segunda-feira, 6 de julho de 2026
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domingo, 5 de julho de 2026
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HEXA ADIADO: BRASIL CAI DIANTE DA NORUEGA E DÁ ADEUS À COPA DO MUNDO
A eliminação amplia o longo jejum da Seleção em Copas do Mundo. O Brasil segue sem conquistar o principal título do futebol desde 2002 e acumula mais uma frustração em mata-matas contra seleções europeias. Desta vez, a queda aconteceu ainda nas oitavas de final, encerrando uma campanha que havia começado cercada de expectativas após a chegada de Carlo Ancelotti ao comando técnico.
O duelo teve momentos de domínio brasileiro, mas a Noruega mostrou organização defensiva, soube suportar a pressão e foi letal quando encontrou espaços. Haaland confirmou seu protagonismo mundial ao decidir o confronto com dois gols no segundo tempo, enquanto o goleiro Ørjan Nyland também teve atuação decisiva ao evitar oportunidades claras da Seleção. O gol de Neymar, já nos acréscimos, serviu apenas para diminuir o placar e aumentar a sensação de que a reação chegou tarde demais.
A derrota também reforça um retrospecto que incomoda o futebol brasileiro. Historicamente, a Noruega nunca foi um adversário simples para o Brasil em Copas e voltou a escrever mais um capítulo marcante ao eliminar a maior campeã mundial. Para os noruegueses, a classificação representa um feito histórico e coloca a equipe entre as oito melhores seleções do torneio.
Agora, o futebol brasileiro entra inevitavelmente em um novo período de reflexões. O trabalho de Ancelotti, as escolhas táticas, a renovação do elenco e o planejamento da Seleção voltarão ao centro das discussões. Mais uma vez, o torcedor brasileiro deixa uma Copa do Mundo com o sentimento de que o sonho do hexa precisará esperar, enquanto a Noruega segue viva na competição embalada por uma das maiores vitórias de sua história.
ENTRE A PACIFICAÇÃO E O FORTALECIMENTO, EDUARDO DA FONTE REAFIRMA ALIANÇA COM RAQUEL LYRA E EXALTA MUSCULATURA DA UNIÃO PROGRESSISTA
Eduardo da Fonte minimiza ruídos com o Governo Raquel Lyra, reafirma aliança e destaca força da Federação União Progressista em Pernambuco
Em meio às movimentações que começam a desenhar o cenário político para as eleições de 2026, o deputado federal Eduardo da Fonte (PP), presidente da Federação União Progressista em Pernambuco, adotou um discurso de pacificação ao comentar os recentes desentendimentos entre seu grupo político e o Governo do Estado. Durante entrevista ao programa Mesa Redonda, da Rádio Cultura do Nordeste, o parlamentar tratou de reduzir o peso dos episódios que provocaram especulações sobre um possível rompimento e fez questão de reafirmar que a governadora Raquel Lyra (PSD) continua contando com o apoio da federação.
As declarações surgem após semanas de intensa repercussão nos bastidores da política pernambucana. Entre os fatos que alimentaram rumores sobre um distanciamento estavam um suposto comentário atribuído ao deputado sobre o futuro eleitoral da governadora e a posterior exoneração de indicados ligados ao Progressistas de cargos estratégicos em órgãos estaduais, como o Ceasa e o Detran. Os acontecimentos abriram espaço para interpretações de que a relação entre as duas forças políticas estaria desgastada.
Ao abordar o assunto, Eduardo da Fonte evitou ampliar a polêmica e classificou a postura adotada pelo Governo do Estado como uma decisão tomada de forma precipitada. Segundo ele, embora reconheça o direito da governadora de agir diante das circunstâncias, sua avaliação permanece a mesma desde o início da crise.
"Veja, ela é a governadora, todos têm uma reação. O que eu disse foi que foi precipitado naquele momento e reafirmo que foi precipitado", declarou durante a entrevista.
Mesmo ao fazer essa observação, o presidente da Federação União Progressista procurou transmitir uma mensagem de estabilidade política. Em vez de alimentar qualquer narrativa de rompimento, reforçou que a aliança construída ao longo da atual gestão permanece sólida e que o compromisso do Progressistas com a administração estadual continua o mesmo.
Eduardo da Fonte lembrou que o PP teve papel decisivo na sustentação política da governadora dentro da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), especialmente em momentos considerados delicados para o Executivo. Segundo ele, enquanto o governo enfrentava dificuldades para aprovar matérias e lidar com o ambiente político no Legislativo, a bancada progressista permaneceu alinhada ao Palácio do Campo das Princesas.
Em sua avaliação, esse histórico demonstra que a parceria foi construída com base na lealdade política e no compromisso com a governabilidade. O parlamentar afirmou que o mesmo grupo que esteve ao lado da governadora durante os momentos de maior pressão será responsável por defender tanto a federação quanto a própria Raquel Lyra durante o processo eleitoral.
"Esse time é que vai para as ruas defender a nossa federação, defender o nosso partido e defender a governadora Raquel Lyra, como foi a bancada que deu sustentação à governadora durante os três anos e meio do governo dela quando a Assembleia apertou ela de todas as formas. Foi o Progressistas que esteve lá com seus oito deputados", ressaltou.
Além de reforçar o alinhamento político, Eduardo da Fonte aproveitou a entrevista para destacar o fortalecimento da Federação União Progressista após a janela partidária, encerrada em abril. Segundo ele, o grupo ampliou sua representação tanto na Assembleia Legislativa quanto na Câmara dos Deputados, consolidando-se como uma das principais forças políticas do Estado.
O dirigente destacou que o Progressistas encerrou o período de mudanças partidárias com dez deputados estaduais, enquanto o União Brasil passou a contar com um parlamentar na Alepe, totalizando onze deputados estaduais na federação. Na Câmara Federal, a composição passou a reunir quatro deputados, sendo três do Progressistas e um do União Brasil.
Para Eduardo da Fonte, entretanto, o crescimento vai além dos números atuais. Ele afirmou que a federação chega ao período pré-eleitoral com a maior estrutura de pré-candidatos proporcionais do Estado, tanto para a Assembleia Legislativa quanto para a Câmara dos Deputados, o que amplia sua capacidade de articulação e presença nos municípios pernambucanos.
As declarações também evidenciam a estratégia adotada pelo grupo para o próximo ciclo eleitoral. Ao mesmo tempo em que reafirma a permanência na base da governadora Raquel Lyra, a Federação União Progressista trabalha para ampliar sua musculatura política, fortalecer suas bases regionais e consolidar uma chapa competitiva para as eleições de 2026.
A entrevista sinaliza que, apesar das divergências registradas nos bastidores e dos episódios recentes envolvendo cargos e articulações políticas, a direção do Progressistas busca transmitir uma mensagem de unidade e continuidade da aliança com o Governo do Estado. Ao reafirmar apoio à governadora e destacar o crescimento da federação, Eduardo da Fonte procura demonstrar que o grupo pretende chegar ao próximo pleito fortalecido, mantendo protagonismo tanto na base governista quanto na disputa pelas cadeiras da Assembleia Legislativa e da Câmara dos Deputados.
CARLOS BRAGA ENTRA NA DISPUTA PELA ALEPE E REFORÇA ESTRATÉGIA DO PSD DE RAQUEL LYRA PARA 2026
Com um perfil marcado pela atuação técnica e pela experiência na administração pública, Carlos Braga chega ao cenário eleitoral carregando o histórico de quem participou diretamente da implantação e da execução de políticas públicas nas áreas social e de combate à fome. A expectativa do PSD é que esse currículo administrativo seja um diferencial durante a campanha, sobretudo junto ao eleitorado que acompanha de perto as ações desenvolvidas pelo Governo do Estado e pelas gestões municipais ligadas ao grupo político da governadora.
Contador de formação, Carlos Braga consolidou boa parte de sua trajetória na gestão pública, ganhando destaque durante a administração de Raquel Lyra à frente da Prefeitura de Caruaru. Na Capital do Agreste, comandou a área de assistência social, sendo responsável por coordenar programas voltados ao atendimento de famílias em situação de vulnerabilidade, fortalecimento da rede de proteção social e ampliação de serviços destinados às populações mais necessitadas.
A relação de confiança construída com Raquel Lyra ao longo dos anos acabou se refletindo também na composição do primeiro escalão do Governo de Pernambuco. Após a eleição da governadora em 2022, Braga foi escolhido para assumir a Secretaria de Assistência Social, Combate à Fome e Políticas sobre Drogas, uma das áreas consideradas estratégicas da administração estadual por concentrar programas voltados à redução das desigualdades sociais.
Durante sua passagem pela pasta, coordenou iniciativas direcionadas ao fortalecimento da segurança alimentar, à ampliação da rede de assistência social e ao desenvolvimento de políticas públicas destinadas às pessoas em situação de vulnerabilidade. Também acompanhou ações voltadas ao enfrentamento da fome, à proteção de famílias em risco social e à articulação entre Estado e municípios para ampliar o alcance dos programas sociais.
A disputa eleitoral, no entanto, não representa uma novidade completa em sua trajetória. Em 2022, Carlos Braga já havia colocado seu nome à disposição do eleitorado ao disputar, pela primeira vez, uma cadeira na Assembleia Legislativa. Na ocasião, deixou a administração municipal de Caruaru para participar do pleito e conquistou 4.028 votos. Embora o resultado não tenha sido suficiente para garantir uma vaga na Alepe, a eleição serviu como ponto de partida para sua atuação política e ampliou sua presença em diferentes regiões do Estado.
Agora, quatro anos depois, ele retorna ao cenário eleitoral em circunstâncias diferentes. Além da experiência acumulada na gestão estadual, chega respaldado pelo grupo político liderado por Raquel Lyra e integrado ao projeto de fortalecimento do PSD no Legislativo pernambucano.
A saída da Secretaria de Assistência Social ocorreu dentro do prazo previsto pela legislação eleitoral para desincompatibilização dos ocupantes de cargos públicos que pretendem disputar as eleições. O afastamento permite que Braga fique apto a participar do processo eleitoral de 2026, iniciando uma nova etapa de articulações políticas e construção de alianças.
Nos bastidores do PSD, a avaliação é de que Carlos Braga reúne atributos que dialogam com o perfil de candidatos defendido pela governadora: gestores com experiência administrativa, conhecimento da máquina pública e capacidade de apresentar resultados concretos à população. A intenção é formar uma bancada mais robusta na Assembleia Legislativa a partir de 2027, ampliando a base de sustentação política do governo e fortalecendo o partido no cenário estadual.
A confirmação da pré-candidatura também evidencia o planejamento antecipado do PSD para a disputa proporcional. Enquanto a legenda organiza sua estratégia para as eleições majoritárias, trabalha paralelamente na montagem de uma chapa competitiva para deputado estadual, buscando equilibrar lideranças políticas tradicionais, representantes regionais e nomes oriundos da gestão pública.
Com esse movimento, Carlos Braga passa oficialmente a integrar o grupo de pré-candidatos que defenderão o projeto político liderado por Raquel Lyra nas eleições de 2026. Nos próximos meses, deverá intensificar sua agenda pelo interior e pela Região Metropolitana, ampliando o diálogo com lideranças, prefeitos, vereadores e representantes da sociedade civil na busca por espaço na futura composição da Assembleia Legislativa de Pernambuco.