sexta-feira, 10 de abril de 2026

DEPUTADO LULA DA FONTE SOLICITA ABERTURA DO MERCADO SUL-COREANO PARA CARNE BOVINA BRASILEIRA

Em missão diplomática na Coreia do Sul, o deputado federal Lula da Fonte cumpre agendas voltadas ao fortalecimento das relações comerciais bilaterais com o país asiático e à ampliação das oportunidades para o agronegócio brasileiro.

Durante reuniões com autoridades e representantes do setor produtivo, o parlamentar solicitou a criação do credenciamento necessário para que o Brasil passe a exportar carne bovina ao mercado sul-coreano, que atualmente não está aberto para esse tipo de produto brasileiro, o que limita a presença nacional em um mercado estratégico.

O pedido ocorre em um cenário positivo para o Brasil, já que cerca de 80 por cento do frango consumido na Coreia do Sul tem origem brasileira, demonstrando a confiança na qualidade e na competitividade da produção nacional. Também é importante salientar a vocação brasileira para exportação de commodites para a Coreia do Sul.
Segundo o deputado, a abertura do mercado de carne bovina representa uma oportunidade concreta de ampliar as exportações, fortalecer o agronegócio e gerar impactos positivos para a economia do país.

“Estamos abrindo caminhos para que o Brasil amplie sua presença em mercados estratégicos, gerando oportunidades, fortalecendo o agronegócio e posicionando o país com ainda mais competitividade no cenário internacional”, pontuou.

A agenda também incluiu tratativas sobre acordos bilaterais entre Brasil e Coreia do Sul, com foco na ampliação das parcerias comerciais e institucionais, reforçando o papel da diplomacia parlamentar na construção de novas oportunidades para o Brasil no cenário internacional.

COLUNA POLÍTICA | DR. ELTON, UMA OBRA, VÁRIOS RECADOS| NA LUPA 🔎 | POR EDNEY SOUTO

ARENA BRASIL EM ÁGUAS BELAS CONSOLIDA LIDERANÇA DE DR. ELTON E REFORÇA JOGO POLÍTICO NO INTERIOR

A inauguração da primeira Arena Brasil de Pernambuco, em Águas Belas, não foi apenas mais uma entrega do governo federal. Foi, na prática, um movimento político com endereço certo: fortalecer lideranças locais que conseguem transformar articulação em resultado concreto. E nesse cenário, quem saiu maior foi o prefeito Elton Martins, o Dr. Elton, que conseguiu capitalizar o momento como poucos gestores no interior têm conseguido.

DR. ELTON MOSTRA FORÇA E CAPACIDADE DE ARTICULAÇÃO
Não dá para tratar essa entrega como algo protocolar. A presença do ministro Paulo Henrique Cordeiro em Águas Belas, somada ao peso simbólico de ser a primeira Arena Brasil no estado, evidencia que Dr. Elton tem trânsito e prestígio político. Em tempos em que muitos gestores enfrentam dificuldades para tirar projetos do papel, ele entrega uma obra estruturadora e ainda protagoniza o evento.

Mais do que discurso, o prefeito apresentou resultado — e isso, na política, fala mais alto que qualquer narrativa.

UMA ENTREGA QUE VAI ALÉM DO ESPORTE

A Arena Brasil é moderna, multifuncional e atende jovens, crianças e famílias. Mas é preciso dizer com clareza: o impacto político da obra é tão relevante quanto o social. Ao garantir esse equipamento, Dr. Elton se posiciona como um gestor que entrega, que prioriza e que sabe onde quer chegar.

Em um cenário de disputa crescente no interior, isso faz diferença — e muita.

O GOVERNO LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA MARCA PRESENÇA, MAS QUEM CAPITALIZA É O MUNICÍPIO

O discurso do ministro reforçou o compromisso do governo federal com as regiões mais carentes. Mas, na prática, quem transforma esse investimento em capital político local é quem está na ponta: o prefeito.

Dr. Elton soube aproveitar o momento, organizou um evento prestigiado, reuniu lideranças e mostrou que Águas Belas entrou de vez no radar das grandes entregas federais.

PALANQUE FORMADO E MOVIMENTAÇÃO DE BASTIDORES

A presença de Samuel Andrade, representando Silvio Costa Filho, e do pré-candidato Bruno Marques, deixou claro que ninguém estava ali apenas para bater palma, assim como a representatividade do governo do Estado, da Governadora Raquel Lyra.

O evento teve cara de articulação política. Foi encontro de grupos, alinhamento de interesses e, sobretudo, demonstração de força. E, nesse tabuleiro, Dr. Elton aparece como peça central.

DISCURSO SOCIAL E IMAGEM PÚBLICA EM ALTA

Ao destacar o incentivo ao esporte feminino, o ministro trouxe um tema importante, mas também alinhado com o que a política moderna exige: sensibilidade social. A gestão municipal, ao abraçar esse discurso, amplia sua imagem para além da obra física.

Dr. Elton não entrega apenas estrutura — ele se conecta com pautas que dialogam com a população, o que fortalece ainda mais sua posição.

UMA OBRA, VÁRIOS RECADOS

A Arena Brasil em Águas Belas manda sinais claros: o município está organizado, tem liderança ativa e consegue atrair investimentos. Em um momento em que o interior disputa atenção e recursos, isso coloca a cidade em outro patamar.

E no centro dessa engrenagem está Dr. Elton, que transforma uma obra em vitrine política, fortalece sua gestão e, de quebra, amplia seu espaço no jogo maior da política pernambucana.

No fim das contas, a leitura é simples: enquanto muitos prometem, Dr. Elton entrega. E em política, quem entrega, lidera.

NO SERTÃO, JOÃO CAMPOS ENFRENTA TURBULÊNCIAS POLÍTICAS, CRÍTICAS NAS REDES E SAIA-JUSTA EM EVENTO RELIGIOSO

A agenda do prefeito do Recife, João Campos, pelo Sertão pernambucano, que já se aproxima de uma semana, tem sido marcada por movimentações políticas intensas, mas também por episódios que geraram repercussão negativa e alimentaram o debate público sobre sua pré-candidatura ao Governo do Estado.

Apontado como possível nome na disputa estadual, João Campos iniciou sua passagem pelo interior com visitas estratégicas e forte presença digital. No entanto, um dos primeiros momentos de maior visibilidade acabou se transformando em alvo de críticas. Em vídeo publicado nas redes sociais, o prefeito denunciou as condições precárias de uma estrada na região do Araripe, destacando buracos e dificuldades de tráfego. A gravação, que buscava evidenciar problemas de infraestrutura no interior, rapidamente provocou reação de adversários políticos.

Vereadores do Recife responderam com vídeos mostrando ruas alagadas na capital pernambucana, estabelecendo um contraponto direto à crítica feita pelo gestor. As imagens viralizaram e ampliaram o debate nas redes sociais, levantando questionamentos sobre a situação urbana da capital e gerando desgaste para o prefeito, que viu sua narrativa ser confrontada de forma imediata e coordenada.

Outro episódio que repercutiu negativamente ocorreu durante visita à Concatedral de Serra Talhada, no Sertão do Pajeú. Durante a passagem pelo templo, uma fiel saudou João Campos como “futuro governador”, manifestação que foi prontamente repreendida pelo bispo da Diocese de Afogados da Ingazeira, Dom Limacedo. Em tom firme, o religioso destacou que a igreja não é espaço para manifestações político-partidárias, reforçando a necessidade de preservação do ambiente religioso como local de fé e não de promoção eleitoral.

A situação gerou desconforto e repercutiu entre lideranças políticas e religiosas, reacendendo discussões sobre os limites entre fé e política, especialmente em períodos que antecedem disputas eleitorais.

Apesar dos contratempos, aliados de João Campos seguem defendendo a importância da agenda no interior como estratégia de aproximação com o eleitorado sertanejo e de fortalecimento de seu nome em nível estadual. Já opositores veem nos episódios recentes sinais de desgaste precoce e apontam fragilidades na condução da pré-campanha.

Com a viagem ainda em andamento, o prefeito do Recife enfrenta o desafio de reposicionar sua comunicação e retomar o controle da narrativa, em meio a um cenário político cada vez mais competitivo e atento a cada movimento de quem desponta como potencial candidato ao Palácio do Campo das Princesas.

SERTÃO VIRA PALCO DE FORÇA POLÍTICA COM JOÃO CAMPOS, MÁRCIA CONRADO E BRENO ARAÚJO EM ATO DE UNIÃO E PROJEÇÃO PARA 2026

A movimentação política no Sertão do Pajeú ganhou novos contornos nesta semana com a passagem do pré-candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos, por Serra Talhada. Recebido pelo pré-candidato a deputado estadual Breno Araújo e pela prefeita Márcia Conrado, o encontro consolidou um momento estratégico de articulação e fortalecimento de um grupo que mira protagonismo nas eleições de 2026.

A agenda, realizada na última quarta-feira (8), foi marcada por entrevistas concedidas a emissoras de rádio locais e culminou em um ato político que reuniu lideranças regionais, aliados e apoiadores. O evento simbolizou não apenas a recepção ao nome que desponta como uma das principais lideranças do estado, mas também a construção de um alinhamento político com foco no desenvolvimento de Serra Talhada e de Pernambuco.

Durante o discurso, Márcia Conrado enfatizou o caráter coletivo do grupo político, destacando que o projeto vai além de interesses partidários. A prefeita reforçou que a união ali construída tem como base o compromisso social e a atenção às necessidades da população em todas as suas dimensões.

Já João Campos evidenciou a relação de proximidade com a gestão municipal e reforçou a ideia de um governo acessível. Em tom de alinhamento político, destacou que sua eventual gestão estará aberta ao diálogo direto com Serra Talhada, sinalizando sintonia com as demandas locais e disposição para fortalecer parcerias institucionais.

O pré-candidato Breno Araújo também pontuou o momento como decisivo para o grupo, ressaltando a importância da união e do planejamento estratégico. Segundo ele, o caminho que está sendo construído busca conciliar responsabilidade política com compromisso social, mirando especialmente as camadas mais vulneráveis da população.

O encontro reforça o papel do Sertão como peça-chave no xadrez político pernambucano e evidencia a tentativa de consolidação de uma base sólida no interior, com vistas às disputas futuras. A presença de João Campos ao lado de lideranças locais sinaliza não apenas apoio mútuo, mas também a formação de um bloco político que pretende ampliar sua influência em todo o estado.

EM QUIPAPÁ, GOVERNADORA RAQUEL LYRA ENTREGA NOVA COZINHA COMUNITÁRIA, AUTORIZA CONSTRUÇÃO DE CRECHE E FORTALECE O DESENVOLVIMENTO URBANO E RURAL DO MUNICÍPIO

Após cumprir agenda no Sertão pernambucano, a governadora Raquel Lyra esteve, nesta quinta-feira (9), em Quipapá, na Mata Sul, onde fez entregas e anunciou um conjunto de ações estruturadoras para o município. Além de inaugurar a terceira Cozinha Comunitária da cidade, a gestora autorizou a construção de uma nova creche, a pavimentação de vias urbanas e o início da licitação para a restauração da PE-177. A governadora também entregou dois ônibus escolares e um trator agrícola, por meio do programa Terra Plantar. A vice-governadora Priscila Krause também acompanhou a agenda. 

“Estamos em Quipapá para reafirmar o nosso compromisso com o desenvolvimento das cidades da Mata Sul. Hoje entregamos mais uma Cozinha Comunitária, autorizamos a construção de uma nova creche, garantimos novas pavimentações e anunciamos a recuperação da PE-177. Também trouxemos ônibus escolares e um trator agrícola para fortalecer a agricultura familiar. Seguimos trabalhando para que cada investimento chegue na vida das pessoas e transforme a realidade das famílias de Quipapá”, ressaltou Raquel Lyra. 

A Cozinha Comunitária Antônio Rodrigues de Melo é a terceira do município e a de número 279 de Pernambuco. A nova unidade, instalada por meio da Secretaria de Assistência Social, Combate à Fome e Políticas sobre Drogas (SAS), em parceria com a Prefeitura de Quipapá, vai oferecer refeições gratuitas à população em situação de vulnerabilidade social encaminhada pelos serviços socioassistenciais. 
Desde 2023, mais de 25 milhões de refeições gratuitas foram servidas em Pernambuco. “Serão ofertados diariamente 200 pratos para a população mais vulnerável, através do programa Bom Prato, trazendo dignidade para quem mais precisa. A Cozinha Comunitária não é um equipamento simplesmente que entrega comida, mas também faz esse resgate comunitário”, ressaltou Andreza Pacheco, secretária de Assistência Social, Combate à Fome e Políticas Sobre Drogas. 

Para Selda Pereira, mãe de 10 filhos, moradora do município e beneficiária da cozinha, a nova unidade vai ser muito importante no dia a dia. “Essa cozinha comunitária vai ser muito boa para a nossa comunidade. Tem muita gente que não tem o que comer e essa entrega vai ser um privilégio”, comemorou.

O prefeito de Quipapá, Pité, agradeceu os investimentos por parte do Governo de Pernambuco. “Esse é um momento muito importante para o município de Quipapá. Agradeço por todos os investimentos realizados pelo Estado. A chegada da nova cozinha será essencial para a comunidade, além dos novos ônibus, as estradas que estão sendo requalificadas e o novo trator para a nossa comunidade rural”, disse o gestor. 

Na mesma ocasião, a governadora realizou a entrega de um trator agrícola equipado com grade aradora, por meio do programa estadual Terra Plantar. O novo equipamento vai beneficiar mais de 1.400 famílias rurais, de forma direta e indireta. Com população estimada em cerca de 24 mil habitantes, o município de Quipapá possui entre 55% e 60% da população vivendo na zona rural.

Presente na agenda, o senador Fernando Dueire ressaltou a importância dos investimentos realizados pela gestão estadual. “Esse governo cuida de gente, aglutina e acolhe quem mais precisa. Todas essas entregas e investimentos são para o povo pernambucano. Essa gestão trabalha de forma séria”, afirmou.

EDUCAÇÃO - Na área da educação, foi autorizado o início da obra da creche do município. Com investimento superior a R$ 3,5 milhões, a unidade contará com cinco salas e ficará localizada na Comunidade da Nova Vilas. Além disso, a chefe do Executivo estadual entregou dois novos ônibus escolares para a cidade. Com essa entrega, Quipapá passa a contar com 13 veículos deste tipo.

Também acompanhando as entregas no município, o deputado federal André Ferreira afirmou que o “governo tem feito grandes entregas em todas as regiões de Pernambuco, sobretudo na Mata Sul”. Já a deputada estadual Débora Almeida ressaltou que a “gestão estadual olha para quem mais precisa”. E completou: “são muitas estradas, creches e cozinhas comunitárias sendo feitas”. 
ESTRADA E VIAS URBANAS - Outra novidade para o município foi a autorização de licitação para a restauração de 54 km da PE-177. O trecho vai do entroncamento com a BR-104 até o entroncamento com a BR-423, em Garanhuns. Ao todo, serão investidos mais de R$ 135 milhões, incluindo restauração do pavimento, drenagem e sinalização.

Além disso, a governadora autorizou, através do programa PE na Estrada, o início de obra de pavimentação de 10 vias da cidade, totalizando 4,2 km e um investimento de mais de R$ 4 milhões. O prazo de execução é de 6 meses. 

Acompanharam a agenda o secretário estadual Túlio Vilaça (Casa Civil); o secretário-executivo de Desenvolvimento Urbano e Habitação, Francisco Sena; os prefeitos Dona Graça (Catende); Zé Elias (Calçados), Ridete Pellegrino (Jaqueira); Júnior de Rivaldo (Saloá), Túlio Monteiro (Buíque), Diogo Lima (Barra de Guabiraba), Maria Izalta (Ibirajuba), Stênio Fernandes (Lagoa dos Gatos), Wilson Lima (São João), Dió Filho (Riacho das Almas), Beto do Sargento (Belém de Maria), André Raimundo (Cachoeirinha) e Branco de Geraldo (Jurema); além de vereadores e lideranças locais. 

Fotos: Miva Filho/Secom

RUPTURA POLÍTICA EM JOÃO ALFREDO REPOSICIONA FORÇAS E COLOCA JANJÃO NO CENTRO DA DISPUTA PELA ALEPE

A cena política de João Alfredo atravessa um dos momentos mais delicados e decisivos dos últimos anos, marcada por um rompimento que alterou completamente o equilíbrio de forças no município e abriu espaço para novas lideranças ganharem protagonismo. No centro dessa reconfiguração está o nome de Janjão, ex-prefeito de Bom Jardim, que surge como pré-candidato a deputado estadual com forte potencial de capilaridade eleitoral na região.

O movimento ganhou corpo especialmente após o afastamento político entre o vice-prefeito Caboclo e o prefeito Zé Martins, uma ruptura que não apenas surpreendeu aliados como também expôs fissuras profundas dentro da gestão municipal. Caboclo, que durante duas eleições consecutivas foi considerado peça-chave para a consolidação do projeto político do atual prefeito, manteve uma trajetória de lealdade e atuação estratégica, sendo reconhecido nos bastidores como um dos principais responsáveis pela sustentação eleitoral do grupo governista. No entanto, o cenário mudou drasticamente quando passou a ser gradualmente afastado das decisões políticas e administrativas, em um movimento interpretado por aliados como um esvaziamento deliberado de sua influência.

Esse afastamento não ocorreu de forma isolada. A leitura predominante entre lideranças locais é de que a condução política do prefeito passou a priorizar um projeto pessoal voltado à construção de uma candidatura familiar à Assembleia Legislativa de Pernambuco, o que teria provocado insatisfação não apenas dentro do grupo político, mas também em setores da população que se sentem igualmente deixados de lado. A crítica recorrente gira em torno de uma gestão considerada inchada, com forte presença de pessoas de fora do município ocupando espaços estratégicos, enquanto lideranças locais tradicionais perderam protagonismo, reforçando a percepção de isolamento político do núcleo central da prefeitura.

Nesse ambiente de desgaste e reorganização, o rompimento de Caboclo ganha ainda mais relevância por seu simbolismo. Ele não apenas rompe com um aliado histórico, mas também passa a integrar um novo bloco político que busca se apresentar como alternativa ao atual modelo de gestão. Esse grupo reúne nomes como Vânia Laura e Júlio César, ambos com atuação consolidada na oposição, além da ex-prefeita Maria Sebastiana, figura com forte memória eleitoral no município.

É nesse contexto que o nome de Janjão passa a ganhar densidade política. Diferente de outros postulantes, ele carrega o peso de uma decisão que tem sido amplamente destacada nos bastidores: a renúncia a um cargo para disputar uma vaga na ALEPE. O gesto é interpretado por aliados como sinal de coragem política, desprendimento e disposição para enfrentar o processo eleitoral de forma direta, sem amarras institucionais. Essa postura contribui para a construção de uma imagem de liderança combativa e independente, características que vêm sendo exploradas pelo grupo que o apoia.

Além disso, o fato de ser uma liderança regional, com trajetória consolidada em Bom Jardim, reforça o discurso de representatividade para o conjunto do Agreste. Nos bastidores, a avaliação já ganha força e muitos apostam que Janjão poderá sair majoritário em João Alfredo, impulsionado por sua capacidade de articulação política e pela formação de um palanque robusto. O cenário chama atenção por um elemento considerado inédito: a possibilidade de um candidato de fora do município liderar a votação mesmo enfrentando diretamente um nome da terra, apoiado pela máquina pública e com a caneta na mão, o que evidencia o nível de desgaste enfrentado pelo grupo governista.

A articulação política em torno de Janjão também inclui a formação de uma dobradinha com o deputado federal Waldemar Oliveira, que buscará a reeleição, ampliando o alcance do grupo e fortalecendo a estratégia de consolidação de votos no município. A expectativa entre aliados é de que a soma dessas forças, aliada ao desgaste do grupo governista, crie as condições necessárias para que o pré-candidato alcance uma votação expressiva.

Com o cenário em aberto e as movimentações se intensificando, João Alfredo passa a ocupar posição de destaque no xadrez político do Agreste pernambucano, funcionando como um verdadeiro termômetro das transformações em curso e da capacidade de reorganização das forças de oposição diante de um ambiente marcado por rupturas, insatisfações e novos projetos de poder.

RUPTURA POLÍTICA EM JOÃO ALFREDO REPOSICIONA FORÇAS E COLOCA JANJÃO NO CENTRO DA DISPUTA PELA ALEPE

A cena política de João Alfredo atravessa um dos momentos mais delicados e decisivos dos últimos anos, marcada por um rompimento que alterou completamente o equilíbrio de forças no município e abriu espaço para novas lideranças ganharem protagonismo. No centro dessa reconfiguração está o nome de Janjão, ex-prefeito de Bom Jardim, que surge como pré-candidato a deputado estadual com forte potencial de capilaridade eleitoral na região.

O movimento ganhou corpo especialmente após o afastamento político entre o vice-prefeito Caboclo e o prefeito Zé Martins, uma ruptura que não apenas surpreendeu aliados como também expôs fissuras profundas dentro da gestão municipal. Caboclo, que durante duas eleições consecutivas foi considerado peça-chave para a consolidação do projeto político do atual prefeito, manteve uma trajetória de lealdade e atuação estratégica, sendo reconhecido nos bastidores como um dos principais responsáveis pela sustentação eleitoral do grupo governista. No entanto, o cenário mudou drasticamente quando passou a ser gradualmente afastado das decisões políticas e administrativas, em um movimento interpretado por aliados como um esvaziamento deliberado de sua influência.

Esse afastamento não ocorreu de forma isolada. A leitura predominante entre lideranças locais é de que a condução política do prefeito passou a priorizar um projeto pessoal voltado à construção de uma candidatura familiar à Assembleia Legislativa de Pernambuco, o que teria provocado insatisfação não apenas dentro do grupo político, mas também em setores da população que se sentem igualmente deixados de lado. A crítica recorrente gira em torno de uma gestão considerada inchada, com forte presença de pessoas de fora do município ocupando espaços estratégicos, enquanto lideranças locais tradicionais perderam protagonismo, reforçando a percepção de isolamento político do núcleo central da prefeitura.

Nesse ambiente de desgaste e reorganização, o rompimento de Caboclo ganha ainda mais relevância por seu simbolismo. Ele não apenas rompe com um aliado histórico, mas também passa a integrar um novo bloco político que busca se apresentar como alternativa ao atual modelo de gestão. Esse grupo reúne nomes como Vânia Laura e Júlio César, ambos com atuação consolidada na oposição, além da ex-prefeita Maria Sebastiana, figura com forte memória eleitoral no município.

É nesse contexto que o nome de Janjão passa a ganhar densidade política. Diferente de outros postulantes, ele carrega o peso de uma decisão que tem sido amplamente destacada nos bastidores: a renúncia a um cargo para disputar uma vaga na ALEPE. O gesto é interpretado por aliados como sinal de coragem política, desprendimento e disposição para enfrentar o processo eleitoral de forma direta, sem amarras institucionais. Essa postura contribui para a construção de uma imagem de liderança combativa e independente, características que vêm sendo exploradas pelo grupo que o apoia.

Além disso, o fato de ser uma liderança regional, com trajetória consolidada em Bom Jardim, reforça o discurso de representatividade para o conjunto do Agreste. Nos bastidores, a avaliação já ganha força e muitos apostam que Janjão poderá sair majoritário em João Alfredo, impulsionado por sua capacidade de articulação política e pela formação de um palanque robusto. O cenário chama atenção por um elemento considerado inédito: a possibilidade de um candidato de fora do município liderar a votação mesmo enfrentando diretamente um nome da terra, apoiado pela máquina pública e com a caneta na mão, o que evidencia o nível de desgaste enfrentado pelo grupo governista.

A articulação política em torno de Janjão também inclui a formação de uma dobradinha com o deputado federal Waldemar Oliveira, que buscará a reeleição, ampliando o alcance do grupo e fortalecendo a estratégia de consolidação de votos no município. A expectativa entre aliados é de que a soma dessas forças, aliada ao desgaste do grupo governista, crie as condições necessárias para que o pré-candidato alcance uma votação expressiva.

Com o cenário em aberto e as movimentações se intensificando, João Alfredo passa a ocupar posição de destaque no xadrez político do Agreste pernambucano, funcionando como um verdadeiro termômetro das transformações em curso e da capacidade de reorganização das forças de oposição diante de um ambiente marcado por rupturas, insatisfações e novos projetos de poder.

CLARISSA TÉRCIO GANHA FORÇA COMO POSSÍVEL VICE DE FLÁVIO BOLSONARO E MOVIMENTA BASTIDORES DA DIREITA

Nos bastidores da política nacional, o tabuleiro eleitoral começa a ganhar contornos mais definidos, e um nome vindo do Nordeste passa a ocupar espaço estratégico nas articulações da direita brasileira. A deputada federal Clarissa Tércio desponta como uma das principais cotadas para compor como vice na eventual chapa presidencial liderada pelo senador Flávio Bolsonaro, dentro das movimentações do Partido Liberal (PL).

A possível indicação não ocorre por acaso. Em meio à busca por um perfil que amplie o alcance eleitoral da legenda, sobretudo no Nordeste — região historicamente mais alinhada ao Partido dos Trabalhadores (PT) —, Clarissa reúne características consideradas estratégicas: mulher, evangélica e com forte inserção popular. Sua trajetória política, iniciada em 2018, é marcada por crescimento rápido e expressivo desempenho nas urnas, consolidado na última eleição, quando se tornou a deputada federal mais votada da região.

A ligação com o segmento religioso também pesa nas avaliações internas. Integrante da Assembleia de Deus, Clarissa carrega consigo a influência do pai, o pastor Francisco Tércio, figura reconhecida no meio evangélico pernambucano. Esse capital religioso é visto como um diferencial importante em uma estratégia que busca dialogar diretamente com um eleitorado conservador e mobilizado.

Nos corredores do PL, comparações com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro também surgem como forma de reforçar o potencial político da deputada. Assim como Michelle, Clarissa tem atuação destacada em pautas sociais, especialmente na defesa de políticas voltadas à inclusão, como ações relacionadas ao tratamento do autismo — bandeira que tem ampliado sua visibilidade nacional.

Outro fator relevante é o aspecto político-partidário. Filiada ao Progressistas (PP), sua eventual escolha representaria um movimento de ampliação de alianças entre partidos do campo de centro-direita, fortalecendo uma frente mais ampla para a disputa presidencial. Essa articulação é vista como essencial para aumentar a competitividade do grupo político em um cenário polarizado.

Além disso, o desempenho eleitoral de Clarissa no Nordeste, superando nomes tradicionais da esquerda, é interpretado como um indicativo de mudança gradual no comportamento do eleitorado da região — um dado que tem sido observado com atenção pelas lideranças do PL.

Enquanto as definições oficiais ainda não foram anunciadas, o nome da parlamentar pernambucana segue ganhando densidade nas discussões internas, evidenciando que a formação da chapa presidencial poderá trazer não apenas equilíbrio político, mas também uma aposta clara na expansão territorial e ideológica da direita no Brasil.