De acordo com a Polícia Civil, os corpos foram encontrados em avançado estado de decomposição, o que impossibilitou a identificação imediata das vítimas. A confirmação oficial dependerá de exames realizados pela Polícia Científica, incluindo análise de DNA. A perícia preliminar aponta que as mortes ocorreram há cerca de dois dias e foram provocadas por disparos de arma de fogo, o que reforça a suspeita de execução.
Os trabalhadores desaparecidos foram identificados como Cleibson Jaques, de 31 anos, e Lucas Bispo, ambos naturais de Campo Formoso, além de Sidclei Silva, de 21 anos, e Gismario Santos, de 23, oriundos de Morro do Chapéu. Eles estavam na Paraíba há cerca de dois meses, trabalhando em uma obra e residindo em um imóvel coletivo destinado a operários da construção civil, localizado em Bayeux, na Região Metropolitana da capital.
O delegado Douglas Garcia, responsável pela investigação, afirmou que, até o momento, o caso segue sendo tratado oficialmente como desaparecimento, mas diversas linhas de apuração estão em curso. Entre elas, não está descartada a hipótese de sequestro, assim como a possibilidade de envolvimento com o tráfico de drogas. Segundo informações iniciais levantadas pela polícia, um dos trabalhadores frequentava uma área conhecida pela atuação do tráfico na região, o que levanta a suspeita de que o crime possa estar relacionado a uma eventual cobrança ou acerto de contas.
A descoberta dos corpos intensifica o clima de apreensão entre familiares, que aguardam a confirmação da identidade das vítimas para, enfim, terem respostas sobre o paradeiro dos entes queridos. Enquanto isso, a Polícia Civil segue com diligências, ouvindo testemunhas e buscando elementos que ajudem a esclarecer as circunstâncias do crime, identificar os responsáveis e entender a motivação por trás de um episódio que evidencia a vulnerabilidade de trabalhadores que deixam suas cidades em busca de oportunidades em outros estados.