sábado, 25 de abril de 2026
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CONFUSÃO ELEITORAL LEVA JOÃO PAULO A ADOTAR “DO PT” NO NOME PARA EVITAR TROCA DE VOTOS
A mudança não veio por acaso. A filiação recente do também deputado estadual João Paulo Costa ao Partido dos Trabalhadores alterou o cenário eleitoral de forma significativa. Até então, a coincidência de nomes não causava maiores transtornos porque Costa estava vinculado ao PCdoB, legenda com número distinto nas urnas. Com a migração para o PT, ambos passaram a disputar votos sob o número 13, o que acendeu o alerta entre aliados e assessores.
Nos bastidores, relatos curiosos reforçaram a preocupação. O próprio Sílvio Costa, pai de João Paulo Costa, chegou a telefonar mais de uma vez para o ex-prefeito acreditando estar falando com o filho, evidenciando o grau de confusão até mesmo entre figuras próximas. Em outro episódio, um assessor do ministro Guilherme Boulos enviou mensagem equivocada, tratando João Paulo Silva como João Paulo Costa, o que precisou ser corrigido.
A decisão de adotar “do PT” surge, portanto, como uma tentativa de preservar a identidade política construída ao longo de décadas e evitar prejuízos eleitorais. Apesar de amplamente conhecido apenas como “João Paulo” pelo eleitorado, o ex-prefeito avaliou que a repetição do nome, associada ao mesmo número partidário, poderia levar eleitores menos atentos a cometer erros na hora do voto — seja digitando números finais incorretos ou escolhendo o candidato errado.
A situação poderia ter sido evitada, segundo interlocutores políticos, caso João Paulo Costa tivesse seguido o caminho inicialmente cogitado de se filiar ao PV. A articulação chegou a avançar em meio às negociações que envolviam o grupo político de Raquel Lyra, mas acabou sendo desfeita após mudanças de posicionamento político, incluindo a reaproximação com o campo liderado pelo prefeito do Recife, João Campos.
Nos corredores da Assembleia Legislativa de Pernambuco, a mudança de partido de João Paulo Costa também gerou desconforto. O deputado já havia enfrentado questionamentos quando ingressou no PCdoB, por não ter histórico ideológico ligado ao comunismo. Agora, ao migrar para o PT, voltou a ser alvo de indagações sobre sua trajetória partidária. A situação se torna ainda mais delicada diante do contexto familiar, já que seus irmãos, Sílvio Costa Filho e Carlos Costa, têm vínculos com o Republicanos.
Além das questões ideológicas, há também o fator competitivo. Informações de bastidores indicam que lideranças do Republicanos resistiram à possibilidade de João Paulo Costa disputar pela legenda, temendo um desequilíbrio interno na distribuição de votos — cenário semelhante ao de eleições anteriores.
Enquanto isso, João Paulo Silva aposta na força de sua trajetória e na identificação popular consolidada para manter seu eleitorado fiel. A adoção do “do PT” no nome é, acima de tudo, uma medida pragmática em um ambiente político cada vez mais competitivo, onde detalhes podem fazer a diferença entre a vitória e a derrota.
Informações do Blog Dellas
IZAÍAS RÉGIS É CONDENADO A DEVOLVER QUASE R$ 9 MILHÕES POR IRREGULARIDADES NA PREVIDÊNCIA DE GARANHUNS
As condenações decorrem de duas ações de improbidade administrativa que analisaram condutas adotadas durante o período em que Izaías esteve à frente da Prefeitura de Garanhuns. Os processos apontam falhas graves no recolhimento e na gestão de recursos vinculados à previdência municipal, com impactos diretos sobre o equilíbrio financeiro do sistema e sobre as obrigações legais do município.
Na primeira decisão, a Justiça determinou que o ex-prefeito devolva R$ 6.102.478,60 aos cofres públicos, além de pagar multa de igual valor. O magistrado também impôs a suspensão dos direitos políticos por oito anos. A ação foi movida pelo próprio Município de Garanhuns em 2021, após a gestão seguinte identificar débitos junto à Receita Federal relacionados ao exercício de 2016. De acordo com o processo, houve omissão reiterada no recolhimento de contribuições previdenciárias e do Pasep, situação que resultou na abertura de sete processos administrativos fiscais. Na sentença, o juiz destacou que as provas reunidas demonstram de forma consistente tanto a materialidade da conduta quanto o dano ao patrimônio público, ressaltando que a irregularidade não foi pontual, mas se estendeu por vários meses.
Já a segunda condenação, baseada em ação ajuizada em 2024 a partir de auditoria do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco, envolve o valor de R$ 2.855.530,11. Nesse caso, o foco recai sobre a suspensão de aportes ao Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) do município sem o devido repasse financeiro. O relatório técnico apontou que a prática comprometeu o equilíbrio do sistema previdenciário local, gerando prejuízos que agora deverão ser ressarcidos. Além da devolução dos recursos, a sentença estabelece o pagamento de multa equivalente a dez vezes a remuneração recebida pelo então prefeito, bem como a perda do cargo público — caso esteja ocupando no momento do trânsito em julgado — e nova suspensão dos direitos políticos por oito anos.
Na fundamentação, o juiz foi enfático ao afirmar que a conduta ultrapassou o campo da negligência administrativa. Segundo ele, a repetição do comportamento ao longo de diferentes exercícios financeiros, aliada ao uso de decretos considerados irregulares, evidencia uma intenção deliberada de não repassar valores que deveriam integrar o ativo do RPPS. A decisão reforça a interpretação de que houve dolo na gestão dos recursos, elemento central para a caracterização de improbidade administrativa com consequências mais severas.
Em resposta, a defesa de Izaías Régis nega a existência de irregularidades com finalidade ilícita e sustenta que as decisões não apontam enriquecimento pessoal. Em nota, o deputado afirmou que não houve desvio de recursos nem utilização indevida para fins particulares. Segundo seus advogados, as medidas adotadas durante a gestão seguiram orientações da Procuradoria Municipal e foram tomadas em um contexto de dificuldades financeiras enfrentadas pelo município, agravadas por fatores como estiagem e bloqueios de repasses federais.
Ainda de acordo com a defesa, os valores teriam sido direcionados à manutenção de políticas públicas essenciais, sem qualquer desvio do interesse coletivo. O ex-prefeito também argumenta que irá recorrer das decisões, buscando reverter as condenações nas instâncias superiores.
O caso amplia o debate sobre a responsabilidade de gestores públicos na administração de regimes próprios de previdência, especialmente em municípios de médio porte, onde a pressão fiscal e as limitações orçamentárias frequentemente desafiam o cumprimento integral das obrigações legais. Enquanto o processo segue em tramitação, as decisões judiciais já produzem forte repercussão no cenário político pernambucano, colocando em evidência a relação entre gestão fiscal, responsabilidade administrativa e consequências jurídicas para agentes públicos.
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A visita de Boulos ao estado teve como principal objetivo a apresentação da caravana “Governo do Brasil”, iniciativa que busca aproximar serviços e programas federais da população, sobretudo em regiões que historicamente enfrentam dificuldades de acesso. A ação, alinhada às diretrizes do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foi marcada por atendimentos diretos, oferta de serviços públicos e diálogo com lideranças locais.
Ao lado do ministro, Raquel Lyra adotou um tom enfático em defesa da união política como caminho para o desenvolvimento de Pernambuco. Em seu discurso, a governadora fez um alerta sobre o ambiente eleitoral que se aproxima, destacando o risco de fragmentação. “Em tempo de eleição, vão querer nos dividir, vão querer separar quem veste branco, preto, roxo, amarelo, azul ou vermelho. Não sabem que o nosso povo dividido faz muito mal ao nosso estado”, afirmou, em fala que repercutiu entre apoiadores e observadores políticos.
A declaração foi interpretada como um gesto de maturidade política e tentativa de construir pontes em um cenário tradicionalmente marcado por disputas acirradas. Ao elogiar o presidente Lula, Raquel também sinalizou abertura ao diálogo institucional com o governo federal, reforçando uma postura pragmática voltada à busca de investimentos e parcerias para o estado.
Nos bastidores, o entrosamento entre a governadora e o ministro foi visto como um indicativo de que, apesar das diferenças partidárias, há espaço para convergência quando o foco são políticas públicas e ações de impacto social. A presença conjunta em agendas públicas, com discursos alinhados, fortaleceu essa percepção.
A passagem da caravana pelo Recife deixou como saldo não apenas a prestação de serviços, mas também uma mensagem política clara: em meio a um cenário de polarização, há movimentos que apostam na cooperação como ferramenta para atender às demandas da população. Resta saber como esse alinhamento será interpretado no tabuleiro político nos próximos meses, especialmente com a aproximação do calendário eleitoral.