quinta-feira, 30 de julho de 2026

ENCONTRO PODE DEFINIR OS ÚLTIMOS AJUSTES DA CHAPA DE RAQUEL LYRA

A montagem da chapa majoritária da governadora Raquel Lyra (PSD) entra em um momento decisivo nesta quinta-feira. A chefe do Executivo estadual terá uma nova rodada de conversas com o deputado federal Eduardo da Fonte (PP), apontado como um dos principais nomes para disputar uma vaga ao Senado na composição governista.

O encontro ganha ainda mais peso político porque contará também com a presença do senador Fernando Dueire (PSD), que busca viabilizar sua permanência na Casa Alta. A reunião é vista nos bastidores como um passo importante para alinhar os interesses dos partidos que sustentam a base da governadora e encaminhar uma definição sobre a composição da chapa.

A expectativa é de que as conversas avancem na construção de um entendimento capaz de contemplar os aliados e evitar desgastes às vésperas das convenções partidárias. Eduardo da Fonte chega fortalecido pelo peso político do Progressistas e pela capacidade de articulação da legenda, enquanto Fernando Dueire aposta no respaldo do PSD e na relação de confiança construída com Raquel Lyra.

Nos corredores da política pernambucana, a avaliação é de que este encontro pode representar um dos momentos mais importantes da fase final das negociações. A definição dos nomes para o Senado é considerada estratégica para consolidar a aliança governista e fortalecer o projeto de reeleição da governadora em 2026.

Embora nenhuma decisão oficial deva ser anunciada imediatamente, a reunião desta quinta-feira poderá indicar o caminho que será seguido pela chapa majoritária, encerrando semanas de intensas articulações e especulações sobre quem ocupará as vagas na disputa pelo Senado ao lado de Raquel Lyra.

PSB OFICIALIZA GERALDO ALCKMIN COMO VICE NA CHAPA DE LULA E REAFIRMA ALIANÇA NACIONAL COM A FEDERAÇÃO PT-PV-PCdoB

O Partido Socialista Brasileiro (PSB) oficializou, nesta quarta-feira (29), a candidatura do vice-presidente Geraldo Alckmin para compor, mais uma vez, a chapa presidencial ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que disputará a reeleição ao Palácio do Planalto. A decisão foi homologada durante a convenção nacional da legenda, realizada em Brasília, reunindo dirigentes partidários, ministros, parlamentares e lideranças políticas de diversas regiões do país.

Além da confirmação de Alckmin como candidato à vice-presidência, o encontro também oficializou a coligação do PSB com a federação formada por PT, PV e PCdoB para as eleições deste ano, consolidando a manutenção da aliança que sustenta o governo federal.

Durante seu discurso, Geraldo Alckmin fez um balanço das ações da atual gestão e direcionou críticas ao governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O vice-presidente afirmou que a administração anterior teve responsabilidade pelas mortes registradas durante a pandemia da Covid-19 e criticou medidas adotadas na área tributária, citando a redução de impostos para jetskis e armas. Em contraposição, destacou iniciativas do governo Lula, como a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para trabalhadores com salários de até R$ 5 mil. Alckmin também reafirmou sua lealdade ao presidente Lula e o compromisso de seguir ao seu lado durante a campanha.

Outro ponto de destaque em sua fala foi a crítica ao slogan "Deus, pátria, família e liberdade", frequentemente utilizado por apoiadores do ex-presidente Bolsonaro. Segundo Alckmin, não é possível utilizar o nome de Deus para justificar violência, ódio ou ações contra a democracia. Ele também defendeu que patriotismo significa trabalhar em defesa dos interesses nacionais, da geração de empregos e do fortalecimento das empresas brasileiras.

O presidente Lula também discursou durante a convenção e destacou a relação de confiança construída com seu vice. Em tom descontraído, afirmou que Alckmin é "a única pessoa que você pode deitar e não vai ter um golpe de manhã", em referência à estabilidade da parceria política entre ambos. O petista ainda lembrou que ele e Alckmin participaram da Assembleia Nacional Constituinte e ressaltou a contribuição dos dois para a criação do Sistema Único de Saúde (SUS).

A convenção foi conduzida pelo presidente nacional do PSB, João Campos, prefeito do Recife, que reforçou o apoio integral da legenda à candidatura presidencial. Segundo ele, Geraldo Alckmin representa "o melhor nome do Brasil" para ocupar a vice-presidência e teve papel importante na defesa dos interesses nacionais diante das recentes sanções impostas pelos Estados Unidos ao Brasil. João Campos também afirmou que a aliança entre PSB e a federação PT-PV-PCdoB estará presente nos 27 estados brasileiros durante a campanha eleitoral.

O evento contou ainda com a participação de diversas lideranças políticas, entre elas a deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP), que representou a ala feminina do partido, e o ex-presidente nacional da legenda, Carlos Siqueira.

Também marcaram presença nomes ligados ao grupo político de João Campos em Pernambuco, como a pré-candidata ao Senado Marília Arraes (PDT), o senador Humberto Costa (PT-PE) e o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz (PDT).

A convenção reuniu ainda vários ministros do governo Lula, entre eles José Múcio (Defesa), Márcio Elias Rosa (Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços), Frederico Siqueira (Comunicações), Tomé Franca (Portos e Aeroportos), Luciana Santos (Ciência e Tecnologia), José Guimarães (Relações Institucionais) e Leonardo Barchini (Educação). Ex-ministros que disputarão as eleições deste ano, como Simone Tebet e Márcio França, ambos filiados ao PSB em São Paulo, também participaram do encontro, reforçando o peso político da convenção nacional da sigla.

NA LUPA - O APITO AINDA NEM TOCOU, MAS O CLIMA JÁ É DE DECISÃO EM PERNAMBUCO

Na política, como no futebol, existe uma diferença enorme entre aquecimento e partida valendo três pontos. Durante meses, Pernambuco assistiu a um período de intensa movimentação. De um lado, a governadora Raquel Lyra percorreu o estado inaugurando obras, assinando ordens de serviço, anunciando investimentos e utilizando toda a visibilidade que o cargo naturalmente proporciona. Do outro, João Campos fez o caminho inverso: deixou a rotina administrativa da Prefeitura do Recife para cair na estrada, visitando municípios, conversando com lideranças e fortalecendo alianças no interior.

Agora, porém, o cenário muda. O calendário eleitoral impõe novas regras. A propaganda institucional perde espaço, as inaugurações deixam de ocupar o centro das atenções e o peso da máquina pública passa a ser bem menor do que foi até aqui. É como se o juiz finalmente chamasse os times para o meio do campo e autorizasse o início da partida.

As pesquisas divulgadas nas últimas semanas mostram um retrato curioso. Embora alguns levantamentos indiquem vantagem numérica para Raquel Lyra e outros revelem distâncias ainda menores, todos convergem para um ponto comum: a disputa permanece aberta, dentro da margem de erro. Ninguém conseguiu abrir uma diferença capaz de transmitir conforto ou sensação de vitória antecipada.

Isso revela que boa parte do eleitorado ainda está observando os acontecimentos à distância. Há um contingente expressivo de indecisos que, até o momento, não parece ter sido convencido nem pelo peso da administração estadual nem pela articulação política da oposição. É justamente esse eleitor silencioso que costuma aparecer com força na reta final e pode definir o rumo da eleição.

Outro ingrediente passa a ganhar relevância. A nacionalização da campanha tende a se intensificar. Pernambuco possui um histórico de forte identificação com o presidente Lula, enquanto o debate nacional deve exigir dos candidatos posicionamentos cada vez mais claros. O espaço para discursos ambíguos diminui à medida que a polarização se aproxima do centro da campanha.

Enquanto isso, as articulações políticas seguem produzindo sinais importantes. A composição das chapas, especialmente para o Senado, tornou-se um dos principais termômetros da capacidade de articulação dos grupos políticos. Em eleições passadas, quase sempre o candidato vencedor ao Governo conseguiu impulsionar seus aliados para as vagas senatoriais. Resta saber se essa tradição voltará a se confirmar ou se 2026 reservará um roteiro diferente.

O fato é que a disputa entra em uma nova etapa. O período das grandes agendas administrativas ficou para trás. Agora, o que passa a contar é a capacidade de convencer o eleitor nas ruas, nos debates, nas redes sociais e, principalmente, nas conversas do dia a dia.

A campanha muda de ritmo, muda de cenário e muda de protagonistas. A máquina perde intensidade. A política ganha espaço. E, como toda eleição disputada voto a voto, a tendência é que emoção e imprevisibilidade caminhem juntas até a abertura das urnas.

Enquanto muitos ainda analisam os números das pesquisas, os estrategistas já sabem que eles contam apenas uma parte da história. A outra será escrita daqui para frente. Afinal, treino é treino. Mas o jogo, esse sim, começa quando o apito soa.

JULIANA DE CHAPARRAL TERÁ CANDIDATURA A DEPUTADA FEDERAL HOMOLOGADA EM CONVENÇÃO DO UNIÃO BRASIL NESTE SÁBADO

O tabuleiro político pernambucano segue em plena movimentação para as eleições de 2026 e, neste sábado (1º), mais um importante capítulo será escrito. A pré-candidata a deputada federal Juliana de Chaparral (União Brasil) terá sua candidatura oficialmente homologada durante a convenção estadual do União Brasil, marcada para as 10h, na sede da legenda, localizada na Rua Artur Orlando, nº 161, no bairro da Boa Vista, no Recife.

O evento será comandado pelo presidente estadual do partido, Miguel Coelho, que também disputará uma vaga no Senado Federal. A convenção servirá para oficializar as candidaturas do União Brasil à Câmara dos Deputados e à Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), dando a largada oficial na caminhada eleitoral da legenda em todo o estado.

Além de disputar uma cadeira na Câmara Federal, Juliana de Chaparral exerce um papel estratégico dentro da sigla ao presidir o União Brasil Mulher Pernambuco. Sua atuação tem ampliado a presença do partido em diversas regiões do estado, fortalecendo o diálogo com lideranças políticas e incentivando uma maior participação feminina na política pernambucana.

A expectativa é de que a convenção reúna um grande número de prefeitos, vice-prefeitos, vereadores, ex-prefeitos, pré-candidatos e lideranças de todas as regiões de Pernambuco. O encontro também reforçará a estratégia eleitoral construída pelo União Brasil para 2026, consolidando a aliança política da legenda com a governadora Raquel Lyra (PSD), dentro de uma ampla frente formada por partidos que integram a base governista.

A homologação de Juliana representa mais um passo importante na consolidação de seu projeto político. Com forte presença no Agreste e ampliando sua articulação em diferentes regiões do estado, a pré-candidata chega ao início oficial da campanha respaldada pelo partido e inserida em um grupo político que aposta no fortalecimento da chapa proporcional para ampliar a representação do União Brasil na Câmara dos Deputados.

EM CARUARU, RAQUEL ENCERRA MAIS UM DIA DE VISTORIAS A OBRAS E EQUIPAMENTOS QUE VÃO TRANSFORMAR A VIDA DOS PERNAMBUCANOS

A governadora e pré-candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), concluiu mais um dia de vistoria a obras, nesta quarta-feira (29). Em Caruaru, no Agreste, os equipamentos visitados totalizam mais de R$ 43,7 milhões, com destaque para uma nova escola no Loteamento Xique-Xique e uma creche no Alto do Moura.

“Caruaru tinha um grande vazio da educação, por não conseguir investimentos para fazer obras. Agora, a gente chegou junto e está levando mais educação, saúde e estrutura para a população. Cada centavo investido e cada tijolo colocado no lugar significa que nós estamos mudando a vida dos pernambucanos e pernambucanas, e vamos continuar trabalhando”, destacou Raquel.

A gestora visitou ainda as intervenções de pavimentação e drenagem da Av. Mãe Rainha (antiga Rua da Lata), a construção do novo 2º Grupamento do Corpo de Bombeiros Militar, no bairro Pinheirópolis, e uma das Areninhas, localizada na Vila Andorinha.

Acompanharam a governadora nas visitas o prefeito de Caruaru, Rodrigo Pinheiro, o deputado federal Fernando Monteiro (PSD), os deputados estaduais Joãozinho Tenório (PSD) e Edson Vieira (Podemos), além de vereadores e lideranças locais.

Fotos: Janaína Pepeu

SUDENE APROVA 23 PLEITOS DE INCENTIVOS FISCAIS QUE ENVOLVEM QUASE R$ 11 BILHÕES EM INVESTIMENTOS PRIVADOS NO NORDESTE


A Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) deu mais um passo na estratégia de fortalecimento da economia regional ao aprovar 23 pleitos de incentivos fiscais voltados à implantação, modernização e ampliação de empreendimentos na área de atuação da Autarquia. A decisão foi tomada durante reunião da diretoria colegiada, que analisou projetos distribuídos em nove estados nordestinos e também no Espírito Santo, integrante da área de atuação da Sudene.

Os empreendimentos contemplados representam investimentos privados de quase R$ 11 bilhões, recursos aplicados diretamente pelas empresas na estruturação de seus projetos antes mesmo da concessão dos benefícios tributários. Além do expressivo volume financeiro, as iniciativas estão ligadas à manutenção de mais de 8 mil empregos, reforçando a importância dos incentivos para a atividade econômica e a geração de renda na região.

Entre os processos aprovados estão 13 pedidos para implantação de novos empreendimentos, cinco destinados à modernização de unidades produtivas e um voltado à diversificação das atividades empresariais, todos relacionados ao benefício de redução do Imposto sobre a Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ). A pauta também contemplou três pleitos de reinvestimento, mecanismo utilizado para a aquisição e complementação de equipamentos, além de um processo destinado apenas à atualização de informações cadastrais de empreendimento já beneficiado anteriormente.

Os projetos aprovados abrangem diversos segmentos da economia, demonstrando a diversidade da política de incentivos da Sudene. Estão entre os setores contemplados as indústrias automobilística, de alimentos e bebidas, plásticos, produtos químicos, calçados, além de empreendimentos nas áreas de energia, transporte, tecnologia da informação e hotelaria.

A distribuição dos pleitos reforça o alcance regional da política de desenvolvimento. Foram aprovados projetos em Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe, além de um processo no Espírito Santo relacionado à retificação de informações cadastrais.

Antes de chegar à deliberação da diretoria colegiada, cada projeto passa por uma rigorosa análise técnica e jurídica. A Sudene verifica toda a documentação apresentada pelas empresas, o enquadramento na legislação vigente e a conformidade com os critérios da política de incentivos fiscais. Após essa etapa, os processos seguem para avaliação da Diretoria de Fundos, Incentivos e de Atração de Investimentos e, posteriormente, para a decisão final da diretoria colegiada. Em seguida, os pleitos ainda são encaminhados à Receita Federal, responsável pela validação definitiva dos benefícios.

Os incentivos fiscais administrados pela Sudene continuam sendo um dos principais instrumentos de estímulo ao desenvolvimento econômico do Nordeste, favorecendo a atração de novos investimentos, a expansão da capacidade produtiva das empresas e a geração de empregos em diversos setores estratégicos da economia regional.

TRUMP RENOVA EMERGÊNCIA NACIONAL CONTRA O BRASIL E VOLTA A CITAR BOLSONARO COMO JUSTIFICATIVA

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, renovou por mais um ano a declaração de emergência nacional em relação ao Brasil e voltou a colocar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no centro da justificativa apresentada pela Casa Branca. A decisão foi assinada nesta terça-feira (28) e será publicada oficialmente no Federal Register, equivalente ao Diário Oficial norte-americano, mantendo em vigor o decreto editado originalmente em julho do ano passado.

Na nova ordem executiva, o governo norte-americano sustenta que integrantes das instituições brasileiras estariam promovendo uma perseguição política contra um ex-presidente, seus familiares e aliados. Embora o texto não mencione Bolsonaro pelo nome, a referência é clara ao ex-chefe do Executivo brasileiro. A Casa Branca afirma ainda que esse cenário representaria um enfraquecimento do Estado de Direito, além de apontar supostas violações de direitos humanos e atos de intimidação motivados por razões políticas.

Apesar da renovação da emergência nacional, a medida não cria novas sanções econômicas nem altera o atual quadro tarifário imposto pelos Estados Unidos ao Brasil. As tarifas que já incidem sobre parte das exportações brasileiras permanecem inalteradas. Recentemente, produtos brasileiros passaram a enfrentar uma tributação de 37,5% em decorrência de investigações conduzidas pelo governo norte-americano.

A origem desse impasse remonta a julho de 2025, quando Trump utilizou a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA) para decretar a emergência nacional e impor uma tarifa adicional de 40% sobre produtos brasileiros. A iniciativa, entretanto, acabou sendo derrubada pela Suprema Corte dos Estados Unidos, que entendeu, em fevereiro deste ano, que a legislação não poderia ser utilizada para estabelecer tarifas comerciais contra países parceiros.

A nova ordem executiva também amplia as críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF). O documento acusa a Corte brasileira de restringir a liberdade de expressão, promover censura, determinar a remoção de conteúdos da internet e autorizar prisões relacionadas a manifestações públicas. Segundo a administração Trump, esses fatores justificam a manutenção da emergência nacional em relação ao Brasil.

O governo norte-americano reafirma que a situação envolvendo Bolsonaro continua sendo um dos elementos centrais para a permanência da medida. Em julho de 2025, quando assinou o decreto original, Trump já havia declarado que o ex-presidente brasileiro estaria sendo alvo de perseguição política e que decisões adotadas pelas autoridades brasileiras afetariam interesses estratégicos dos Estados Unidos.

Atualmente, Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar após condenação imposta pelo STF a 27 anos de prisão por participação na trama golpista relacionada aos ataques contra o resultado das eleições de 2022. A renovação da emergência nacional demonstra que o tema permanece presente na agenda diplomática entre Washington e Brasília e mantém acesa mais uma frente de tensão nas relações entre os dois países.

POLÍCIA FEDERAL DEFLAGRA OPERAÇÃO CONTRA ESQUEMA DE PLANTIO DE MACONHA NO SERTÃO DE PERNAMBUCO E BAHIA

A Polícia Federal desencadeou, nesta terça-feira (29), uma grande ofensiva contra uma organização criminosa suspeita de atuar no cultivo ilegal de maconha no Sertão de Pernambuco e da Bahia. Batizada de Operação Cadeia Verde, a ação contou com o apoio da Companhia Independente de Policiamento Especializado (CIPE Caatinga) e teve como foco desarticular a estrutura responsável pelo plantio, produção e distribuição da droga.

Durante a operação, foram cumpridos cinco mandados de prisão e nove mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça. As diligências ocorreram simultaneamente nos municípios de Cabrobó, no Sertão pernambucano, Abaré, na Bahia, e também em Aracaju, capital de Sergipe, onde parte da organização teria ramificações.

Segundo a Polícia Federal, as investigações identificaram uma atuação estruturada do grupo criminoso, que utilizava áreas estratégicas para o cultivo da maconha e mantinha uma rede de apoio para financiar, armazenar e distribuir o entorpecente.

O material apreendido durante o cumprimento dos mandados será analisado e poderá reforçar as provas já reunidas ao longo das investigações. A expectativa é que a operação permita identificar outros integrantes da organização e ampliar o combate ao tráfico de drogas na região.

Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro. As penas, se somadas, podem ultrapassar várias décadas de prisão, conforme prevê a legislação brasileira.

A Operação Cadeia Verde integra o conjunto de ações permanentes da Polícia Federal voltadas ao enfrentamento do cultivo ilícito de maconha no Vale do São Francisco, região historicamente utilizada por organizações criminosas para a produção da droga e considerada estratégica no abastecimento de diversos estados do Nordeste.