sexta-feira, 29 de maio de 2026

DATAFOLHA MOSTRA RAQUEL LYRA COM 67% DE APROVAÇÃO E CONSOLIDA FORÇA POLÍTICA NO INTERIOR DE PERNAMBUCO

A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, chega à reta decisiva de sua gestão com um cenário político amplamente favorável. Levantamento divulgado nesta quinta-feira pela TV Tribuna, em parceria com o Instituto Datafolha, revela que a chefe do Executivo estadual alcançou 67% de aprovação entre os pernambucanos após três anos e quatro meses de administração. O resultado consolida um patamar elevado de aceitação popular e reforça o fortalecimento político da governadora em diversas regiões do Estado.

De acordo com a pesquisa, apenas 28% desaprovam a gestão estadual, enquanto 4% dos entrevistados não souberam responder ou preferiram não opinar. Os números demonstram uma vantagem confortável da aprovação sobre a reprovação, apontando estabilidade administrativa e capacidade de diálogo com diferentes segmentos do eleitorado pernambucano.

O desempenho mais expressivo aparece no interior do Estado, onde Raquel Lyra registra 72% de aprovação. Na Região Metropolitana do Recife, o índice também permanece positivo, chegando a 61%. O resultado evidencia uma forte conexão da governadora com municípios do Agreste, Sertão e Zona da Mata, regiões onde o governo vem ampliando investimentos em infraestrutura, recuperação de estradas, abastecimento d’água, segurança pública e programas sociais.

A pesquisa também mostra que a aprovação da governadora ultrapassa barreiras ideológicas e alcança diferentes campos políticos. Entre os eleitores que afirmam intenção de voto em Flávio Bolsonaro em uma disputa presidencial, a aprovação da gestão estadual chega a 80%. Já entre os eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, grupo majoritário em Pernambuco, o governo também mantém desempenho sólido, alcançando 62% de aprovação.

O levantamento revela ainda um dado considerado estratégico no cenário político estadual: entre os eleitores que pretendem votar na reeleição de Raquel Lyra, a aprovação do governo atinge impressionantes 96%, indicando forte fidelização de sua base política. Até mesmo entre os eleitores ligados ao ex-prefeito do Recife, João Campos, possível adversário em uma futura disputa estadual, a atual administração consegue registrar 43% de aprovação — índice visto como relevante diante da polarização política no Estado.

Na avaliação qualitativa, os números também fortalecem o ambiente favorável ao Palácio do Campo das Princesas. Segundo o Datafolha, 45% dos entrevistados classificam a gestão de Raquel Lyra como ótima ou boa. Outros 37% consideram o governo regular, enquanto apenas 16% avaliam a administração como ruim ou péssima. Apenas 2% não responderam.

Mais uma vez, o interior aparece como principal base de sustentação política da governadora. Nessas regiões, metade da população — 50% — classifica a gestão estadual como ótima ou boa. Na Região Metropolitana do Recife, o percentual positivo chega a 40%, mantendo desempenho competitivo mesmo em áreas historicamente mais disputadas politicamente.

Entre os eleitores que afirmam votar novamente em Raquel Lyra, 72% avaliam o governo de forma positiva. O resultado indica não apenas aprovação administrativa, mas também um nível elevado de confiança política na condução do Estado.

Os dados divulgados pelo Datafolha reforçam a percepção de que a governadora conseguiu consolidar uma imagem de gestão técnica, municipalista e presente no interior pernambucano. O levantamento também evidencia a capacidade de Raquel Lyra de dialogar com diferentes correntes políticas, mantendo índices relevantes tanto entre setores conservadores quanto entre eleitores alinhados ao governo federal.

Em meio ao cenário político já movimentado para 2026, os números colocam Raquel Lyra em posição de destaque no tabuleiro estadual, especialmente pelo alcance regional de sua aprovação e pela vantagem construída fora da capital pernambucana. A leitura política dos bastidores aponta que o resultado fortalece o grupo governista e amplia o peso da governadora nas articulações futuras do Estado.

GARANHUNS ACELERA PACOTE DE NOVAS OBRAS E PREFEITO SIVALDO ALBINO ANUNCIA MAIS ORDENS DE SERVIÇO NESTA SEXTA-FEIRA

A Prefeitura de Garanhuns volta a movimentar a agenda administrativa e política do Agreste com mais um anúncio de investimentos em infraestrutura urbana, lazer e qualidade de vida para a população. Nesta sexta-feira (29), a partir das 11h30, no gabinete do prefeito Sivaldo Albino, serão assinadas novas ordens de serviço que prometem ampliar os espaços públicos e fortalecer áreas importantes da cidade.

A convocação feita pela gestão municipal veio acompanhada do slogan “Sextou com novas ordens de serviço em Garanhuns”, reforçando o ritmo acelerado de obras adotado pela administração nos últimos meses. Entre os investimentos anunciados estão a construção de uma nova praça no Residencial Cidade das Flores e a implantação de novos equipamentos de esportes e lazer no Parque Luiz Carlos de Oliveira, localizado no bairro Boa Vista.

A iniciativa faz parte de uma sequência de ações da Prefeitura voltadas para requalificação urbana, ampliação de espaços de convivência e incentivo à prática esportiva. A nova praça no Residencial Cidade das Flores deverá oferecer mais opções de lazer para crianças, jovens e famílias da comunidade, além de contribuir para valorização urbana da localidade.

Já no Parque Luiz Carlos de Oliveira, os novos equipamentos esportivos e de lazer chegam com a proposta de fortalecer a utilização do espaço público por moradores da Boa Vista e bairros vizinhos. A expectativa é de que o ambiente receba melhorias estruturais voltadas para atividades recreativas, esportivas e convivência social.

A gestão de Sivaldo Albino tem intensificado a assinatura de ordens de serviço em diferentes áreas da cidade, incluindo educação, infraestrutura, pavimentação, esporte e mobilidade urbana. Recentemente, o município autorizou um pacote de investimentos milionários em obras estruturadoras, contemplando escolas, quadras poliesportivas, pavimentação e equipamentos públicos. 

Além disso, a Prefeitura vem ampliando o calendário de ações administrativas e obras públicas em diversos bairros, consolidando uma estratégia de expansão da infraestrutura urbana e modernização dos espaços públicos do município. 

O anúncio desta sexta-feira também reforça o momento de forte movimentação política e administrativa em Garanhuns, com a gestão buscando acelerar entregas e novos investimentos em áreas consideradas estratégicas para o desenvolvimento urbano e social da cidade.

CÂMARA DE ARCOVERDE ARQUIVA PROCESSO DE CASSAÇÃO CONTRA LUCIANO PACHECO

A Câmara de Vereadores de Arcoverde arquivou, nesta quinta-feira (28), o pedido de cassação apresentado contra o presidente da Casa, Luciano Pacheco (MDB). A decisão foi tomada durante sessão extraordinária convocada para analisar o parecer da Comissão Processante responsável pelo caso, encerrando a tramitação do processo no Legislativo municipal.

Antes da votação, a comissão apresentou o parecer sobre a continuidade ou não do processo. Pelo rito previsto, caso houvesse aprovação do prosseguimento, a matéria seguiria para a fase de instrução, com coleta de provas e depoimentos de testemunhas indicadas pela defesa e pela acusação. Com o arquivamento aprovado pelos parlamentares, o processo foi encerrado na Câmara.

Após a decisão, apoiadores de Luciano Pacheco comemoraram o resultado nas redes sociais e durante a sessão. Em vídeo divulgado após a votação, o vereador agradeceu: “Obrigado, Jesus”.

EM BELO JARDIM, NO AGRESTE CENTRAL, GOVERNADORA RAQUEL LYRA ENTREGA NOVO TERMINAL RODOVIÁRIO E TÍTULOS DE PROPRIEDADE

Na ocasião, a gestora também assinou convênio para a construção do Centro de Artesanato do Sítio Rodrigues
A governadora Raquel Lyra apresentou, nesta quinta-feira (28), uma série de ações para o município de Belo Jardim, no Agreste Central. A gestora entregou a requalificação do Terminal Rodoviário do município, que recebeu investimento de mais de R$ 1 milhão, 181 títulos de propriedade para os bairros Cohab I e II, e autorizou o início das obras da quadra poliesportiva do 15º Batalhão da Polícia Militar (PM). Ainda para Belo Jardim, a gestora assinou convênio para pavimentação de 52 ruas, no valor de quase R$ 7 milhões, e garantiu os recursos para construção de duas creches pela prefeitura.
“Nós chegamos aqui em Belo Jardim com um pacote de investimentos em diversas áreas, sempre trabalhando com o pé no acelerador, mas sem deixar ninguém para trás. Cuidado, atenção e afeto, é assim que fazemos o Governo de Pernambuco. Trabalhamos todos os dias para tirar do papel os sonhos de cada um dos pernambucanos”, destacou a governadora Raquel Lyra.
A requalificação do Terminal Rodoviário de Belo Jardim, por onde circulam cerca de 150 pessoas diariamente, contou com melhorias estruturais que incluem: nova cobertura, reforço nas colunas, troca de piso, pintura geral e revisão completa das redes elétrica e hidráulica, além da reforma integral dos banheiros. A cidade é um polo estratégico no Agreste de Pernambuco. Diariamente, sete linhas intermunicipais circulam no terminal, conectando o município a destinos como Recife, Caruaru, Garanhuns, Petrolina, Triunfo e Buíque, além de servir como ponto de apoio essencial para viagens interestaduais. 
Já a entrega dos títulos de propriedade representa estabilidade jurídica, reconhecimento legal da moradia e acesso a direitos fundamentais às famílias. A ação faz parte da Semana do Solo Seguro, iniciativa do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que busca fortalecer políticas de regularização fundiária e ampliar o acesso da população à moradia formal e à segurança jurídica em todo o país. 

"A entrega destes 181 títulos de propriedade na cidade é a efetivação de um trabalho que começou há aproximadamente um ano. Com certeza novos títulos virão logo mais, à medida que o Governo do Estado for cadastrando as famílias e regularizando as pendências”, afirmou o diretor-presidente da Pernambuco Participações e Investimentos S/A (Perpart), Francisco Amaral.

A professora Iranise Alves Cadete dos Santos, 63 anos, moradora da Cohab I há 43 anos, falou sobre o sentimento de receber o documento da sua casa diretamente das mãos da governadora Raquel Lyra. "Hoje eu me sinto segura e alegre. Toda a comunidade está com um sentimento de paz. Gratidão imensa ao Governo do Estado, que é liderado por uma mulher que teve a ousadia que nas outras gestões não tiveram, de trazer esse benefício para a população”, comemorou.
O prefeito de Belo Jardim, Gilvandro Estrela, destacou a forte parceria do Governo do Estado com os municípios. “Sempre que o Governo de Pernambuco chega na nossa cidade traz novidades e ações para o povo. A gestão está salvando Pernambuco, trazendo esperança e dignidade para o nosso povo”, disse.
Ainda para Belo Jardim, a chefe do Executivo estadual autorizou o início das obras da quadra poliesportiva do 15º Batalhão da PM. Com investimento de quase R$ 570 mil, o equipamento representa a valorização institucional dos policiais militares, visando o aprimoramento físico contínuo da corporação, considerando a natureza das atividades desempenhadas e a capacidade de resposta em situações de pressão. 
O secretário estadual de Defesa Social, Alessandro Carvalho, afirmou que o novo espaço é mais uma ação do governo para melhoria da segurança pública no Estado. "Esse é um investimento com foco nos policiais, mas que trará excelentes resultados na prestação de serviço à sociedade. A quadra poliesportiva diminui o estresse que é inerente à profissão e melhora o condicionamento físico da corporação, com isso temos condições de prestar melhores serviços à população do Estado”, pontuou.
Para o fortalecimento da economia criativa de Belo Jardim, a governadora assinou, por meio da Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (Adepe), convênio com a Fundação Bitury, entidade sem fins lucrativos da cidade, para a construção do Centro de Produção e Cultura do Sítio Rodrigues. O projeto, que recebeu investimento de R$ 880 mil do Governo de Pernambuco, prevê a construção de um espaço multifuncional voltado à produção, exposição e comercialização do artesanato em barro produzido no Sítio Rodrigues, comunidade reconhecida como um dos principais polos artesanais de Pernambuco.
Por fim, Raquel Lyra assinou contrato para cessão de terreno do Governo do Estado para implantação de uma creche no Distrito de Xucuru. A área destinada para o equipamento municipal terá capacidade estimada para atender 220 crianças. Durante o evento, a governadora ainda garantiu apoio à gestão municipal para construção de mais uma creche, além da unidade que já está sendo erguida pelo Executivo na cidade.
Acompanhando a governadora, o senador Fernando Dueire chamou atenção para as entregas feitas pela atual gestão estadual. “Estamos de mãos dadas com o Governo de Pernambuco, que está focado em realizar ações que vão em direção às pessoas que não eram vistas. Estamos trabalhando por toda a população, esse é o nosso propósito”, disse o parlamentar. 

O deputado federal Túlio Gadêlha enfatizou a boa relação do Governo do Estado com as prefeituras. “Não existe um prefeito que não elogie o Governo do Estado”, disse. O também deputado federal Mendonça Filho destacou que a atual gestão estadual “é a que mais trabalha por Belo Jardim e pelo Agreste”. Já a deputada estadual Débora Almeida disse que as entregas do Governo do Estado “trazem dignidade para o povo de Pernambuco”. 

Também estiveram presentes no evento a diretora-presidente interina da Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (Adepe), Roberta Andrade; o comandante-geral da PM, coronel Ivanildo Torres, e os prefeitos Lucielle Laurentino (Bezerros), César Freitas (Sanharó), Dra. Cátia (Jataúba), Joelda Pereira (Tacaimbó), Guilherme Vasconcelos (Poção), além de diversas lideranças políticas da região.

Fotos: Janaína Pepeu/Secom

PSB ESPALHA BOATOS PARA TENTAR CONTER IMPACTO DE PESQUISA QUE MOSTRA VIRADA DE RAQUEL LYRA EM PERNAMBUCO


Uma onda de desinformação tomou conta dos bastidores políticos de Pernambuco na noite desta quarta-feira (28), após a divulgação de mensagens afirmando que a pesquisa eleitoral que colocou a governadora Raquel Lyra (PSD) na liderança da disputa estadual teria sido suspensa pelo Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE). A informação, no entanto, não passava de uma tentativa de confundir a opinião pública e minimizar os efeitos políticos do levantamento divulgado pelo instituto Datafolha.

A falsa narrativa começou a circular poucas horas depois da publicação da pesquisa que apontou Raquel Lyra à frente do prefeito do Recife, João Campos (PSB), num cenário considerado simbólico por aliados e adversários. O levantamento mostrou a governadora com 48% das intenções de voto contra 43% do socialista, consolidando a primeira virada matemática registrada em pesquisas estaduais desde o início do ciclo pré-eleitoral de 2026.

Nos bastidores, o clima foi de tensão entre setores ligados ao PSB. A repercussão dos números teria provocado forte reação em grupos políticos e digitais ligados à campanha do prefeito recifense. A estratégia encontrada por parte desses aliados foi impulsionar conteúdos insinuando que a pesquisa havia sido barrada pela Justiça Eleitoral, numa tentativa de desacreditar o resultado que movimentou o cenário político estadual.

Entretanto, a informação compartilhada nas redes sociais distorceu completamente o teor da decisão judicial. O despacho do TRE-PE não tinha qualquer relação com a pesquisa do Datafolha divulgada nesta quinta-feira (29). A medida judicial tratava, na realidade, de um levantamento realizado pelo Instituto Múltipla Pesquisas, registrado sob o número PE-07611/2026, divulgado anteriormente e alvo de questionamentos apresentados pelo MDB estadual.

A decisão foi assinada pela desembargadora eleitoral Roberta Viana Jardim e determinou a suspensão da divulgação daquela pesquisa específica do Instituto Múltipla. Mesmo assim, páginas e perfis ligados a setores socialistas passaram a compartilhar artes e mensagens sugerindo, de forma enganosa, que a decisão atingia o novo levantamento do Datafolha.

Entre as páginas que ajudaram a espalhar a versão distorcida esteve a “Pernambuco com João Campos”, que reúne mais de 112 mil seguidores nas redes sociais. A publicação rapidamente ganhou repercussão e acabou sendo replicada em grupos políticos e aplicativos de mensagens, alimentando a confusão entre eleitores.

A movimentação evidenciou o impacto causado pela pesquisa Datafolha dentro do ambiente político pernambucano. Até então, aliados do PSB vinham tratando a disputa estadual com relativa tranquilidade. O novo cenário, porém, provocou mudança imediata de postura, acelerando articulações, reaproximações e mobilizações de emergência nos bastidores.


Nos corredores políticos, a avaliação é de que a reação ao levantamento revelou preocupação real com o avanço de Raquel Lyra no interior e na Região Metropolitana do Recife. A governadora vem intensificando agendas administrativas, entregas de obras e investimentos estratégicos, enquanto o grupo socialista tenta preservar a força eleitoral construída nos últimos anos.

Outro ponto que chamou atenção foi a velocidade com que a desinformação se espalhou. Muitas publicações omitiram propositalmente os números corretos dos registros eleitorais para induzir o eleitor ao erro. A pesquisa Datafolha segue regularmente registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob os números PE-07888/2026 e BR-04242/2026, sem qualquer decisão judicial que impeça sua divulgação.

Nas redes sociais, após a checagem das informações, diversos internautas passaram a questionar a tentativa de manipulação narrativa. Comentários acusando setores políticos de promover “fake news eleitoral” ganharam força ao longo da madrugada. Para observadores do cenário estadual, o episódio acabou ampliando ainda mais a repercussão da pesquisa e transformando o resultado num dos assuntos políticos mais comentados do estado.

A leitura predominante entre analistas é de que o embate entre Raquel Lyra e João Campos entrou definitivamente em um novo patamar. Com a disputa mais equilibrada, a tendência é de aumento na tensão política, crescimento das campanhas digitais e intensificação da guerra de versões nos próximos meses.

NOVO CAGED: PERNAMBUCO MANTÉM RITMO DE CRESCIMENTO E ALCANÇA MARCA HISTÓRICA DE EMPREGOS FORMAIS GERADOS NO ESTADO



Com saldo positivo de 3,3 mil vagas em abril, Pernambuco chegou a 191,8 mil empregos gerados desde 2023 e já supera em 17,8 mil o total registrado entre 2010 e 2022 

Desde janeiro de 2023, Pernambuco acumula 191.840 empregos gerados com carteira assinada, número que supera em 17.855 vagas o total registrado entre 2010 e 2022, representando um avanço de 10,26%. Apenas em abril deste ano, o Estado encerrou o mês com saldo positivo de 3.340 novos postos de trabalho formais. Os dados foram divulgados pelo Novo Caged, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), e reforçam a trajetória positiva da geração de empregos em Pernambuco, que já soma 8.648 vagas criadas nos quatro primeiros meses de 2026. 

“Esses números demonstram que o Estado está crescendo e retomando sua capacidade de gerar oportunidades para a nossa gente. Estamos trabalhando para atrair investimentos, fortalecer a economia e garantir que o desenvolvimento chegue a todas as regiões de Pernambuco, criando mais emprego, renda e dignidade para a população”, enfatizou a governadora Raquel Lyra.

Entre os setores que mais contribuíram para o resultado de abril, o destaque ficou com Serviços, responsável por 6.248 novas vagas. A Construção Civil também apresentou desempenho positivo, com geração de 1.819 empregos e crescimento de 10,91% em relação ao mesmo período de 2025, reforçando o impacto das obras e investimentos em infraestrutura no Estado.

A secretária de Desenvolvimento Econômico, Danielle Jar Souto, ressaltou que o avanço na geração de empregos está ligado ao fortalecimento da economia em diferentes regiões do Estado. “A interiorização dos investimentos na nossa economia tem contribuído para esse cenário de desenvolvimento. Estamos trabalhando para ampliar investimentos, estimular novos negócios e criar mais oportunidades para os pernambucanos”, destacou.

Outro destaque do levantamento foi a geração de empregos entre as mulheres, que responderam pelo saldo positivo do mês com 3.437 vagas formais criadas em abril.

Para o secretário de Desenvolvimento Profissional e Empreendedorismo, Diogo Alexandre, os dados refletem o fortalecimento do mercado de trabalho em Pernambuco.  “O resultado acumulado do ano demonstra a resiliência da economia pernambucana e evidencia os efeitos das políticas de atração de investimentos, ampliação da infraestrutura e fortalecimento do ambiente de negócios”, pontuou o titular da pasta.

Os números do Novo Caged demonstram o avanço das políticas de desenvolvimento econômico implementadas pelo Governo de Pernambuco, com estímulo à atividade produtiva, atração de investimentos e ampliação das oportunidades de trabalho para a população.

TAMBAÚ: A HISTÓRIA NORDESTINA DE SUPERAÇÃO QUE TRANSFORMOU UM DOCE CASEIRO EM UM IMPÉRIO DOS ALIMENTOS

Muito antes de se tornar uma das marcas mais lembradas das mesas nordestinas, a Tambaú nasceu do esforço silencioso de um menino pobre que acreditava no trabalho como caminho para transformar a própria vida. A trajetória do empresário paraibano Gerson Gonçalves de Lima mistura coragem, persistência e visão empreendedora em uma história que atravessa décadas e se confunde com o desenvolvimento da indústria alimentícia no Nordeste.

Natural de Prata, no interior da Paraíba, quase na divisa com Pernambuco, Gerson veio de uma família humilde e começou a trabalhar ainda muito jovem. Aos 14 anos, já enfrentava a rotina pesada do trabalho e carregava um sonho que parecia distante para um garoto do sertão: tornar-se industrial. O que muitos enxergavam como impossível acabou se transformando em realidade graças à determinação de quem aprendeu cedo que oportunidade não aparece pronta, ela precisa ser construída.

Os primeiros passos da futura gigante nordestina foram simples e artesanais. Ainda criança, Gerson produzia doces caseiros feitos com frutas tropicais e saía vendendo de porta em porta. Era um trabalho duro, feito manualmente, dependendo do esforço diário e da confiança conquistada junto aos clientes. Mas foi exatamente nesse contato direto com o consumidor que nasceu um dos maiores patrimônios da marca: a relação afetiva com o povo nordestino.

A oficialização da Tambaú aconteceu em 1962, quando foi instalada a primeira fábrica no município de Custódia, no sertão pernambucano. Em um período em que o interior do Nordeste ainda enfrentava enormes dificuldades estruturais e econômicas, apostar na industrialização fora dos grandes centros urbanos exigia ousadia. O foco inicial era a produção de doces de frutas, segmento que rapidamente começou a ganhar espaço no mercado regional graças à qualidade dos produtos e ao sabor fortemente ligado às tradições nordestinas.

Mas a caminhada da Tambaú jamais foi construída sem obstáculos. Em 1967, uma enchente devastadora atingiu Custódia e destruiu completamente a estrutura inicial da empresa. O episódio poderia ter encerrado definitivamente a trajetória da fábrica. No entanto, foi justamente naquele momento que surgiu uma das marcas mais fortes da história de Gerson Gonçalves de Lima: a capacidade de recomeçar.

Em vez de desistir, o empresário reconstruiu o negócio praticamente do zero. A tragédia acabou se transformando em símbolo de resistência e superação, pilares que acompanhariam a identidade da empresa ao longo das décadas seguintes. A reconstrução consolidou a visão de um empreendedor que compreendia que crescer no Nordeste significava enfrentar dificuldades sem abandonar as raízes.

Com o passar dos anos, a Tambaú ampliou seus horizontes e consolidou sua presença no mercado alimentício regional. Em 1987, ao completar 25 anos de fundação, a empresa deu um passo estratégico que mudaria sua história: entrou no segmento de molhos e atomatados. Foram lançados produtos como extrato de tomate, molhos prontos, catchup e também o tradicional doce de goiaba, que se tornaria um dos itens mais emblemáticos da marca.

O catchup Tambaú rapidamente ganhou força comercial e chegou a liderar o mercado regional por sete anos consecutivos, um feito expressivo diante da concorrência nacional de grandes multinacionais do setor alimentício. A marca conseguiu ocupar um espaço importante ao compreender hábitos de consumo do Nordeste e apostar em produtos com forte identificação regional.

Mesmo diversificando sua linha de produção, a memória afetiva do consumidor continuou fortemente associada aos doces, especialmente ao doce de goiaba, considerado até hoje um dos produtos de maior recall da empresa na região. A estratégia da Tambaú foi justamente equilibrar tradição e expansão: manter viva a identidade construída nos doces artesanais enquanto avançava em segmentos industriais mais amplos e competitivos.

Com o tempo, a empresa se consolidou como um verdadeiro caso de sucesso nordestino. Atualmente instalada em um complexo industrial de aproximadamente 50 mil metros quadrados, a Tambaú reúne cerca de 120 produtos distribuídos entre as linhas de atomatados, doces, condimentos, molhos e food service. A marca se tornou uma das líderes de mercado nas regiões Norte e Nordeste, mantendo forte presença no varejo e na memória do consumidor.

A história da Tambaú vai além dos números e da expansão empresarial. Ela representa o retrato de um Nordeste empreendedor que cresceu apostando no trabalho, na resistência e na valorização de sua própria identidade cultural e gastronômica. O menino que vendia doces de porta em porta transformou um sonho improvável em uma das maiores indústrias alimentícias da região, carregando consigo uma lição que atravessa gerações: grandes histórias podem nascer dos lugares mais simples quando existe coragem para persistir.

quinta-feira, 28 de maio de 2026

A FAMÍLIA BOLSONARO E A ARTE DE MANIPULAR O NOTICIÁRIO

A política brasileira vive hoje um fenômeno que já deixou de ser apenas eleitoral para se transformar em uma sofisticada engrenagem de manipulação de narrativa pública. E poucos dominam essa técnica com tanta habilidade quanto a família Bolsonaro. Em meio a crises sucessivas, denúncias, contradições e desgaste político, o método parece sempre o mesmo: quando a realidade aperta, cria-se um novo espetáculo para deslocar o foco da opinião pública.

Nos últimos dias, o roteiro voltou a se repetir de maneira quase didática. O escândalo envolvendo o Banco Master começou a produzir uma sangria diária de informações desconfortáveis para aliados do bolsonarismo. O senador envolvido no episódio transitou entre versões conflitantes, negou contatos, depois admitiu telefonemas, reuniões, negociações e pedidos. A cada nova declaração, uma contradição surgia. O que era negado pela manhã reaparecia confirmado à tarde. O que parecia impossível virava “mal interpretado” no dia seguinte.

Enquanto isso, os jornais começavam a montar o quebra-cabeça de relações políticas, financeiras e institucionais que cercam o caso. A pressão crescia. O desgaste aumentava. O debate sobre possível tráfico de influência, proximidade suspeita com banqueiros e inconsistências públicas começava a ganhar força nacional.

Foi exatamente nesse momento que surgiu a velha e eficiente estratégia da cortina de fumaça.

O encontro com Donald Trump apareceu como uma espécie de “salvação narrativa”. Não necessariamente pelos resultados concretos — porque praticamente inexistiram —, mas pela utilidade política e midiática. Bastou uma fotografia, uma reunião protocolar e uma enxurrada de publicações em redes sociais para mudar o eixo do debate. O assunto deixou de ser as contradições do senador e passou a ser a fantasia da influência internacional bolsonarista.

Como se não bastasse, logo em seguida veio o anúncio dos Estados Unidos classificando facções criminosas como PCC e Comando Vermelho dentro do debate sobre organizações terroristas. Automaticamente, setores bolsonaristas correram para vender a ideia de que tudo teria ocorrido graças à suposta articulação da família Bolsonaro junto ao governo americano. A narrativa foi montada em velocidade industrial: Flávio Bolsonaro teria influenciado Washington, Trump teria ouvido o bolsonarismo brasileiro e os EUA estariam respondendo aos pedidos do grupo político.

A realidade, porém, é muito menos cinematográfica.

Os Estados Unidos discutem organizações criminosas transnacionais há décadas. O endurecimento americano contra facções latino-americanas não nasceu ontem, não surgiu de um jantar político e muito menos dependeu de um senador brasileiro em busca de recuperação de imagem. Trata-se de uma agenda geopolítica permanente dos EUA, ligada a segurança internacional, narcotráfico, imigração ilegal e interesses estratégicos do próprio governo americano.

Mas pouco importa a realidade factual quando o objetivo principal é produzir sensação política.

E aí reside a grande força do bolsonarismo: a capacidade de fabricar percepção. Não importa necessariamente o que aconteceu, mas sim o que conseguem fazer parte da população acreditar que aconteceu. A lógica é emocional, não racional. Cria-se um inimigo, cria-se um herói, cria-se um evento simbólico e imediatamente uma militância digital organizada entra em ação para transformar aquilo em “verdade popular”.

Enquanto jornalistas investigam documentos, versões e relações financeiras, a máquina paralela atua para empurrar novos temas às redes sociais. O assunto deixa de ser o possível escândalo e passa a ser patriotismo, Trump, terrorismo, comunismo, facções criminosas ou qualquer outro elemento que gere engajamento emocional instantâneo.

É um modelo político que vive menos da resolução de problemas reais e mais da administração permanente de crises narrativas.

A técnica funciona porque compreende perfeitamente o comportamento da comunicação moderna: o brasileiro médio não acompanha profundamente uma investigação financeira complexa, mas reage rapidamente a símbolos de força, patriotismo e confronto ideológico. Assim, cada nova crise vira oportunidade para produzir um novo espetáculo.

No fundo, o bolsonarismo parece ter entendido antes de muitos partidos que, na era digital, controlar a emoção do debate pode ser mais poderoso do que explicar os fatos. E assim o país segue preso num ciclo onde denúncias graves desaparecem soterradas por ondas sucessivas de distração política cuidadosamente fabricadas.

A pergunta que permanece é simples: até quando a fumaça conseguirá esconder o incêndio?