segunda-feira, 24 de agosto de 2026

NA LUPA: A OUTRA FACE DE ALMIR SATER — O VIOLEIRO QUE FEZ DO PANTANAL UM PROJETO DE VIDA, PRODUÇÃO E PRESERVAÇÃO

Por trás do artista que ajudou a eternizar o Pantanal na televisão existe um produtor rural que há mais de duas décadas defende uma ideia que continua atual: preservar o bioma sem expulsar quem vive e produz na terra

Almir Sater é daqueles personagens que parecem ter sido moldados pelo próprio cenário que ajudaram a representar. A viola, o chapéu, o cavalo, a música e o Pantanal acabaram se misturando à imagem do artista. Mas existe uma dimensão de sua trajetória que vai muito além da televisão e dos palcos: a de produtor rural.

Aos 69 anos, Sater mantém a Fazenda Campo Novo, na região de Aquidauana, em Mato Grosso do Sul, com aproximadamente 25 mil hectares. E o tamanho da propriedade é apenas uma parte da história. O que chama atenção é o conceito que acompanha sua relação com a terra: a tentativa de conciliar criação de gado, atividade econômica e preservação ambiental. 

O QUE ESTÁ NA LUPA

O caso de Almir Sater merece uma leitura além da curiosidade sobre “quanto vale uma fazenda de 25 mil hectares”.

O ponto central é outro: ele representa uma corrente dentro do Pantanal que defende que conservação e produção não precisam ser necessariamente inimigas.

Essa discussão não começou agora. Em 2003, Sater assumiu a presidência do Instituto Parque do Pantanal e passou a defender um modelo de gestão participativa envolvendo governo e produtores rurais. A proposta tinha como base justamente o tripé meio ambiente, economia e questões sociais.

Naquele momento, a ideia era ousada: preservar sem transformar necessariamente o produtor em inimigo da conservação e sem fazer da desapropriação a única ferramenta de proteção ambiental.

É uma discussão que, em 2026, ganhou ainda mais força.

25 MIL HECTARES NÃO SÃO APENAS UM NÚMERO

Quando se fala em uma propriedade de aproximadamente 25 mil hectares, o imaginário urbano imediatamente pensa em uma gigantesca fazenda. No Pantanal, porém, a realidade é mais complexa.

O território funciona de acordo com ciclos naturais de cheia e seca, e a pecuária tradicional se desenvolveu historicamente em grandes extensões. O desafio está justamente em encontrar um equilíbrio entre o aproveitamento econômico da terra e a preservação da dinâmica natural do bioma.

A Campo Novo está inserida nessa lógica.

Sater não abandonou a pecuária em nome da preservação. Pelo contrário: continua criando gado. Em declarações ao longo de sua trajetória, o artista deixou claro que se considera produtor rural e que a criação de animais faz parte de sua vida. 

O VIOLEIRO VIROU PEÃO

Talvez essa seja a parte mais interessante da história.

Almir Sater não trata a fazenda apenas como patrimônio. A atividade rural faz parte de sua rotina e de sua identidade.

O próprio cantor já explicou que, durante períodos do calendário rural, permanece ligado à propriedade e depois sai para cumprir sua agenda de shows. Ele cria gado, trabalha com vacas de cria e comercializa bezerros. 

Ou seja: enquanto boa parte do Brasil conhece Almir Sater pelo palco, existe um outro Almir que conhece a lida, o gado e a rotina de uma propriedade pantaneira.

E isso ajuda a explicar por que sua defesa da conservação tem uma característica diferente. Ele fala também a partir do lugar de quem produz.

UMA IDEIA QUE ANTECEDEU O DEBATE ATUAL

Aqui está talvez o ponto mais relevante desta análise.

Há mais de 20 anos, quando assumiu o Instituto Parque do Pantanal, Sater já defendia uma espécie de pacto entre produção e conservação. O projeto buscava criar uma gestão participativa entre poder público e produtores, permitindo que as famílias permanecessem nas propriedades e que a atividade econômica continuasse dentro de parâmetros sustentáveis. 

Hoje, conceitos como pecuária de baixo carbono, pagamento por serviços ambientais, rastreabilidade e valorização econômica da produção sustentável ganharam espaço no debate nacional.

A ideia, portanto, não envelheceu.

Pelo contrário.

O que parecia uma experiência regional no início dos anos 2000 hoje está no centro da discussão sobre o futuro do agronegócio brasileiro.

NÃO É UMA RESERVA DE 25 MIL HECTARES

É importante separar realidade de manchete.

A Fazenda Campo Novo está associada a um projeto de desenvolvimento sustentável e à preservação do Pantanal, mas isso não significa que os 25 mil hectares tenham sido transformados integralmente em uma reserva ambiental de proteção permanente.

O próprio histórico do Parque Regional do Pantanal mostra que o modelo permitia a continuidade de atividades produtivas. A proposta era justamente criar uma convivência entre conservação e produção. 

Essa diferença é importante porque evita transformar uma experiência de sustentabilidade em algo que ela não é.

DO PALCO PARA A DEFESA DO BIOMA

A relação de Sater com o Pantanal também ajudou a construir sua carreira.

Sua participação na primeira versão de Pantanal, em 1990, colocou ainda mais luz sobre uma região que até então era desconhecida para grande parte do público brasileiro. Décadas depois, o artista continuou ligado à novela e ao bioma.

Mas sua relação com o Pantanal não ficou restrita à ficção.

Em 2025, Sater recebeu o título de Embaixador do Pantanal, reconhecimento que reforçou uma trajetória que reúne música, cultura, produção rural e defesa da região.

A LEITURA DO BLOG DO EDNEY

Na lupa, a história de Almir Sater é maior do que a curiosidade sobre um famoso que possui uma fazenda gigantesca.

Ela expõe um debate que Pernambuco também conhece bem: como produzir, gerar riqueza e manter o homem no campo sem destruir os recursos naturais?

No Pantanal, essa equação é ainda mais delicada.

Sater acabou se tornando uma espécie de personagem-síntese dessa discussão. Ele não fala apenas como artista que se apaixonou pela paisagem. Fala como produtor que decidiu permanecer nela.

E talvez esteja aí a grande força de sua história.

Almir Sater não apenas cantou o Pantanal. Ele escolheu viver parte de sua vida dentro dele, produzir dentro dele e defender uma ideia de preservação que inclui quem trabalha na terra.

Mais de duas décadas depois de assumir o Instituto Parque do Pantanal, o debate continua aberto. E, no fundo, a pergunta permanece a mesma: é possível conservar o Pantanal sem transformar o produtor rural em estrangeiro dentro da própria terra?

A trajetória de Sater aposta que sim.

E é justamente por isso que sua fazenda de 25 mil hectares é muito mais do que um patrimônio rural: é parte de uma experiência que coloca produção, preservação e permanência do homem no campo na mesma mesa.

domingo, 23 de agosto de 2026

PREFEITO DE SALGADINHO, JOIA, DECLARA APOIO A EDUARDO DA FONTE PARA O SENADO E REFORÇA ARTICULAÇÃO NO AGRESTE

A disputa pelas duas vagas de Pernambuco no Senado Federal começa a ganhar novos contornos no interior do estado, com a ampliação das alianças em torno dos nomes que estão na corrida eleitoral. Nesta sexta-feira (21), o prefeito de Salgadinho, Jeosadaque Salgado, conhecido como Joia, anunciou apoio à candidatura do deputado federal Eduardo da Fonte (PP/UP).

O gesto político amplia a rede de prefeitos e lideranças municipais que vêm se posicionando em favor do projeto de Eduardo da Fonte para o Senado e reforça a articulação do parlamentar junto às bases do interior pernambucano.

Ao declarar seu apoio, Joia destacou a atuação de Eduardo da Fonte em defesa dos municípios e a importância de Pernambuco contar com um senador que mantenha uma relação próxima com os gestores municipais e esteja disposto a buscar recursos e investimentos em Brasília.

O apoio também ganha peso no cenário político do Agreste, região onde a construção de alianças será decisiva para os candidatos que pretendem disputar uma das duas cadeiras que estarão em jogo nas eleições de 2026.

Eduardo da Fonte recebeu o anúncio com entusiasmo e ressaltou que a união com o prefeito de Salgadinho representa o fortalecimento de um projeto que, segundo ele, pretende ampliar a presença dos municípios pernambucanos nas decisões tomadas em Brasília.

“Recebo com muita alegria o apoio do prefeito Joia. Essa união fortalece nosso compromisso de continuar trabalhando por Salgadinho, pelo Agreste e por todo Pernambuco. Vamos seguir juntos, levando mais investimentos e oportunidades para a população”, afirmou Eduardo da Fonte.

A movimentação mostra que a corrida pelo Senado já ultrapassa os grandes centros políticos e começa a ganhar corpo nos municípios, onde prefeitos, vereadores e lideranças locais terão papel estratégico na formação das bases eleitorais.

Com o apoio de Joia, Eduardo da Fonte acrescenta mais uma liderança municipal ao seu projeto e segue ampliando a articulação política em diferentes regiões de Pernambuco. No ambiente eleitoral de 2026, cada novo apoio representa não apenas um gesto político, mas também a construção de uma rede que poderá ter peso significativo na disputa pelas duas vagas ao Senado.

IVAN MORAES INAUGURA COMITÊ 50 NO RECIFE E APOSTA NA FORÇA DA MILITÂNCIA PARA CAMPANHA AO GOVERNO DE PERNAMBUCO

Da REDAÇÃO - Blog do Edney 

O candidato ao Governo de Pernambuco Ivan Moraes (PSOL) inaugurou, neste domingo (23), o Comitê 50, no bairro do Derby, no Recife. O espaço funciona na Casa Marielle Franco, sede do Diretório Estadual do PSOL em Pernambuco, e passa a ser um dos pontos de mobilização da campanha da Frente Pernambuco de Luta, formada pela Federação PSOL/REDE e pelo PCB.

A inauguração reuniu militantes, apoiadores e eleitores em uma programação marcada por oficinas, atividades culturais, arte e organização política. A proposta foi transformar o lançamento do comitê em um momento de mobilização para a campanha, reforçando a estratégia de construir a candidatura a partir da participação da militância.

Durante o ato, Ivan Moraes reconheceu as limitações financeiras enfrentadas pela campanha, mas destacou o empenho da equipe e dos apoiadores para levar a candidatura às ruas e ampliar o alcance das propostas.

A gente tem uma equipe muito pequena. A equipe possível. A melhor equipe que a gente conseguiu formar. Só tem gente empolgada para fazer campanha, só tem gente a fim de espalhar a mensagem da gente”, afirmou.

Segundo o candidato, a mobilização será fundamental para compensar a diferença de estrutura em relação às candidaturas que contam com maior volume de recursos. Ivan também defendeu que o engajamento político e a participação coletiva podem ser diferenciais na disputa pelo Governo de Pernambuco.

A programação de inauguração do Comitê 50 contou ainda com oficinas práticas e artísticas voltadas aos militantes e apoiadores. A iniciativa reforçou uma das marcas da campanha de Ivan, que busca associar a atividade eleitoral à cultura, à participação popular e à atuação coletiva.

Ao falar sobre o momento da campanha, Ivan Moraes avaliou que a candidatura está ganhando ritmo e afirmou que o objetivo é ampliar a presença nas ruas e alcançar diferentes segmentos da população pernambucana.

Nossa força vem da coletividade, da cultura, da arte, do trabalho e do engajamento político. Hoje estamos todas e todos reunidos aqui com tudo isso junto, com muita vontade de mudança, com muita vontade de fazer muito por Pernambuco”, declarou.

O candidato concluiu destacando o entusiasmo da militância e projetando uma campanha capaz de ampliar o diálogo com o eleitorado. “A campanha tá linda, a todo vapor e, se a gente chegar em todo mundo, tenho certeza que vai tocar as mentes e os corações do povo pernambucano”, afirmou.

Com a inauguração do Comitê 50, Ivan Moraes dá mais um passo na estruturação da campanha e busca fortalecer a mobilização da esquerda pernambucana na corrida pelo Palácio do Campo das Princesas.

"EDUARDO DA FONTE SERÁ O MAIOR SENADOR DA HISTÓRIA DE PERNAMBUCO”, DIZ PREFEITO PAQUINHA EM GRANDE ATO NA MATA NORTE COM RAQUEL LYRA

O candidato ao Senado e deputado federal Eduardo da Fonte (PP/UP), ao lado da governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD), do deputado federal e candidato à reeleição Lula da Fonte (PP/UP) e do prefeito de Macaparana, Paquinha, participou, neste domingo (23), do lançamento da campanha à reeleição do deputado estadual Antônio Moraes, em Macaparana, na Zona da Mata Norte. O ato reuniu lideranças políticas, prefeitos, vereadores, apoiadores e moradores, demonstrando a força da chapa na região.

Durante a mobilização, Eduardo destacou a importância de fortalecer a representação política da Mata Norte e ampliar a articulação em defesa dos municípios. Macaparana também foi destaque por ter sido o primeiro município de Pernambuco a contar com uma Casa Azul, espaço voltado ao atendimento de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). No ato, Eduardo e Raquel reafirmaram o compromisso de auxiliar os municípios na construção de Casas Azuis em todas as cidades do Estado, ampliando a rede de atendimento e acolhimento às famílias.

“Estar em Macaparana ao lado de Raquel, Paquinha, Antônio Moraes e de tantas lideranças mostra a força de um grupo que acredita no potencial da Zona da Mata Norte. Quero levar para o Senado a experiência que construí na Câmara dos Deputados e ampliar nossa capacidade de articulação para trazer mais investimentos, oportunidades e desenvolvimento para Macaparana e toda a região”, afirmou Eduardo da Fonte.

Foto: Efraim Cruz.

RAQUEL NÃO IRIA A TEREZINHA NESTE DOMINGO; AGENDA OFICIAL DESMONTA NOTÍCIA DE SUPOSTO CANCELAMENTO POR FALTA DE PÚBLICO

Da REDAÇÃO

Em tempos de eleição e redes sociais, a velocidade para publicar muitas vezes parece estar atropelando a obrigação básica de conferir os fatos. Foi o que ocorreu neste domingo (23) com uma informação divulgada sobre uma suposta agenda da governadora e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), em Terezinha, no Agreste Meridional.

A informação de que Raquel teria cancelado uma caminhada na feira do município por causa de uma suposta baixa adesão de público não encontra respaldo na agenda oficial da campanha, distribuída previamente à imprensa.

O documento encaminhado pela assessoria da candidata no sábado (22) relacionava todos os compromissos previstos para este domingo e não havia qualquer atividade programada para Terezinha.

A programação oficial estabelecia cinco compromissos para Raquel ao longo do dia. O primeiro estava marcado para as 8h30, em Nova Descoberta, no Recife, com um panfletaço. Às 10h30, a candidata tinha outro compromisso no bairro do Pina, também na capital pernambucana.

No período da tarde, a agenda seguia para o interior. Às 15h, Raquel tinha caminhada marcada em Macaparana. Depois, às 17h, participaria de outro ato em Carpina. O encerramento da programação estava previsto para as 20h, em Surubim.

Ou seja: Terezinha não estava na agenda oficial da governadora em nenhum momento do domingo.

A INFORMAÇÃO QUE NÃO FECHA

Em publicação feita às 11h40 deste domingo, o Blog do Magno afirmou que Raquel era esperada para uma caminhada na feira de Terezinha durante a manhã, mas que uma suposta “baixa adesão do público” teria provocado o cancelamento. A publicação também mencionou um suposto temor de protestos contra a candidata.

O problema é que a própria cronologia da agenda oficial contradiz essa versão.

O panfletaço em Nova Descoberta, apresentado na publicação como uma atividade que teria substituído a suposta agenda de Terezinha, já estava previsto no roteiro oficial divulgado no sábado.

Portanto, não houve troca de agenda.

Não houve cancelamento registrado.

E não há, na programação oficial distribuída à imprensa, qualquer compromisso de Raquel Lyra em Terezinha que pudesse ter sido cancelado.

O QUE ACONTECEU EM TEREZINHA

Terezinha teve, sim, movimentação política neste domingo. O prefeito Arnóbio recebeu a visita do deputado federal Silvio Costa Filho, em uma agenda própria do parlamentar.

O compromisso, entretanto, não fazia parte da programação da governadora.

A associação entre a agenda de Silvio Costa Filho e uma suposta presença de Raquel Lyra no município acabou produzindo uma narrativa que não se sustenta diante da programação oficial da campanha.

E há ainda um componente político evidente: Silvio Costa Filho e Raquel Lyra não caminham no mesmo campo político, situação conhecida no meio político pernambucano e que não começou agora.

TEREZINHA: UMA DISPUTA DE MENOS DE 100 VOTOS

O município também merece uma observação especial.

Terezinha protagonizou uma das disputas eleitorais mais apertadas da região na última eleição municipal. Os dois principais grupos políticos locais travaram uma verdadeira guerra pelo comando da Prefeitura, decidida por menos de 100 votos.

Hoje, porém, existe uma situação curiosa: os dois grupos políticos estão alinhados com Raquel Lyra.

Isso torna ainda mais frágil qualquer tentativa de transformar uma suposta ausência da governadora em demonstração de rejeição política no município.

A BILE NÃO PODE VENCER A APURAÇÃO

Crítica política faz parte do processo democrático. Jornalista pode elogiar, criticar, analisar e até ser contundente. O que não pode é a narrativa substituir a apuração.

Se havia uma agenda de Raquel em Terezinha, seria simples apresentar a informação oficial que comprovasse. Se houve cancelamento, deveria existir uma alteração comunicada pela campanha.

Mas o que existe é justamente o contrário: a agenda oficial divulgada previamente não previa Terezinha.

É preciso, portanto, separar fato de narrativa.

Não se trata de defender Raquel Lyra ou atacar quem publicou a informação. Trata-se de algo muito mais elementar: restabelecer a verdade diante de uma informação que, confrontada com a agenda oficial, não se sustenta.

Pernambuco vive uma eleição que promete ser uma das mais disputadas dos últimos anos. Haverá críticas, ataques, pesquisas, caminhadas cheias, caminhadas menores, alianças, rompimentos e muita disputa política.

Tudo isso faz parte.

O que não deveria fazer parte é criar uma ausência onde não havia presença programada e, a partir disso, construir uma história de falta de público.

Raquel não cancelou uma agenda em Terezinha neste domingo. A agenda oficial mostra que ela simplesmente não iria ao município.

E fica o registro: em tempos de fake news, antes da bile, vem a apuração. Antes da narrativa, vêm os documentos. E antes do clique, deveria vir a verdade.

MENDONÇA FILHO CONFIRMA PRESENÇA EM GRANDE ATO COM CHAPARRAL, JULIANA E RAQUEL EM SURUBIM

Da REDAÇÃO - Blog do Edney 

O cenário político de Surubim promete ser de forte mobilização neste domingo (23). O candidato ao Senado Mendonça Filho confirmou presença no grande ato político que será realizado logo mais no município, ao lado da candidata a deputada federal Juliana de Chaparral, do prefeito Cleber Chaparral e de importantes nomes da chapa majoritária liderada pela governadora Raquel Lyra.

A confirmação aconteceu durante uma caminhada realizada na Zona Norte do Recife, comandada por Raquel Lyra. Em um momento de descontração, Juliana de Chaparral chamou Mendonça e fez o convite público para o encontro em Surubim.

“Estamos no esquenta pra Surubim mais tarde, né, senador?”, perguntou Juliana. Mendonça respondeu de forma direta: “Esperem aí, Surubim me aguarde, que vamos chegar aí mais tarde com Juliana.”

O gesto reforça a dimensão política do evento, que vem sendo tratado como um dos principais atos da campanha neste domingo no Agreste.

Organizado pelo prefeito Cleber Chaparral, o encontro marcará oficialmente o lançamento das candidaturas de Juliana de Chaparral para deputada federal e Batista Cabral para deputado estadual. A concentração está prevista para as 18h44, quando apoiadores deverão se reunir para acompanhar a caminhada e o grande ato político.

Além de Mendonça Filho, estão confirmadas as presenças da governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra, da vice-governadora Priscila Krause e do candidato ao Senado Eduardo da Fonte.

A expectativa é de uma grande participação popular, reunindo lideranças políticas, prefeitos, vereadores e apoiadores de Surubim e de municípios do Agreste. O ato também será uma oportunidade para Chaparral demonstrar força política e consolidar o palanque de seus candidatos na região.

Com a presença de nomes de peso da chapa majoritária, o encontro em Surubim ganha contornos de um verdadeiro teste de força eleitoral no Agreste, especialmente para Juliana de Chaparral, que busca ampliar sua presença regional na disputa por uma cadeira na Câmara Federal.

CACHOEIRINHA INICIA CURSO INÉDITO DE CAPACITAÇÃO PARA PROFISSIONAIS DA SEGURANÇA PÚBLICA

Formação terá 110 horas-aula e prepara profissionais para auxiliar na segurança pública municipal.

Cachoeirinha deu início, nesta quarta-feira (19), a uma nova etapa no fortalecimento da segurança pública municipal com a aula inaugural do Curso de Capacitação de Assistente Técnico de Defesa e Segurança Pública, iniciativa inédita no município, promovida pela Prefeitura de Cachoeirinha, por meio da Secretaria de Segurança e Defesa Cidadã.

Com 110 horas-aula, integralmente presenciais, a formação foi estruturada para preparar profissionais para os desafios da atuação na segurança pública, combinando conhecimentos teóricos e práticos e avaliando competências, conduta, postura e disciplina necessárias ao desempenho da função.

Durante a formação, os participantes terão contato com conteúdos como funcionamento da segurança pública e o papel do município, legislação aplicada à segurança pública, direitos humanos, ética e cidadania, comunicação, mediação de conflitos, técnicas de abordagem, rotinas de trabalho dos assistentes técnicos de segurança, defesa pessoal, noções de legislação de trânsito e primeiros socorros.

O curso também prevê a realização de palestras e visitas técnicas, proporcionando aos participantes contato com diferentes experiências e instituições, fortalecendo o diálogo e a integração interinstitucional.

O secretário de Segurança e Defesa Cidadã, Coronel Alexandre Cruz, destacou a importância do planejamento e da qualificação dos profissionais para o fortalecimento da segurança municipal e ressaltou o compromisso da gestão do prefeito André Raimundo com a área.

“Segurança pública se constrói com planejamento e valorização de profissionais preparados. Cachoeirinha dá um novo passo para proteger quem mais importa, que é a população. O prefeito André vem cuidando do nosso povo e, na área da segurança, teve um papel muito importante para transformar esse projeto em realidade.”

A aula inaugural reuniu autoridades políticas, militares e representantes de instituições de segurança, além dos profissionais que participam da capacitação, marcando oficialmente o início de uma formação que busca aliar conhecimento técnico, disciplina, ética, cidadania e compromisso com a população.

Ao concluírem a formação, os profissionais estarão preparados para atuar no auxílio às ações de segurança pública do município, contribuindo para atividades de prevenção, orientação e apoio às ações desenvolvidas pelas instituições de segurança, dentro das atribuições estabelecidas para a função, fortalecendo a proteção e o cuidado com a população.

Foto: Elisama Macedo

JOÃO CAMPOS PROMETE “PACTO ANTIFACÇÕES” E MIRA COMBATE AO CRIME ORGANIZADO EM PERNAMBUCO

O candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos (PSB), colocou o combate ao crime organizado no centro de seu discurso de campanha e prometeu, caso seja eleito, implantar um “Pacto Antifacções” no Estado. A proposta prevê uma atuação integrada das forças de segurança, órgãos de fiscalização e instituições do sistema de Justiça para enfrentar o avanço das organizações criminosas.

Durante a agenda política, João Campos afirmou que Pernambuco vive um cenário preocupante e citou o número de facções criminosas presentes no Estado. Segundo o socialista, a estratégia terá como um dos principais pilares o rastreamento do dinheiro movimentado pelo crime organizado, buscando atingir a estrutura financeira das organizações.

“A gente vai poder lançar o Pacto Antifacções. Vai ter uma estrutura de inteligência para rastrear dinheiro. A gente vai conseguir integrar as políticas públicas, também na área fiscal e de monitoramento de lavagem de dinheiro do crime”, afirmou.

A proposta apresentada por João também prevê um reforço na integração entre as políticas estaduais e nacionais de segurança. O candidato destacou que o monitoramento das divisas de Pernambuco deverá ter papel estratégico, com o objetivo de dificultar a entrada e a circulação de integrantes, recursos e estruturas ligadas às facções.

Segundo ele, a ideia é criar uma rede de monitoramento capaz de atuar de maneira permanente nas fronteiras estaduais.

João Campos também defendeu uma maior integração entre o Governo do Estado, Ministério Público e Poder Judiciário. Na avaliação do candidato, o governador precisa assumir diretamente a liderança da política de enfrentamento às facções e atuar na proteção dos territórios dominados ou ameaçados pelo crime organizado.

“Fazer com que a população não pague essa conta, ela tem que ser protegida e não pagar uma conta de um estado inseguro”, declarou.

A inspiração no legado de Eduardo Campos

Ao ser questionado sobre a viabilidade da proposta diante da dificuldade enfrentada por outros estados no combate ao crime organizado, João Campos recorreu ao legado do pai, o ex-governador Eduardo Campos.

O candidato relembrou o Pacto pela Vida, programa implantado durante a gestão de Eduardo Campos e que se tornou uma das principais referências da política de segurança pública de Pernambuco.

João afirmou que o modelo conseguiu reduzir, durante determinado período, os índices de homicídios no Estado e acabou servindo de referência para outras unidades da Federação.

“Quando meu pai, Eduardo Campos, foi governador, ele conseguiu fazer o Pacto pela Vida, onde ele conseguiu fazer o que nenhum outro estado fazia. Reduziu ano a ano os homicídios, a violência, porque lançou um modelo de gestão diferente para a segurança, que depois foi copiado pelo Brasil inteiro”, lembrou.

Na avaliação do socialista, o momento atual exige uma nova estratégia, desta vez direcionada especificamente ao enfrentamento das organizações criminosas e à sua estrutura financeira.

João Campos defendeu que Pernambuco tenha protagonismo nacional nessa área e estabeleça um modelo de inteligência capaz de identificar e bloquear recursos utilizados pelas facções.

“Eu tenho certeza que, a partir do momento que o Estado falar assim: ‘a facção que botar a sua presença no Estado vai ter uma rastreabilidade que nenhum outro Estado tem’, eles vão escolher outros estados e vão correr de Pernambuco”, afirmou.

Na prática, a aposta de João Campos é transformar o combate às facções em uma política de Estado, combinando inteligência, fiscalização financeira, controle das divisas e integração entre as instituições. O discurso também busca associar sua eventual gestão a uma nova fase de enfrentamento à criminalidade organizada, tendo o Pacto pela Vida como referência, mas com foco ampliado sobre as estruturas financeiras e territoriais das facções.