quarta-feira, 2 de setembro de 2026

EM GRANDE CAMINHADA EM MORENO, RAQUEL DESTACA O MAIOR INVESTIMENTO DA HISTÓRIA DA CIDADE


Em uma caminhada que reuniu uma multidão em Moreno, a governadora e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), celebrou que o município está “vivendo o maior momento de investimento na cidade”. Ao lado da sua vice na chapa, Priscila Krause (PSD), e do deputado federal e candidato ao Senado, Eduardo da Fonte (PP), Raquel foi calorosamente recebida pela população, que acompanhou a candidata durante a caminhada.

“Esse é o governo que mais investiu em Moreno na sua história. É o Arco Metropolitano virando realidade, nova Escola Técnica Estadual em andamento, creche sendo construída, asfalto na cidade. Nós estamos aqui para celebrar as conquistas dessa cidade e o que vem pela frente. Esse time está pronto, vamos com amor no coração entregar ação e trabalho”, destacou Raquel.

Em Moreno, a gestão de Raquel já entregou 13 ônibus escolares, uma cozinha comunitária, um Centro de Referência da Mulher, além da construção de uma creche e de uma Escola Técnica Estadual, e a autorização para as obras da tão aguardada há décadas Barragem de Engenho Pereira.

Acompanharam a caminhada os deputados estaduais e candidatos à reeleição, Romero Sales Filho e Nino de Enoque; os candidatos a deputado estadual, Thierry Cupertino, Ni do Badoque, Chef Negra Linda e Galo Cego; a ex-prefeita de Ipojuca e candidata à deputada federal, Célia Sales; e os prefeitos de Moreno, Edmilson Cupertino, e de Camaragibe, Diego Cabral.

Fotos: Janaína Pepeu

POLO DE CONFECÇÕES DO AGRESTE CHEGA AO CENTRO DA DISPUTA EM BRASÍLIA; FELIPE CARRERAS E HELINHO ARAGÃO PRESSIONAM GOVERNO POR PROTEÇÃO AO SETOR

Reunião com ministro do Desenvolvimento acontece em meio à queda de braço no Congresso sobre a “taxa das blusinhas”, importações e custos dos insumos usados pela indústria têxtil

O Polo de Confecções do Agreste pernambucano ganhou espaço na agenda econômica de Brasília justamente no momento em que o Congresso Nacional trava uma das discussões mais delicadas para o setor produtivo brasileiro.

Nesta terça-feira (1º), o deputado federal Felipe Carreras e o prefeito de Santa Cruz do Capibaribe, Helinho Aragão, estiveram com o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, para colocar na mesa as preocupações de quem fabrica, vende e movimenta um dos maiores polos de moda do país.

E a pauta não poderia ser mais sensível.

No encontro, foram discutidos os possíveis impactos da Medida Provisória 1.357/2026, que zerou o Imposto de Importação para compras internacionais de até US$ 50, além da discussão sobre medidas antidumping e da possibilidade de aumento da alíquota de importação de produtos de poliéster, matéria-prima fundamental para a cadeia produtiva da região.

A discussão ocorre em uma semana decisiva. A MP conhecida como “taxa das blusinhas” precisa ser apreciada pelo Congresso até 8 de setembro. A comissão mista que analisa a proposta ainda busca um acordo sobre o texto final. 

Ou seja: enquanto Brasília discute números, alíquotas e regras de comércio exterior, o Agreste está tentando mostrar o que essas decisões significam na prática.

UMA DISPUTA QUE CHEGA AO CHÃO DA FÁBRICA

A chamada “taxa das blusinhas” foi criada em 2024 com uma cobrança de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50. Em maio deste ano, o presidente Lula editou uma nova medida provisória zerando o Imposto de Importação nessa faixa. 

O problema, para os produtores nacionais, é a diferença de condições entre quem fabrica no Brasil e quem compra produtos diretamente de plataformas estrangeiras.

É exatamente nesse ponto que entra a preocupação apresentada por Felipe Carreras e Helinho Aragão.

O Polo de Confecções não é apenas um conjunto de fábricas. É uma gigantesca cadeia econômica que envolve produtores, facções, comerciantes, transportadores, fornecedores de tecido, vendedores, feirantes e milhares de trabalhadores.

Santa Cruz do Capibaribe está no centro dessa engrenagem e, por isso, a participação de Helinho Aragão na agenda dá uma dimensão municipal e regional à discussão.

O POLIÉSTER VIROU OUTRO PONTO DE ALERTA

Além da MP, outro assunto que preocupa o setor é a possibilidade de aumento da alíquota de importação sobre produtos de poliéster.

Para o Polo, esse não é um detalhe burocrático. É custo de produção.

Qualquer aumento no preço de um insumo essencial tende a chegar à ponta da cadeia e pressionar o preço final das peças produzidas no Agreste.

Em um mercado extremamente competitivo, a conta é simples: se o produtor nacional fica mais caro enquanto o produto importado entra com preços menores, a diferença pode acabar sendo paga por quem fabrica e gera emprego no Brasil.

É justamente essa equação que Carreras e Helinho levaram ao ministro.

ANTIDUMPING: OUTRA FRENTE DE BATALHA

A defesa pela não aplicação de medidas antidumping também entrou na pauta.

O debate é sensível porque o antidumping é utilizado como instrumento de defesa comercial quando o governo identifica práticas de comércio consideradas prejudiciais à indústria nacional.

Para o Polo de Confecções, entretanto, qualquer mudança nas regras de importação precisa ser analisada levando em conta a realidade específica da cadeia produtiva pernambucana.

A preocupação é evitar que uma decisão tomada em Brasília, com uma visão geral da indústria brasileira, acabe produzindo efeitos negativos justamente sobre uma região que construiu sua economia em torno da produção e comercialização de roupas.

BRASÍLIA DISCUTE A “BLUSINHA”, O AGRESTE DISCUTE EMPREGO

A dimensão política da reunião também merece atenção.

A MP das blusinhas entrou numa verdadeira queda de braço no Congresso. O texto que zerou o imposto para compras de até US$ 50 ainda está em negociação, e a comissão mista voltou a adiar a apresentação definitiva do relatório em busca de um acordo. 

Do outro lado, representantes da indústria alertam para os possíveis impactos da concorrência internacional.

A Confederação Nacional da Indústria estima que o fim da cobrança pode colocar em risco 109 mil empregos e provocar perdas de R$ 21,8 bilhões para a indústria brasileira. 

Os números dão uma dimensão nacional ao problema, mas no Agreste a discussão ganha rosto e endereço.

É o pequeno fabricante que precisa comprar tecido.

É a costureira que depende da produção.

É o comerciante que precisa vender.

É o transportador que leva a mercadoria.

É o feirante que depende do movimento.

É uma cadeia inteira que não pode simplesmente apertar um botão e mudar sua estrutura de produção.

FELIPE CARRERAS ASSUME O PAPEL DE INTERLOCUTOR

Na reunião, Felipe Carreras procurou apresentar ao Governo Federal a realidade de quem produz e gera renda no Agreste.

“Como deputado federal de Santa Cruz do Capibaribe, viemos colocar a realidade de quem produz na mesa”, afirmou o parlamentar, destacando que o Polo gera emprego, renda e oportunidades para milhares de famílias.

A movimentação reforça a tentativa do deputado de ocupar um espaço de interlocução entre Brasília e um setor que possui enorme importância econômica para Pernambuco.

Ao lado de Helinho Aragão, Carreras também transforma a discussão em uma pauta regional.

E isso tem peso político.

Porque quando o assunto é o Polo de Confecções, não se fala apenas de Santa Cruz do Capibaribe. A discussão alcança Toritama, Caruaru e diversos outros municípios do Agreste que dependem direta ou indiretamente da cadeia da moda.

HELINHO LEVA SANTA CRUZ PARA O DEBATE NACIONAL

Para Helinho Aragão, participar da agenda significa levar diretamente a Brasília as preocupações de uma cidade cuja economia está profundamente ligada ao setor de confecções.

Santa Cruz não quer assistir de longe às decisões tomadas em Brasília.

Quer participar delas.

E o recado levado ao ministro é justamente esse: qualquer mudança nas regras de importação precisa considerar quem produz dentro do Brasil e, principalmente, quem construiu sua atividade econômica enfrentando diariamente a concorrência externa.

A CONTA PODE CHEGAR AO AGRESTE

O debate ainda está longe de terminar.

A comissão mista que analisa a MP continua tentando construir um acordo, enquanto o prazo de 8 de setembro se aproxima. O texto prevê a possibilidade de zerar a alíquota para compras de até US$ 50 e estabelecer uma tributação de até 30% para remessas de até US$ 3 mil, dependendo das regras aprovadas. 

Para os consumidores, a discussão envolve preço.

Para o Governo Federal, envolve arrecadação e política econômica.

Para a indústria, envolve competitividade.

E para o Agreste pernambucano, envolve algo ainda mais concreto: emprego e renda.

Foi por isso que Felipe Carreras e Helinho Aragão foram a Brasília.

Porque, no fim das contas, enquanto os deputados discutem a MP, os ministros analisam as alíquotas e as plataformas estrangeiras vendem milhões de produtos, existe uma pergunta que interessa diretamente ao Polo:

quem vai pagar a conta quando a concorrência apertar ainda mais?

E o Agreste quer garantir que essa conta não caia justamente sobre quem produz, trabalha e movimenta a economia de Pernambuco.

MULTIDÃO VAI ÀS RUAS DE JOÃO ALFREDO PARA DAR O ÚLTIMO ADEUS AO EX-PREFEITO SEBASTIÃO MENDES

João Alfredo parou para se despedir de um dos nomes mais marcantes da história política do município.

Uma verdadeira multidão tomou as ruas de João Alfredo, na tarde desta segunda-feira (31), para acompanhar o cortejo fúnebre do ex-prefeito Sebastião Mendes, que morreu no domingo (30), aos 75 anos, no Recife. Quatro vezes prefeito do município, Sebastião deixou uma trajetória construída ao longo de décadas na vida pública e uma forte ligação com a população.

O clima foi de comoção desde as primeiras horas do dia. Familiares, amigos, ex-companheiros de caminhada, lideranças políticas e moradores passaram pelo velório para prestar as últimas homenagens àquele que foi um dos principais personagens da história recente de João Alfredo.

O velório aconteceu no Ginásio Poliesportivo Djair Santos, que recebeu centenas de pessoas durante a despedida. A dimensão da homenagem, porém, foi muito além do espaço onde o corpo estava sendo velado.

CIDADE PAROU

Depois do velório, o corpo de Sebastião Mendes seguiu em cortejo pelas principais ruas da chamada Cidade Feliz. A população saiu de casa para acompanhar a passagem do cortejo, transformando a despedida em uma grande manifestação de carinho e reconhecimento.

Milhares de pessoas acompanharam o trajeto até o Cemitério São José, onde aconteceu o sepultamento.

Mais do que um cortejo fúnebre, João Alfredo viveu um momento de forte simbolismo. As ruas ficaram tomadas por pessoas que fizeram questão de acompanhar de perto os últimos momentos de um homem que ocupou por quatro vezes a cadeira de prefeito e que, durante décadas, esteve diretamente envolvido nas decisões políticas do município.

LUTO OFICIAL

A morte de Sebastião Mendes foi comunicada pelo atual prefeito Zé Martins, que decretou luto oficial de três dias no município e ponto facultativo na segunda-feira (31), em respeito à trajetória do ex-prefeito.

A manifestação do atual gestor traduziu o peso político e histórico de Sebastião Mendes para João Alfredo. Mesmo anos depois de deixar o comando da Prefeitura, seu nome continuava associado à história administrativa e política do município.

UMA DESPEDIDA À ALTURA DA HISTÓRIA

Sebastião Mendes deixa uma marca difícil de ignorar. Quatro vezes prefeito, atravessou diferentes momentos da política de João Alfredo e construiu, ao longo dos anos, uma relação direta com a população.

Na despedida, essa história apareceu nas ruas.

Homens, mulheres, jovens e idosos se juntaram ao cortejo para prestar a última homenagem. O tamanho da presença popular mostrou que, independentemente das disputas políticas e das diferenças naturais existentes ao longo de uma longa trajetória pública, Sebastião Mendes conseguiu construir algo que permanece depois da política: a lembrança e o reconhecimento de parte da população.

João Alfredo se despediu de Sebastião Mendes com as ruas cheias, em uma cena que ficará registrada na memória política e afetiva do município.

A Cidade Feliz, nesta segunda-feira, ficou em silêncio para acompanhar a partida de um de seus personagens mais importantes.

RAQUEL LYRA MOSTRA FORÇA EM JABOATÃO, COLOCA O TIME NA RUA E EXIBE A MARCA DE UM GOVERNO QUE CHEGOU PARA TRANSFORMAR

Governadora transforma caminhada em demonstração de liderança, destaca obras e reforça parceria com Mano Medeiros e Andréa

Raquel Lyra está definitivamente em ritmo de campanha — e quem acompanha sua movimentação pelas ruas de Pernambuco já percebeu que a governadora entrou na disputa com disposição, presença e um discurso cada vez mais ancorado nos resultados da sua gestão.

Nesta terça-feira (1º), foi a vez de Jaboatão dos Guararapes receber a força política da governadora. Em uma caminhada por Jaboatão Centro, Raquel voltou a reunir aliados, lideranças e população para apresentar aquilo que considera uma das principais credenciais do seu projeto de reeleição: um Governo de Pernambuco presente, atuante e entregando obras.

E Jaboatão não foi escolhido por acaso.

A cidade é comandada por Mano Medeiros (PSD), um dos principais aliados de Raquel, e se transformou em um importante território político do grupo. Ao lado do prefeito, a governadora também fortalece o projeto eleitoral da primeira-dama Andréa Medeiros (PSD), que disputa uma vaga na Assembleia Legislativa.

A mensagem transmitida nas ruas foi de união, trabalho e continuidade.

RAQUEL FAZ DA OBRA A SUA PRINCIPAL BANDEIRA

Com uma gestão marcada por investimentos em infraestrutura, educação, segurança e recuperação da malha viária, Raquel tem percorrido Pernambuco mostrando que o discurso de campanha está acompanhado de entregas.

Em Jaboatão, fez questão de destacar a proteção de encostas em Jardim Monte Verde, a entrega de uma creche, a construção de outra unidade e a Barragem do Engenho Pereira.

São ações que ajudam a construir uma narrativa poderosa para a governadora: a de que o Estado voltou a estar presente onde antes havia ausência.

“Vocês viram o governo de Pernambuco chegar a Jaboatão como nunca veio e a gente veio pra ficar”, afirmou Raquel.

A frase foi recebida com entusiasmo e resume a postura adotada pela governadora nesta reta eleitoral: mostrar o que foi feito, reafirmar compromissos e pedir ao eleitor a oportunidade de continuar avançando.

UMA GOVERNADORA CADA VEZ MAIS À VONTADE NAS RUAS

Raquel demonstra estar cada vez mais confortável no corpo a corpo.

Nas caminhadas, conversa com moradores, recebe abraços, cumprimenta comerciantes e transforma a agenda política em uma grande demonstração de proximidade popular.

É justamente essa presença que sua equipe pretende ampliar durante a campanha.

A governadora aposta na comparação entre o passado e o presente e apresenta os investimentos realizados como prova de que Pernambuco vive um novo momento administrativo.

Em Jaboatão, essa estratégia ganha ainda mais força porque existe uma sintonia política entre Governo do Estado e Prefeitura.

MANO E ANDRÉA NO MESMO PALANQUE

A parceria com Mano Medeiros é um dos ativos políticos de Raquel na Região Metropolitana.

O prefeito tem sido um aliado firme do projeto da governadora, enquanto Andréa Medeiros aparece como um dos nomes competitivos do PSD para a Assembleia Legislativa.

A presença de Raquel ao lado dos dois reforça uma fotografia política que interessa a todos: um grupo unido, organizado e trabalhando pela continuidade de um projeto.

Andréa destacou o compromisso da governadora com Jaboatão e ressaltou os resultados da parceria entre Prefeitura e Estado.

RAQUEL JÁ PENSA NOS PRÓXIMOS QUATRO ANOS

O discurso da governadora também aponta para o futuro.

Raquel afirmou que está pronta para continuar liderando Pernambuco e garantiu que os próximos quatro anos serão os melhores da história do Estado e de Jaboatão.

Não é apenas uma promessa eleitoral.

É a apresentação de um projeto de continuidade.

Raquel quer convencer o eleitor de que o governo que começou a reorganizar Pernambuco precisa de mais tempo para consolidar as transformações iniciadas.

EDUCAÇÃO TAMBÉM NA AGENDA

Mesmo impedida pela legislação eleitoral de participar diretamente de inaugurações, Raquel acompanhou de longe a entrega da 14ª creche construída pelo Estado.

Em Palmares, o Centro de Educação Infantil Vovó Alzira recebeu aproximadamente R$ 3,4 milhões em investimentos e representa cerca de 160 novas vagas para a educação infantil.

A expansão da rede de creches é uma das vitrines do Governo Raquel Lyra e reforça uma área que tem forte apelo junto às famílias pernambucanas.

O RECADO DAS RUAS

A passagem por Jaboatão deixou um recado político bastante claro.

Raquel não está apenas fazendo campanha. Está apresentando o que fez e pedindo ao eleitor que compare.

Com uma agenda intensa, presença crescente nos municípios e uma rede de aliados cada vez mais mobilizada, a governadora entra na disputa apostando na força da gestão, na capacidade de articulação política e, principalmente, na continuidade.

Jaboatão foi mais uma demonstração disso.

Ao lado de Mano Medeiros e Andréa Medeiros, Raquel mostrou que tem grupo, tem palanque e tem disposição para disputar cada voto.

A campanha já começou. E Raquel Lyra já está em campo mostrando por que quer continuar comandando Pernambuco.

SALOÁ DE LUTO: MORRE AOS 73 ANOS ERASMO RODRIGUES PEREIRA, EX-DIRETOR DA CADEIA PÚBLICA

A cidade de Saloá amanhece de luto nesta quarta-feira (2) com a triste notícia da morte de Erasmo Rodrigues Pereira, aos 73 anos. Ele faleceu na noite desta terça-feira (1º), no Hospital Perpétuo Socorro, em Garanhuns, deixando familiares, amigos e uma legião de conhecidos profundamente consternados.

Erasmo era uma figura conhecida no município e teve sua trajetória profissional marcada pela atuação à frente da Cadeia Pública de Saloá, onde exerceu a função de diretor. Ao longo dos anos, construiu relações e deixou sua marca na comunidade, sendo lembrado por aqueles que tiveram a oportunidade de conviver com ele.

Segundo informações preliminares, Erasmo teria sofrido um infarto. A causa da morte, porém, ainda não foi oficialmente confirmada pela família.

Casado com Eliana Ferreira, suplente de vereadora de Saloá, Erasmo deixa não apenas a saudade entre os familiares, mas também o sentimento de perda entre amigos e pessoas que acompanharam sua caminhada ao longo de 73 anos de vida.

O velório acontece nesta quarta-feira (2), no auditório da Escola São Vicente, em Saloá, das 6h às 16h. Após as últimas homenagens na cidade onde era tão conhecido, o corpo será levado para o cemitério Morada da Paz, em Recife, onde será sepultado.

A despedida de alguém que fez parte da história de uma comunidade nunca é apenas um adeus. Ficam as lembranças, os momentos compartilhados, as histórias contadas e o carinho daqueles que tiveram Erasmo em suas vidas.

Neste momento de profunda tristeza, o Blog do Edney presta sua solidariedade à esposa Eliana Ferreira, aos familiares, amigos e a todos que sofrem com essa perda. Que Deus, em sua infinita misericórdia, conforte o coração de cada familiar e amigo e conceda a Erasmo Rodrigues Pereira o descanso eterno.

Saloá se despede de Erasmo com tristeza, mas também com as lembranças de uma vida que deixou marcas e histórias entre aqueles que tiveram o privilégio de conhecê-lo.

UNIÃO PROGRESSISTA PERNAMBUCO - NOTA

O Brasil tomou conhecimento, hoje, de graves denúncias envolvendo o ministro Alexandre de Moraes, no Caso Master.

Não cabe antecipar conclusões, mas é imprescindível que os fatos sejam apurados com transparência e agilidade. Reafirmo minha posição de repúdio a qualquer abuso de poder ou uso indevido de função pública em benefício próprio. Se comprovadas, as acusações devem resultar em responsabilização plena, nos termos da lei.

Ninguém está acima da Constituição, independentemente do cargo que ocupe. O Congresso Nacional tem o dever constitucional de fiscalizar e é isso que se espera desta Casa neste momento.

Reitero também a posição que já defendo: mandato com prazo determinado para ministros do STF e do STJ, como forma de fortalecer o caráter democrático dessas instituições. O Brasil precisa de poderes independentes, atuando em harmonia e em pleno respeito ao Estado de Direito.

*Eduardo da Fonte*
Deputado federal e candidato ao Senado pela Federação União Progressista

NA LUPA: CASO BANCO MASTER SOBE DE TEMPERATURA, E NOVAS REVELAÇÕES COLOCAM MORAES NO CENTRO DO FURACÃO

Por Edney Souto | Blog do Edney

O caso Banco Master deixou de ser apenas uma investigação sobre a derrocada de uma instituição financeira e passou a assumir contornos de uma das maiores crises de credibilidade envolvendo o sistema financeiro, o mundo político e o Supremo Tribunal Federal.

E agora a temperatura subiu vários graus.

A retirada do sigilo de documentos determinada pelo ministro André Mendonça trouxe para o centro do debate informações que, até então, estavam protegidas nos autos. E entre contratos, mensagens, registros de celulares e metadados, apareceu uma pergunta que Brasília inteira começou a fazer: qual era, de fato, o nível de proximidade entre o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro?

A pergunta não nasceu de uma postagem de rede social ou de uma disputa política. Ela passou a ser alimentada por elementos encontrados pela própria investigação.

Um dos pontos mais delicados envolve um contrato milionário firmado entre o Banco Master e o escritório Barci de Moraes, da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa de Alexandre de Moraes.

O contrato previa pagamentos de R$ 3 milhões mensais durante 36 meses, chegando a R$ 108 milhões em honorários, enquanto documentos relacionados ao caso apontam valores ainda maiores na contratação e nos vínculos empresariais. 

Mas o que fez Brasília arregalar os olhos não foi apenas o valor.

Foram os metadados.

Segundo documentos analisados pela investigação, a versão do contrato foi editada em um perfil identificado como “Ministro Alexandre de Moraes”. O registro aponta uma alteração realizada em janeiro de 2024, depois que Vorcaro havia devolvido a minuta com modificações.

O escritório confirmou que Moraes foi consultado antes da contratação. A justificativa apresentada foi a realização de uma análise de compliance para verificar eventual impedimento legal, já que Viviane é sua esposa.

A explicação, porém, não encerra a discussão.

Ao contrário.

É justamente aí que começa o problema político e institucional.

Porque uma coisa é um ministro ser consultado pela esposa sobre eventual impedimento jurídico.

Outra é aparecer, nos metadados de um documento, uma identificação atribuída ao próprio ministro relacionada à edição da minuta contratual.

E uma terceira questão é saber se essa proximidade ultrapassou a esfera privada e alcançou assuntos relacionados ao funcionamento do Banco Master e aos interesses de Daniel Vorcaro.

É isso que precisa ser esclarecido.

O BANQUEIRO QUE PROCURAVA AS PORTAS CERTAS

Daniel Vorcaro não aparece nas investigações como um empresário qualquer.

O fundador do Banco Master se tornou personagem central de uma investigação que alcança instituições financeiras, autoridades, empresários, políticos e integrantes das mais altas esferas da República.

E novas mensagens recuperadas pela Polícia Federal aumentaram ainda mais a pressão.

Em uma delas, segundo documentos tornados públicos, Vorcaro teria perguntado a Moraes se deveria deixar o Brasil, dois dias antes de ser preso.

A mensagem é especialmente sensível porque coloca um ministro do STF no contexto direto das preocupações de um banqueiro que estava prestes a ser alcançado pela investigação. 

Moraes, por sua vez, negou a interpretação apresentada sobre as mensagens e classificou como falsa a acusação de que teria recebido determinadas comunicações.

É justamente por isso que a investigação precisa avançar.

Não cabe a torcida organizada.

Não cabe condenação antecipada.

Mas também não cabe colocar tudo debaixo do tapete.

R$ 131 MILHÕES E UMA PERGUNTA INCÔMODA

O valor atribuído ao contrato também virou combustível para a crise.

As informações divulgadas apontam para um contrato de aproximadamente R$ 131 milhões, embora o instrumento previsse R$ 108 milhões em pagamentos mensais ao longo de três anos. Documentos encaminhados à CPI do Crime Organizado indicaram ainda pagamentos superiores a R$ 80 milhões ao escritório entre 2024 e 2025

Aqui entra uma questão que não pode ser ignorada:

por que um banco que acabou no centro de uma gigantesca crise financeira estava disposto a desembolsar cifras dessa magnitude por serviços jurídicos e consultoria?

E mais:

qual era exatamente o trabalho realizado?

O contrato previa atuação relacionada a programas de integridade, consultoria jurídica e estratégica, procedimentos perante órgãos como Polícia Federal, Banco Central, Receita Federal e Cade, além de processos judiciais.

É um contrato que, pelo tamanho e pelo objeto, merece ser escrutinado de ponta a ponta.

A REPÚBLICA DAS CONEXÕES

O que torna o caso ainda mais explosivo é que o Banco Master não está isolado.

As investigações já alcançaram o negócio envolvendo o Banco Regional de Brasília, o BRB, além de outras relações políticas e institucionais.

O caso passou por diferentes mãos dentro do STF e ganhou novos contornos após o ministro André Mendonça assumir a condução de parte da investigação e determinar a retirada do sigilo de documentos.

Agora, com documentos vindo à tona, o que antes era discutido nos bastidores passou a ser debatido publicamente.

E quando o assunto envolve dinheiro, banqueiro, Supremo, Polícia Federal, Banco Central e interesses políticos, Brasília sabe muito bem o significado de uma palavra:

desdobramento.

E AGORA, MORAES?

A grande pergunta política é o que acontecerá daqui para frente.

André Mendonça pediu manifestação da Procuradoria-Geral da República e os elementos envolvendo Moraes poderão ser analisados no âmbito do próprio Supremo. 

A oposição já começou a falar em impeachment e afastamento.

Do outro lado, aliados e defensores de Moraes sustentam que a existência de um contrato com o escritório da esposa não significa, por si só, irregularidade, e que o próprio escritório afirma ter adotado procedimentos de compliance antes da contratação.

É importante separar as coisas.

Contrato não é crime. Relação profissional não é prova de corrupção. Mensagem não é sentença. Metadado não é condenação.

Mas também é verdade que todos esses elementos juntos precisam ser explicados quando envolvem um ministro da Suprema Corte e um banqueiro investigado por uma operação de grandes proporções.

E talvez essa seja a parte mais importante de toda essa história.

Não é preciso transformar Moraes em culpado antes da hora.

Mas também não se pode exigir que a sociedade aceite explicações incompletas simplesmente porque o personagem envolvido ocupa uma cadeira no STF.

A PERGUNTA QUE FICA

O caso Master começa a assumir uma dimensão maior do que a própria instituição financeira.

A discussão agora é sobre limites, transparência, conflitos de interesse, influência e relações entre poder econômico e poder institucional.

Se tudo for explicado e estiver dentro da legalidade, ótimo.

Se houver irregularidades, que sejam investigadas e responsabilizadas.

O pior cenário para o Brasil seria outro: transformar o caso em uma guerra entre grupos políticos, enquanto as perguntas fundamentais permanecem sem resposta.

Porque, no final das contas, o cidadão não quer saber se Moraes é de esquerda ou de direita.

Quer saber se houve privilégio, tráfico de influência, conflito de interesses ou qualquer tipo de atuação indevida em favor de um banco que acabou no epicentro de uma crise bilionária.

E essa resposta não pode ser dada por militantes.

Tem que ser dada pelos documentos, pelas perícias, pela Polícia Federal, pelo Ministério Público e pela Justiça.

O caso Banco Master ainda está longe de terminar.

E pelo que apareceu nas últimas 48 horas, a lupa agora está muito mais próxima do Supremo do que muita gente em Brasília gostaria.

NA LUPA, a pergunta não é quem grita mais alto. É quem consegue explicar os fatos.


GOVERNO DE PERNAMBUCO INAUGURA CRECHE EM PALMARES, NA MATA SUL

Unidade dispõe de cerca de 160 vagas para crianças em idade de creche e pré-escola
O Governo de Pernambuco, por meio da Secretaria Estadual de Educação (SEE), entregou, nesta terça-feira (1º), uma creche no município de Palmares, na Mata Sul do Estado. O Centro de Educação Infantil (CEI) Vovó Alzira recebeu investimento de cerca de R$ 3,4 milhões e representa aproximadamente 160 vagas na educação infantil do município. A obra também contou com a participação da Secretaria de Projetos Estratégicos (Sepe) e da Companhia Estadual de Habitação e Obras (Cehab).

Com cinco salas de aula, a estrutura dispõe de recepção, direção, depósito, lavabo, sala dos professores, secretaria, sala de amamentação, sala multiuso, banheiros, fraldário, lactário, solário, cozinha, despensa, paneleiro, vestiário e área de apoio aos funcionários. Os espaços de convivência são destinados a diferentes faixas etárias e foram organizados de modo a facilitar a visibilidade e o monitoramento das crianças. A unidade também atende aos critérios de acessibilidade.

Com a unidade entregue nesta terça-feira, chega a 14 o número de creches entregues pelo Estado. Além de Palmares, já foram contemplados os municípios de Caruaru, Igarassu (2), Ilha de Itamaracá, Ibirajuba, Tuparetama, Camaragibe, Paranatama, Serra Talhada (2), Buíque, Águas Belas e Jaboatão dos Guararapes.

"O Governo de Pernambuco possibilitou a construção de creches para atender à primeira infância, por meio do regime de colaboração com os municípios. A partir dessa política, construímos uma base sólida para receber os estudantes mais preparados no ensino fundamental e no ensino médio. Esse é o modelo de educação adotado para melhor atender a população pernambucana", destacou Gilson Monteiro, secretário estadual de Educação.

Fotos: Josimar Oliveira/SEE