segunda-feira, 10 de agosto de 2026

PATRIMÔNIO DE NIKOLAS FERREIRA SALTA DE R$ 36 MIL PARA R$ 3,8 MILHÕES DURANTE PRIMEIRO MANDATO

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) apresentou uma expressiva evolução em seu patrimônio declarado à Justiça Eleitoral ao longo do primeiro mandato na Câmara dos Deputados. Segundo dados divulgados na sexta-feira (7), o patrimônio informado pelo parlamentar passou de cerca de R$ 36 mil, em 2022, para R$ 3,8 milhões neste ano.

A maior parte do patrimônio atual está concentrada em um imóvel financiado, declarado pelo deputado no valor de R$ 2.231.664,61. Os outros aproximadamente R$ 1,6 milhão aparecem distribuídos entre aplicações financeiras, investimentos, ações e participações empresariais.

Na eleição de 2022, quando disputou uma vaga na Câmara dos Deputados, Nikolas havia declarado apenas depósitos bancários, investimentos em renda fixa e valores mantidos em caderneta de poupança. Considerando a inflação do período, os R$ 36 mil declarados naquela ocasião equivaleriam atualmente a aproximadamente R$ 43,5 mil.

A trajetória patrimonial do parlamentar começou ainda antes da chegada ao Congresso. Em 2020, Nikolas Ferreira foi eleito vereador de Belo Horizonte pelo então PRTB. No primeiro pleito que disputou, entretanto, não havia declarado bens à Justiça Eleitoral.

Quatro anos depois, os números apresentados ao Tribunal Superior Eleitoral mostram uma realidade patrimonial bastante diferente. O patrimônio declarado de R$ 3,8 milhões representa uma multiplicação expressiva em relação ao valor informado na eleição anterior.

É importante destacar que a declaração de bens apresentada à Justiça Eleitoral registra o patrimônio informado pelo candidato no momento do registro de candidatura e não significa, por si só, irregularidade. A composição e a origem dos recursos podem ser analisadas pelos órgãos competentes dentro dos mecanismos de fiscalização eleitoral.

As informações sobre a evolução patrimonial foram divulgadas pelo jornal O Globo.

RÔMULO “PÃO COM OVO” AMPLIA ARTICULAÇÃO NA MATA SUL E FECHA APOIO A JANJÃO E IZA ARRUDA

Ex-prefeito de Primavera mira fortalecimento político em Primavera e Amaraji e aposta em nomes com os quais mantém alinhamento para as eleições de 2026

O ex-prefeito de Primavera Rômulo César, conhecido popularmente como “Rômulo Pão com Ovo”, começa a desenhar de forma mais clara sua atuação política para as eleições de 2026. Em entrevista concedida ao programa Panorama Político, da Rádio Líder FM, de Chã Grande, na última quinta-feira, o ex-gestor confirmou os nomes que pretende apoiar para a Câmara Federal e para a Assembleia Legislativa de Pernambuco.

Para deputado federal, Rômulo reafirmou seu apoio à deputada Iza Arruda (MDB), que disputará a reeleição. A parceria não é nova. O ex-prefeito já havia caminhado com a parlamentar em 2022, quando Iza Arruda disputou pela primeira vez uma vaga na Câmara dos Deputados.

Segundo Rômulo, a atuação de Iza em Brasília tem atendido às expectativas e contribuído para a chegada de ações e investimentos que refletem diretamente na população. A manutenção do apoio demonstra que a aliança construída na eleição passada permanece de pé e agora entra em uma nova fase, com o desafio de ampliar a votação da deputada na região.

Já para deputado estadual, a escolha foi pelo ex-prefeito de Bom Jardim, Janjão, que disputa pela primeira vez uma cadeira na Assembleia Legislativa de Pernambuco. A decisão representa uma mudança em relação a 2022, quando Rômulo apoiou João de Nadegi, a quem fez questão de elogiar e demonstrar respeito pelo trabalho realizado.

Desta vez, o ex-prefeito afirmou estar alinhado ao projeto político de Janjão, principalmente pela identificação com pautas voltadas para o interior e para o setor agrícola. Rômulo também destacou a administração de Janjão em Bom Jardim como uma referência de gestão eficiente.

Com dois mandatos à frente da Prefeitura de Primavera e integrante de uma família com forte presença na política local — sua mãe, Naza Pão com Ovo, foi a primeira mulher a comandar o município — Rômulo construiu ao longo dos anos uma rede de relações políticas que ultrapassa os limites de Primavera.

Atualmente morando em Amaraji, o ex-prefeito mantém presença política e atuação social no município, o que amplia o alcance de sua movimentação para as eleições do próximo ano.

A estratégia, portanto, passa por dois municípios importantes para sua trajetória: Primavera, onde construiu sua carreira política, e Amaraji, onde atualmente reside e mantém articulações. A expectativa de Rômulo é transformar essa presença regional em votos para Iza Arruda e Janjão.

A movimentação mostra que, mesmo fora do comando da Prefeitura, Rômulo “Pão com Ovo” continua ativo nos bastidores e pretende usar sua influência política para participar diretamente da formação das bancadas que representarão a região na Câmara Federal e na Alepe a partir de 2027.y

SENADO EM PERNAMBUCO VIRA GUERRA DE VOTO A VOTO E AUMENTA A TENSÃO ENTRE CANDIDATOS E PARTIDOS

A eleição para o Senado em Pernambuco entrou definitivamente no centro do jogo político de 2026. O que durante muito tempo foi tratado como uma disputa secundária, quase sempre puxada pelos candidatos ao Governo do Estado, agora ganhou vida própria, movimentando prefeitos, lideranças, partidos e redes sociais.

O cenário é considerado um dos mais imprevisíveis dos últimos anos. Com duas vagas em disputa e vários nomes competitivos, a margem para erros diminuiu consideravelmente. Cada apoio anunciado, cada prefeito que muda de posição e cada movimento de bastidor pode representar alguns milhares de votos na reta final.

A avaliação de especialistas de que governadores bem avaliados normalmente conseguem eleger seus candidatos ao Senado continua sendo utilizada como argumento pela base da governadora Raquel Lyra. O senador Ciro Nogueira, inclusive, destacou recentemente a força da aprovação da governadora ao defender a tese de que um chefe do Executivo estadual com elevado índice de aprovação possui condições de eleger sua chapa completa.

Na prática, porém, Pernambuco apresenta uma realidade mais complexa.

Raquel Lyra tem Eduardo da Fonte e Túlio Gadêlha como nomes de sua composição para o Senado. Do outro lado, João Campos também possui um palanque competitivo e trabalha para manter seus aliados alinhados. No meio desse confronto surgiu uma candidatura capaz de mexer profundamente no tabuleiro: a de Mendonça Filho pelo PL.

Mendonça decidiu entrar na disputa sem estar vinculado a uma candidatura ao Governo do Estado. A estratégia abriu uma terceira via na corrida pelo Senado e passou a atrair prefeitos e lideranças que não necessariamente querem seguir a lógica dos dois principais palanques estaduais.

O movimento provocou preocupação entre os grupos políticos. A governadora Raquel Lyra passou a reforçar publicamente que Mendonça Filho não integra sua chapa e intensificou as conversas com prefeitos para consolidar os apoios a Eduardo da Fonte e Túlio Gadêlha.

A cobrança por manifestações públicas de apoio também aumentou. A lógica é simples: em uma eleição apertada, não basta apenas declarar voto nos bastidores. Os grupos querem demonstrações públicas de força para evitar que seus aliados sejam atraídos pelos adversários.

Enquanto isso, o tabuleiro também começa a produzir efeitos sobre a chapa de João Campos.

O presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco, Álvaro Porto, rompeu politicamente com Marília Arraes e passou a ser apontado como possível aliado de candidaturas que disputam uma das duas cadeiras do Senado. O movimento demonstra como a eleição parlamentar já começou a provocar rearranjos que ultrapassam os limites das próprias candidaturas.

No campo petista, a situação de Humberto Costa também exige atenção. O senador busca a reeleição e possui apoios importantes no interior, mas o avanço da articulação de Raquel Lyra entre prefeitos pode dificultar a manutenção de parte dessas alianças.

É justamente nesse ponto que a eleição começa a ganhar contornos nacionais.

O PT deverá tentar ampliar a participação do presidente Lula na construção da estratégia eleitoral de Humberto. Ao mesmo tempo, existe o interesse de evitar que a disputa presidencial interfira negativamente nos palanques municipais e estaduais, principalmente em uma eleição na qual muitos prefeitos podem optar por dividir seus votos entre diferentes candidaturas ao Senado.

E é exatamente aí que mora o perigo para todos os candidatos.

Com duas vagas abertas, o eleitor não precisa necessariamente votar em uma chapa fechada. Pode escolher dois nomes de grupos políticos diferentes. Isso transforma a eleição em uma espécie de grande quebra-cabeça, no qual alianças locais, relações pessoais, influência de prefeitos, redes sociais e estruturas partidárias podem pesar tanto quanto os palanques estaduais.

A eleição de 2026 também acontece em um ambiente no qual Senado e Câmara ganharam ainda mais importância dentro da estratégia dos partidos. As emendas parlamentares, o tamanho das bancadas e a disputa pelo controle político de Brasília colocaram o Legislativo no centro das atenções.

No caso do Senado, existe ainda um componente adicional: a expectativa de que a Casa tenha papel decisivo em grandes embates institucionais a partir de 2027.

Por isso, a disputa pernambucana deixou de ser apenas uma eleição para duas cadeiras.

Virou uma batalha estratégica.

Raquel Lyra precisa demonstrar que sua força política e sua rede de prefeitos serão suficientes para eleger seus dois candidatos. João Campos precisa impedir que seu palanque perca espaço e, ao mesmo tempo, administrar os movimentos dos aliados. Mendonça Filho tenta transformar sua candidatura independente em uma alternativa competitiva. Humberto Costa busca preservar seu capital político e manter o apoio conquistado no interior.

E, enquanto os partidos fazem contas, os candidatos correm atrás de prefeitos, vereadores, lideranças e eleitores, o que se desenha é uma eleição na qual poucos votos podem separar um vencedor de um derrotado.

Em Pernambuco, o Senado deixou de ser coadjuvante.

Em 2026, pode ser justamente a eleição que vai definir quem sai fortalecido para comandar o jogo político do Estado a partir de 2027.

Baseado no conteúdo publicado por Terezinha Nunes do Blog Dellas no JC deste Domingo

JOÃO CAMPOS MARCA PRESENÇA NA CAVALGADA DA FOGUEIRA E REFORÇA ARTICULAÇÃO POLÍTICA NO AGRESTE E MATA SUL

Candidato a governador participou da tradicional festa em Quipapá ao lado de Álvaro Porto, Tabata Amaral e lideranças da região

QUIPAPÁ – O candidato a governador de Pernambuco, João Campos (PSB), entrou no clima das tradições nordestinas neste domingo (9) ao participar da tradicional Cavalgada da Fogueira, em Quipapá. O evento, que já ocupa espaço de destaque no calendário cultural da região, reuniu centenas de participantes vindos de diferentes municípios da Mata Sul e do Agreste Meridional.

Ao lado da deputada federal Tabata Amaral (PSB), João Campos percorreu o trajeto da cavalgada, cumprimentou participantes e acompanhou de perto uma das manifestações culturais mais ligadas à identidade rural de Pernambuco.

Mas, além do aspecto cultural, a passagem do candidato pelo município também teve forte componente político. João foi recebido pelo presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), Álvaro Porto (MDB), pela prefeita de Canhotinho, Sandra Paes (Republicanos), pelo candidato a deputado federal Gabriel Porto (PSB), pelo ex-prefeito de Quipapá Alvinho Porto e pelo atual vice-prefeito do município, Batista da Saúde (PSB). Vereadores de Quipapá e de cidades vizinhas também participaram da recepção.

A presença de um grupo expressivo de lideranças políticas em torno do candidato reforçou a movimentação da Frente Popular pelo interior do Estado, especialmente em uma região estratégica para a disputa eleitoral de 2026.

Durante a agenda, João Campos também buscou estabelecer uma conexão pessoal com a tradição das cavalgadas. O candidato lembrou que aprendeu a andar a cavalo com o pai, Eduardo Campos, e com o avô, Cyro Campos, e afirmou que sua participação na festa também representa uma homenagem à memória dos dois.

“Estamos aqui em Quipapá para mais uma tradição, ao lado de Tabata, Álvaro e Gabriel. É a Cavalgada da Fogueira, que está reunindo gente de toda a região. As cavalgadas são uma tradição muito forte aqui em Pernambuco e no Nordeste”, afirmou João Campos.

O candidato acrescentou que a relação com os cavalos remete à infância e às lembranças familiares.

“Eu gosto muito porque lembro que aprendi a andar de cavalo com meu pai e com meu avô e hoje eu estou fazendo uma homenagem aos dois, que estão lá no céu: meu avô, Cyro, e meu pai, Eduardo”, declarou.

A passagem por Quipapá acontece em meio à intensificação das agendas políticas de João Campos pelo interior de Pernambuco. O candidato tem ampliado a presença em municípios estratégicos e utilizado eventos populares e tradicionais como espaços de aproximação com lideranças políticas e com a população.

Na Cavalgada da Fogueira, cultura, tradição e política caminharam lado a lado, com João Campos aproveitando a mobilização regional para fortalecer sua presença e estreitar relações com representantes de diferentes municípios do Agreste e da Mata Sul.

MENDONÇA DIZ QUE SUA CANDIDATURA “DÁ VOZ À DIREITA” DE PERNAMBUCO DURANTE ATO EM CARUARU

O candidato ao Senado Mendonça Filho (PL) aproveitou o lançamento da candidatura de Raffiê Dellon a deputado estadual, neste sábado (8), em Caruaru, para reforçar o posicionamento político que pretende levar para a disputa de 2026. Diante de lideranças e apoiadores do partido, Mendonça afirmou que sua candidatura representa a direita pernambucana e uma parcela do eleitorado que, segundo ele, não encontra hoje representação no Senado Federal.

“Minha candidatura dá voz à direita pernambucana, para defender os nossos valores, para defender a população cristã, muitas vezes perseguida”, afirmou Mendonça durante o evento.

O ex-ministro e ex-deputado federal também explicou que poderia ter escolhido um caminho eleitoral considerado mais confortável, disputando novamente uma vaga na Câmara dos Deputados. A opção, no entanto, foi entrar na corrida pelo Senado para tentar ocupar um espaço que considera sem representação política.

“Eu não podia optar pelo caminho fácil enquanto tem uma parcela da sociedade que está esquecida, sem voz, sem representatividade no Senado. Meu coração falou alto e Deus me disse vai que você vai ganhar. E foi para defender Pernambuco e termos voz que aceitei essa missão”, declarou.

O evento também marcou o lançamento da candidatura de Raffiê Dellon a deputado estadual pelo PL. O nome de Caruaru afirmou que pretende representar o município e o Agreste na Assembleia Legislativa de Pernambuco, defendendo uma atuação mais próxima das demandas da região.

“Caruaru e o Agreste precisam de uma representação firme, presente e comprometida com os nossos valores. Estamos iniciando essa caminhada com muita disposição para defender nossa região e, ao lado de Mendonça e Anderson, fortalecer um projeto que represente quem pensa como a gente e quer um Pernambuco melhor”, afirmou Raffiê.

Presidente estadual do PL, Anderson Ferreira também participou do encontro e destacou a importância da candidatura de Mendonça para o fortalecimento do partido em Pernambuco. Para Anderson, a experiência política do candidato ao Senado pode ampliar a presença do campo conservador na bancada pernambucana em Brasília.

“Mendonça tem história, experiência e firmeza para representar Pernambuco no Senado. É um nome que fortalece o nosso campo político, que vai ajudar a eleger Flávio Bolsonaro e que tem condições de defender em Brasília os valores de milhões de pernambucanos”, afirmou Anderson Ferreira.

Mendonça encerrou sua participação reafirmando que pretende percorrer as diferentes regiões de Pernambuco durante a campanha. A estratégia será apresentar uma candidatura baseada na experiência política, no posicionamento ideológico e na defesa dos valores que, segundo ele, representam uma parcela significativa do eleitorado pernambucano.

O ato em Caruaru serviu também para mostrar a força que o PL pretende construir no Agreste e sinalizar que Mendonça quer transformar sua candidatura ao Senado em uma das principais vitrines da direita pernambucana nas eleições de 2026.

HELLOYSA FERREIRA LEVA AO MPPE COBRANÇA POR DELEGACIAS DA MULHER 24 HORAS EM PERNAMBUCO


A cobrança por Delegacias da Mulher funcionando 24 horas ganhou um novo capítulo em Pernambuco. Na última quarta-feira (5), Helloysa Ferreira protocolou, no Ministério Público de Pernambuco (MPPE), no Recife, uma Notícia de Fato solicitando a apuração das condições de funcionamento das Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs) no Estado.

A representação é resultado da Rota DEAM 24H, iniciativa que percorreu oito municípios pernambucanos para ouvir mulheres, reunir relatos e registrar de perto as dificuldades enfrentadas por vítimas de violência que precisam de atendimento especializado.

A mobilização passou por Surubim, Palmares, Garanhuns, Afogados da Ingazeira, Salgueiro, Vitória de Santo Antão, Goiana e Arcoverde.

Todo o material produzido durante a rota foi anexado à denúncia entregue ao MPPE. Entre os documentos estão o projeto da iniciativa, na última quarta de caso, registros fotográficos das escutas sociais realizadas nos municípios e as assinaturas coletadas ao longo da mobilização.

Segundo a representação, as DEAMs dos municípios visitados não funcionam 24 horas. Na avaliação do movimento, essa limitação acaba dificultando o acesso imediato das mulheres à proteção policial e às medidas previstas na Lei Maria da Penha.

A reivindicação é para que o atendimento especializado seja mantido de forma ininterrupta, garantindo que uma mulher vítima de violência tenha onde buscar ajuda independentemente do horário.

A mobilização também ganhou apoio popular. Mais de 800 assinaturas físicas foram entregues ao Ministério Público, além de outras 200 assinaturas digitais coletadas por meio de um link disponibilizado nas redes sociais de Helloysa Ferreira.

A situação chama atenção principalmente para a realidade do interior de Pernambuco. A ausência de atendimento especializado durante a noite, nos fins de semana e feriados pode se transformar em uma barreira para mulheres que precisam de proteção justamente nos momentos de maior vulnerabilidade.

Com a representação protocolada, caberá agora ao MPPE analisar a denúncia e avaliar as providências que poderão ser adotadas.

Para Helloysa Ferreira, a entrega do documento representa mais um passo na mobilização pela ampliação da proteção às mulheres pernambucanas.

A pauta chega ao Ministério Público com uma cobrança direta: violência contra a mulher não tem hora marcada. E a proteção também não deveria ter.

EM MEIO A RACHAS, MARÍLIA ARRAES FAZ DESABAFO E EXIBE FORÇA AO LADO DE JOÃO CAMPOS EM PANELAS


O município de Panelas foi palco, na noite deste domingo (9), de mais um movimento importante na corrida eleitoral de Pernambuco. Em meio às recentes baixas políticas no Agreste, parte da chapa majoritária da Frente Popular se reuniu no município para uma agenda que acabou tendo um ingrediente a mais: o discurso de resistência de Marília Arraes (PDT).

O candidato a governador João Campos (PSB) chegou acompanhado do vice, Carlos Costa (Republicanos), e de Marília, candidata ao Senado. A ausência sentida foi a do senador Humberto Costa (PT), que não participou das agendas de campanha deste domingo.

Mais cedo, João Campos esteve em Quipapá, onde participou de uma cavalgada ao lado do presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco, Álvaro Porto (MDB). O socialista também passou por Moreno durante a agenda do dia.

MARÍLIA RESPONDE ÀS PRESSÕES

Em Panelas, quem roubou a cena foi Marília Arraes. Um dia depois de cinco prefeitos e outras lideranças do Agreste ligadas a Álvaro Porto anunciarem rompimento com sua candidatura ao Senado, a pedetista fez questão de mostrar que continua circulando e recebendo apoios na região.

Marília destacou publicamente o apoio do prefeito de Panelas, Ruben Lima (PSB), numa demonstração de que a disputa pela segunda vaga ao Senado dentro do campo oposicionista segue longe de estar pacificada.

Nos bastidores, a crise estaria relacionada ao acordo envolvendo a primeira suplência de Marília. A expectativa de Álvaro Porto era indicar Álvaro Porto Filho para a vaga, mas o espaço acabou ficando com Abel Neto, indicado pelo prefeito Lula Cabral (PDT).

DISCURSO COM RECADO

Sem citar diretamente os recentes rompimentos, Marília fez um discurso carregado de simbolismo e que soou como resposta aos movimentos políticos dos últimos dias.

“Sou pernambucana e minha terra conhece a coragem pelo nome”, afirmou a candidata, resgatando a figura de Gregório Bezerra e a metáfora do “ferro e da flor”.

Marília também lembrou sua trajetória política, marcada, segundo ela, por enfrentamentos, derrotas, vitórias e recomeços.

A pedetista afirmou que já tentaram determinar onde deveria estar e quais batalhas deveria abandonar, mas reforçou que pretende continuar seguindo o próprio caminho.

A mensagem foi clara: diante das turbulências, Marília quer demonstrar que não pretende recuar.

APOIOS NO AGRESTE

No sábado (8), durante passagem por Caruaru, Marília também recebeu manifestações de solidariedade de lideranças políticas.

Entre elas estavam o prefeito de Correntes, Edmilson Bahia (PT), o ex-vice-governador Jorge Gomes (PSB) e a ex-deputada estadual Laura Gomes (PSB).

O movimento mostra que, apesar das baixas recentes, a candidatura de Marília continua buscando sustentação política no Agreste.

A eleição para o Senado, que já vinha sendo marcada por uma intensa disputa interna, ganha novos capítulos a cada dia. E, pelo que se viu em Panelas, Marília Arraes parece disposta a enfrentar a turbulência sem baixar a cabeça.

NA LUPA: FERNANDO DUEIRE FECHA COM HUMBERTO COSTA E AUMENTA A PRESSÃO SOBRE RAQUEL LYRA

O senador Fernando Dueire (PSD) deve colocar um ponto final, nesta segunda-feira (10), nas especulações sobre seu futuro político. Fora da chapa majoritária da governadora Raquel Lyra (PSD), Dueire anunciará apoio à candidatura de reeleição do senador Humberto Costa (PT).

O anúncio está marcado para acontecer durante um encontro no escritório Debate e chega carregado de simbolismo.

Dueire não esteve presente na convenção do PSD, realizada no último domingo (2), quando Raquel Lyra oficializou sua candidatura à reeleição e definiu os nomes que disputarão as duas vagas ao Senado: Túlio Gadêlha (PSD) e Eduardo da Fonte (PP).

Agora, o senador escolhe um caminho que passa diretamente pelo campo adversário da governadora.

E a escolha não é pequena.

Fernando Dueire chegou ao Senado como suplente de Jarbas Vasconcelos (MDB), eleito em 2018. Com a saída de Jarbas do mandato por questões de saúde, Dueire assumiu definitivamente a cadeira em setembro de 2023.

Em 2026, deixou o MDB e ingressou no PSD a convite de Raquel Lyra. A movimentação alimentou a expectativa de que pudesse ocupar uma das vagas da chapa majoritária ou até mesmo ser considerado para a vice-governadoria.

Não aconteceu.

Depois de semanas de conversas e negociações, Raquel decidiu manter Priscila Krause como vice e escolheu Túlio Gadêlha e Eduardo da Fonte para o Senado.

Dueire ficou de fora.

E agora dá a resposta nas urnas.

Ao anunciar apoio a Humberto Costa, o senador não apenas define seu posicionamento eleitoral. Ele também passa a integrar, ainda que de forma diferente, o tabuleiro de uma eleição marcada por disputas internas, mudanças de alianças e antigas contas políticas.

Humberto Costa, por sua vez, ganha um reforço importante. Um senador que esteve dentro do grupo político de Raquel Lyra e que conhece de perto as articulações que antecederam a montagem da chapa governista.

O movimento também chama atenção porque ocorre justamente no momento em que a disputa pelo Senado começa a ganhar contornos mais definidos em Pernambuco.

A pergunta que fica é inevitável: o apoio de Dueire a Humberto será apenas uma escolha pessoal ou representa o início de uma nova movimentação política no campo que deixou a chapa de Raquel?

Na política pernambucana, quando um senador muda de lado, quase nunca é apenas uma fotografia.

É movimento no tabuleiro.

Aguardemos!