sábado, 25 de abril de 2026
EFICIÊNCIA NA SEGURANÇA: AÇÃO RÁPIDA DA POLÍCIA RECUPERA CELULARES E PRENDE SUSPEITO NO FJT DE TORITAMA
ÁGUAS BELAS AVANÇA NO COMBATE À SECA COM NOVOS SISTEMAS DE DESSALINIZAÇÃO E REFORÇA ESPERANÇA NO AGRESTE
A visita da vice-governadora Priscila Krause trouxe ainda mais relevância ao ato, que contou também com a presença do prefeito Dr. Elton, lideranças políticas e representantes da comunidade. Na ocasião, foi entregue mais um sistema de dessalinização, tecnologia que vem mudando a realidade de famílias que convivem com a água salobra no dia a dia.
O equipamento inaugurado não veio sozinho. Paralelamente, outro sistema foi entregue no Sítio Garanhunzinho, ampliando o alcance da iniciativa. Juntos, os novos pontos reforçam uma política pública que vem sendo expandida no município, elevando para 17 o número de sistemas em funcionamento. Cada unidade é composta por um poço artesiano aliado a um moderno processo de filtragem, capaz de transformar a água imprópria em um recurso potável, com qualidade comparável à água mineral.
Durante o evento, o prefeito Dr. Elton destacou a importância da parceria com o Governo do Estado, ressaltando o empenho da governadora Raquel Lyra em enfrentar um dos problemas mais urgentes da região. Em sua fala, ele enfatizou que garantir água de qualidade não é apenas uma questão de infraestrutura, mas de dignidade e saúde para a população.
A solenidade também reuniu vereadores, secretários municipais e moradores das comunidades beneficiadas, que acompanharam de perto a entrega dos equipamentos. Entre as autoridades presentes estavam o deputado estadual Claudiano Filho e lideranças de municípios vizinhos, como a prefeita Camila Souza e o ex-prefeito Tonho de Lula, de Iati — cidade que, na mesma agenda, também foi contemplada com três novos sistemas de dessalinização.
Mais do que números, as entregas simbolizam um avanço concreto no enfrentamento da seca no Agreste pernambucano. Em regiões onde a água sempre foi um desafio diário, iniciativas como essa não apenas amenizam os efeitos da estiagem, mas também reescrevem a relação das comunidades com um recurso vital. O que antes era escassez e dificuldade começa, pouco a pouco, a dar lugar à segurança hídrica e à perspectiva de dias melhores.
COM AGENDA ATIVA NO INTERIOR, FELIPE CARRERAS FORTALECE ARTICULAÇÃO POLÍTICA NO AGRESTE
DEPUTADOS APROVAM ORÇAMENTO DA JUVENTUDE EM PERNAMBUCO
CONFUSÃO ELEITORAL LEVA JOÃO PAULO A ADOTAR “DO PT” NO NOME PARA EVITAR TROCA DE VOTOS
A mudança não veio por acaso. A filiação recente do também deputado estadual João Paulo Costa ao Partido dos Trabalhadores alterou o cenário eleitoral de forma significativa. Até então, a coincidência de nomes não causava maiores transtornos porque Costa estava vinculado ao PCdoB, legenda com número distinto nas urnas. Com a migração para o PT, ambos passaram a disputar votos sob o número 13, o que acendeu o alerta entre aliados e assessores.
Nos bastidores, relatos curiosos reforçaram a preocupação. O próprio Sílvio Costa, pai de João Paulo Costa, chegou a telefonar mais de uma vez para o ex-prefeito acreditando estar falando com o filho, evidenciando o grau de confusão até mesmo entre figuras próximas. Em outro episódio, um assessor do ministro Guilherme Boulos enviou mensagem equivocada, tratando João Paulo Silva como João Paulo Costa, o que precisou ser corrigido.
A decisão de adotar “do PT” surge, portanto, como uma tentativa de preservar a identidade política construída ao longo de décadas e evitar prejuízos eleitorais. Apesar de amplamente conhecido apenas como “João Paulo” pelo eleitorado, o ex-prefeito avaliou que a repetição do nome, associada ao mesmo número partidário, poderia levar eleitores menos atentos a cometer erros na hora do voto — seja digitando números finais incorretos ou escolhendo o candidato errado.
A situação poderia ter sido evitada, segundo interlocutores políticos, caso João Paulo Costa tivesse seguido o caminho inicialmente cogitado de se filiar ao PV. A articulação chegou a avançar em meio às negociações que envolviam o grupo político de Raquel Lyra, mas acabou sendo desfeita após mudanças de posicionamento político, incluindo a reaproximação com o campo liderado pelo prefeito do Recife, João Campos.
Nos corredores da Assembleia Legislativa de Pernambuco, a mudança de partido de João Paulo Costa também gerou desconforto. O deputado já havia enfrentado questionamentos quando ingressou no PCdoB, por não ter histórico ideológico ligado ao comunismo. Agora, ao migrar para o PT, voltou a ser alvo de indagações sobre sua trajetória partidária. A situação se torna ainda mais delicada diante do contexto familiar, já que seus irmãos, Sílvio Costa Filho e Carlos Costa, têm vínculos com o Republicanos.
Além das questões ideológicas, há também o fator competitivo. Informações de bastidores indicam que lideranças do Republicanos resistiram à possibilidade de João Paulo Costa disputar pela legenda, temendo um desequilíbrio interno na distribuição de votos — cenário semelhante ao de eleições anteriores.
Enquanto isso, João Paulo Silva aposta na força de sua trajetória e na identificação popular consolidada para manter seu eleitorado fiel. A adoção do “do PT” no nome é, acima de tudo, uma medida pragmática em um ambiente político cada vez mais competitivo, onde detalhes podem fazer a diferença entre a vitória e a derrota.
Informações do Blog Dellas
IZAÍAS RÉGIS É CONDENADO A DEVOLVER QUASE R$ 9 MILHÕES POR IRREGULARIDADES NA PREVIDÊNCIA DE GARANHUNS
As condenações decorrem de duas ações de improbidade administrativa que analisaram condutas adotadas durante o período em que Izaías esteve à frente da Prefeitura de Garanhuns. Os processos apontam falhas graves no recolhimento e na gestão de recursos vinculados à previdência municipal, com impactos diretos sobre o equilíbrio financeiro do sistema e sobre as obrigações legais do município.
Na primeira decisão, a Justiça determinou que o ex-prefeito devolva R$ 6.102.478,60 aos cofres públicos, além de pagar multa de igual valor. O magistrado também impôs a suspensão dos direitos políticos por oito anos. A ação foi movida pelo próprio Município de Garanhuns em 2021, após a gestão seguinte identificar débitos junto à Receita Federal relacionados ao exercício de 2016. De acordo com o processo, houve omissão reiterada no recolhimento de contribuições previdenciárias e do Pasep, situação que resultou na abertura de sete processos administrativos fiscais. Na sentença, o juiz destacou que as provas reunidas demonstram de forma consistente tanto a materialidade da conduta quanto o dano ao patrimônio público, ressaltando que a irregularidade não foi pontual, mas se estendeu por vários meses.
Já a segunda condenação, baseada em ação ajuizada em 2024 a partir de auditoria do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco, envolve o valor de R$ 2.855.530,11. Nesse caso, o foco recai sobre a suspensão de aportes ao Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) do município sem o devido repasse financeiro. O relatório técnico apontou que a prática comprometeu o equilíbrio do sistema previdenciário local, gerando prejuízos que agora deverão ser ressarcidos. Além da devolução dos recursos, a sentença estabelece o pagamento de multa equivalente a dez vezes a remuneração recebida pelo então prefeito, bem como a perda do cargo público — caso esteja ocupando no momento do trânsito em julgado — e nova suspensão dos direitos políticos por oito anos.
Na fundamentação, o juiz foi enfático ao afirmar que a conduta ultrapassou o campo da negligência administrativa. Segundo ele, a repetição do comportamento ao longo de diferentes exercícios financeiros, aliada ao uso de decretos considerados irregulares, evidencia uma intenção deliberada de não repassar valores que deveriam integrar o ativo do RPPS. A decisão reforça a interpretação de que houve dolo na gestão dos recursos, elemento central para a caracterização de improbidade administrativa com consequências mais severas.
Em resposta, a defesa de Izaías Régis nega a existência de irregularidades com finalidade ilícita e sustenta que as decisões não apontam enriquecimento pessoal. Em nota, o deputado afirmou que não houve desvio de recursos nem utilização indevida para fins particulares. Segundo seus advogados, as medidas adotadas durante a gestão seguiram orientações da Procuradoria Municipal e foram tomadas em um contexto de dificuldades financeiras enfrentadas pelo município, agravadas por fatores como estiagem e bloqueios de repasses federais.
Ainda de acordo com a defesa, os valores teriam sido direcionados à manutenção de políticas públicas essenciais, sem qualquer desvio do interesse coletivo. O ex-prefeito também argumenta que irá recorrer das decisões, buscando reverter as condenações nas instâncias superiores.
O caso amplia o debate sobre a responsabilidade de gestores públicos na administração de regimes próprios de previdência, especialmente em municípios de médio porte, onde a pressão fiscal e as limitações orçamentárias frequentemente desafiam o cumprimento integral das obrigações legais. Enquanto o processo segue em tramitação, as decisões judiciais já produzem forte repercussão no cenário político pernambucano, colocando em evidência a relação entre gestão fiscal, responsabilidade administrativa e consequências jurídicas para agentes públicos.