sexta-feira, 10 de abril de 2026
DEPUTADO LULA DA FONTE SOLICITA ABERTURA DO MERCADO SUL-COREANO PARA CARNE BOVINA BRASILEIRA
COLUNA POLÍTICA | DR. ELTON, UMA OBRA, VÁRIOS RECADOS| NA LUPA 🔎 | POR EDNEY SOUTO
NO SERTÃO, JOÃO CAMPOS ENFRENTA TURBULÊNCIAS POLÍTICAS, CRÍTICAS NAS REDES E SAIA-JUSTA EM EVENTO RELIGIOSO
Apontado como possível nome na disputa estadual, João Campos iniciou sua passagem pelo interior com visitas estratégicas e forte presença digital. No entanto, um dos primeiros momentos de maior visibilidade acabou se transformando em alvo de críticas. Em vídeo publicado nas redes sociais, o prefeito denunciou as condições precárias de uma estrada na região do Araripe, destacando buracos e dificuldades de tráfego. A gravação, que buscava evidenciar problemas de infraestrutura no interior, rapidamente provocou reação de adversários políticos.
Vereadores do Recife responderam com vídeos mostrando ruas alagadas na capital pernambucana, estabelecendo um contraponto direto à crítica feita pelo gestor. As imagens viralizaram e ampliaram o debate nas redes sociais, levantando questionamentos sobre a situação urbana da capital e gerando desgaste para o prefeito, que viu sua narrativa ser confrontada de forma imediata e coordenada.
Outro episódio que repercutiu negativamente ocorreu durante visita à Concatedral de Serra Talhada, no Sertão do Pajeú. Durante a passagem pelo templo, uma fiel saudou João Campos como “futuro governador”, manifestação que foi prontamente repreendida pelo bispo da Diocese de Afogados da Ingazeira, Dom Limacedo. Em tom firme, o religioso destacou que a igreja não é espaço para manifestações político-partidárias, reforçando a necessidade de preservação do ambiente religioso como local de fé e não de promoção eleitoral.
A situação gerou desconforto e repercutiu entre lideranças políticas e religiosas, reacendendo discussões sobre os limites entre fé e política, especialmente em períodos que antecedem disputas eleitorais.
Apesar dos contratempos, aliados de João Campos seguem defendendo a importância da agenda no interior como estratégia de aproximação com o eleitorado sertanejo e de fortalecimento de seu nome em nível estadual. Já opositores veem nos episódios recentes sinais de desgaste precoce e apontam fragilidades na condução da pré-campanha.
Com a viagem ainda em andamento, o prefeito do Recife enfrenta o desafio de reposicionar sua comunicação e retomar o controle da narrativa, em meio a um cenário político cada vez mais competitivo e atento a cada movimento de quem desponta como potencial candidato ao Palácio do Campo das Princesas.
SERTÃO VIRA PALCO DE FORÇA POLÍTICA COM JOÃO CAMPOS, MÁRCIA CONRADO E BRENO ARAÚJO EM ATO DE UNIÃO E PROJEÇÃO PARA 2026
A agenda, realizada na última quarta-feira (8), foi marcada por entrevistas concedidas a emissoras de rádio locais e culminou em um ato político que reuniu lideranças regionais, aliados e apoiadores. O evento simbolizou não apenas a recepção ao nome que desponta como uma das principais lideranças do estado, mas também a construção de um alinhamento político com foco no desenvolvimento de Serra Talhada e de Pernambuco.
Durante o discurso, Márcia Conrado enfatizou o caráter coletivo do grupo político, destacando que o projeto vai além de interesses partidários. A prefeita reforçou que a união ali construída tem como base o compromisso social e a atenção às necessidades da população em todas as suas dimensões.
Já João Campos evidenciou a relação de proximidade com a gestão municipal e reforçou a ideia de um governo acessível. Em tom de alinhamento político, destacou que sua eventual gestão estará aberta ao diálogo direto com Serra Talhada, sinalizando sintonia com as demandas locais e disposição para fortalecer parcerias institucionais.
O pré-candidato Breno Araújo também pontuou o momento como decisivo para o grupo, ressaltando a importância da união e do planejamento estratégico. Segundo ele, o caminho que está sendo construído busca conciliar responsabilidade política com compromisso social, mirando especialmente as camadas mais vulneráveis da população.
O encontro reforça o papel do Sertão como peça-chave no xadrez político pernambucano e evidencia a tentativa de consolidação de uma base sólida no interior, com vistas às disputas futuras. A presença de João Campos ao lado de lideranças locais sinaliza não apenas apoio mútuo, mas também a formação de um bloco político que pretende ampliar sua influência em todo o estado.
EM QUIPAPÁ, GOVERNADORA RAQUEL LYRA ENTREGA NOVA COZINHA COMUNITÁRIA, AUTORIZA CONSTRUÇÃO DE CRECHE E FORTALECE O DESENVOLVIMENTO URBANO E RURAL DO MUNICÍPIO
RUPTURA POLÍTICA EM JOÃO ALFREDO REPOSICIONA FORÇAS E COLOCA JANJÃO NO CENTRO DA DISPUTA PELA ALEPE
O movimento ganhou corpo especialmente após o afastamento político entre o vice-prefeito Caboclo e o prefeito Zé Martins, uma ruptura que não apenas surpreendeu aliados como também expôs fissuras profundas dentro da gestão municipal. Caboclo, que durante duas eleições consecutivas foi considerado peça-chave para a consolidação do projeto político do atual prefeito, manteve uma trajetória de lealdade e atuação estratégica, sendo reconhecido nos bastidores como um dos principais responsáveis pela sustentação eleitoral do grupo governista. No entanto, o cenário mudou drasticamente quando passou a ser gradualmente afastado das decisões políticas e administrativas, em um movimento interpretado por aliados como um esvaziamento deliberado de sua influência.
Esse afastamento não ocorreu de forma isolada. A leitura predominante entre lideranças locais é de que a condução política do prefeito passou a priorizar um projeto pessoal voltado à construção de uma candidatura familiar à Assembleia Legislativa de Pernambuco, o que teria provocado insatisfação não apenas dentro do grupo político, mas também em setores da população que se sentem igualmente deixados de lado. A crítica recorrente gira em torno de uma gestão considerada inchada, com forte presença de pessoas de fora do município ocupando espaços estratégicos, enquanto lideranças locais tradicionais perderam protagonismo, reforçando a percepção de isolamento político do núcleo central da prefeitura.
Nesse ambiente de desgaste e reorganização, o rompimento de Caboclo ganha ainda mais relevância por seu simbolismo. Ele não apenas rompe com um aliado histórico, mas também passa a integrar um novo bloco político que busca se apresentar como alternativa ao atual modelo de gestão. Esse grupo reúne nomes como Vânia Laura e Júlio César, ambos com atuação consolidada na oposição, além da ex-prefeita Maria Sebastiana, figura com forte memória eleitoral no município.
É nesse contexto que o nome de Janjão passa a ganhar densidade política. Diferente de outros postulantes, ele carrega o peso de uma decisão que tem sido amplamente destacada nos bastidores: a renúncia a um cargo para disputar uma vaga na ALEPE. O gesto é interpretado por aliados como sinal de coragem política, desprendimento e disposição para enfrentar o processo eleitoral de forma direta, sem amarras institucionais. Essa postura contribui para a construção de uma imagem de liderança combativa e independente, características que vêm sendo exploradas pelo grupo que o apoia.
Além disso, o fato de ser uma liderança regional, com trajetória consolidada em Bom Jardim, reforça o discurso de representatividade para o conjunto do Agreste. Nos bastidores, a avaliação já ganha força e muitos apostam que Janjão poderá sair majoritário em João Alfredo, impulsionado por sua capacidade de articulação política e pela formação de um palanque robusto. O cenário chama atenção por um elemento considerado inédito: a possibilidade de um candidato de fora do município liderar a votação mesmo enfrentando diretamente um nome da terra, apoiado pela máquina pública e com a caneta na mão, o que evidencia o nível de desgaste enfrentado pelo grupo governista.
A articulação política em torno de Janjão também inclui a formação de uma dobradinha com o deputado federal Waldemar Oliveira, que buscará a reeleição, ampliando o alcance do grupo e fortalecendo a estratégia de consolidação de votos no município. A expectativa entre aliados é de que a soma dessas forças, aliada ao desgaste do grupo governista, crie as condições necessárias para que o pré-candidato alcance uma votação expressiva.
Com o cenário em aberto e as movimentações se intensificando, João Alfredo passa a ocupar posição de destaque no xadrez político do Agreste pernambucano, funcionando como um verdadeiro termômetro das transformações em curso e da capacidade de reorganização das forças de oposição diante de um ambiente marcado por rupturas, insatisfações e novos projetos de poder.
RUPTURA POLÍTICA EM JOÃO ALFREDO REPOSICIONA FORÇAS E COLOCA JANJÃO NO CENTRO DA DISPUTA PELA ALEPE
O movimento ganhou corpo especialmente após o afastamento político entre o vice-prefeito Caboclo e o prefeito Zé Martins, uma ruptura que não apenas surpreendeu aliados como também expôs fissuras profundas dentro da gestão municipal. Caboclo, que durante duas eleições consecutivas foi considerado peça-chave para a consolidação do projeto político do atual prefeito, manteve uma trajetória de lealdade e atuação estratégica, sendo reconhecido nos bastidores como um dos principais responsáveis pela sustentação eleitoral do grupo governista. No entanto, o cenário mudou drasticamente quando passou a ser gradualmente afastado das decisões políticas e administrativas, em um movimento interpretado por aliados como um esvaziamento deliberado de sua influência.
Esse afastamento não ocorreu de forma isolada. A leitura predominante entre lideranças locais é de que a condução política do prefeito passou a priorizar um projeto pessoal voltado à construção de uma candidatura familiar à Assembleia Legislativa de Pernambuco, o que teria provocado insatisfação não apenas dentro do grupo político, mas também em setores da população que se sentem igualmente deixados de lado. A crítica recorrente gira em torno de uma gestão considerada inchada, com forte presença de pessoas de fora do município ocupando espaços estratégicos, enquanto lideranças locais tradicionais perderam protagonismo, reforçando a percepção de isolamento político do núcleo central da prefeitura.
Nesse ambiente de desgaste e reorganização, o rompimento de Caboclo ganha ainda mais relevância por seu simbolismo. Ele não apenas rompe com um aliado histórico, mas também passa a integrar um novo bloco político que busca se apresentar como alternativa ao atual modelo de gestão. Esse grupo reúne nomes como Vânia Laura e Júlio César, ambos com atuação consolidada na oposição, além da ex-prefeita Maria Sebastiana, figura com forte memória eleitoral no município.
É nesse contexto que o nome de Janjão passa a ganhar densidade política. Diferente de outros postulantes, ele carrega o peso de uma decisão que tem sido amplamente destacada nos bastidores: a renúncia a um cargo para disputar uma vaga na ALEPE. O gesto é interpretado por aliados como sinal de coragem política, desprendimento e disposição para enfrentar o processo eleitoral de forma direta, sem amarras institucionais. Essa postura contribui para a construção de uma imagem de liderança combativa e independente, características que vêm sendo exploradas pelo grupo que o apoia.
Além disso, o fato de ser uma liderança regional, com trajetória consolidada em Bom Jardim, reforça o discurso de representatividade para o conjunto do Agreste. Nos bastidores, a avaliação já ganha força e muitos apostam que Janjão poderá sair majoritário em João Alfredo, impulsionado por sua capacidade de articulação política e pela formação de um palanque robusto. O cenário chama atenção por um elemento considerado inédito: a possibilidade de um candidato de fora do município liderar a votação mesmo enfrentando diretamente um nome da terra, apoiado pela máquina pública e com a caneta na mão, o que evidencia o nível de desgaste enfrentado pelo grupo governista.
A articulação política em torno de Janjão também inclui a formação de uma dobradinha com o deputado federal Waldemar Oliveira, que buscará a reeleição, ampliando o alcance do grupo e fortalecendo a estratégia de consolidação de votos no município. A expectativa entre aliados é de que a soma dessas forças, aliada ao desgaste do grupo governista, crie as condições necessárias para que o pré-candidato alcance uma votação expressiva.
Com o cenário em aberto e as movimentações se intensificando, João Alfredo passa a ocupar posição de destaque no xadrez político do Agreste pernambucano, funcionando como um verdadeiro termômetro das transformações em curso e da capacidade de reorganização das forças de oposição diante de um ambiente marcado por rupturas, insatisfações e novos projetos de poder.
CLARISSA TÉRCIO GANHA FORÇA COMO POSSÍVEL VICE DE FLÁVIO BOLSONARO E MOVIMENTA BASTIDORES DA DIREITA
A possível indicação não ocorre por acaso. Em meio à busca por um perfil que amplie o alcance eleitoral da legenda, sobretudo no Nordeste — região historicamente mais alinhada ao Partido dos Trabalhadores (PT) —, Clarissa reúne características consideradas estratégicas: mulher, evangélica e com forte inserção popular. Sua trajetória política, iniciada em 2018, é marcada por crescimento rápido e expressivo desempenho nas urnas, consolidado na última eleição, quando se tornou a deputada federal mais votada da região.
A ligação com o segmento religioso também pesa nas avaliações internas. Integrante da Assembleia de Deus, Clarissa carrega consigo a influência do pai, o pastor Francisco Tércio, figura reconhecida no meio evangélico pernambucano. Esse capital religioso é visto como um diferencial importante em uma estratégia que busca dialogar diretamente com um eleitorado conservador e mobilizado.
Nos corredores do PL, comparações com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro também surgem como forma de reforçar o potencial político da deputada. Assim como Michelle, Clarissa tem atuação destacada em pautas sociais, especialmente na defesa de políticas voltadas à inclusão, como ações relacionadas ao tratamento do autismo — bandeira que tem ampliado sua visibilidade nacional.
Outro fator relevante é o aspecto político-partidário. Filiada ao Progressistas (PP), sua eventual escolha representaria um movimento de ampliação de alianças entre partidos do campo de centro-direita, fortalecendo uma frente mais ampla para a disputa presidencial. Essa articulação é vista como essencial para aumentar a competitividade do grupo político em um cenário polarizado.
Além disso, o desempenho eleitoral de Clarissa no Nordeste, superando nomes tradicionais da esquerda, é interpretado como um indicativo de mudança gradual no comportamento do eleitorado da região — um dado que tem sido observado com atenção pelas lideranças do PL.
Enquanto as definições oficiais ainda não foram anunciadas, o nome da parlamentar pernambucana segue ganhando densidade nas discussões internas, evidenciando que a formação da chapa presidencial poderá trazer não apenas equilíbrio político, mas também uma aposta clara na expansão territorial e ideológica da direita no Brasil.