O crescimento da sigla ganhou força após a janela partidária, período em que o partido ampliou significativamente sua bancada estadual. O grupo passou a contar oficialmente com sete deputados estaduais: Wanderson Florêncio, Gustavo Gouveia, Luciano Duque, Fabrizio Ferraz, Edson Vieira, Jeferson Timóteo e Mário Ricardo. A oficialização da bancada ocorreu no início de abril, marcando uma nova fase da legenda no estado. Coube a Luciano Duque assumir a liderança do grupo, função estratégica para conduzir as articulações internas e fortalecer o posicionamento político do partido dentro da Alepe.
A composição da bancada demonstra a estratégia adotada pela legenda para 2026: reunir parlamentares com atuação regional consolidada, capacidade de transferência de votos e forte presença municipalista. O movimento também evidencia o fortalecimento do partido no interior pernambucano, especialmente em regiões como Sertão, Agreste e Zona da Mata, onde vários dos integrantes possuem bases eleitorais estruturadas e histórico de votações expressivas.
Além dos deputados estaduais, o Podemos também vem atraindo nomes com potencial competitivo fora da Assembleia Legislativa. Entre os destaques está o vereador do Recife Gilson Machado Filho, apontado internamente como uma das apostas da legenda para alcançar votação expressiva em 2026. Ligado ao eleitorado conservador e bolsonarista, Gilson Filho aparece como um dos nomes com capacidade de ampliar a votação do partido na Região Metropolitana do Recife, cenário considerado estratégico para o desempenho da chapa proporcional.
Outro nome que fortalece a nominata é a ex-prefeita de Itaíba Regina da Saúde, que mantém forte influência política no Agreste Meridional e deve entrar na disputa com uma base consolidada construída ao longo de sua trajetória administrativa. A chapa ainda conta com Iuri Duarte e o ex-deputado estadual Beto Accioly, nomes que reforçam o projeto eleitoral do partido e ampliam o alcance político da legenda em diferentes regiões do estado.
Nos bastidores, lideranças políticas reconhecem que o crescimento do Podemos não aconteceu de forma isolada. O avanço da sigla é atribuído diretamente à condução política do presidente estadual do partido, Marcelo Gouveia, que intensificou o diálogo com prefeitos, vereadores, ex-prefeitos e lideranças regionais nos últimos meses. A estratégia teve como foco ampliar a presença partidária em Pernambuco e estruturar uma chapa competitiva dentro do coeficiente eleitoral previsto para 2026.
A formação de uma bancada numerosa também fortalece o partido dentro da base política da governadora Raquel Lyra, que busca ampliar sua sustentação política para o próximo ciclo eleitoral. Com parlamentares distribuídos em diversas regiões do estado e nomes ligados a diferentes correntes políticas, o Podemos conseguiu montar uma composição considerada equilibrada entre lideranças tradicionais, representantes municipalistas e figuras ligadas ao eleitorado conservador.
A movimentação da legenda vem sendo acompanhada de perto por outras siglas da base governista, sobretudo pelo potencial de crescimento eleitoral demonstrado nos últimos meses. A avaliação nos bastidores é de que o partido conseguiu antecipar articulações importantes, consolidando nomes competitivos antes mesmo da definição oficial das chapas proporcionais. O cenário faz com que o Podemos seja visto atualmente como uma das legendas com maior capacidade de ampliar representação na Alepe a partir das eleições de 2026.