quarta-feira, 20 de maio de 2026
EM ENCONTRO COM PREFEITOS E A BANCADA FEDERAL EM BRASÍLIA, GOVERNADORA RAQUEL LYRA DESTACA PARCERIA COM MUNICÍPIOS
DE PERNAMBUCO PARA O MUNDO: PITÚ CONSOLIDA IMPÉRIO GLOBAL E SEGUE COMO A CACHAÇA MAIS EXPORTADA DO BRASIL
Fundada no município de Vitória de Santo Antão, a Pitú nasceu em um período em que a produção de cachaça ainda era fortemente ligada ao consumo regional e à tradição dos engenhos nordestinos. Com o passar das décadas, porém, a marca conseguiu transformar uma bebida típica brasileira em um produto de alcance global, tornando-se referência internacional no setor de destilados.
A trajetória da empresa mistura tradição familiar, estratégia de mercado e forte identificação cultural. O famoso símbolo do camarão vermelho estampado nos rótulos tornou-se uma das imagens mais reconhecidas do mercado de bebidas brasileiro, ajudando a construir uma identidade visual forte e facilmente associada à autenticidade da cachaça pernambucana.
Ao longo dos anos, a Pitú ganhou espaço não apenas nos bares populares do Brasil, mas também em supermercados, restaurantes e casas especializadas em bebidas na Europa, América do Norte, Ásia e África. Um dos mercados onde a marca alcançou maior destaque foi a Alemanha, considerada há décadas um dos principais destinos da exportação da cachaça pernambucana.
O sucesso da bebida entre os alemães se tornou um fenômeno comercial e cultural. Em muitos estabelecimentos europeus, a Pitú passou a ser diretamente associada à tradicional caipirinha brasileira, drink que ajudou a popularizar ainda mais a cachaça no exterior. A combinação entre sabor marcante, preço acessível e forte presença nas coquetelarias internacionais impulsionou o crescimento da marca fora do país.
Especialistas do setor apontam que a Pitú conseguiu ocupar um espaço estratégico no mercado internacional justamente por unir tradição e escala industrial. Enquanto muitas cachaças brasileiras permaneciam restritas ao consumo local ou artesanal, a empresa pernambucana investiu em estrutura produtiva, logística e expansão comercial para disputar espaço com grandes destilados globais.
Hoje, a marca é reconhecida não apenas pelo volume de exportações, mas também pela enorme capacidade produtiva. O desempenho da Pitú frequentemente a coloca entre as marcas de destilados mais produzidas do planeta, consolidando Pernambuco como um dos estados mais importantes da indústria nacional de bebidas.
Outro fator decisivo para a expansão internacional da marca foi a popularização da cultura brasileira no exterior. Eventos ligados à música, gastronomia e ao turismo ajudaram a impulsionar o interesse mundial pela caipirinha, transformando a cachaça em símbolo da brasilidade. Nesse cenário, a Pitú se beneficiou por já possuir distribuição consolidada e reconhecimento internacional.
Mesmo com o crescimento do mercado premium de cachaças artesanais, a Pitú mantém forte presença popular e continua associada à acessibilidade, tradição e presença constante em festas, bares e celebrações brasileiras. A bebida também preserva ligação histórica com Pernambuco, estado onde surgiu e construiu suas raízes industriais.
A força da marca representa ainda um importante capítulo da economia pernambucana. A produção da cachaça movimenta empregos, cadeia agrícola ligada à cana-de-açúcar, distribuição logística e exportações, fortalecendo o papel do estado no mercado nacional de bebidas alcoólicas.
Mais do que um produto, a Pitú se transformou em patrimônio cultural de Pernambuco e em um dos maiores símbolos da capacidade brasileira de transformar tradição regional em sucesso internacional. Entre garrafas exportadas, caipirinhas servidas ao redor do mundo e décadas de história, a marca segue mantendo viva uma trajetória que começou no interior pernambucano e alcançou consumidores nos cinco continentes.
PODEMOS MONTA SUPERCHAPA E DESPONTA COMO FORÇA NA DISPUTA PELA ALEPE EM 2026
O crescimento da sigla ganhou força após a janela partidária, período em que o partido ampliou significativamente sua bancada estadual. O grupo passou a contar oficialmente com sete deputados estaduais: Wanderson Florêncio, Gustavo Gouveia, Luciano Duque, Fabrizio Ferraz, Edson Vieira, Jeferson Timóteo e Mário Ricardo. A oficialização da bancada ocorreu no início de abril, marcando uma nova fase da legenda no estado. Coube a Luciano Duque assumir a liderança do grupo, função estratégica para conduzir as articulações internas e fortalecer o posicionamento político do partido dentro da Alepe.
A composição da bancada demonstra a estratégia adotada pela legenda para 2026: reunir parlamentares com atuação regional consolidada, capacidade de transferência de votos e forte presença municipalista. O movimento também evidencia o fortalecimento do partido no interior pernambucano, especialmente em regiões como Sertão, Agreste e Zona da Mata, onde vários dos integrantes possuem bases eleitorais estruturadas e histórico de votações expressivas.
Além dos deputados estaduais, o Podemos também vem atraindo nomes com potencial competitivo fora da Assembleia Legislativa. Entre os destaques está o vereador do Recife Gilson Machado Filho, apontado internamente como uma das apostas da legenda para alcançar votação expressiva em 2026. Ligado ao eleitorado conservador e bolsonarista, Gilson Filho aparece como um dos nomes com capacidade de ampliar a votação do partido na Região Metropolitana do Recife, cenário considerado estratégico para o desempenho da chapa proporcional.
Outro nome que fortalece a nominata é a ex-prefeita de Itaíba Regina da Saúde, que mantém forte influência política no Agreste Meridional e deve entrar na disputa com uma base consolidada construída ao longo de sua trajetória administrativa. A chapa ainda conta com Iuri Duarte e o ex-deputado estadual Beto Accioly, nomes que reforçam o projeto eleitoral do partido e ampliam o alcance político da legenda em diferentes regiões do estado.
Nos bastidores, lideranças políticas reconhecem que o crescimento do Podemos não aconteceu de forma isolada. O avanço da sigla é atribuído diretamente à condução política do presidente estadual do partido, Marcelo Gouveia, que intensificou o diálogo com prefeitos, vereadores, ex-prefeitos e lideranças regionais nos últimos meses. A estratégia teve como foco ampliar a presença partidária em Pernambuco e estruturar uma chapa competitiva dentro do coeficiente eleitoral previsto para 2026.
A formação de uma bancada numerosa também fortalece o partido dentro da base política da governadora Raquel Lyra, que busca ampliar sua sustentação política para o próximo ciclo eleitoral. Com parlamentares distribuídos em diversas regiões do estado e nomes ligados a diferentes correntes políticas, o Podemos conseguiu montar uma composição considerada equilibrada entre lideranças tradicionais, representantes municipalistas e figuras ligadas ao eleitorado conservador.
A movimentação da legenda vem sendo acompanhada de perto por outras siglas da base governista, sobretudo pelo potencial de crescimento eleitoral demonstrado nos últimos meses. A avaliação nos bastidores é de que o partido conseguiu antecipar articulações importantes, consolidando nomes competitivos antes mesmo da definição oficial das chapas proporcionais. O cenário faz com que o Podemos seja visto atualmente como uma das legendas com maior capacidade de ampliar representação na Alepe a partir das eleições de 2026.
LULA AUTORIZA CRÉDITO BILIONÁRIO PARA TAXISTAS E MOTORISTAS DE APP RENOVAREM VEÍCULOS EM TODO O BRASIL
A iniciativa passa a integrar o programa “Move Brasil”, criado pelo governo para estimular a modernização da frota nacional e incentivar a indústria automotiva dentro dos critérios da chamada Nova Indústria Brasil (NIB). O programa já vinha oferecendo financiamentos para caminhões, ônibus e implementos rodoviários, mas agora amplia seu alcance para uma categoria que movimenta milhões de brasileiros diariamente e que enfrenta custos crescentes com combustível, manutenção e desgaste dos automóveis.
A nova linha de crédito deverá beneficiar profissionais que atuam diretamente no transporte de passageiros, especialmente aqueles que dependem do veículo como principal fonte de renda. No caso dos motoristas de aplicativo, será necessário possuir cadastro ativo há pelo menos 12 meses em uma mesma plataforma e comprovar a realização mínima de 100 corridas nesse período. Já os taxistas precisarão apresentar registro regular e atividade comprovada.
O programa prevê condições especiais para compra de veículos novos de até R$ 150 mil, priorizando modelos considerados sustentáveis. Entre os automóveis aptos ao financiamento estarão carros flex, híbridos flex, elétricos e também veículos movidos exclusivamente a etanol. A exigência é que os modelos pertençam a montadoras credenciadas no Programa Mover, política industrial criada para estimular tecnologias menos poluentes e ampliar a eficiência energética da frota brasileira.
Além do impacto econômico, a medida também tem forte apelo ambiental. O governo busca reduzir a emissão de poluentes nos grandes centros urbanos ao mesmo tempo em que aquece a cadeia produtiva da indústria automobilística. A expectativa é de que a iniciativa gere reflexos positivos na venda de veículos, na produção industrial e na geração de empregos em fábricas e concessionárias.
Outro ponto que chama atenção é o foco social da proposta. Segundo informações divulgadas pela Agência Brasil, o Conselho Monetário Nacional (CMN) ainda definirá os juros e os prazos de pagamento ao longo desta semana, mas a medida provisória já autoriza condições diferenciadas para mulheres motoristas. Entre os benefícios previstos estão taxas menores, prazos maiores para financiamento e possibilidade de incluir equipamentos extras de segurança no valor financiado.
A medida chega em um momento de forte pressão econômica sobre os trabalhadores do setor de mobilidade urbana. Nos últimos anos, motoristas de aplicativo e taxistas passaram a enfrentar aumento no preço dos veículos, elevação do custo de peças, manutenção mais cara e valorização do combustível. Muitos profissionais mantêm carros antigos em circulação justamente pela dificuldade de acesso ao crédito tradicional.
A expectativa do Palácio do Planalto é que o programa facilite o acesso ao financiamento e permita uma renovação gradual da frota nacional. O governo acredita que veículos mais novos podem gerar economia de combustível, reduzir custos de manutenção e melhorar as condições de trabalho dos profissionais que passam grande parte do dia nas ruas.
Outro detalhe importante é que a contratação do crédito deverá ocorrer por meio de uma plataforma oficial do governo federal, centralizando o acesso dos trabalhadores interessados. A operacionalização deverá envolver bancos públicos e instituições financeiras credenciadas.
Nos bastidores, integrantes do governo avaliam que o programa pode se transformar em uma das principais vitrines econômicas da gestão federal voltadas para trabalhadores autônomos e informais. O setor de transporte por aplicativo cresceu significativamente nos últimos anos e se tornou uma importante alternativa de renda para milhões de brasileiros em meio às mudanças do mercado de trabalho.
A criação da linha de crédito também reforça a estratégia do governo de associar crescimento econômico à transição energética. Ao incentivar veículos menos poluentes e ampliar o acesso ao crédito popular, o Planalto tenta unir estímulo à economia, fortalecimento industrial e compromisso ambiental em uma mesma política pública.
MASTERBOI INVESTE R$ 60 MILHÕES EM TÚNEL DE CONGELAMENTO
Com investimentos de cerca de R$ 60 milhões, a Masterboi vai dar um salto em sua produção industrial e pretende dobrar sua capacidade de exportação. O frigorífico está implantando um novo túnel de congelamento na unidade de Canhotinho, no Agreste pernambucano, ampliando sua estrutura para atender à crescente demanda das grandes redes varejistas.
Segundo o presidente da companhia, Nelson Bezerra, o novo equipamento permitirá elevar o volume de abate diário de 700 para 900 animais. A expansão também deve resultar na geração de aproximadamente 200 novos empregos.
O investimento ocorre em um momento de transformação do mercado brasileiro de carnes, historicamente concentrado em poucos grandes grupos frigoríficos. A Masterboi vem ampliando espaço junto a redes como Atacadão e Assaí, consolidando novos contratos comerciais e fortalecendo sua presença no varejo alimentar.
O anúncio do novo equipamento ocorre pouco mais de um mês após a Masterboi formalizar o investimento no Ceará, onde a companhia também avança em outro projeto estratégico. Em março, a Masterboi oficializou a instalação de um frigorífico em Iguatu, marcando o retorno de uma unidade de grande porte ao estado após 25 anos. O empreendimento contará com investimento estimado em R$ 300 milhões.
A escolha do município levou em consideração a infraestrutura logística da Transnordestina, considerada estratégica para o abastecimento de grãos vindos da região do Matopiba, além da disponibilidade hídrica assegurada pelo Açude Orós.
As obras devem começar após a conclusão das etapas burocráticas e a previsão é que a planta entre em operação em 2028. Inicialmente, a capacidade será de 500 bovinos abatidos por dia, com geração superior a 500 empregos diretos.
Nelson Bezerra afirma que a tendência é de expansão gradual da unidade cearense, acompanhando o crescimento da cadeia pecuária regional, repetindo o modelo de Canhotinho, que começou com capacidade menor e hoje caminha para o abate de 900 bois por dia. Atualmente, parte significativa do rebanho cearense ainda é enviada para abate em outros estados, inclusive Pernambuco, cenário que a empresa pretende reduzir com a nova operação.
Eixo Comunicação Corporativa
terça-feira, 19 de maio de 2026
FRENTE EVANGÉLICA DE PERNAMBUCO É LANÇADA NO RECIFE COM FORTE ARTICULAÇÃO POLÍTICA E DESTAQUE PARA EDUARDO DA FONTE
O evento foi marcado por discursos voltados à defesa da liberdade religiosa, ao fortalecimento das garantias constitucionais das igrejas e à necessidade de maior participação do segmento evangélico nos debates públicos. Entre os nomes que mais chamaram atenção durante a programação esteve o deputado federal Eduardo da Fonte, que teve participação de destaque no lançamento e reforçou seu alinhamento com pautas ligadas à fé, à cidadania e à valorização das instituições religiosas.
Com forte articulação política e trânsito entre diferentes setores da sociedade, Eduardo da Fonte foi recebido por lideranças evangélicas e apoiadores como uma das principais referências políticas presentes no encontro. Sua participação fortaleceu ainda mais o peso institucional da Frente Evangélica de Pernambuco, sobretudo em um momento em que o segmento religioso amplia sua influência nas discussões nacionais e estaduais. O parlamentar destacou a importância da união entre as igrejas e da defesa de princípios constitucionais que garantam liberdade de culto, proteção às instituições religiosas e respeito às manifestações de fé.
A cerimônia também contou com a presença da vice-governadora Priscila Krause, representando a governadora Raquel Lyra, além do deputado estadual Joel da Harpa, conhecido pela defesa de pautas conservadoras e ligadas aos valores cristãos. A presença das autoridades reforçou o reconhecimento institucional ao movimento e evidenciou o crescimento da força política do segmento evangélico em Pernambuco.
Durante a programação, líderes religiosos e especialistas conduziram debates sobre temas considerados sensíveis e atuais para as igrejas. Entre os assuntos discutidos estiveram “O Silêncio da Igreja e Seu Desafio nos Dias Atuais”, “Garantias Constitucionais para o Direito de Pregar”, “Desafios Fiscais e Contábeis para as Igrejas” e “Inclusão na Igreja”. As discussões provocaram reflexões entre os participantes sobre o papel das instituições religiosas diante das transformações sociais e dos desafios enfrentados pelas comunidades de fé.
O encontro ainda reuniu nomes como o pastor Israel Guerra, o pastor Edilson de Lira, a Dra. Verônica Schulle e a pastora Flávia Santos, que contribuíram com palestras e reflexões voltadas à espiritualidade, legislação e inclusão. Ao longo do evento, momentos de oração, comunhão e alinhamento de ideias marcaram o clima de integração entre os participantes.
Com auditório movimentado e forte presença de lideranças evangélicas de diferentes regiões do estado, o lançamento da Frente Evangélica de Pernambuco simbolizou não apenas a criação de um novo espaço de articulação religiosa, mas também o fortalecimento político de um segmento que busca ampliar sua voz nos debates públicos. A participação de Eduardo da Fonte deu ainda mais dimensão política ao encontro, consolidando o parlamentar como um dos principais interlocutores do movimento evangélico pernambucano em Brasília e fortalecendo sua aproximação com lideranças religiosas do estado.
OPOSIÇÃO DENUNCIA “FARRA DOS SUPERSALÁRIOS” EM PESQUEIRA E PRESSÃO POLÍTICA RESULTA EM AÇÃO DA JUSTIÇA
LULA VAI ASSINAR RETOMADA DA TRANSNORDESTINA EM PERNAMBUCO E TRANSFORMA OBRA EM ATO POLÍTICO E ECONÔMICO PARA O NORDESTE
O trecho que será retomado possui 73 quilômetros de extensão e contará com investimento estimado em R$ 312 milhões. A expectativa do Palácio do Planalto é transformar a assinatura em um grande evento institucional, reforçando a imagem da Transnordestina como prioridade nacional dentro do novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Nos bastidores, integrantes do governo avaliam que a presença de Lula dará maior visibilidade à obra e fortalecerá o discurso de retomada dos investimentos federais em infraestrutura pesada no Nordeste.
A articulação para que o presidente comandasse pessoalmente a cerimônia envolveu diretamente o ministro dos Transportes, George Santoro, e a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra. O entendimento entre os governos estadual e federal foi de que o momento exigia um gesto político de grande impacto, sobretudo diante da dimensão econômica e histórica da ferrovia para os estados nordestinos.
Considerada uma das principais obras estruturadoras do Nordeste, a Transnordestina foi concebida para integrar áreas produtoras do interior aos portos estratégicos da região, reduzindo custos logísticos e ampliando a capacidade de escoamento da produção agrícola, mineral e industrial. Em Pernambuco, o avanço da ferrovia é tratado como peça central para impulsionar o desenvolvimento do Sertão e fortalecer a interiorização da economia.
O novo trecho entre Custódia e Arcoverde é visto como fundamental para consolidar a malha ferroviária no estado e criar um corredor logístico mais eficiente. A expectativa é que a retomada das obras gere empregos diretos e indiretos durante a fase de construção, movimentando a economia regional e atraindo novos investimentos privados para cidades do interior pernambucano.
Ao comentar a decisão do presidente de conduzir pessoalmente a assinatura, Raquel Lyra destacou o simbolismo político da medida. Segundo a governadora, o gesto demonstra o comprometimento do Governo Federal com a conclusão da Transnordestina e reforça a parceria institucional entre Brasília e Pernambuco em torno de projetos estruturadores. Nos bastidores, aliados da governadora também enxergam a presença de Lula como uma oportunidade de ampliar o protagonismo do estado dentro das obras prioritárias do PAC.
Já o ministro George Santoro tem reforçado que a ferrovia é estratégica para destravar gargalos históricos da infraestrutura nordestina. A avaliação do Ministério dos Transportes é de que a conclusão dos trechos pendentes poderá reduzir custos de transporte, aumentar a competitividade econômica do interior nordestino e fortalecer a integração regional.
Apesar do avanço anunciado pelo governo, a retomada das obras também ocorre em meio a questionamentos técnicos levantados pelo Tribunal de Contas da União (TCU). O órgão apontou fragilidades em estudos relacionados ao uso de recursos federais no trecho pernambucano, cobrando esclarecimentos adicionais sobre parâmetros técnicos e financeiros do empreendimento. Mesmo assim, o Ministério dos Transportes sustenta que as observações feitas pelo tribunal não impedem a continuidade do projeto nem comprometem a legalidade da retomada das obras.
A decisão de Lula de centralizar a assinatura do contrato também carrega forte simbolismo político. A Transnordestina é historicamente associada aos projetos de desenvolvimento regional defendidos pelos governos petistas, especialmente durante os mandatos anteriores do presidente. Ao reassumir o protagonismo da obra, o Palácio do Planalto busca reforçar a narrativa de retomada de grandes investimentos públicos em infraestrutura após anos de paralisações e incertezas.
Enquanto a nova data da cerimônia ainda é aguardada, a expectativa cresce em Pernambuco e nos demais estados ligados à ferrovia. Para prefeitos, empresários e lideranças políticas do Sertão, a retomada da Transnordestina representa mais do que uma obra ferroviária: simboliza a esperança de uma nova dinâmica econômica para o interior nordestino, com potencial de transformar a logística, atrair indústrias, ampliar mercados e fortalecer a competitividade da região no cenário nacional.