que nasce sem unidade — e, pior, com aliados desautorizando publicamente sua construção.

No tabuleiro já tensionado pela movimentação de outras forças políticas, o episódio revela mais do que um desencontro. Mostra que, longe de consolidada, a aliança ainda está em disputa — e que o jogo, apesar do anúncio iminente, está longe de ser decidido.

POR UNANIMIDADE, CÂMARA APROVA URGÊNCIA PARA PROJETO DE EDUARDO DA FONTE QUE CORRIGE DISTORÇÃO CONTRA PEQUENAS EMPRESAS

O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou, por unanimidade, o regime de urgência para o Projeto de Lei Complementar nº 253/2025, de autoria do deputado federal Eduardo da Fonte (PP/PE). Com a decisão, a proposta segue direto para votação em Plenário, sem passar pelas comissões.

O projeto atualiza os limites de faturamento das micro e pequenas empresas com base na inflação oficial (IPCA). A medida corrige a defasagem dos valores usados para o enquadramento dessas empresas, prevista no Estatuto Nacional da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte (Lei Complementar nº 123/2006).

Hoje, muitas empresas ultrapassam o limite de faturamento apenas por causa da inflação, sem crescimento real. Isso provoca o desenquadramento e a perda de benefícios do Simples Nacional.

Para Eduardo da Fonte, a proposta corrige uma injustiça e estimula o crescimento. “Muitos empresários deixam de expandir seus negócios para não perder benefícios. O projeto elimina esse teto artificial e garante mais segurança para quem empreende”, afirmou.

O texto cria uma regra de atualização automática dos limites, o que evita mudanças frequentes na legislação e dá mais previsibilidade ao ambiente de negócios. As micro e pequenas empresas representam mais de 90% dos empreendimentos do país e têm papel central na geração de empregos. A proposta fortalece esse setor e contribui para um ambiente econômico mais justo e competitivo.

Com a urgência aprovada, o projeto pode entrar na pauta das próximas sessões da Câmara.

EM QUIPAPÁ, ÁLVARO PORTO DIZ QUE ALEPE CUIDA CONSOLIDA PAPEL SOCIAL DA ASSEMBLEIA NOS MUNICÍPIOS

Deputado esteve acompanhado do Superintendente de Saúde da Alepe, Wildy Ferreira, e do vice-prefeito Batista da Saúde
Ao acompanhar as atividades do ‘Alepe Cuida’, em Quipapá (Mata Sul), nesta quarta-feira (18.03), o presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco, deputado Álvaro Porto (PSDB), destacou que, a cada edição, o programa amplia e consolida o papel social da Assembleia, levando saúde e cidadania diretamente aos municípios pernambucanos. 
Em Quipapá, o deputado esteve acompanhado do superintendente da Saúde e Medicina Ocupacional da Alepe, Wildy Ferreira, do vice-prefeito, Batista da Saúde, e de vereadores do município. “O Alepe Cuida é uma ação que tem aval de todos os deputados e deputadas e tem se encarregado de levar saúde e cidadania à população de Pernambuco, independentemente da coloração partidária dos dirigentes municipais”, disse Porto.

De acordo com ele, em Quipapá a população demonstrou estar bem assistida e satisfeita com a presença dos profissionais de saúde e com a disponibilização de serviços essenciais para assegurar direitos e dignidade. “A cada edição o projeto se mostra maior e essencial à população pernambucana. A Assembleia segue ampliando sua função de atender às demandas da sociedade”, afirmou. 
O superintendente Wildy Ferreira observou que a eficiência dos atendimentos e o empenho da equipe da Assembleia e das instituições parceiras formam um contexto de prestação de serviços de excelência. “O Alepe Cuida assegura saúde, proporciona bem estar, estimula o autocuidado e autoestima.”, frisou. “Nosso objetivo é assegurar mais e melhor qualidade de vida às milhares de pessoas atendidas”, completou. 

No total, mais dois mil moradores de Quipapá estão recebendo gratuitamente atendimentos de saúde e cidadania. Estão sendo oferecidas consultas em dermatologia, endocrinologia, clínica médica, triagem de oftalmologia para exames de catarata (a partir dos 55 anos) pela Fundação Altino Ventura (FAGV) e atendimentos de odontologia, além de exames do pé diabético (termografia), mamografia (mulheres entre 40 e 74 anos), ultrassonografias de mama, tireóide, abdômen total, endovaginal e de próstata.

Outros serviços - Os cidadãos têm à disposição ainda atendimentos para negociação de débitos de água junto à Compesa, oferta de microcrédito para Microempreendedor Individual (MEI) e autônomos ofertados pelo Banco do Nordeste e orientação para regularização de microempresas através do Sebrae/PE. 

É possível também obter, gratuitamente, carteira de identidade, emitida pela SDS/PE, e acessar serviços do Detran-PE para negociação de multa e agendamento para emissão de Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

Quem precisa de orientação jurídica em casos de pensão alimentícia, divórcio, agendamentos de casamento, investigação de paternidade e correção de registro conta com serviços da Defensoria Pública no local. 

As ações foram iniciadas nesta quarta e se estendem até amanhã (19.03), sempre das 9h às 16h, na Praça Fernando Pessoa de Melo, no Centro, em frente à Câmara de Vereadores da cidade.


Fotos: Lucas Patrício

BOMBA - ESQUECERAM DE AVISAR A HUMBERTO E O SENADOR NÃO ENGOLE CHAPA “PRONTA” DE JOÃO CAMPOS, CLIMA AZEDA NA ESQUERDA

O que parecia um movimento estratégico já sacramentado nos bastidores virou, na prática, um ruído político daqueles que ecoam longe. A montagem da chapa liderada pelo prefeito do Recife, João Campos, que teria Marília Arraes e Humberto Costa como candidatos ao Senado e Carlos Costa na vice, foi anunciada nos bastidores e amplamente repercutida — mas com um detalhe nada pequeno: esqueceram de combinar com Humberto.

Fontes diretas de Brasília, ligadas ao núcleo do senador petista, foram categóricas ao informar que ele não apenas rejeita a formatação como também não foi sequer comunicado oficialmente sobre a composição. A reação, longe de ser protocolar, expõe um incômodo profundo com o que está sendo tratado como tentativa de imposição.

Nos corredores da política, o gesto foi interpretado como um erro de cálculo de João Campos, que, ao tentar costurar uma aliança ampla, acabou atravessando o próprio campo aliado. Humberto, considerado o maior cacique do PT em Pernambuco, não costuma aceitar movimentos unilaterais — muito menos quando envolvem seu nome em decisões já “fechadas” sem diálogo prévio.

A situação ganha contornos ainda mais delicados porque o prefeito já vinha acumulando tensões em outras frentes. O episódio recente envolvendo o deputado Eduardo da Fonte, colocado em rota de colisão no xadrez político, agora se soma a esse novo impasse. Resultado: o que era para ser articulação virou um cenário de desgaste simultâneo.

Dentro do PT, o clima é de desconfiança. Lideranças veem a movimentação como atropelo político e questionam a condução das negociações. A avaliação é de que não se trata apenas de nomes, mas de respeito à construção coletiva — algo que, neste caso, claramente não aconteceu.

Nos bastidores, a frase que mais se repete é direta e sem rodeios: “tentaram empurrar a chapa goela abaixo”. E, ao que tudo indica, não colou. Humberto Costa não só resiste como deixa claro que não entra em jogo combinado sem sua participação.

Agora, João Campos se vê diante de uma encruzilhada política. Se recuar, admite fragilidade na articulação. Se insistir, pode aprofundar o racha com o PT — justamente o partido que é peça-chave em qualquer projeto majoritário no estado.

No fim das contas, a tentativa de antecipar o jogo acabou criando um problema maior do que o que se pretendia resolver. E a lição, velha conhecida da política, volta à tona com força: antes de anunciar, é bom avisar.

MESMO EM MEIO À DOR, AMADO BATISTA CONFIRMA SHOW E EMOCIONA FESTA DE SÃO JOSÉ EM SURUBIM

A noite desta quarta-feira (18) promete ser marcada por emoção e grande público na tradicional Festa de São José, em Surubim, no Agreste pernambucano. Mesmo atravessando um dos momentos mais difíceis de sua vida pessoal, o cantor Amado Batista está confirmado na programação e deve subir ao palco por volta da meia-noite, mantendo o compromisso com os fãs e com a festividade do padroeiro do município.

A apresentação chegou a ser cercada de incertezas nos últimos dias, após a morte de sua filha, Lorena Batista, na última sexta-feira (13), em Goiânia. A perda abalou profundamente o artista e gerou uma onda de comoção entre admiradores em todo o país, levantando dúvidas sobre a continuidade de sua agenda de shows.

Lorena, de 46 anos, era médica veterinária e também atuava como policial federal. Ela enfrentava um câncer agressivo no fígado e teve sua morte confirmada pelo próprio cantor, que, em manifestação pública, descreveu o momento como “a dor mais profunda” de sua vida. Diante da gravidade do quadro de saúde da filha, Amado Batista chegou a cancelar compromissos no último fim de semana, o que reforçou as especulações sobre possíveis novas suspensões.

Apesar disso, a agenda do artista segue mantida até o momento. A Prefeitura de Surubim informou que não recebeu qualquer comunicado oficial de cancelamento e tratou de tranquilizar o público. Nesta quarta-feira, inclusive, divulgou um vídeo nas redes sociais em que o próprio cantor confirma sua participação no evento, reforçando o compromisso com a festa e com os fãs.

Além de Amado Batista, a programação da noite contará com apresentações das bandas Cavaleiros do Forró e Forró das Antigas, ampliando a expectativa de uma grande celebração popular. A Festa de São José, uma das mais tradicionais do calendário cultural da cidade, segue até esta quinta-feira (19), quando será encerrada com um show religioso da cantora Eliana Ribeiro.

Entre homenagens, música e devoção, a apresentação desta noite ganha um significado ainda mais profundo, misturando o sentimento de fé característico da festa com a solidariedade de um público que deve acolher o artista em um momento de dor, transformando o palco em espaço de emoção e resistência.

EXPOGARANHUNS 2026 MOVIMENTA R$ 250 MILHÕES E ATRAI MAIS DE 40 MIL VISITANTES

Primeira edição consolida Garanhuns como polo do agronegócio no Agreste Meridional
A primeira edição da ExpoGaranhuns foi encerrada no último domingo (15) com resultados expressivos, consolidando-se como a maior exposição agropecuária já realizada em Garanhuns e no Agreste Meridional. Realizada no Parque Acauã, a iniciativa reuniu produtores rurais, criadores, empresas, instituições financeiras, pesquisadores e o público em geral, em uma programação que integrou atividades técnicas, comerciais e culturais. Ao longo de cinco dias, mais de 40 mil pessoas passaram pelo parque, confirmando o êxito da feira e fortalecendo seu papel como espaço de conexão
entre o campo, o mercado e a sociedade.
A movimentação econômica foi destaque, com R$ 250 milhões em negócios gerados a partir da comercialização de animais, máquinas, insumos, veículos e serviços, além de negociações entre produtores, empresas e instituições de crédito. A estrutura contou com 80 expositores, incluindo empresas do setor, instituições financeiras, concessionárias e empreendedores locais.

CHAPA DE JOÃO CAMPOS REDEFINE TABULEIRO POLÍTICO EM PERNAMBUCO E EXPÕE DISPUTA INTERNA NA ESQUERDA

A montagem da chapa liderada pelo prefeito João Campos para a eleição deste ano consolida um novo desenho político em Pernambuco e acirra tensões dentro do próprio campo da esquerda. Em uma articulação que vinha sendo costurada nos bastidores, Campos fechou a composição com Marília Arraes e Humberto Costa como candidatos ao Senado, além de definir Carlos Costa como candidato a vice-governador.

A decisão, embora estratégica para ampliar o leque de alianças, não ocorreu sem resistência. Humberto Costa, figura histórica do PT em Pernambuco, demonstrou incômodo com a composição ao dividir o mesmo palanque com Marília Arraes. O receio do senador tem fundamento: com dois nomes fortes disputando as vagas ao Senado dentro do mesmo campo político, o risco de dispersão de votos cresce consideravelmente, abrindo espaço para adversários.

Na prática, a configuração pode beneficiar diretamente a governadora Raquel Lyra. Mesmo enfrentando um bloco mais coeso da esquerda, a possibilidade de divisão interna entre Marília e Humberto cria uma brecha real para que Raquel consiga viabilizar a eleição de ao menos um senador aliado, equilibrando o jogo político no estado.

Nos bastidores, a leitura é de que Marília Arraes chega com maior potencial de votos, especialmente por sua capilaridade eleitoral e recall junto ao eleitorado pernambucano. Esse cenário coloca Humberto Costa em posição mais delicada, explicando sua resistência inicial à composição. Para ele, a disputa direta com Marília pode significar uma perda significativa de espaço político.

Ao mesmo tempo, a escolha de Carlos Costa como vice-governador reforça a estratégia de ampliar alianças com outros grupos políticos, conectando a chapa ao entorno do ministro Silvio Costa Filho e fortalecendo pontes com diferentes setores.

Com a chapa definida, João Campos dá um passo decisivo na corrida eleitoral e, ao mesmo tempo, impõe um novo desafio à esquerda pernambucana: transformar uma aliança robusta em unidade efetiva nas urnas. O sucesso dessa estratégia dependerá não apenas da força individual dos candidatos, mas da capacidade de evitar que a competição interna enfraqueça o projeto coletivo.

SINAIS QUE FALAM ALTO EM COMISSÃO DA ALEPE REFORÇA CLIMA DE APROXIMAÇÃO ENTRE RAQUEL LYRA E GRUPO DOS COELHO

Um movimento aparentemente técnico, mas carregado de simbolismo político, chamou atenção nos bastidores da Assembleia Legislativa de Pernambuco nesta semana. A reunião da Comissão de Finanças, Orçamento e Tributação da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), realizada sob a condução do deputado estadual Antonio Coelho, foi marcada por uma condução amplamente favorável às pautas de interesse do governo da governadora Raquel Lyra.

O episódio, que à primeira vista poderia ser interpretado como parte da rotina legislativa, ganhou outra dimensão diante do contexto político atual. Nos corredores do poder, crescem os comentários sobre uma possível reaproximação entre o grupo político dos Coelho — tradicional força no Sertão do estado — e o Palácio do Campo das Princesas. A forma como os trabalhos foram conduzidos na comissão acabou sendo lida por analistas e atores políticos como mais um “sinal” de que algo maior pode estar em construção.

A Comissão de Finanças é uma das mais estratégicas da Alepe, responsável por analisar matérias sensíveis, especialmente aquelas que impactam diretamente o orçamento estadual. Ter um ambiente favorável nesse colegiado significa, na prática, garantir maior fluidez para projetos prioritários do Executivo. E foi exatamente essa sensação que ficou após a reunião: a de que o governo encontrou terreno menos acidentado do que em momentos anteriores.

Nos bastidores, a atuação de Antonio Coelho foi vista como equilibrada, mas ao mesmo tempo alinhada com a necessidade de destravar pautas importantes para o governo. O gesto não passou despercebido, sobretudo porque o parlamentar integra um grupo político que, até pouco tempo, era visto com certo distanciamento em relação à atual gestão estadual.

A possível reconfiguração desse relacionamento ganha ainda mais relevância quando se observa o cenário pré-eleitoral que começa a se desenhar para 2026. O grupo dos Coelho, que tem como uma de suas principais lideranças o ex-prefeito de Petrolina e figura influente no estado, vem sendo cortejado por diferentes forças políticas. Uma aproximação com Raquel Lyra poderia redesenhar alianças e alterar o equilíbrio de forças em Pernambuco.

Além disso, o gesto na comissão dialoga com outros movimentos recentes que vêm sendo interpretados como indicativos de distensão. Ainda que não haja घोषणा oficial ou declaração pública confirmando qualquer aliança, a política, como se sabe, é feita também de sinais — e, muitas vezes, são eles que antecipam decisões futuras.

Para aliados da governadora, o ambiente mais favorável na comissão é resultado de articulação política e maturidade no diálogo com diferentes bancadas. Já para observadores mais atentos, o episódio reforça a tese de que Raquel Lyra tem buscado ampliar sua base de sustentação, mirando não apenas a governabilidade imediata, mas também a construção de um palanque robusto para os próximos embates eleitorais.

Do lado dos Coelho, o silêncio estratégico mantém o cenário em aberto. No entanto, a leitura dominante é de que dificilmente movimentos dessa natureza acontecem por acaso. Em política, gestos institucionais frequentemente carregam mensagens que vão além do regimento interno.

Se a reunião da Comissão de Finanças foi apenas um episódio isolado ou o início de uma nova fase nas relações políticas em Pernambuco, ainda é cedo para afirmar. Mas uma coisa é certa: os sinais estão postos — e, para quem acompanha o xadrez político do estado, eles falam cada vez mais alto.